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  <title>Fui ao Cinema... E não comi pipocas!</title>
  <subtitle>As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.</subtitle>
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  <author>
    <name>Maria Juana</name>
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  <updated>2020-01-17T13:37:09Z</updated>
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    <issued>2020-01-17T13:33:00</issued>
    <title>10 filmes que fazem 20 anos em 2020</title>
    <published>2020-01-17T13:37:09Z</published>
    <updated>2020-01-17T13:37:09Z</updated>
    <category term="cinema"/>
    <category term="2020"/>
    <category term="throwback"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Lembram-se onde estavam há 20 anos atrás? Parece tão longínquo, não é? Uma parte de mim ainda acreditar que os anos 90 foram há 10 anos, mas a verdade é que a entrada em 2020 marca os primeiros 20 anos do século XXI. E com isso, nada como celebrar o cinema que fazia as maravilhas da entrada do milénio. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Como sempre, 2000 foi um ano de grandes filmes e outras assim-assim. Houve comédias, ações, dramas e até super-heróis, que nos ajudaram a chorar, rir, deitar as mãos à cabeça ou simplesmente aceitar que o mundo é um lugar muito estranho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Há 20 anos ainda não tinha idade suficiente para ver nenhum destes filmes no cinema - acho que não tinha idade para ver nenhum destes filmes, ponto. Qualquer um dia só vi anos mais tarde, alguns quando intelectualmente preparada para perceber que há cinema para todos e os fimes não precisam respeitar um género ou tipo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Preparados para viajar até 2020? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Snatch - Porcos e Diamantes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/ni4tEtuTccc?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Tinha de começar por Snatch porque, desta insana lista de 10 filmes com o seu momento de espetacularidade, este é aquele que eu continuo a ficar de boca aberta sempre que o vejo. Realizado e escrito por Guy Ritchie, Snatch é carregado de violência, planos acelerados, zoom ins e zoom outs a velocidades estonteantes e interpretações com sotaques estranhos. A história de gangster, promotores de campeonatos de boxe, mafiosos e ladrões que andam à procura de um diamante perdido toma proporções britânicas que não conseguimos nunca bem compreeder o  que está a acontecer à nossa frente. Não envelhece e 20 anos depois continua a ser a maravilha que era em 2000. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Almost Famous&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/aQXh_AaJXaM?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Almost Famous é inevitavelmente aquele filme que vemos quando o mundo da música começa a tornar-se uma paixão para qualquer um de nós. Em 2000 ainda não tinha lá chegado, mas chegada a adolescência foi uma revelação ter este filme à minha frente. Sobretudo quando o mundo das letras começava a tornar-se uma possibilidade, a história de William Miller era um sonho: ainda na escola, ele tem a oportunidade de acompanhar uma banda em ascenção em tour e de escrever uma peça para a famosa revista Rolling Stone. E ele encontra um mundo tão diferente  e tão esclarecedor ao mesmo tempo que há uma certa revelação - os sonhos nem sempre são aquilo que pensamos. Hoje, trabalhadora e com os sonhos trocados, é incrível a sua aplicabilidade…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;X-Men&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/VNxwlx6etXI?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Lembra-se de um tempo em que as salas de cinema não estavam repletas de filmes de super-heróis? Pode não ser assim há tanto tempo, até porque o primeiro filme de X-Men, aquele mesmo primeiro, estreou há 20 anos. Com Patrick Stewart, Ian McKellen, Halle Berry, Famke Janssen e, pela primeira vez no papel de Wolverine, Hugh Jackman, esta foi aquela introdução ao mundo dos mutantes que lutam entre si, entre aqueles que querem a paz e os que querem sobrepor-se aos humanos. 20 anos depois já tivemos tantas voltas no tempo, entre X-Men antigos e novos, que já nem sei o que pensar - mas este nao há um novo, OK? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Miss Detetive&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/LwrEnPYHsyQ?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;A primeira comédia desta lista tinha obrigatoriamente de ser protagonizada por Sandra Bullock, a namoradinha dos EUA e a beleza das comédias do início do século. E este Miss Detetive é a sua grande conquista, se me permitem dizer. Possivelmente aquele que vi mais cedo desta lista, é  também um dos meus maiores guilty pleasures, ao ponto de parar totalmente quando começa a dar na TV. Não é nada de especial, tem todos os clichés do mundo da comédia e ainda assim, seja pelo charme de Bullock ou a história da Gata Borralheira que vira Cinderela, não há como não adorar este Miss Detetive e as suas sequelas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Requiem for a Dream&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/QBwzN4v1vA0?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Passamos da comédia mais pura de sempre, para um dos maiores mindfuck do mundo do Cinema. Há 20 anos, o mundo cinematográfico ficou um pouco mais estranho quando Darren Aronofsky nos presenteou com aquele  que foi a introdução ao mundo dos seus filmes estranhos - não há como esquecer Mãe ou Cisne Negro. Em Requiem for a Dream, há sonhos, há realidades, há relações e abandono, tristeza e felicidade. Há confusão, mas também clareza e uma vontade de tentar perceber o caos. São 20 anos a tentar perceber o caos… &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;American Psycho&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/5YnGhW4UEhc?feature=oembed" width=" 459" height="344" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;A primeira vez que vi o Christian Bale foi aqui, no papel de um psicopata que gostava de matar pessoas porque sim. Ele tinha tudo, desde uma noiva de sonho, à profissão que lhe conseguia proporcionar uma vida de luxo e conforto. Mas apesar de tudo, tinha uma vontade que não conseguia controlar de matar. É altamente estranho, mas de uma forma estranha muito congruente como este American Psycho junta a classe à decadência dos crimes de Bateman (a personagem de Bale). É daqueles filmes para se ver pelo menos uma vez na vida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os Anjos de Charlie&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/rRHRa80wVq8?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Voltamos à comédia num clássico, que foi alvo de um remake ainda em 2019 - bem, não é bem um remake, antes um regressar da equipa de espiões mais sexy do pedaço. Em 2000, era a passagem da série de TV de sucesso para o  grande ecrã com as estrelas do momento: Caeron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu, que instantaneamente se tornaram os anjos mais queridos de Hollywood. Se bem que de 2000, esta versão de Anjos de Charlie continua a deixar-nos com um sorrisinho na boca, nem que seja pelos idiotas acontecimentos que teimam em ajudar as 3 agentes a descobrir o culpado. Tão irrealista, tão interessante. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Memento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/HDWylEQSwFo?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;É apenas fitting que, no ano em que Christopher Nolan lança um novo filme, mais estranho e arriscado, celebremos também o 20º aniversário daquela que foi, diria eu, a longa-metragem que nos fez (à população em geral, que eu não tinha idade para perceber nada) perceber que Nolan era um nome a ter debaixo de olho. Com as trocas a que nos tem acostumado, Memento conta a história de um homem com perda de memória a curto-prazo, mas que faz um esforço enorme para encontrar o assassino da sua mulher. Há mistério, há interpretações do caraças, há momentos WTF que fazem sempre sentido revisitar quando queremos ficar com uma perspetiva da carreira e do trabalho do mestre. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Erin Brokovich&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/HCQGydFK_hM?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;A primeira vez que vi Erin Brokovich, lembro-me que fiquei a pensar algum tempo sobre o filme. Não que fosse espetacular, ou que achasse que era uma grande obra-prima, mas porque me apercebi pela primeira vez do poder do cinema enquanto plataforma para contar histórias reais, de alertar para o que  acontece no mundo e ajudar-nos a preservar uma memória coletiva, não só dos grandes eventos da História da Humanidade, mas das coisas mais pequenas que continuam a ter a sua importância na forma como vemos o mundo. Erin Brokovich (aqui interpretada por um Julia Roberts de tal forma reinventada que ganhou o Óscar de Melhor Atriz  por este papel) existiu, era uma mãe solteira que descobriu que uma empresa de energia poluia as águas da região. Com persistência, lá conseguiu deitá-los abaixo. 20 anos depois, continua a ser um exemplo que até as histórias mais pequenas merecem ser contadas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bring it On&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/Pg0UYb8U2Dg?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Terminamos este throwback com um filme de adolescentes por excelência, para mostrar que nem sempre as comédias envelhecem bem - não por estarem mal feitas, mas simplesmente porque filmes sobre campeonatos de claques já não se aplicam tanto assim à realidade da adolescência, americana ou não. Bring it On, ou Tudo Por Elas, na versão portuguesa, era o culminar da rivalidade, da luta pela popularidade e até brancos contra pretos que foi muito explorado no início do milénio. Tinha a amizade, o romance e até a picardia entre classes sociais que era muito giro desmistificar, mas hoje sabemos que o caminho talvez não fosse esse. Ainda assim, marcou uma época, em que até jovens que não tinham claques queria fazer parte de uma. E tem Kirsten Dunst e Gabrielle Union, se precisam mesmo de uma desculpa para o rever. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2020-01-13T13:13:00</issued>
    <title>#RoadTotheOscars 2020 - Foram revelados os nomeados</title>
    <published>2020-01-13T14:51:18Z</published>
    <updated>2020-01-13T14:51:18Z</updated>
    <category term="cinema"/>
    <category term="óscares"/>
    <category term="óscares 2020"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;São 92 anos de Óscares e, apesar das controvérsias a que temos assistido nos últimos anos, a verdade é que estes continuam a ser os prémios que interessam. Venham os sindicatos, os Baftas, os Globos de Ouro que até podem ter uma Academia muito mais interessada e conhecedora - no fim do dia estes são os prémios que o público conhece e aqueles que garantem investimento.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com mérito ou não, é um dos momentos mais aguardados do ano cinematográfico e ficámos hoje a conhecer os nomeados para a tão desejada estatueta dourada. Podem já fazer scroll até lá, eu não me importo, mas vou dar um pouco mais de contexto até lá chegarmos, OK?&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Cerimónia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A 92ª cerimónia de entrega dos Óscares da Academia vai acontecer no dia 09 de fevereiro, um pouco mais cedo do que os anos anteriores, apesar de manter a tradição de ser no segundo mês do ano e de fechar a award season.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Dolby Theatre será o palco da cerimónia que, tal como o ano passado depois da polémica com Kevin Hart, não terá apresentador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os nomeados&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Havia alguma expectativa sobre quais seriam os nomeados mais previsíveis para 2020. Depois da entrega dos Globos de Ouro e das nomeações para os Bafta, houve uma clara “batalha” entre produções financiadas por estúdios tradicionais ou por plataformas de streaming - um Joker vs O Irlandês, Warner vs Netflix.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem grandes surpresas, a balança ficou bastante equilibrada, com 11 nomeações para Joker e 10 para The Irishman, incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador para ambos. Com 10 nomeações avançam também Era Uma Vez... Em Hollywood, de Quentin Tarantino, e 1917 de Sam Mendes, ambos também nomeados para Melhor  Filme.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A categoria de Melhor Filme encerra com algumas surpresas, como Ford v Ferrari, Jojo Rabbitt e Little Women que, apesar de terem sido reconhecidos noutros prémios não tiveram ainda um destaque considerável - sobretudo Ford V Ferrari, que conta sobretudo com nomeações técnicas e nada nas categorias principais. Marriage Story e Parasitas completam a categoria. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2020 torna-se assim um ano de poucas surpresas. Houve algumas ausências quando comparado com os Globos de Ouro ou Baftas e presenças inesperadas, sobretudo nas categorias de interpretação - com uma dupla nomeação para Scarlett Johansson, nomeada para Melhor Atriz e Melhor Atriz Secundária por Marriage Story e Jojo Rabbitt, respetivamente, é esperado, mas mesmo assim deixa-me desiludida por não haver  espaço para outras interpretações. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eis todos os nomeados:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR ATOR&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ANTONIO BANDERAS, Pain and Glory&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LEONARDO DICAPRIO, Era Uma Vez... Em Hollywood&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ADAM DRIVER, Marriage Story&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOAQUIN PHOENIX, Joker&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JONATHAN PRYCE, Dois Papas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR ATOR SECUNDÁRIO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;TOM HANKS, Um Amigo Extraordinário&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ANTHONY HOPKINS, Dois Papas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AL PACINO, The Irishman&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOE PESCI, The Irishman&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;BRAD PITT, Era Uma Vez... Em Hollywood&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR ATRIZ&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CYNTHIA ERIVO, Harriet&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SCARLETT JOHANSSON, Marriage Story&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SAOIRSE RONAN, Little Women&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CHARLIZE THERON, Bombshell&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;RENÉE ZELLWEGER, Judy&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;KATHY BATES, Richard Jewell&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LAURA DERN, Marriage Story&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SCARLETT JOHANSSON, Jojo Rabbit&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FLORENCE PUGH, Little Women&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MARGOT ROBBIE, Bombshell&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR FILME ANIMADO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;COMO TREINARES O TEU DRAGÃO: O MUNDO SECRETO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I LOST MY BODY&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;KLAUS&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MISSING LINK&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;TOY STORY 4&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CINEMATOGRAFIA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE IRISHMAN, Rodrigo Prieto&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOKER, Lawrence Sher&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE LIGHTHOUSE, Jarin Blaschke&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1917, Roger Deakins&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD, Robert Richardson&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;GUARDA ROUPA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE IRISHMAN, Sandy Powell and Christopher Peterson&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOJO RABBIT, Mayes C. Rubeo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOKER, Mark Bridges&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LITTLE