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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Sairam as primeiras imagens de Captain Marvel, e ficamos... na mesma

Foi ontem que acabou o mistério: num especial da Entertainment Weekly, foram reveladas as primeiras imagens oficiais de Captain Marvel.

 

 

Além da capa que deixa pouco à imaginação, o especial revelou ainda alguns pormenores sobre o casting e argumento, incluindo o que vamos poder esperar desta história.

 

Se bem se lembram (SPOILER ALERT para quem ainda não viu Vingadores 4), a primeira vez que ouvimos falar de Captain Marvel no UCM foi no final deste filme, quando Nick Fury envia um page misterioso. No pager vimos apenas o símbolo da (até agora) desconhecida super-heroina, deixando-nos um pouco confusos sobre o seu papel nesta batalha.

 

FIM DE SPOLERS

 

Esta cena apareceu num momento em que o filme com Brie Larson já tinha sido anunciado – e mais uma vez nos demonstra como a Marvel tem sido inteligente ao controlar em que altura lança e anuncia novas personagens. Isto parece um puzzle de 5000 peças!

 

Se bem que a maioria se concentrou na revelação do fato, isso para mim foi o menos. Ele já é conhecido da banda desenhada, achavam mesmo que a Marvel ia fazer algo completamente diferente?

 

O que me deixou um pouco mais surpreendida foram as imagens que acompanharam o especial, e as revelações feitas à sinopse.

 

(1) Brie Larson como Captain Marvel. (2) A equipa da Starforce. (3) Samuel L. Jackson regressa como um Nick Fury mais jovem e, pasme-se, com 2 olhos! (4) Lee Pace é novamente Ronan, mas desta vez ainda não é o mauzão que conhecemos. (5) Ben Mendelsohn com a dupla de realizadores. (6) Os Skrull, pela primeira vez no UCM. São conhecidos pela sua capacidade de transformação - dai Mendelsohn conseguir ser humano. 

Imagens: Entertainment Weekly.

 

Vamos começar pelo princípio. Carol Danvers era uma piloto da Força Aérea norte-americana quando, num acidente, o seu ADN se funde com o de uma raça alienígena. Além de passar a ser meio humana, meia Kree, Danvers ganha super-poderes vários que fazem dela a mais poderosa super-heroína deste universo (já conseguimos perceber melhor aquela mensagem, não?).

 

Mas ao contrário do que tem acontecido com os anteriores filmes do UCM, Captain Marvel vai levar-nos ao meio da história. O filme encontra Danvers já fazendo parte da Starforce, um grupo de militares Kree de elite que defendem o universo.

 

Esta força vai ver-se “obrigada” a defender a Terra de uma ameaça Skrull, e é muito provavelmente nesta fase que vamos conhecer as origens de Danvers e dos seus poderes.

 

Tudo isto passado nos anos 1990.

 

Para mim, esta é a grande surpresa. Eu tenho elevadas expectativas para este filme, sendo o primeiro filme do UCM cuja protagonista é claramente uma mulher. Além disso, o trabalho da Brie Larson encanta-me, e estou curiosa para perceber como é que a visão de uma personagem e atriz femina, combinado com uma realizadora mulher (Anna Boden, em dupla com Ryan Fleck), podem ter espaço neste universo de homens.

 

Contudo, saber que vamos ter um ponto de partida diferente, numa época diferente, torna tudo muito mais interessante. Temos estado a assistir aos mesmos formatos nos últimos 10 anos – formatos que, se bem que inteligentemente incluídos numa linha temporal, não deixam de ser semelhantes. E não é apenas uma preferência da Marvel: de uma forma geral, é sempre melhor introduzirmos algo novo contando imediatamente as suas origens.

 

Se este é um caminho diferente, ainda bem. Até porque Carol Danvers parece ter uma série de dilemas que precisam ser explorados neste filme. Segundo o que estamos a perceber pelo especial da EW, muito do filme vai concentrar-se na adaptação de Danvers aos seus poderes. É uma fase emocional e importante no desenvolvimento da personagem, e em vez de o introduzir vamos antes ver o seu percurso.

 

É um ângulo interessante para qualquer filme de super-heróis. Sendo esta a primeira mulher Marvel, há uma certa pressão para que não caia naqueles estereótipos e facilitismos que muitas vezes ocorrem quando a protagonista é uma mulher.

 

E claro, temos todas as outras personagens secundárias que parecem trazer alto valor ao universo. Jude Law como Walter Lawson (comandante da Starforce e mentor de Danvers), Ben Mendelsohn (o vilão à frente dos Skrull)... E claro, o regresso de Djimon Hounsou e Lee Pace, que temos visto em outros filmes de um ângulo muito mais recente.

 

Concluindo: ficamos na mesma porque as expectativas continuam elevadas. Só que agora, mais do que uma perspetiva feminista, a curiosidade está a ganhar alguns contornos relacionados com a própria história e elenco.

 

Ficamos a aguardar por março de 2019.

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