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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Linhas de Sangue, um trailer que muda o cinema português

Todos sabemos que não é fácil ver cinema português. Culturalmente, o cinema original em português é tão raro de encontrar que acabou por se tornar algo dedicado às margens intelectuais da sociedade – ou seja, às vezes dizem palavras das quais nem sabemos o significado.

 

Pensamos em Manuel D’Oliveira e outros que tais quando pensamos no cinema português. Filmes pouco atrativos para o público habituado a produções em massa de comédias e filmes de ação, com uma produção muito própria e muito tuga.

 

Mas a tendência de ver filmes em português como uma coisa elitista tem vindo a mudar. De há uns anos para cá temos comédias românticas e remakes de filmes antigos que despertam tudo o que queremos: bons momentos falados em português, que retratem a nossa vida tal como os americanos fazem com a sua.

 

É por isso que Linhas de Sangue é já considerado um dos filmes mais esperados do ano cá por Portugal. E tem um novo trailer.

 

 

O enredo leva-nos para um filme de ação e aventura que raramente vemos por cá. A história é a de um grupo de terrostistas que amaça a paz do país – e por isso só um grupo de heróis improváveis vai conseguir salvar o dia... ou não.

 

Não é um enredo novo: Linhas de Sangue foi uma curta-metragem criada por Manuel Pureza e Sérgio Graciano em 2011. A curta foi tão elogiada que os realizadores regressaram para produzir aquele que é um filme que já está a mudar a face do nosso cinema. Não conta uma história verídica, não é um musical nem um remake; é um argumento original tipo como com´édia negra com sangue, ação, humor e muita parvoíce – e quantas vezes vemos isso em português?

 

O elenco é de luxo, e junta malta do cinema, do teatro e das telenovelas – sem barreiras, só atores. José Raposo, Catarina Furtado, José Fidalgo, Soraia Chaves, Joaquim Horta, Alda Gomes, Dânia Neto,  Lourenço Ortigão, Marina Mota... Digam um nome e provavelmente vai aparecer!

 

E tudo produzido com investimento privado, sem qualquer apoio do Estado.

 

Isto é muito importante. É claro que Linhas de Sangue não é o único filme português com investimento privado – no entanto, grande parte da nossa produção continua a depender de financiamento estatal para acontecer. Ao contrário da grande máquina de Hollywood, em Portugal não temos grandes estúdios de produção com capacidade financeira para a produção de longas-metragens muito elaboradas. Além das dificuldades de financiamento que isso acarreta, ainda dificulta a própria quantidade de filmes produzidos.

 

A possibilidade de termos cada vez mais investidores privados interessados no Cinema pode ser uma grande vantagem para filmes como Linhas de Sangue – filmes com enredos pouco habituais e géneros tão variados como os que estamos acostumados a ver noutras linguas.

 

E Linhas de Sangue é tão diferente que faz todo o sentido que seja um dos filmes mais esperados. Não só a sua premissa é completamente diferente  do que estamos habituados, como as caras conhecidas se tornam aliciantes. Manuel Pureza e Sérgio Graciano conseguiram criar um argumento e ação que nos mostra que o cinema português, com o investimento certo, continua a ser tão possível de ser interessante e digno de uma sala com grande ecrã.

 

A estreia está marcada para 26 de julho.