WOMEN, Jacqueline Durran&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ERA UMA VEZ… EM HOLLYWOOD, Arianne Phillips&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR REALIZADOR&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE IRISHMAN, Martin Scorsese&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOKER, Todd Phillips&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1917, Sam Mendes&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ERA UMA VEZ... EM HOLLYWOOD,Quentin Tarantino&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PARASITAS, Bong Joon Ho&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR DOCUMENTÁRIO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AMERICAN FACTORY, Steven Bognar, Julia Reichert and Jeff Reichert&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE CAVE, Feras Fayyad, Kirstine Barfod and Sigrid Dyekjær&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE EDGE OF DEMOCRACY, Petra Costa, Joanna Natasegara, Shane Boris and Tiago Pavan&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FOR SAMA, Waad al-Kateab and Edward Watts&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;HONEYLAND, Ljubo Stefanov, Tamara Kotevska and Atanas Georgiev&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR DOCUMENTÁRIO – CURTA METRAGEM&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;IN THE ABSENCE, Yi Seung-Jun and Gary Byung-Seok Kam&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LEARNING TO SKATEBOARD IN A WARZONE (IF YOU'RE A GIRL), Carol Dysinger and Elena Andreicheva&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LIFE OVERTAKES ME, John Haptas and Kristine Samuelson&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;LOUIS SUPERMAN, Smriti Mundhra and Sami Khan&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;WALK RUN CHA-CHA, Laura Nix and Colette Sandstedt&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR EDIÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FORD V FERRARI&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE IRISHMAN&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOJO RABBIT&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOKER&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PARASITAS&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR FILME ESTRANGEIRO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CORPUS CHRISTI, Polónia&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;HONEYLAND, Macedónia&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LES MISÉRABLES, França&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PAIN AND GLORY, Espanha&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PARASITAS, Coreia do Sul&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR CARACTERIZAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;BOMBSHELL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOKER&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JUDY&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MALEFICENT: MISTRESS OF EVIL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1917&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOKER, Hildur Guðnadóttir&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LITTLE WOMEN, Alexandre Desplat&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MARRIAGE STORY, Randy Newman&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1917, Thomas Newman&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;STAR WARS: THE RISE OF SKYWALKER, John Williams&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR MÚSICA ORIGINAL&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I CAN'T LET YOU THROW YOURSELF AWAY, Toy Story 4&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(I'M GONNA) LOVE ME AGAIN, Rocketman&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I'M STANDING WITH YOU, Breakthrough&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;INTO THE UNKNOWN, Frozen II&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;STAND UP, Harriet&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR FILME&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FORD V FERRARI&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE IRISHMAN&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOJO RABBIT&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOKER&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LITTLE WOMEN&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MARRIAGE STORY&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1917&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ERA UMA VEZ… EM HOLLYWOOD&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PARASITAS&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;DESIGN DE PRODUÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE IRISHMAN&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOJO RABBIT&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1917&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ERA UMA VEZ... EM HOLLYWOOD&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PARASITAS&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;DCERA, Daria Kashcheeva&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;HAIR LOVE, Matthew A. Cherry and Karen Rupert Toliver&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;KITBULL, Rosana Sullivan and Kathryn Hendrickson&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MEMORABLE, Bruno Collet and Jean-François Le Corre&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SISTER, Siqi Song&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR CURTA-METRAGEM&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;BROTHERHOOD, Meryam Joobeur e Maria Gracia Turgeon&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;NEFTA FOOTBALL CLUB, Yves Piat e Damien Megherbi&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE NEIGHBORS' WINDOW, Marshall Curry&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SARIA, Bryan Buckley and Matt Lefebvre&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A SISTER, Delphine Girard&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;EDIÇÃO DE SOM&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FORD V FERRARI, Donald Sylvester&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOKER, Alan Robert Murray&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1917, Oliver Tarney and Rachael Tate&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ERA UMA VEZ... EM HOLLYWOOD, Wylie Stateman&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;STAR WARS: THE RISE OF SKYWALKER, Matthew Wood e David Acord&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MISTURA DE SOM&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AD ASTRA, Gary Rydstrom, Tom Johnson e Mark Ulano&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FORD V FERRARI, Paul Massey, David Giammarco e Steven A. Morrow&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOKER, Tom Ozanich, Dean Zupancic e Tod Maitland&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1917, Mark Taylor e Stuart Wilson&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ERA UMA VEZ... EM HOLLYWOOD, Michael Minkler, Christian P. Minkler e Mark Ulano&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;EFEITOS ESPECIAIS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;VINGADORES ENDGAME&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE IRISHMAN&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE LION KING&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1917&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;STAR WARS: THE RISE OF SKYWALKER&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE IRISHMAN, Steven Zaillian&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOJO RABBIT, Taika Waititi&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOKER, Todd Phillips &amp; Scott Silver&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LITTLE WOMEN, Greta Gerwig&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;THE TWO POPES, Anthony McCarten&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;KNIVES OUT, Rian Johnson&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MARRIAGE STORY, Noah Baumbach&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1917, Sam Mendes &amp; Krysty Wilson-Cairns&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ERA UMA VEZ... EM HOLLYWOOD, Quentin Tarantino&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PARASITAS, Bong Joon Ho &amp; Han Jin Won&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:eufuiaocinema:85032</id>
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    <issued>2020-01-10T11:09:00</issued>
    <title>20 filmes que estreiam em 2020</title>
    <published>2020-01-10T11:15:20Z</published>
    <updated>2020-01-10T11:15:20Z</updated>
    <category term="antevisão"/>
    <category term="cinema"/>
    <category term="2020"/>
    <category term="estreias"/>
    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Se a maioria de nós se despediu de 2019 a fazer listas dos melhores e piores do ano, eu prefiro começar 2020 a ponderar o que não vou querer perder nos próximos 12 meses. Um novo ano é sinónimo também de novos filmes e novas estreias, muitos deles anunciados já há tanto tempo que nos vamos esquecendo que existem - e outros que nem temos noção que estão a chegar até&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;vermos as datas de estreia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;As datas estão estabelecidas e os filmes estão prontos a ser postos nas salas. Aventuras, ficção científica, comédias, super-heróis… Como os anos, os próximos meses estão repletos de filmes que dão muito à expectativa e outros que nem o melhor trailer nos faz ficar interessados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Ainda assim, fiquem com os 20 que mais enchem o olho e que com certeza irão fazer correr muita tinta… &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Jojo Rabbit&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Juntamos a esta lista uma estreia de 2019, mas que só chega a Portugal em 2020. É criação de Taika Waititi, realizador e argumentista responsável por Thor Ragnarok e que aqui não está por detrás das câmaras, como também protagoniza. Jogo Rabbit é sobre um rapaz com o mesmo nome que, na Alemanha da Segunda Guerra Mundial, tem Hitler (Waititi) como amigo imaginário. Com o sonho de entrar na Juventude Hitleriana, vê as suas crenças mudarem quando descobre que a mãe (Scarlett Johansson) esconde uma criança judia em casa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/tL4McUzXfFI?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Little Women&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Outro filme de 2019 que chega mais tarde a estas bandas. Greta Gerwig traz-nos a sua adaptação do romance de Louise May Alcott, não só com um take mais moderno, mas também com um elenco que denota uma história mais madura e interessante. A crítica tem sido bastante positiva e existe uma grande expectativa para a Award season de 2020. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/AST2-4db4ic?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Birds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Esquadrão Suicida soube a pouco, não foi? Então já em fevereiro chega a continuação da história de Harley Quinn (Margot Robbie) contada pela própria depois de ter deixado Joker. Este Birds of Prey é um pouco sequela, mas também um stand alone dedicado a Harley Quinn, que se junta a outras super-heroínas para proteger uma jovem das mãos de um mafioso que deixa Gotham City em alvoroço. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/kGM4uYZzfu0?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Sonic the Hedgehog&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Já houve muito filme envolto em polémica, mas não tenho memória de um que tomou as repercussões deste Sonic. O primeiro trailer foi anunciado em inícios de 2019 e o trabalho de adaptação do próprio Sonic foi tão criticado que a estreia do filme foi adiada para que a animação fosse melhorada. Agora é desta, por isso preparem-se para descobrir como é que um polícia de uma cidade rural ajuda o famigerado ouriço a escapar ao Governo…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/4mW9FE5ILJs?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;A Quiet Place, Part II&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Ei-lo, um dos filmes que mais quero ver em 2020! Depois do sucesso de A Quiet Place, em 2018 (se bem que, na minha opinião, merecia uma maior atenção na Award season do que aquilo que conseguiu), a segunda parte chega este ano. O trailer foi revelado mesmo no fim de 2019, mostrando que vamos descobrir não só o que é feito desta família após os acontecimentos do primeiro filme, como também será contado como tudo começou. Março, chega depressa!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/N85H8Qx4Im4?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Mulan&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Outro dos destaques de 2020 é a estreia da adaptação live-action de Mulan, o clássico de animação da Disney que agora ganha vida. Seguindo a tendência dos últimos anos, Mulan inspira-se no sucesso animado, mas também no realismo que a ação pede - e é por isso que não há Muchu, OK? Esta é das adaptações mais esperada no estúdio do Rato Mickey porque, ao contrário do que fazem todos os estúdios de Hollywood, o elenco é totalmente asiático e a história o mais fiel possível à tradição. Ou será?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/01ON04GCwKs?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;The New Mutants&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Eles são 5 jovens mutantes presos num sítio desconhecido, supostamente para aprenderem a lidar com os seus estranhos poderes. A sua missão é sobreviver e tentar escapar, bem ao estilo e X-Men. Confesso que não sabia que este filme existia até fazer este levantamento, mas o twist adolescente dado à história dos mutantes Marvel parece interessante e uma vertente mais leve e desconhecida do que temos visto até agora. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/W_vJhUAOFpI?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;No Time to Die&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Até há bem pouco tempo era conhecido como Bond 25, por ser o 25º filme de James Bond a chegar aos cinemas. O cartaz oficial trouxe consigo o nome e a confirmação de que Daniel Carig continua no papel do espião mais famoso do mundo, neste que será o seu último filme na pele de Bond. Desta vez, encontramos Bond fora do ativo, até que um velho amigo lhe pede ajuda para encontrar e derrotar um mestre do crime tecnológico. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/ixZc90cnhgM?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Black Widow&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;É a vez de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) brilhar! Num stand alone há muito esperado, em Viúva Negra (hum, criativo) descobrimos o que é que a Vingadora feminina por excelência andou a fazer entre os acontecimento de Capitão América: Guerra Civil e Vingadores: Infitinity War - que foi um regresso a casa, às suas origens e família. Apesar do trailer não me impressionar especialmente e de não ser a maior fã da Viúva Negra, é impossível não estar minimamente interessada num filme que junta Rachel Weisz e Florence Pugh, dois dos meus maiores girl crushes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/RxAtuMu_ph4?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Legalmente Loira 3&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não existe trailer, nem se sabe muito bem a sinopse de Legalmente Loira 3, mas ao que tudo indica está mesmo a chegar. Reese Witherspoon regressa no papel de Elle Woods, a jovem advogada que usa conhecimentos menos utilizados no mundo litigioso para ganhar casos aos seus clientes. Quem regressa, quem fica de fora… ainda há muito por confirmar e não existem grandes certezas. Mas se é uma possibilidade… não podia deixar de fora!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;The Woman in the Window&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O livro de sucesso dá origem a um thiller psicológico que promete deixar-nos com o rabo colado ao sofá! Protagonizado por Amy Adams, The Woman in the Window conta a história de uma psicóloga que sofre de agorafobia e acredita ter testemunhado ao crime ao espiar os seus vizinhos. Sem conseguir sair de casa, gera à sua volta um ambiente de desconfiança e muito mistério. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/J0hTmzISOlQ?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Wonder Woman 1984&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A estreia de Mulher Maravilha marcou um golpe certeiro para a Warner Bros e em equipa vencedora não se mexe. Em 2020, Gal Gadot volta a vestir a armadura que a trouxe à ribalta e Patty Jenkins regressa também ao papel de realizadora, numa sequela sobre a qual não se sabem ainda muitos detalhes. Apesar do trailer já ter sido lançado, a verdade é que não mostra muitos detalhes sobre o enredo - o que pode ser interessante. Levanta algumas questões e aguça a curiosidade que, mesmo sem essa cenoura, já estava bastante interessada. Agora vejamos se a sequela consegue ser tão bem sucedida quanto o anterior… &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/sfM7_JLk-84?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Soul&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A grande revelação da Disney Pixar para 2020 é Soul, um filme que conta com as vozes de Jamie Foxx e Tina Fey e, como sempre, promete derreter corações e despertar atenções. Soul conta a história de Joe Gardner, um professor de música que perdeu o sonho de ser artista de jazz. Mas no momento em que tudo se parece alinhar, é transportado para fora do seu corpo e conhece uma jovem “alma” que o ajuda a procurar e refletir sobre o que realmente quer. Estamos a falar dos criadores de Coco e Divertida-Mente, por isso acho que tem tudo para não desiludir!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/4TojlZYqPUo?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Free Guy&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Faltava ainda uma comédia despreocupada, daquelas cujo único objetivo é gastarmos pelo menos duas horas em puro entretenimento e ócio. Ei-lo! Free Guy é protagonizado por Ryan Reynolds e, como grande parte do seu trabalho, tem um cunho muito forte da sua personalidade e humor. Aqui, Reynolds é Guy, um aparentemente jovem normal que, num dia mais aborrecido, descobre que na verdade é uma personagem não jogável num videojogo. Mas apesar disso, ele está convencido de que pode ser o herói e mudar o rumo da sua vida. Só a sinopse parece tão irreal e altamente improvável que já me dá vontade de perceber o que raio é que vai sair daqui!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/X2m-08cOAbc?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Ghostbusters Afterlife &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não é um remake, não é uma sequela, não é um spin-off… Ghostbusters Afterlife é um pouco de tudo! Anos e anos depois dos filmes originais, assistimos à chegada de uma mãe solteira e dos seus 2 filhos a uma pequena cidade para começarem uma nova vida. Aí começam a descobrir que há algo na sua casa ligado aos caça-fantasmas originais e que o seu avó deixou um legado que até estão desconheciam. Afterlife está diretamente ligado aos primeiros filmes da saga e foi até realizado por Jason Reitman, filho de Ivan Reitman (o realizador do primeiro Ghostbusters). Tem um quê de familiar, não tem?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/ahZFCF--uRY?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Tenet&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Vai estrear um novo filme do Christopher Nolan! Vai estrear um novo filme do Christopher Nolan! Vai estrear um novo filme do Christopher Nolan! Terminado este momento de fangirling, fiquem a saber que 2020 marca a estreia do novo filme do mestre Nolan, por quem eu (claramente) sinto um grande fraquinho. Tenet, como um bom filme do mestre, anda à volta do mundo da espionagem, viagens no tempo e evolução,&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;cruzando realidade e fantasia de uma forma que qualquer sinopse lhe fica aquém. Ainda não percebi bem do que falará o filme, mas honestamente não preciso muito mais para o pôr em todas as listas que houverem… &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/LdOM0x0XDMo?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;The King’s Man&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Depois do sucesso de Kingsman e da sua sequela, chega-nos a história de como começou um dos grupos de segurança e espionagem internacional mais interessantes do mundo. Aqui, quando um grupo dos maiores vilões têm a intenção de começar uma guerra com um único objetivo de matar milhões de pessoas, alguém tem de os impedir. Não fosse argumento suficiente, o elenco conta com Gemma Arterton, Ralph Fiennes, Aaron Taylor-Johnson, Stanley Tucci e Matthew Vaughn regressa ao leme de realizador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/0pbLPOrTSsI?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;The Trial of the Chicago 7&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Ainda sem trailer, The Trial of the Chicago 7 promete ser daqueles filmes baseados em factos verídicos que tem tudo para correr bem, ou que cai na repetição monótona de eventos como outros antes dele - mas com argumento e realização. De Aaron Sorkin, pode ser que tenhamos sorte. A história é a de sete jovens que em 1968 foram presos e acusados de apelar a motins e conspiração contra o Governo depois de se manifestarem contra a guerra do Vietname. Não conheço a história, mas o que me impressionou foi o elenco: Eddie Redmayne, Joseph Gordon-Levitt, Sacha Baron Cohen, Michael Keaton, Mark Rylance… &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Eternals&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Uma das grandes estreias Marvel de 2020 é este Eternals, que introduz a nova fase do MCU e nos traz novas personagens, novos atores e novas aventuras. É o desenvolvimento também dos Eternals, uma raça de seres imortais que moldaram a Terra com hoje conhecemos, protagonizado por Salma Hayek, Richard Madden, Angelina Jolie e muitos outra atores de arregalar o olhar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Dune&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Em 1984 estrou a primeira adaptação da saga escrita por Frank Herbert, num épico de fantasia que se tornou um épico clássico digno de ser visto e revisto - ou diz quem o viu, porque caiam todas as estacas em cima de mim, ainda não tive oportunidade de o fazer! Mas enquanto não corrijo esse erro de conhecer a história do filho nobre que tem como missão salvar a galáxia, chega-nos uma nova versão, moderna e carregada de nomes que estão atualmente a fazer correr tinta: Timothée Chalamet, Oscar Isaac, Rebecca Ferguson, Zendaya (!), Jason Mamoa, Josh Brolin, Stellan Skarsgard… e tantos mais! E a realização? Dennis Villeneuve, por isso venha ele!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2020-01-07T12:45:00</issued>
    <title>Mini-guia sobre The Witcher, a série de fantasia que quer destronar GoT</title>
    <published>2020-01-07T12:50:28Z</published>
    <updated>2020-01-07T12:50:28Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Spoiler alert: não vai destronar nada, mas isso não é uma coisa má. Já lá vamos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;The Witcher é a mais recente série Netflix com laivos de fantasia e Idade Média. Baseada nos livros de Andrzej Sapkowski, foi das séries mais aguardadas para o final de 2019 e, agora que todos já fizeram binge watch, tem já segunda temporada confirmada para 2021. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Se ainda não sabem bem do que é que se trata, nada temam!&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;Aqui no Fui ao Cinema preparámos um guia tudo-em-um onde podem finalmente perceber o raio é que andam todos a falar quando mencionam bruxos mutantes e o que The Witcher tem (ou não) de especial. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" src="https://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/wp-content/uploads/2019/12/The-Witcher-Netflix-Banner-Header.jpg" width="960" height="480" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Afinal, o que é o The Witcher?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Começou por ser uma série de livros escrita pelo autor polaco Andrzej Sapkowski que tinha Geral of Rivia, um dos últimos bruxos do Continente, como protagonista. A série foi publicada em 1993 pela primeira vez, baseada em contos e histórias do folclore eslavo sobre o destino. Ao longo dos anos foram publicados vários romances e contos, recolhendo uma legião de fãs um pouco por todo o mundo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O grande boost veio em 1997 com o lançamento do videojogo inspirado nas personagens e universos de The Witcher e que tinha também Geralt como protagonista. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A série, no entanto, segue os acontecimentos narrados nos primeiros livros de Sapkowski. Apesar do arco mais conhecido estar nos videojogos, a produção da Netflix é adaptada diretamente dos romances - por isso, se são daqueles que gostam de ler a obra antes de ver a adaptação, preparem-se para uma maratona. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Quem é Geralt of Rivia?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Geralt, aqui interpretado por Henry Cavill, é um dos últimos bruxos do Continente e o protagonista da série. Os bruxos (ou witchers, na sua versão inglesa) são humanos que, quando jovens, são alvo de mutações e testes de sobrevivência para elevar as suas capacidades e ganhar a vida a capturar e matar monstros que perturbem as cidades e vilas do Continente. Sempre a troco de moeda, não são vistos com muito bons olhos - mesmo que Cavill transpire tudo mesmo repulsa… São o equivalente a mercenários de monstros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;É através da visão de Geralt que conhecemos o Continente, o local onde se passa a trama. É também através dele e da sua história de vida que somos apresentados a Yennefer (Anya Chalotra) e Ciri (Freya Allan). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A primeira é uma maga, que ao revelar capacidade mágicas é enviada para um género de escola de feitiçaria. Como outros magos, consegue controlar o Caos - uma espécie de Força, ou a energia que nos rodeia. O objetivo da sua formação é encontrar com fórmulas de o controlar que depois possam ajudar os Reis e cortes para os quais são destacados. Só que Yennefer é um pouco rebelde e afasta-se das normas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Já Ciri é a herdeira de Cintra (também tem um castelo, faltam-lhe as queijadas) e alvo de um poder que ainda não conhece bem. É demasiado jovem e orfã, criada pela avó e Rainha Calanthe. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;No fundo, toda a série gira em volta destas 3 personagens e em como, à força do&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;destino, se veem ligadas entre si. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 779px; padding: 10px 10px;" src="https://www.indiewire.com/wp-content/uploads/2019/11/GRADED_Witcher_104_Unit_01245_RT.p3725wm7f.jpg?w=780" width="779" height="521" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;O que é que isso significa?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Significa que, apesar de esta ser uma série de fantasia, com magia, monstros e humanos com capacidades sobrenaturais, é sobretudo uma história sobre o destino, aquilo que a vida nos reserva e a família. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Esta ideia do destino é muitas vezes encontrada em livros e histórias de fantasia do género; os protagonistas guiam-se por uma força que os “obriga” a salvar o mundo, são puxados pelo destino a agir desta ou daquela forma em prol do bem maior. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Aqui, se bem que não está propriamente a fugir do cliché, o destino ganha uma dimensão um pouco mais abrangente e “ditadora”. Todos estão à sua mercê e todos podem arcar com as consequências de o ignorar - normalmente, não muito lisonjeadoras. Em The Witcher, o destino ganha uma dimensão também familiar, mostrando como a família ou a sua falta podem ditar esse destino e os dias do seu protagonista. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Então é uma série super séria e filosófica?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não, não se preocupem. A dimensão familiar e série existe, como existe o romance ou as aventuras. Faz parte da história, mas não a consome. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;No fundo, é uma série de fantasia com tudo o que isso traz. Tem lutas, tem feiticeiros a lançar feitiços, tem guerras e até tem bardos que cantam os feitos dos seus heróis. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;É puro entretenimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Mas vai mesmo destronar Guerra dos Tronos?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Onde é que a malta foi buscar essa ideia???&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Juro que não sei. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Enfim, clickbait à parte (cof cof), são duas séries demasiado diferentes e em patamares completamente diferentes. Eu não conheço o material original da mesma forma que conheço GoT, mas arrisco-me a dizer que estão a anos-luz um do outro. Não no que toca a qualidade, mas sim naquilo que abordam. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;The Witcher é uma história de fantasia muito diferente, que se apoia nos elementos mais comuns da magia e feitiçaria à realidade humana e emotiva. GoT tem raízes mais concretas e um estilo muito próprio concentrado no poder, na política e na aventura individual das suas personagens. Isso leva a que a narrativa criada seja muito diferente, aquilo em que a história se foca torna-se diferente, bem como o seu ambiente - que, no caso de The Witcher, é mais aberto, mais aliado ao Continente e não tanto apenas a Geralt. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;E claro, a questão do orçamento tem também a sua relevância. Nota-se que a produção de The Witcher tem as suas limitações orçamentais, mas a própria estética é tão diferente que não seria assim tão dramático. São mais as escolhas de direção, argumento e iluminação que acabam por ditar as maiores diferenças. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Por isso, não se trata de uma ser maior ou melhor do que a outra. São diferentes, vivem por si só e cada uma tem o seu mérito - e ainda bem que assim é. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Vale a pena ou não?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Posso ser suspeita porque fantasia é a minha cena, mas vale a pena. Apesar de não conhecer o material original, é claro que o enredo de The Witcher foi pensado para primeiro introduzir as personagens e os seus ambientes e só depois dar uma continuidade à sua história - e isso demonstra atenção para com os espectadores, respeito pela história e uma visão para o futuro muito concreta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Apesar de parecer confuso ao início porque a narrativa não é cronologicamente direta, o enredo está bem delineado de início, ajudando o argumento de cada episódio a ficar mais claro e concreto. Não é daquelas séries em que vamos ficar com o rabo colado no ecrã, mas tem um ritmo constante agradável e que facilita o binge. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Há que dar os devidos props às cenas de luta corpo e corpo e no campo de batalha: não só estão bem coreografadas (e Cavill não usou um único duplo, diz ele), como estão bem filmadas, nunca criado aquela sensação de que estamos perdidos entre espadas, braços e armaduras. Há uma atenção especial dedicada a estas cenas e ainda bem, porque costumam ser das mais confusas neste tipo de série. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Concluindo, é uma série para quem gosta de aventura e fantasia, para os fãs de Guerra dos Tronos, mas também de Hunger Games ou Coração de Cavaleiro (sim, aquele filme com o Heath Ledger). Tem um cunho fantasioso muito presente, mas não é nenhum Harry Potter, por isso agrada facilmente a quem não costuma identificar-se com o género. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;São 8 episódios que vão passar num instante. Se estão curiosos, arrisquem!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-12-21T12:00:00</issued>
    <title>Este ano não há listas...</title>
    <published>2019-12-20T12:36:48Z</published>
    <updated>2020-01-06T18:37:46Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Todos os anos, por volta desta altura, começa a saga de escolher os melhores. Os melhores filmes, os melhores atores, os melhores argumentos… Sobretudo em  2019, agora que estamos a terminar uma década, há uma ânsia maior em fazer listas e listinhas de tudo o que consideramos digno da grande medalha de fazer parte dos melhores dos melhores. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Há em nós uma necessidade de viragem de ano, como se essa viragem fosse a solução para todos os nossos problemas, como se o renovar do ano nos obrigasse a ser uma pessoa nova, com novas ideias de atitudes. Aliado à introspeção, está esta necessidade em ter a certeza que sabemos identificar aquilo que nos  fez mais felizes durante o ano que acaba - sejam produtos, filmes, livros ou séries.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Louvo as pessoas que o conseguem fazer e até o rumam com distinção. Tentei vários anos fazer as minhas próprias listas, pessoais e culturais, e acredito que posso ter sido bem sucedida algumas vezes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Este ano decidi que não haveria listas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;De qualquer tipo. Não vão ler quais foram os melhores filmes do ano, nem eu vou tentar perceber se cumpri os objetivos que propus a minha mesma. Também não voou delinear metas para 2020, nem começar o ano com uma motivação diferente para ser mais e melhor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;2020 vai ser vivido ao seu próprio ritmo, sem planos, sem metas, sem objetivos específicos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Comecei 2019 com a sensação estranha de que este seria um ano espetacular, que conseguiria atingir tudo o  que achava que até agora me faltava. Durante vários meses segui essa ideia, as coisas correram-me bem e achava mesmo que esta minha sensação até tinha estado certa. Mas o destino  troca-nos sempre a voltas, não é? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Este 2019 dei por mim a perceber mais uma vez que os nossos planos e as nossas sensação  são, muitas vezes, infrutíferas porque podemos fazer todos os planos e ter todas as melhores intenções, mas a vida tem sempre um dom de nos trocar as voltas. Acordei a 01 de janeiro de 2019 com a sensação de que este seria o meu ano, e foi chegar a 31 de dezembro de 2019 a pensar que, afinal, não se trata de um ano, de um mês ou semana, mas sim da forma como olhamos para os nossos dias. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Se este discurso parece demasiado melodrámatico e estranho de ler num blog sobre cinema, as minhas mais sinceras desculpas. Contudo, nesta época decidi assumir para o cinema a mesma filosofia que dedico a 2019/2020: chega de avaliações sumárias só porque sim, de listas de concretizações e do desapontamento de não ter encontrado um preferido. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Sim, o desapontamento. Creio que o que me fez mais chegar a esta minha conlcusão é a ideia de desapontamento que a viragem da década me traz. Se não consegui atingir os meus objetivos, o que é que isso faz de mim? Se não consegui cumprir as minhas próprias metas, o que vou conseguir atingir daqui para a frente?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Da mesma forma que  temos vontade de nos congratular, vamos forçosamente estar  também a mostrar o nosso falhanço face ao que nos propusemos - se de facto for um falhanço. Este ano, não me apetece olhar para o ano como uma fonte de vitórias e derrotas, mas sim como uma lista interminável de acontecimentos que fizeram parte da realidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Por isso, este ano não há listas. Não vou enumerar os preferidos, os menos bons ou os assim assim. Vou deixá-los estar no seu canto e quando chegar a award season lá falaremos (ou não) deles. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Tudo a seu tempo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:eufuiaocinema:84424</id>
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    <issued>2019-12-19T11:57:00</issued>
    <title>Star Wars: The Rise of Skywalker (2019) – Uma dissertação sobre o fim da trilogia, sem spoilers</title>
    <published>2019-12-19T12:01:46Z</published>
    <updated>2019-12-19T12:01:46Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;É isto. Chegou ao fim. É o terceiro episódio da terceira trilogia, a saga Skywalker acabou. Foram 9 filmes. The Rise of Skywalker marca o fim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas não sejamos tão melodramáticos. O universo de Star Wars, se bem que numa galáxia muito, muito distante, tem o dom de estar presente em tantos meios e tantos formatos que é impossível ganhar saudades. Só que Skywalker é Skywalker, Luke é Luke e a mística das personagens e storyline originais são intemporais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que J.J. Abrams começou em 2015 com o Despertar da Força foi um renovar da mística. Li algures pela internet que enquanto cineasta ele é capaz de ser aquele que, da sua geração, mais bebeu dos mestres como George Lucas e Steven Spielberg e consegue encontrar nas duas histórias aquela dualidade entre o comercialismo de um filme e a sua assinatura e prazer nas histórias que cria. Introduzir esta nova trilogia ao mundo não há-de ter sido um trabalho fácil, mas que passou com distinção ao encontrar um caminho que nos transporta de volta às cenas de dinâmicas que apaixonaram os fãs nos anos 80.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The Rise of Skywalker marca também o regresso de Abrams ao leme, depois de Rian Johnson ter assumido a cadeira de realizador e argumentista em Os Últimos Jedi (2017). Se bem que de uma forma diferente, Johnson conseguiu criar uma identidade muito própria da qual Abrams teve agora de beber, com uma leveza e continuidade conseguida e certeira.&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" src="https://cnet3.cbsistatic.com/img/fwX4_HgkOmrmdL3jfknt41h9YZU=/1092x0/2019/08/24/8656b6d6-57a9-48da-b00d-b83d2dd0c344/ecwe-nmu0aaqbms.jpg" width="960" height="640" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que acabou de acontecer nos parágrafos anteriores foi a utilização de expressões e frases caras para falar de um filme que, na minha humilde opinião, não as precisa. Se bem que acredito em tudo o que escrevi em cima e reitero em qualquer situação, Star Wars não foi feito para que os escribas as opiniões dissertassem sobre os seus aspetos técnicos e contínuos – ou pelo menos não é assim que o vejo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Star Wars foi feito para contar uma história de amizade, esperança, guerra e paz. Esta última trilogia reencontra esse espírito, tornando-se uma história de amor entre os fãs e a história original. Foi feita por fãs, para fãs, e o que The Rise Skywalker consegue é encerrar este momento com uma poesia e homenagem ao original que a todos nos deixam satisfeitos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rey, Finn e Poe continuam numa cruzada que parece infrutífera desde o início. Mesmo com os (nossos) companheiros de sempre com eles, a esperança, que sempre com o beacon desta história, parece estar a acabar e fica muito próximo do fim até a encontrarmos de novo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O trio é a personificação de Star Wars: entre a mística do que é a Força, dos laços de sangue e dos destinos que reservam, é na amizade e na sua união que os grandes esforços reservam. Se Os Últimos Jedi nos mostrou que o poder do povo é igualmente importante, The Rise of Skywalker junta os dois conceitos tornando-os igualmente importantes na luta da Resistência. Enquanto Kylo Ren permanece como o vilão que não sabemos bem se é, a antítese anti-herói que não sabemos gostar ou não.&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 477px; padding: 10px 10px;" src="https://m.media-amazon.com/images/M/MV5BNzI4NmFkNjEtNmQwMC00ZTBhLTkwOGYtNjg1YTUyOWY3Y2U4XkEyXkFqcGdeQXZ3ZXNsZXk@._V1_UX477_CR0,0,477,268_AL_.jpg" width="477" height="268" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;O que sempre foi muito criticado nesta nova trilogia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; foi que as suas semelhanças com o passado tornam cada argumento pouco criativo, pouco ambicioso e cada enredo uma repetição de fórmulas e estereótipos que foram sendo criados em volta de Star Wars.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema destas críticas não é o seu conteúdo, é antes o endeusamento que foi feito de Star Wars, como se tivessem sido sempre filmes altamente espetaculares e incríveis. Não me interpretem mal, são; mas são em contexto para uma época em que os filmes de ficção científica ainda eram muito técnicos e pouco emocionais. O que George Lucas criou foi uma história que consegue ser ambos, aliada a tecnologias e técnicas de cinema pouco aplicadas na época. Se formos rever com atenção os filmes originais, têm muitos dos problemas que hoje apontamos à terceira trilogia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que Abrams fez foi transportar essa dualidade de conceitos e trouxe-o para o mundo moderno, onde somos mais exigentes e queremos sempre mais e melhor. Mas isso é sobretudo um problema nosso, não é?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se The Rise of Skywalker parece caótico ou demasiado confuso é porque a história sempre foi meio caótica e confusa e esta não deixa de ser a conclusão de algo mítico; é preciso ter a certeza que nada fica de fora. Ainda assim, consegue ter a delicadeza necessária para que o espirito de Carrie Fisher esteja presente, que Han Solo não seja esquecido e que Luke continue a sero Jedi dos Jedi.&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 600px; padding: 10px 10px;" src="https://static01.nyt.com/images/2019/09/15/arts/15new-starwars-1/15new-starwars-1-articleLarge.jpg?quality=75&amp;amp;auto=webp&amp;amp;disable=upscale" width="600" height="251" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Quero deixar aqui escrito que não consigo fazer uma crítica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; como deve ser a um filme de Star Wars porque: 1. Não consigo vê-los como filmes individuais. São parte de uma história tão intrinsecamente ligada em cada altura, com uma identidade tão vincada, que não há como o conseguir; 2. Há sempre esta minha perceção de que não vale a pena. Star Wars é para passar um ótimo tempo com amigos, com família ou com quem quer que goste; 3. Que palavras há para descrever filmes com tantas camadas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que acaba por acontecer é que termino cada texto a sentir que escrevi uma carta de amor entre mim e filmes que já descobri tarde. Mais vale tarde do que nunca, não é?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como em qualquer final de uma saga, entrar na sala de cinema e saber que (por agora, pelo menos) este será o último episódio tem um gosto agridoce na boca, sejamos novos, velhos, fãs ou amantes ocasionais. Vermos as letras passar no ecrã retira momentaneamente essa sensação, preparando-nos para duas horas e meia de emoções que sabemos que serão fortes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas não deixa de ser reconfortante a poesia que vemos acontecer à nossa frente. The Rise of Skywalker é uma homenagem à história de Lucas e aos atores e personagens que aprendemos a adorar como referência. É o episódio IX, em perfeita sintonia com o episódio I. É Star Wars.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-12-12T16:16:00</issued>
    <title>Porque é que toda a gente está a falar sobre Marriage Story</title>
    <published>2019-12-12T16:20:09Z</published>
    <updated>2019-12-12T16:20:09Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Às vezes não é fácil encontrar as palavras certas para falar sobre um filme - na verdade, para falar sobre o que quer que seja. Sinto dificuldade em descrever o que penso sobre uma série de coisas, o que sei ser meio contraditório com esta minha vontade de falar e escrever sobre filmes. Na minha experiência, existem dois tipos de filmes: aqueles que me tiram o fôlego de tal forma que não faço ideia do que escrever sobre eles, e agora que me tiram o fôlego e percebo imediatamente porquê. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Marriage Story é um claro caso da primeira situação. Assisti com atenção, focada, e estou há 3 dias a pensar e repensar sobre tudo o que senti na altura. Não houve lágrimas, ao contrário do que muitos relatam, mas estranhamente senti o coração leve, tranquilo e sossegado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não é aquilo que tenho lido sobre o filme, e já li muita coisa. Nos últimos tempos, a par de O Irlandês (que ainda não vi porque não encontro três horas e meia dentro dos meus horários) é um dos filmes mais falados e elogiados. É dos filmes com mais nomeações para os Globos de Ouro, o que é surpreendente quando todos estavam a fazer apostas seguras e mais ou menos certas do que aí vinha. Já li opiniões no Instagram, no Twitter, em orgãos de comunicação social, numa daquelas raras situações em que todos somos cineastas e percebemos de Cinema - pessoalmente eu gosto destas situações, mas normalmente não é com filmes como Marriage Story que acontece. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não é um filme propriamente comercial, se bem que a facilidade de estar disponível no Netflix o torne mais acessível a quem, normalmente, não pagaria um bilhete de cinema para assistir no cinema. É uma história mais introspetiva, mais sincera, mais calma do que os grossing movies que costumam preencher páginas e páginas nas redes sociais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas ainda bem que assim. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Voltando ao meu coração, ficou sossegado e tranquilo. Ficou ciente de que isto do amor é como a minha capacidade para a escrita: ou é muito fácil, ou é o mais difícil de conseguir. E ambas as situações são verdadeiras e de louvar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Esta não é uma história sobre um casamento feliz, nem tão pouco sobre a relação perfeita. É sobre um divórcio, sobre duas pessoas que escolheram um caminho muito claro e que, por circunstâncias da vida, se viram a afastar desse caminho e, consequentemente, uma da outra. Quando acharam que o amor seria para sempre, descobriram que isto do amor tem várias formas e possibilidades e que nem tudo vive sempre preto no branco. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Vivo assustada com esta volatilidade do amor; é quase efémero, este sentimento que um dia pode cá estar e outro dia não - lembram-se da banana que foi vendida por 120 mil dólares e depois foi comida numa ato de demonstrar a efemeridade da arte? Vejo o amor assim, efémero, no sentido em que rapidamente podemos abrir os olhos e escapar desta bolha em que estamos apaixonados. Enfatuados com e por alguém. Vivo assustada com a ideia de que posso acordar, olhar para o lado e perceber que tudo o que sinto fugiu - ou pior, que fugiu dele. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A história escrita por Noah Baumbach tem o dom de nos mostrar que por entre um desses momentos existe tanto mais, que na verdade esse é apenas um pedaço do caminho. Marriage Story pega numa família que se está a desencontrar para mostrar que de todas as formas de amor, algumas são eternas ao ponto de se transformarem, de chegarem a um caminho alternativo que culmina numa outra realidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Charlie e Nicole vivem nesta dualidade entre o amor e o ódio. Por que motivo foi, houve amor entre eles, houve escolhas e desistências e realidades que tiveram de escolher para poderem ficar juntos enquanto fez sentido. Mas também houve uma vontade imensa de se desencontrarem, de fugirem um do outro e daquele amor que talvez já não o fosse. Mas o melhor é que nesta descoberta, nesta sua vontade de escape, houve a realização de que as eternidades são, nelas próprias, finitas e transformadas todos os dias. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O que Marriage Story consegue é mostrar-nos a crueza e elegância de duas pessoas que já não estão bem uma com a outra; que percebem que o seu caminho chegou ao fim e que querem distância; que discutem, falam, berram, e que também ficam em silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;É um filme que não vive só do diálogo, mas também da coreografia entre as personagens, de quem está em pé ou sentado, de quem se move. Assistimos a uma peça de teatro através da televisão, pensando sempre que o murro no estômago que levamos quando vemos a efemeridade dos sentimentos é real. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas o meu coração ficou tranquilo. Ao contrário de outras histórias e filmes que o deixam mais acelerado por estar a testemunhar o fim de uma relação, Marriage Story parece tão cru e real que acalmou a minha ânsia. Aceitei a possibilidade de chegar um final, ganhando certeza de que a importância de estarmos confortáveis com o hoje é o mais importante neste percurso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Em conclusão, Marriage Story é como uma dança contemporânea a que assistimos sem sabermos bem o que significa. Vamos vendo, juntamos aqui e ali uma ou outra peça do puzzle, e encontramos algo que nos toca ou diz mais do que outra. Para muitos, esta realidade do divórcio foi a beleza da história de Baumbach e aquilo que lhe conferiu a força que tem, esta noção de amor e ódio que se reinventa todos os dias. Mas para mim foi um esclarecimento em como a realidade tem várias camadas: existem as que vemos e as que ficam escondidas, perdidas até as encontrarmos. Enquanto as de cima estão bem, as restantes estão a aguardar a sua chegada e pode ser até que nunca chegue o dia em que será necessária a sua revelação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A elegância da vida está em como nem todos somos iguais, nem todas as relações seguem os mesmos padrões e temos todos uma palavra a dizer sobre o amor que sentimos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-11-22T12:43:00</issued>
    <title>Se The Crown não é das melhores séries que já vi, não sei o que é</title>
    <published>2019-11-22T12:52:43Z</published>
    <updated>2019-11-22T12:52:43Z</updated>
    <category term="opinião"/>
    <category term="séries"/>
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    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Recebi hoje uma mensagem com esta frase. Na verdade, dizia ‘Se esta não é das melhores séries que a Netflix já fez, não sei o que é’, mas eu abro um pouco mais o espectro porque acredito piamente naquele título. Deixando de lado gostos pessoais, temas preferidos ou géneros que nos prendem no lugar, não é possível ficar indiferente à produção de The Crown e digo-o sem qualquer receio de julgamento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Dois anos depois da segunda temporada, The Crown regressou este domingo à Netflix com novos episódios, mas também com um novo elenco. Mantendo a promessa partilhada no início da produção, Peter Morgan (criador da série) “trocou” os atores por outros que estejam mais próximos das idades que as personagens teriam entre 1964 e 1977, o intervalo em que se passa esta nova temporada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Se bem que o elenco é novo, regressam os dramas e dilemas da família Real britânica, numa série que nos tem contado a história que conhecemos das revistas, filmes e noticiários, mas também o que acontece nos seus bastidores. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 750px; padding: 10px 10px;" src="https://www.thenewsminute.com/sites/default/files/styles/news_detail/public/The%20Crown_750.jpg?itok=FGlZAW9D" width="750" height="500" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;em&gt;Tony Armstrong (Ben Daniels), a Rainha Mãe (Marion Bailey), Princesa Margaret (Helena Bonham-Carter), Rainha Elizabeth (Olicia Colman), Duque de Edimburgo (Tobias Menzies), Princessa Anne (Erin Doherty) e Loorde Mountbatten (Charles Dance)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Foram dois anos complicados,&lt;/span&gt; confesso.&lt;/strong&gt; Comecei a ver The Crown já quando as duas primeiras temporadas estavam cá fora e foi um binge intenso, porque é fácil ficarmos presos nas artimanhas e teias por onde a história dos leva. Apesar de ser um claro drama histórico, é também um romance com laivos de comédia, como qualquer filme que conta as histórias e peripécias de uma família. Acontece apenas que esta é uma família Real. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A série concentra-se naturalmente na figura de Elizabeth, a Rainha que o foi cedo de mais e sem na verdade ter nascido para o papel. É a monarca que mais anos se sentou no trono e aquela que hoje pensamos quando a Monarquia nos vem à cabeça. Certamente, quem a interpreta tem de ter algo do seu carácter. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Que neste caso estava tão bem personificado em Claire Foy (e Matt Smith, no caso do Principe de Edimburgo) que saber que teríamos uma nova rainha na terceira e quarta temporadas me fez saltar o coração. Foi Foy quem me prendeu, quem me deu esta nova imagem e realidade sobre a Rainha. E agora, o que vou fazer com outra atriz?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A transição entre atores, que se esperava algo estranha, foi muito mais subtil do que poderia ser esperado. Não é usual que numa série de vária temporadas o elenco mude de tal forma; existem casos pontuais de saídas ou substituições forçadas, mas aqui estamos a falar de todo um elenco que foi substituído. Havia uma pressão maior sobre este elenco, que de alguma forma teria de dar continuação às sensações que os seus colegas anteriores tinham iniciado, mas ainda assim continuamos com a ideia concreta que se tratam das mesmas pessoas, só que diferentes e mais velhas… &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Olivia Colman é naturalmente um destaque por si só, não apenas por ser a Rainha mas essencialmente porque personifica esta continuação sendo um espelho de alguns dos trejeitos que já estávamos habituados, sem deixar de ter a sua alma e cunho pessoal. Mas a verdade é que faz tanto sentido esta mudança que damos por nós a pensar ‘Uau, como foi a segunda temporada, mesmo?’&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" src="https://www.thesun.co.uk/wp-content/uploads/2019/09/NINTCHDBPICT000522200943.jpg?strip=all&amp;amp;w=960" width="960" height="540" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;A produção foi criticada porque Helena Bonham-Carter não é tão parecida com Margaret quando Vanessa Kirby, das primeiras temporadas, mas a sua interpretação tira qualquer dúvida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Personagens à parte, a terceira temporada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; de The Crown continua a levar-nos numa viagem entre os bastidores da família real e o que todos conhecemos. É, em grande parte, o seu grande encanto que aqui continua altamente vincado. Com o crescimento de Charles e Anne (os filhos mais velhos de Elizabeth Edward), e mesmo com o avançar da idade da Princesa Margaret, existe uma perceção muito maior da pressão da Monarquia em quem faz parte dela. É interessante ver o florescer da relação entre Charles e Camilla Shant (aqui ainda não Parker-Bowles) e como os próprios demónios do jovem príncipe moldam muito a personagem que estamos habituados a ver no ecrã. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;De uma forma geral, esta nova temporada parece concentrar-se muito mais nos que rodeiam a Rainha do que na própria. Mesmo a nível político, cujos acontecimentos continuam a ter a sua importância e destaque, agora parece que viramos o foco de Elizabeth e da sua habituação ao trono para a restante família, como lidam com a pressão e os papéis de cada um. A Rainha já está resignada ao que é, as suas dúvidas e incertezas já estão mais controladas (se bem que não adormecidas), e agora é a vez de vermos o que o seu papel gera no seio familiar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas também nacional. Há uma continuação do estudo deste papel da Monarquia, daquilo que a Família Real significa para o país e para o mundo e como os seus membros devem encarar esse papel. O episódio sobre o desastre de Aberfan é um grande exemplo de ambos os temas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Esta parte de diálogo sempre foi o que achei de mais interessante na série. Apesar de vivermos num mundo ocidental em que a importância das casas reais tem caído, no Reino Unido continua a existir uma certa reverência à Rainha e ao seu papel; desempenham papéis políticos de alguma relevância, até, um pouco além das casas reais europeias que servem às vezes como meros representantes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;The Crown permite-nos conhecer o bom e o mau, e até dar alguma humanidade a estes enviados de Deus que existem na Terra. A terceira temporada, se bem que visivelmente mais calma e parada, é o prenúncio para tempos mais atribulados - está confirmado que na próxima temporada teremos a introdução a Diane de Gales e Margaret Tatcher (que será interpretada por Gillian Anderson). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Até lá, podem acompanhar The Crown no Netflix. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-11-20T11:18:00</issued>
    <title>#ReleaseTheSnyderCut - o que é e o que significa para Liga da Justiça</title>
    <published>2019-11-20T11:21:20Z</published>
    <updated>2019-11-20T11:21:20Z</updated>
    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Durante o fim de semana, as redes sociais (sobretudo o Twitter) foram invadidas de fotografias e e comentários cuja descrição era apenas uma hashtag: #ReleaseTheSnyderCut. Gal Gadot, Ben Affleck, Jason Mamoa, milhares de anónimos e outros milhares de críticos assaltaram a internet com um pedido simples: queremos ver a versão de Zack Snyder de Liga da Justiça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Vamos recuar alguns anos para contextualizar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;#ReleaseTheSnyderCut é um movimento que existe desde 2017, após o lançamento de Liga da Justiça, o filme que junta alguns dos mais conhecidos super-heróis DC Comics. Durante a produção, o realizador Zack Snyder teve de afastar-se por motivos familiares e Joss Whedon foi convidado pela Warner Bros. para terminar o filme. No entanto, contam os rumores que Whedon sofreu imensa pressão por parte do estúdio para fazer alterações à história, desde diminuir a duração a filmar novas cenas e criar mais momentos de humor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Resultado: o filme teve péssimas críticas e continua a ser o filme DC com menos receita em bilheteira. Há uma sensação de injustiça perante o que poderia ter sido, considerando que Snyder tem um estilo muito próprio no que toca a filmes de ação e a expectativa para Liga da Justiça estavam bastante elevadas. O sucesso de Mulher Maravilha e Aquaman vieram confirmar que de facto alguma coisa não estava bem, bem como os rumores de que Snyder já tinha várias partes do filme terminadas, confirmado pelos stills nunca visto que foi partilhando ao longo do tempo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Desde que os rumores começaram e o movimento ganhou força que os fãs, sentindo-se enganados, pressionam a Warner para libertar o cut que Snyder já tinha preparado. Este fim de semana, no aniversário do lançamento do filme, a pressão ganhou novas proporções quando o próprio elenco se juntou ao movimento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 960px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://cosmicbook.news/images/ben-affleck-batman-snyder-cut.jpg" width="960" height="644" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Não é novidade que a pressão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; nas redes sociais pode ser determinante para fazer que grandes estúdios tomem decisões que vão ao encontro do desejo do público. No início do ano, &lt;a href="https://www.theguardian.com/film/2019/mar/15/james-gunn-guardians-of-the-galaxy-3" target="_blank" rel="noopener"&gt;James Gunn foi afastado da realização de Os Guardiões da Galáxia 3&lt;/a&gt; quando vieram a lume alguns tweets menos politicamente corretos da sua parte, com uma década de idade. A pressão foi tal que a Disney voltou a trás na decisão&lt;strong&gt;. &lt;/strong&gt;O mesmo aconteceu com o novo filme de Sonic: os fãs ficaram tão descontentes com o aspeto do ouriço que a &lt;a href="https://www.theverge.com/2019/11/12/20960939/sonic-the-hedgehog-movie-new-trailer-cgi-character-design" target="_blank" rel="noopener"&gt;produção foi obrigada&lt;/a&gt; a atrasar para que toda a animação fosse refeita com um novo visual. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Nestes dois casos, os resultados da pressão foram até favoráveis - as declarações de Gunn eram demasiado antigas para serem consideradas relevantes e o próprio já se tinha explicado em alturas anteriores, e de facto o primeiro Sonic não tinha o cu a ver com as calças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Ainda assim, estas são situações à parte, em que a criatividade dos cineastas não é totalmente posta em causa - no caso de James Gunn, muito pelo contrário. O que aconteceu em Liga da Justiça foi o que &lt;a href="https://eufuiaocinema.blogs.sapo.pt/carta-aberta-a-martin-scorsese-83089" target="_blank" rel="noopener"&gt;Martin Scorsese tem questionado&lt;/a&gt; nos últimos tempos: quem são os estúdios ou as reações do publico para ditarem a criatividade de um realizador e o resultado final de um filme? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não são ninguém. O que aconteceu com a Liga da Justiça foi uma resposta à pressão do lucro e das críticas favoráveis, uma corrida contra a Marvel que usa cenários e uma fotografia muito mais simpática. E o resultado foi um filme sem pés nem cabeça, sem qualquer marca criativa em que podia ter sido muito maior. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Por aqui, queremos muito ver o cut de Zack Snyder. Pode não estar completo, pode até estar a preto e branco, mas queremos vê-lo. É triste que a Warner não pareça estar muito afim de o fazer, mas continuaremos com o movimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-11-15T11:44:00</issued>
    <title>#TBT: Adeus, Lenine! e os 30 anos da Queda do Muro de Berlim</title>
    <published>2019-11-15T11:46:49Z</published>
    <updated>2019-11-15T11:46:49Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Em 2003, o Muro de Berlim era apenas parte da História. Parte de um passado atribulado germânico, mas também do mundo, das inseguranças da Humanidade e da certeza de que, por muito errado que o presente seja, deve sempre existir esperança no futuro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O Muro de Berlim simbolizou um passado de divisões e ausência de paz - não necessariamente guerra, mas um impasse no presente em que qualquer passo em falso e qualquer pequena palavra poderia ditar um destino. Foram tempos meio estranhos, sobretudo em Berlim; estamos a falar de uma cidade dividida em dois, em dois países totalmente diferentes e com regras diferentes. A queda do Muro foi símbolo de igualdade e paz. Mas já em 2003 era passado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas sabemos que se há fonte de inspiração para a Arte é o passado e o seu significado. Não sei se foi essa a inspiração para Bernd Lichtenberg e Wolfgang Becker ao escrever o argumento de Adeus, Lenine! Para efeitos desta introdução, vamos dizer que sim e aproveitar a celebração dos 30 anos da Queda do muro de Berlim para recordar uma das pérolas do cinema europeu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Adeus, Lenine! foi lançado em 2003 para falar de acontecimentos de 1990. 13 anos depois da noite que mudou a história de Berlim e da Alemanha, foi lançado um filme que conta tudo da perspetiva dos que assistiram sem nada poder fazer, dos que viveram entre a mudança, do que ganharam, do que perderam… E da história de amor entre um filho e a sua mãe. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;É um conto tão antigo quanto o tempo, não é, este amor incondicional entre pais e filhos? Agora vamos passá-lo para 1990, antes da Queda. Uma família de mãe e dois filhos já adultos moram em Berlim, no lado na República Democrática Alemã. Ela, a mãe (&lt;span class="s2"&gt;Katrin Saß&lt;/span&gt;) é uma fervorosa apoiante do modelo socialista e abraçou a sociedade em que vivia, mas um acidente colocou-a em coma profundo durante 8 meses. Só que nesses 8 meses aconteceu o que todos hoje recordamos como a Queda do Muro, e a RDA desapareceu causando grande mudanças no sistema político, económico e social da Berlim oriental. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;E agora, quando acorda, como é que Alex (&lt;span class="s2"&gt;Daniel Brühl&lt;/span&gt;) vai contar à mãe que tudo o que conhecia mudou para sempre, sobretudo quando o médico diz que não pode sofrer nenhum tipo de choque?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Fácil: não conta, e faz a sua vida dentro de casa como se o Muro nunca tivesse caído. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O que resulta é uma história cómica, claro, com um &lt;span class="s2"&gt;Daniel Brühl&lt;/span&gt; a mover mundos e fundos para gravar noticiários falsos, imprimir jornais antigos e encontrar produtos que deixaram de existir depois da integração com a Berlim Ocidental. Mas ao mesmo tempo, é um filme cândido, romântico e um pérola de delicadeza e simplicidade, numa coesão que o cinema alemão consegue trazer com grande facilidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Adeus, Lenine! torna-se no exemplo do povo, daqueles que do dia para a noite viram a sua vida mudar. Não deve ser nada fácil, pois não? Acordarmos um dia e vemos que o sistema e país em que sempre vivemos desapareceu e somos obrigados a abraçar uma cultura completamente diferente. Dito desta forma pode parecer algo dramático - todos sabemos que a RDA e Berlim Ocidental se cruzavam e não é como se os habitantes da Berlim Oriental não tivessem qualquer tipo de contacto com o outro lado. Ainda assim, é engraçado perceber como, apesar de tudo ser sido abraçado com relativa facilidade e rapidez, não seria natural existirem aqueles resistentes à mudança? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 960px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://d1u4oo4rb13yy8.cloudfront.net/article/83894-jqemzeyziv-1520421814.jpeg" width="960" height="504" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Este é quase o retrato do que mudou e como. Das marcas que deixaram de existir, dos canais de televisão que mudaram, da liberdade de andar nas ruas, dos jornais que mudaram o tipo de notícias, dos hábitos que foram mudando de forma tão subtil que já não nos lembramos como era o passado. Tudo para que um filho conseguisse proteger a mãe, uma mãe adormecida para a mudança e que sempre acreditou no seu mundo como controlado e certo - até ao dia em que deixou de o ser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Celebrar a Queda do Muro com uma história de amor entre uma família que está a aprender uma nova realidade é bonito, mas é sobretudo bonito porque Adeus, Lenine! simboliza isso mesmo: um adeus. Não ao conforto, não há família, mas às divisões e desigualdades. Adeus, Lenine, mas olá a novo mundo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Passados 30 anos, Berlim ainda parece uma cidade dividida pelo progresso. As mudanças demoram o seu tempo a acontecer. Ainda estamos a vivê-las…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Adeus, Lenine! regressou a salas selecionadas. Ainda devem ir a tempo! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-11-12T11:19:00</issued>
    <title>Carta aberta a Martin Scorsese</title>
    <published>2019-11-12T11:20:38Z</published>
    <updated>2019-11-12T11:20:38Z</updated>
    <category term="aleatoriedades da vida"/>
    <category term="martin scorsese"/>
    <category term="rant"/>
    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Olá Martin. Como estás? Por aqui estamos bem, obrigada… Entre problemas pessoais e o cansaço da vida, pouco tempo para ver filmes ou séries, mas muito entusiasmada com a estreia de The Irishman, no Netflix. Que trailer do caraças! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas não é por isso que te escrevo. A verdade é que fiquei um pouco surpresa quando li as notícias. Então, andaste para aí a dizer que os &lt;a href="https://www.comunidadeculturaearte.com/martin-scorsese-os-filmes-da-marvel-nao-sao-cinema-nao-sao-experiencias-psicologicas-e-emocionais/" target="_blank" rel="noopener"&gt;filmes de super-heróis não eram cinema&lt;/a&gt;? Que tentaste ver e não conseguiste? Depois, escreveste um &lt;a href="https://www.nytimes.com/2019/11/04/opinion/martin-scorsese-marvel.html" target="_blank" rel="noopener"&gt;artigo para o New York Times&lt;/a&gt; a explicar a tua opinião e deste alguns argumentos para te explicares, mas o mal estava feito, não é? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Eu percebo-te, sabes… Já muitas vezes me debati com essa questão. Apesar de ter criado este blog com o intuito de fazer ver que até o maior blockbuster pode ser digno de uma opinião cinematográfica concreta, eu percebo quando dizes que são sempre a mesma coisa e que não trazem nada de novo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Agora, dizer que não são Cinema… exageraste, não foi?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Dizes no tal artigo que cresceste numa era em que o Cinema era uma forma de arte, uma tentativa de trazer uma nova experiência emocional, com personagens que fortalecem esse sentimento e com histórias e estéticas que nos dizem algo mais. Continuas, afirmando que estas sequelas intermináveis são a reutilização da mesma fórmula vezes e vezes sem conta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Eu concordo contigo. Ainda há uns tempos escrevi que estamos fartos de filmes de super-heróis e alguém comentou a perguntar porquê, como se fosse uma opinião muito intelectual da minha parte. Para já peço desculpa por não ter respondido a esse comentário, mas é que já se falou tanto sobre isso… É mesmo o que dizes: são filmes que não trazem nada de novo; que por muito bem feitos que estejam, por muito interessantes que possam ser e na forma como estão produzidos, são vazios de um valor maior, de uma necessidade maior. Querem entreter e dar uma nova roupagem à banda desenhada e não vamos estar para aqui a achar que são algo mais do que isso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas é isso é assim tão mau? Porque é que o Cinema não pode ser também um veículo de uma arte de entretenimento que vai além das grandes histórias introspetivas? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Também concordo contigo quando falas da perspetiva de negócio que de alguma forma limita os cineastas, atenção. Eu percebo quando dizes que a pressão e escrutínio social são e tal. Forma sufocantes que os artistas veem-se obrigados a seguir as massas, o lucro e o sucesso de bilheteria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Agora, diz-me lá uma coisa: tu viste o Todd Philips conseguiu fazer com o Joker? Viste o lucro que conseguiu, e a história do caraças que nos contou? Viste a identidade de Christopher Nolan na trilogia Batman? E mais importante, viste como o público se juntou para assistir ao último filme de Os Vingadores? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Apesar de compreender o que dizes e de concordar contigo em alguns pontos, esqueces-te de que parte do Cinema também é do público. Não, o público não deve ditar o que vês ou crias, mas o Cinema existe para ser visto, apreciado e levado para casa connosco. Onde falhaste foi em achar que cada um destes filmes não tem a mestria para conseguir alcançá-lo da mesma forma que outra obra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Confesso que me faz confusão esta repetição excessiva em que pouco cunho pessoal de cada artista encontramos - é um dos pontos em que concordamos. Só que, acima de tudo, o Cinema é aquilo que queremos que seja. Alguns de nós, como tu ou eu, gostamos de nos perder nas histórias e personagens, de mergulhar e encontrar todos os detalhes que fazem daquele um filme incrível; outros encontram um escape, uma fonte de entretenimento artística com o qual se identificam. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Dizer que um filme não é Cinema porque não concordas com a sua história é um bocado injusto, no mínimo… Não estás a fazer uma crítica construtiva, em que mostras por A + B que o filme não resulta porque não está bem produzido, porque falta mestria ou talento às suas equipas; acontece às vezes existir um mau argumentista, uma cinematografia péssima, um editor que estava a dormir. Pareceste estar só a ser mauzinho, daqueles intelectuais que acha que o mundo há 30 anos atrás era muito melhor,&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;percebes? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O mundo mudou e nós temos de mudar com ele. Se calhar a visão que existia do Cinema está a mudar, mas isso pode não ser totalmente mau. Quem sabe não haverá um novo génio, como tu ou como Alfred Hitchcock, que chega e volta a mudar o panorama e a forma como a Arte se comporta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A mutação da sociedade traz consigo a mutação da Arte que a constrói. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Dito isto, estou muito ansiosa por The Irishman. Vou ver em casa, sim, mas feito por ti tenho a certeza de que irei gostar tanto como na sala. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-10-29T17:38:00</issued>
    <title>Zombieland 2: Tiro Duplo (2019) - Que bom é matar Zombies</title>
    <published>2019-10-29T17:40:51Z</published>
    <updated>2019-10-29T17:40:51Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Sinopse: &lt;/strong&gt;Passaram 10 anos desde que Tallahassee (Woody Harrelson), Columbus (Jesse Eisenberg), Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) se juntaram e formaram equipa contra o vírus zombie que assolapou o mundo. Agora, enfrentam novos zombies, sobreviventes e o que significa mesmo ser uma família… &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" src="https://media1.fdncms.com/metrotimes/imager/u/original/22925520/zombieland-double-tap-df-01629_rv3_.jpg" width="960" height="640" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;É caso para dizer que em equipa vencedora, não se mexe - muitos treinadores de futebol tentam seguir esta máxima sem sucesso. Felizmente, não foi o caso de Zombieland, que 10 anos depois da estreia do primeiro filme continua com o seu… digamos je ne sais quois tão característico. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Passaram 10 anos, é verdade, desde que ficámos a conhecer os 4 protagonistas e as circunstâncias em que se encontraram. Foram 10 anos em que o vírus zombie se propagou, mas que também a população sobrevivente se reuniu e aprendeu o que fazer para fugir à praga. E foram 10 anos que pareceram não passar, porque em nenhuma altura dos 1h39 minutos de duração do filme ficamos com a sensação de que alguma coisa mudou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Sim, isso é uma coisa boa. Zombieland 2 é tudo o que queremos de uma sequela: uma continuação do filme original, mantendo o seu cunho especial e aquilo que nos encantou, sem trazer a sua novidade. Aqui é verdade que o novo é mais trazido no campo do enredo e no crescimento dos personagens do que propriamente algo mais inovador, mas não interessa - não há dúvida de que voltámos à Zombieland. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O primeiro filme tornou-se um quase clássico da comédia com zombies por ser extremamente caótico e, claro, cómico ao mesmo tempo. Tem os elementos clássicos da comédia, como colocar personagens antagónicas a formar equipa ou jorros de sangue a viajarem contra a câmara, mas também tem um encanto muito seu. O ritmo constante de diálogo, o ambiente que criado para a Zombieland e os seus pequenos cameos tornaram uma comédia clássica mais num gore moderno e cómico - se é que existe tal coisa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Tiro Duplo (felizmente, mais uma vez) traz tudo de volta. Columbus continua com um diálogo errante, continua o estereótipo do nerd que contrasta com o hillbilly Tallahassee e com a namorada bad ass que é Wichita. O tom gore e carnívoro não falta, bem como os momentos de comédia fácil aos quais é impossível resistir. E temos um enredo consistente, que faz todo o sentido como continuação do filme anterior sem ficarmos com uma sensação de ‘Eiishh isso é impossível’. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Foi bem possível porque, lá está, em equipa vencedora não se mexe. Aqui podíamos estar a referir-nos apenas ao grupo de protagonistas que aceitou regressar para a sequela, mas é pouco: de regresso estão também o realizador Ruben Fleischer e os co-argumentistas Rhett Reese e Paul Wernick, a quem se juntou Dave Callaham.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Isto permite consistência e um conhecimento bem distinto do que é a Zombieland e do que precisa para ser o clássico que foi antes. Não que seja um clássico espetacular que vos vai fazer esquecer todos os outros filmes de comédia - não, mas é que este está mesmo bem escrito e tem mesmo piada. E zombies!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span style="font-size: 24pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="s1"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-10-24T13:04:00</issued>
    <title>20 anos de Fight Club, 20 anos do melhor filme de sempre</title>
    <published>2019-10-24T12:06:42Z</published>
    <updated>2019-10-24T12:06:42Z</updated>
    <category term="cinema"/>
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    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A forma como olhamos para o Cinema é sempre mais ou menos linear. São histórias, são formas de entretenimento que vemos com gosto e satisfação. Às vezes rimos, outras choramos e chegamos até a levar pontapés no estômago quando somos confrontados com a realidade escura e fria que é o mundo. Depreendemos que, a bem ou a mal, o Cinema é sempre este espelho da realidade que se tornou veículo de mensagens, ideias e princípios. Uma forma de cultura, no fundo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Fight Club começou como livro, nas mãos de Chuck Palahniuk, e só dois anos depois do seu lançamento é que foi lançado como filme realizado por David Fincher. Já em livro tinha sido a raiva escondida de uma geração presa a uma sociedade consumista, sempre levada a comprar mais e mais, uma geação insatisfeita com a sua existência. A sua transposição para filme elevou tudo isso ao quadrado, juntando o toque visual que precisava e na altura certa: o fim do milénio, quando todos achavam que o mundo ia acabar ao tocar as 12 badaladas de 31 de dezembro de 1999. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Dois meses antes do fim do mundo aparece este filme meio dark, meio estranho, com um elenco meio romântico, meio estranho, que traz cá para fora toda a angústia e receios que esta geração tinha tentado esconder durante toda a década. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Por esta altura eu ainda passava os tempos livres a ver filmes da Disney. Já tinha visto o meu primeiro filme no cinema e já vivia fascinada por este mundo de salas escuras com baldes de pipocas e um ecrã gigante à minha frente, mas apreciava mais os desenhos animados do que as histórias filosóficas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Também não sabia nesta altura que tinha estreado um dos filmes que mais moldou a minha forma de lidar e pensar nesta arte. Foram precisos muitos anos e muitos filmes para que percebesse em toda a sua plenitude o que isto do Cinema tem, este seu poder de nos fascinar e moldar ao ponto de mexer com as nossas entranhas - nem o Harry Potter tinha tido esse poder. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 960px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://diaboliquemagazine.com/wp-content/uploads/2013/07/FC-Headline.png" width="960" height="540" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Para mim, Fight Club foi a ponta de um iceberg&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que há muito queria explodir. Está no pico da adolescência revoltada, quando queremos salvar o mundo dos mauzões e vilões de fato bons-falantes que elegemos. Estava naquela fase em que tudo me parecia produto da revolução consumista, em que tudo merecia uma manifestação e uma luta pelos nossos direitos. Também estava na fase da Geração à Rasca, aquela que sabe que o seu futuro não vai ter tudo aquilo que lhe foi prometido e está muito, muito chateada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;É claro que Fight Club teria algum tipo de influência numa jovem impressionável com eu, era impossível não ter. Ainda assim, o que mais me chocou foi a compreensão de que a forma como um filme é dirigido e interpretado faz toda a diferença. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Foi com o trabalho de David Fincher que comecei a perceber que isto de fazer filmes não é só pegar numa câmara e gravar a peça de teatro que está à nossa frente. Foi com ele e com o seu Fight Club, com o elenco que escolheu e com esta história tão exaltante, que me apercebi que existem estilos, ângulos, cortes, cinematografias e argumentos que fazem toda a diferença, e que marcam um filme de tal forma que a sua mensagem poderá ser completamente diferente quando transmitida por duas pessoas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Fiquei impressionada com a forma como lidou com a raiva contida e exaltada que havia na história. Abri a boca de espanto quando vi as peças do puzzle encaixarem de uma forma, quando a luz bateu num cara e não na outra, quando a câmara pulou de um lado para o outro, tal como eu queria ter pulado. Deixei-me colada à cadeira quando acabou e tudo fazia sentido, tudo estava certo, bonito e encantado na minha cabeça. Tinha acabado de ver o melhor filme que alguma vez tinha visto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Desde então já vi mais filmes, alguns deles muito bons e com este olhar mais atento. Já tive a oportunidade e a sorte de ver filmes como se fosse esta primeira vez, em que me impressiono com tudo o que está à minha frente. Mas este continua a ser o melhor filme de sempre. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Já tentei várias vezes tentar pôr no papel porque é que o acho assim. Escrevi argumentos, tentei montá-los e criar um texto coerente só que me falha sempre a palavra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Acredito que seja porque foi o meu primeiro amor, e tive a sorte de ter um primeiro amor tão forte e potente. Não há dúvidas de que Fight Club é tecnicamente um filme bem conseguido. Além de ter uma realização de génio e um argumento bem escrito e delineado, as suas interpretações são de cortar a respiração de tão intensas que se tornam. Toda a história é intensa e ainda assim conseguimos navegar suavemente, ficando chateados com eles mas também reconhecendo a sua loucura a cada passo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Só que para mim foi aquele abrir de olhos que estava à espera e que ainda hoje olho com reverência. Além de toda a parte técnica e cinematográfica, deslumbrou-me o Cinema e o poder que pode ter. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Ainda não sei se foi desta que consegui deitar cá para fora tudo o que vai cá dentro. Uma coisa é certa: já passaram 20 anos. 20 anos do melhor filme de sempre. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Obrigada!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-10-20T12:47:00</issued>
    <title>The Laundromat (2019) - Os Panana Papers explicados em filme</title>
    <published>2019-10-20T11:50:23Z</published>
    <updated>2019-10-20T11:50:23Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Sinopse: &lt;/strong&gt;Em 2016, milhares e milhares de documentos da firma Mossack Fonseca foram expostos na imprensa internacional com provas de que figuras proeminentes da sociedade usavam contas offshore e empresas fantasma para fugir aos impostos. Esta é a história de como é que isso foi possível, contada pelos próprios Mossack (Gary Oldman) e Fonseca (Antonio Banderas) e por Elle Martin (Meryl Streep), uma vítima colateral. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" src="https://cdn3-www.comingsoon.net/assets/uploads/2019/10/the-laundromat-e1571250469494.jpg" width="640" height="370" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A produção Netflix estreou esta sexta-feira na plataforma e já estava envolta em polémica: depois de algumas semanas em salas de cinema selecionadas, Jürgen Mossack e Ramón Fonseca (os verdadeiros) &lt;a href="https://www.indiewire.com/2019/10/netflix-the-laundromat-lawsuit-1202182350/" target="_blank" rel="noopener"&gt;processaram a Netflix&lt;/a&gt; por mancharem o seu bom nome. O caso, como podem ter calculado, não deu em nada e o filme ficou disponível para todos assistirmos e compreendermos melhor esta polémica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não é fácil compreender. A polémica pode ter disparado apenas em 2016, mas foram anos e anos e anos de papelada e evasões, com nomes estranhos e complicados e curvas e contracurvas de formas de tentar fugir ao que poderia ser considerado legal - mas que na verdade estava totalmente dentro da lei. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A história de Laundromat é verdadeira. Mossack e Fonseca existem - são dois advogados que criaram uma empresa para dar privacidade a pessoas com dinheiro (privacidade essa que tanto podia funcionar para os mais honestos e com bom coração, como para os criminosos e que tinham mesmo muito a esconder). Aqui, são eles os narradores, quem não só explica o que aconteceu como nos levam numa viagem ao negócio que construíram, explicando e fazendo compreender as suas miudezas e estranhezas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Já Elle é um bode expiatório, a parte fictícia do argumento que nos ajuda a perceber como é que as maquinações de empresas como as de Mossack Fonseca afetam o povinho. Elle luta para compreender como é que a seguradora da empresa de cruzeiros no qual o marido morreu não se responsabiliza pela sua morte e a de mais 20 pessoas. Ela segue os papéis e investiga o que há por trás, levando-nos consigo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" src="https://pmcvariety.files.wordpress.com/2019/08/the-laundromat-netflix-2.jpg?w=1000" width="960" height="540" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Steven Soderbergh está ao leme de um filme que tem um quê de documentário. Com um argumento baseado no livro de Jake Bernstein, criou um puzzle de planos, cenários e personagens que quando encaixados, mesmo que pareçam de mundos completamente diferentes, ajudam-nos a criar uma imagem do que aconteceu em 2016. Sempre com a narração e o acompanhamento de Oldman e Banderas (na pele dos dois advogados), há uma narrativa linear que tenta utilizar o máximo de recursos visuais para que o filme funcione quase como um Panama Papers para totós. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;No fundo, é quase uma crítica ao sistema financeiro e bancário criado no mundo capitalista e que continua a ter repercussões na vida dos cidadãos dos Estados Unidos da América. Apesar deste ser um flagelo mundial, fica muito patente que um dos objetivos de Laundromat é abrir os olhos da sociedade norte-americana, mostrando com clareza como é que negócios como este afetam o país e a sua economia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas mais do que a crítica social, The Laaundromat é um exercício narrativo e argumentístico - sim, parece que estou a inventar palavras, mas é com essa ideia com que ficamos. Apesar de ser o estilo de Soderbergh a conferir um estilo à sequência da ação, é sobretudo o argumento de Scott Z. Burns que nos faz percorrer cada nome, crime e incompreensão que a história possa trazer de uma forma muito simples e automática. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;É também um festim para os olhos, carregado de um elenco de topo com nomes e caras que todos conhecemos - mesmo, como o caso de Sharon Stone, que apareçam apenas 2 minutos. O trio de protagonistas ganha um claro destaque pelo seu cariz narrativo, mas existe quase a sensação de que não existem papéis secundários, antes uma importância própria dada a cada uma das personagens. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não é um filme que quebre ou crie novas regras narrativas, mas antes que se sabe aproveitar de um argumento bem escrito e de uma história com potencial de arregalar a curiosidade. Ainda hoje estão a ser revelados documentos e nomes envolvidos no escândalo dos Panama Papers e a estreia de The Laundromat é com certeza mais uma farpa para que casos semelhantes continuem a ser tornados públicos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Nesse aspeto, o filme comete a proeza de conseguir explicar as suas repercussões de forma clara. É natural que Mossack e Fonseca (que no decorrer do escândalo estiveram 3 meses presos e fecharam a firma no Panamá apenas no início deste ano) considerem que o filme os coloca numa posição de vilão que não têm. Mas também é claro que as ações criminosas não eram totalmente do seu conhecimento - mesmo que soubessem que era uma possibilidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Há ainda uma tinta a gastar no assunto. E muita fita, se outros seguirem o exemplo de Soderbergh.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="s1" style="font-size: 24pt;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-10-16T15:37:00</issued>
    <title>The Politician - Uma série de política para teenagers</title>
    <published>2019-10-16T15:15:39Z</published>
    <updated>2019-10-16T15:15:39Z</updated>
    <category term="opinião"/>
    <category term="the politician"/>
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    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Disclaimer: esta é uma série de Ryan Murphy. Isso significa que os seus acontecimento vão ser exagerados, que existe uma forte possibilidade de alguém começar a cantar e que vão acontecer coisas que simplesmente não acontecem na vida real. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Disclaimer número 2: na maior parte das vezes, isso é o que faz uma série do Ryan Murphy tão interessante. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Se têm vivido debaixo de uma pedra nas últimas semanas ou não têm uma subscrição Netflix que vos envia emails todos os dias com as novas séries disponíveis, é possível que The Politician vos tenha passado ao lado. Também é possível que não tenham dado conta da sua estreia se preferem aqueles dramas bem pesados estilo Mindhunter, ou as séries de que toda a gente fala e gosta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Eu só dei conta da sua existência graças a uma story de Instagram. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não há mal nenhum nisso, mas aqui estou eu a dar-vos conta de que existe, dizendo já à cabeça que existem séries melhores e mais interessantes. Mas precisamos de diversidade, não é?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Sobretudo no clima em que vivemos, em que os resultados às eleições são questionados, em que circulam petições para retirar do Parlamento representantes eleitos e nos Estados Unidos começa mais uma corrida à Casa Branca em clima de tensão, The Politician chega para nos mostrar que isto da política é muito mais simples do que parece. É, na maioria dos casos, uma corrida ao poder, e ao poder apenas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" src="https://ewedit.files.wordpress.com/2019/09/the_politician_s01e01_57m52s83266f.jpg" width="960" height="512" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;The Politician conta-nos a história&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;de Payton Hobart (Ben Platt), um jovem norte-americano que toda a sua vida sonhou ser Presidente dos Estados Unidos. Para isso, estudou e seguiu os passos de todos aqueles que se tornaram presidentes religiosamente, incluindo candidatando-se à Universidade de Harvard e ao cargo de Presidente da Associações de Estudantes no seu último ano de ensino secundário. A série debruça-se sobre esta eleição, mostrando de forma leve e pouco complicada como é que funcionam as campanhas eleitorais nos EUA e o que muitos candidatos passam para conseguir chegar à vitória. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Posto assim, é quase um política para totós, um suporte para os jovens compreenderem de uma vez por todas como é que isto funciona. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Naturalmente que The Politician não é a primeira ou única série que o tenta fazer. Grande parte do sucesso de House of Cards foi essa sua capacidade de demonstrar realmente o que era necessário para ser Presidente. Não faltam tramas que descrevem todos os passos de campanha, todos os pormenores a que tomar atenção e as lutas e debates individuais pelos quais os candidatos e as suas equipas passam. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Só que The Politician é teen. E sendo teen, leva-nos também numa viagem à cabeça dos jovens eleitores que se estão a cagar para tudo isso e não compreendem a importância de um pequeno voto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Vivemos num mundo complicado. Enquanto que uma parte da população luta todos os dias por um mundo melhor, mais amigo do ambiente, tolerante e aberto, a outra metade persiste em acreditar e pregar valores que pensávamos terem ficado destruídos no final da Segunda Guerra Mundial. Repleto de dicotomias e lugares cinzentos, este não é o mundo que idealizámos enquanto crescíamos, em paz e sossego. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Se bem que The Politician não entra tão profundamente no tema, não deixa de ser fruto desta incerteza e perda de deslumbramento. Hobart e a sua equipa eleitoral podem ter escolhas muito bem definidas, mas é claro que ao longo da história vemos como as suas crenças são abaladas, como as ideias daqueles que os rodeiam são tão diferentes, como estes jovens, que antes eram o futuro da nação, agora não querem saber porque tudo é demasiado complicado e demasiado impessoal para o seu gosto. E isso não é OK. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;De uma forma muito descomplicada, esta é uma série que encontra em vários tópicos quase um reflexo de todos os estereótipos, todos os males que criamos na nossa cabeça, todas as incertezas que surgem quando enfrentamos uma decisão. E claro, tem o seu quê de romantismo e fantasia, como grande parte (se não todas) as coisas a que Ryan Murphy põe a mão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Entre atores jovens e outros consagrados (não há como não adorar Jessica Lange e Gwyneth Paltrow, vá lá!), temos artistas da Broadway, televisão e cinema. Há pluralidade, o que só contribui para o dramatismo e exagero que toda a série tem, de alguma forma. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;E não vale muito a pena entrarmos em grandes pormenores técnicos, porque apesar de entrarmos num ritmo e ambiente muito certos em cada um dos episódios (um deles realizado por Helen Hunt, curiosamente), é comum a tantos outros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Como a série de uma forma geral, na verdade. Por muito que queira tentar dizer que não, The Politician não é a última bolacha do pacote. É mais uma série romanceada e fantasiada, mas que de alguma forma nos dá um pequeno vislumbre de uma sociedade mais focada na campanha política do que nas consequências e uma eleição para quem vota e fica deste lado. Chama a atenção pela estética, mantém-nos focados no romance e deixa-nos um pequeno desconforto quando vemos que os políticos são todos iguais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O que há de novo, na verdade?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-10-08T14:44:00</issued>
    <title>A lição que Joker nos dá, vista por uma amante de pipocas</title>
    <published>2019-10-08T13:50:08Z</published>
    <updated>2019-10-08T13:50:08Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não, este não é mais um texto sobre Joker. Já &lt;a href="https://eufuiaocinema.blogs.sapo.pt/joker-2019-da-comedia-ao-caos-81528" target="_blank" rel="noopener"&gt;escrevi sobre ele&lt;/a&gt;, mil pessoas já escreveram sobre ele e outras tantas postaram nas suas contas de Instagram como gostaram do filme e como o Joaquin Phoenix merece todos os Óscares do mundo - há quem vá mais longe e diga que é um melhor Joker que Heath Ledger. Hum. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A conclusão a que chegamos é que já muito foi dito sobre Joker. O que acho que não temos estado a falar com demasiado ênfase é como é que um realizador conhecido sobretudo pelas suas comédias conseguiu enganar o mundo inteiro a ir ver um filme sobre um suposto vilão de banda desenhada, quando na verdade é um filme sobre um homem doente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Vamos recapitular. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Em várias fases da minha vida fui interpelada por pessoas que partilhavam a opinião de que a arte popular não é boa o suficiente para ser considerada arte. Se ouves música pop ou lês livros Young adult de fazer chorar as pedras da calçada, não sabes apreciar boa arte; se vês comédias românticas ou filmes de super-heróis só gostas de explosões e interpretações medianas. Concluindo, não fazes a mínima ideia do que é a verdadeira música, literatura ou cinema. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Estas pessoas, que tanto podem conviver connosco como escrever em sites culturais especializados, gostam de ditar esta ideia de que o indie é sempre melhor do que o popular. Seja porque é mais introspectivo, porque tem mais elementos a compô-lo, é mais profundo… Não estando totalmente longe da verdade (a complexidade de criação é, claro, um argumento interessante), é redutor e degradante para um público disposto a gastar algum dinheiro em cultura, algo que por sinal não é barato do nosso país. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Ainda assim, tenho tendência a ignorar estas opiniões, porque olho para cada uma destas artes da mesma forma que olho para o vinho: se quiser apanhar uma bela bebedeira vou com certeza comprar a garrafa mais barata, mas sei apreciar como é que um Pera Manca é muito melhor do que a marca Pingo Doce. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Quando comecei este blog tinha precisamente o objetivo de desmistificar isto de que os filmes pipoca não são bons o suficiente para serem falados. Até porque eu não sou a maior fã de muitos dos mais elogiados filmes que saem dos festivais de cinema. Para mim, o cinema é sobre histórias e elas tanto podem ser dirigidas a um público específico que está preparado para as receber, como ser mais abrangente e encontrar ouvintes junto dos mais broncos, como eu. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A beleza de Joker é que tem agradado a todos. &lt;/span&gt;&lt;span class="s1"&gt;Aos intelectuais. Aos que gostam de filmes de super-heróis. Aos como eu, que gostam é da Arte. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Começou por ganhar um Leão no Festival de Veneza, proeza onde se encontram filmes tão diversificados e de tantas partes do mundo que blockbusters de Hollywood não costumam marcar presença. Já quebrou recordes de bilheteira e até arrancou uma opinião de 4 estrelas ao Público (e todos sabemos que, quando o Público gosta, o caldo está entornado). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Onde estão agora os intelectuais a dizer que não se pode fazer um filme como deve ser com uma campanha de marketing hollywoodesca bem feita? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Estão, como todos nós, surpreendidos. Joker é um filme do caraças e durante meses achámos que ía ser mais um filme falhado da DC. Não é. É na verdade um grande testemunho de como o comercialismo pode também originar conteúdo interessante e relevante e não apenas mais um filme com pipocas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não sei se era esse o intuito de Phillips quando idealizou o filme, mas esse é o Joker que temos: um testemunho de como um filme com mais camadas que uma cebola e um grau de perturbação gigante pode ser comercialmente atrativo. Se muitas pessoas vão ao engano? Depois de 3 dias nas salas, não me lixem: já todos devem saber ao que vão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Opiniões radicais, como em qualquer ocasião, correm o risco de serem demasiado elitistas e redutoras. Se existem os radicais intelectuais, também existem os radicais broncos que continuam a achar que os Transformers são o melhor filme de sempre. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas sabem o que é que é lindo nesta vida?&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;É que não interessa. Façam o que quiserem e gostem do que quiserem. O que importa é que sejam felizes enquanto consomem cultura, e que um dia mais tarde tenham o discernimento e conhecimento para reconhecer que, às vezes, uma Pera Manca é apenas mais áspera para o nosso paladar e menos agradável do que um vinho do Pingo Doce. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-10-04T14:41:00</issued>
    <title>Joker (2019) - Da comédia ao caos vilanesco</title>
    <published>2019-10-04T13:52:41Z</published>
    <updated>2019-10-04T13:52:41Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;strong&gt;Sinopse: &lt;/strong&gt;Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) é palhaço de profissão. Vive sozinho com a mãe. Sonha ser comediante. Mas Gotham é uma cidade de caos e confusão, que ignora os solitários. Arthur sente-se assim, até conhecer a sensação de ser visto e admirado. E encontra um novo caminho para a sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" src="https://i.kinja-img.com/gawker-media/image/upload/s--r7aUUkN4--/c_scale,f_auto,fl_progressive,q_80,w_1600/tbvptcu4lpwnl1xcmhmv.png" width="960" height="540" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A maioria olha para o Joker apenas como o vilão do Batman; o palhaço que gosta de rir, dançar e matar pessoas em Gotham City. É o assassino excêntrico, aquele meio amalucado que podia parecer apenas doido, mas na verdade parece só ser má pessoa que mata sem passar e a rir à gargalhada. É o amante do caos. Foi assim o de Jack Nicholson. É assim o de Mark Hammill (ou a sua voz). Foram assim os de Jared Leto e Heath Ledger que, até à data de hoje, continua a ser um dos mais elogiados e extravagantes, loucos mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas hoje há um novo Joker. Um Joker ainda mais perturbado, negro e caótico do que qualquer outro. Hoje há a sua origem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O filme de Todd Phillips é mais sobre Arthur, o homem solitário carregado de camadas e camadas de complexidade que vai encontrar uma vocação do caos. É Arthur o centro da história, a sua origem e tudo o que o levou a encontrar num cabelo verde e maquilhagem de palhaço o escape que precisava para ser verdadeiramente feliz. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Eu não sabia que tinha havido uma altura da existência de Joker que, não só era um menino da mama solitário, como ainda acalentava o sonho de ser comediante; queria fazer stand up. Já sabíamos, no entanto, que gostava de trazer sorrisos a cada alma - sejam eles metafóricos, reais ou apenas uma ironia no seguimento das suas ações. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O que este Joker consegue é mostrar-nos estas camadas e ligações que o transformaram no vilão dos vilões, de uma forma visceralmente desconcertante. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O que Todd Phillips e Joaquin Phoenix conseguiram foi um filme tão incomodativo que fica connosco. É duro, carregado de uma sensação de incómodo que ainda agora, horas depois de assistir ao filme, não consegui bem descrever. Não é asco, nem resistência em conseguir gostar; é antes uma comichão, daquelas que estamos a sentir mas sabemos que não podemos coçar - podemos não estar a conseguir lidar com o que estamos a ver, com a magreza de Arthur ou as situações em que se encontra, mas não conseguimos tirar os olhos do ecrã. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Há um ambiente propício a isso, que felizmente houve sempre em todas (ou quase todas) as representações de Gotham. É uma cidade escura e muito suja, com pessoas de moral questionável em cada esquina. É uma cidade de pecado e crime, de doenças mentais e conhecida pela sua capacidade de criar um novo doente mental a cada hora. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;E as doenças mentais, se bem se recordam do mundo em que vivemos, ainda não são fáceis de digerir e, sobretudo aceitar. A dura realidade, a de Arthur e a deste mundo, é que a sociedade não aceita desvios. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Talvez o que custe seja este choque com a realidade, este paralelismo que conseguimos fazer entre o que acontece em Gotham e o que muitas vezes vemos acontecer à nossa porta. De entre todos os malucos que pegam numa pistola e começam a disparar pela rua fora, um deles não podia estar vestido de palhaço? Provavelmente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O que incomoda também é a crueza com que Phoenix se torna neste Joker. Todos nos lembramos das versões anteriores desta personagem, das suas dimensões e facetas, só que Phoenix é toda uma nova roupagem. Ele é Arthur no seu pior, mas também é o Joker no seu pico de excentricidade. Ele ri, ele dança, ele convence-nos de que é este ser perturbado e demente que temos à nossa frente e confesso-vos, há um misto de pena, asco e admiração por aquilo que consegue. Não só transmitir-nos, porque isso é um trabalho dramático de um ator, mas sim naquilo que se torna. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Phoenix é o Joker no seu âmago. Viaja até ao centro das suas motivações e leva-nos com ele numa espiral de negatividade da qual não conseguimos fugir - e nem queremos, queremos ver o fim, o fundo do poço. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;É incrível como a sua direção e o argumento da história vem de alguém que associamos por norma à comédia. Phillips, aqui no papel de realizador e co-argumentista, foi o homem que nos trouxe A Ressaca, a versão de 2004 de Starsky &amp; Hutch, a história de Borat… Nos últimos anos, tem sido associado a um tipo de humor entre o non-sense e o inteligente, e com mestria tem conseguido criar enredos cómicos que nos prendem pelo seu caos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Bem, esta era a minha primeira impressão. Mas enquanto escrevi este último parágrafo (e juro que foi no momento em que escrevi aquele parágrafo), nota-se tão bem como é que a sua visão é tão acertada para esta história. O Joker tem uma história de caos, mas também de comédia; ele quer fazer-nos rir mas não consegue, e quer ser visto mas não chama a atenção. O Joker é o espectro de tudo o que podia ter corrido mal… e correu. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Concluindo, Joker não é o filme de banda desenhada a que estamos acostumados, não existem capas esvoaçantes e discursos carregados de esperança pelo amanhã. É um filme duro sobre um homem perturbado e doente, que por acaso gosta de se vestir de palhaço. Os pequenos cameos? São isso mesmo, cameos para nos encher o olho e fazer abrir a boca de espanto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas Joker é um filme à parte de todo o lore e corro o risco de dizer que o facto de se chamar Joker é mais marketing do que história. A personagem quase se torna uma desculpa para encararmos as consequências de uma sociedade que vira os olhos aquilo que acha mais desagradável, aos loucos e diferentes&lt;/span&gt;&lt;span class="s1"&gt;. E ainda bem, porque de filmes de banda desenhada já todos estamos fartos, não é? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span style="font-size: 24pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="s1"&gt;*****&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-08-23T11:11:00</issued>
    <title>Variações (2019) - A história do génio que sonhou e conquistou</title>
    <published>2019-08-23T10:12:55Z</published>
    <updated>2019-08-23T10:12:55Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;Não começo este texto com uma sinopse porque, a esta altura do campeonato, já todos sabemos que Variações é um biopic daquele que foi um dos maiores músicos e artistas do nosso país. Não é um filme sobre a sua obra, nem sobre a sua carreira, mas antes sobre o homem e a sua paixão pela arte - seja ela em forma de música, moda ou beleza. É um filme sobre o que o apaixonou e por quem se apaixonou…&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Falar sobre António Ribeiro é difícil sem ter um pequeno peso no coração. Nasci já depois da sua morte e, ainda assim, há uma certa nostalgia nesta minha alma antiga por não ter conseguido testemunhar a sua genialidade. E haverá sempre um ‘E se?’, permanente, sobre tudo o que podia ter criado além dos dois álbuns e outros singles soltos que nos deixou.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Crescemos com as suas músicas. A Canção do Engate e Estou Além ainda passam nas rádios, e filha que sou de alguém que não largava a Rádio Renascença ou M80, elas chegavam aos ouvidos com facilidade. Mesmo assim havia uma clara diferença na média de idades que estava a sala de cinema: os públicos mais jovens foram substituídos ou acompanhados pelos pais que, como a minha mãe (que estava comigo) viram António a brilhar, seja na rádio ou na televisão. Foi uma sessão de nostalgia sobre a vida de alguém que não chegámos bem a conhecer…&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 851px; padding: 10px 10px;" title="190823_Variações.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd317dd19/21537927_jFWFt.jpeg" alt="190823_Variações.jpg" width="851" height="300" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Variações passa-se entre 1977 e 1984&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, ano da morte de António. Ao longo desses anos, depois de um vislumbre da infância na Aldeia de Pilares, onde nasceu, passamos pela sua estadia na Holanda e os primeiros anos de regresso a Portugal, quando luta pela gravação do seu material. Um contrato com a Valentim de Carvalho é o primeiro passo, mas foram precisos vários anos para que António chegasse ao sucesso que sempre almejou.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nota-se que, acima de tudo, António Variações vivia apaixonado pela sua música e se há coisa que Variações capta com facilidade é a sua paixão. A câmara está focada em si, não o larga; a sua personagem, mais do que uma fachada, é um retrato daquilo que era António e que deixamos fugir quando o endeusamos como génio da música. Mas é neste claustrofóbico filmar que vemos a sua emoção, o sangue, suor e lágrimas que libertou pelo seu sonho de ser reconhecido pela sua música.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há um grande investimento de toda a equipa neste filme e isso nota-se em cada frame e frase dita por cada ator. Foram precisos 15 anos para que o argumento de João Maia (também realizador) conseguisse um subsídio do Instituto do Cinema e do Audiovisual. Durante esses 15 anos, foram várias as vezes que Sérgio Praia, o ator que interpreta António, quis desistir do projeto - mas não conseguiu, e chegou até a viver a pele de António na peça Variações, de António, de Vincente Alves do Ó.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 754px; padding: 10px 10px;" src="https://nit.pt/wp-content/uploads/2019/08/f9e242333c3edebd65f2b017179c5340-754x394.jpg" width="754" height="394" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda bem. A entrega de Praia é inegavelmente uma das fórmulas para que o filme resulte tão bem, sem querer colocar todo o peso do sucesso no trabalho de um só ator. Mesmo que acompanhado de um argumento muito equilibrado e simples na sua história, é difícil não considerar que sem o seu desempenho, o filme não teria o mesmo encanto - para todos os efeitos isto é um biopic sobre António Variações e sem Variações não há filme. Isto sem falar que, além do corpo, empresta também a voz e é ele a cantar em todos os momentos do filme.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi uma escolha do realizador, explica em &lt;a href="https://observador.pt/especiais/sergio-praia-o-que-se-tem-dito-sobre-antonio-variacoes-nao-e-a-historia-verdadeira/" target="_blank" rel="noopener"&gt;entrevista ao Observador&lt;/a&gt;. Pode parecer um pouco estranho ao início, mas com o passar do filme faz sentido que assim seja; a nossa imagem de António está muito presa à sua voz, à sua performance, e uma voz diferente ajuda-nos a distanciar o filme do verdadeiro António.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;São duas horas de um filme que não tem pretensões a ser mais do que aquilo que é. Variações quer mostrar o homem e é o homem que ficamos a conhecer. Bem como as pessoas que foram importantes na sua vida, como a sua mãe (Teresa Madruga), Fernando Ataíde (Felipe Duarte) ou Luis Vitta (Augusto Madeira), o jornalista da Rádio Renascença que acreditou no seu talento e o ajuda a dar os primeiros passos. Passeamos com António pela Lisboa do início dos anos 80, vemos quem o acompanhou, quem o negou, onde atuou, onde viveu.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E vemos quando começa a definhar, sem nunca perder em vista o seu sonho.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 680px; padding: 10px 10px;" src="https://images.impresa.pt/blitz/2019-08-21-LRjcp2018004G03479.jpg/original/mw-680" width="680" height="454" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Vitória Guerra e Felipe Duarte são Rosa Maria e Fernando Ataíde, casados, fundadores do Trumps e amigos de António. Fernando foi ainda seu amante e, pelo menos aqui, nota-se que a sua verdadeira paixão.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No intervalo, a minha contou-me como se lembra de ver o irmão mais velho de António aqui perto de onde moramos. Chegou a conhecer a sua mãe, já vários anos depois daquele Santo António de 1984, orgulhosa do filho que cresceu cantor.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A memória de António Variações ainda está muito presente nas vidas que o viram a brilhar. Está viva também nos que, como eu, apenas de lembram de o ouvir na rádio e foram aprendendo com o tempo como foi tão importante para o panorama português.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Variações traz o mito à Terra e mostra-nos quem era o homem. Obrigada.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 24pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;****,5&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:eufuiaocinema:81078</id>
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    <issued>2019-08-08T12:25:00</issued>
    <title>ZOOM-IN: Era uma vez uma Hollywood imaginada por Quentin Tarantino</title>
    <published>2019-08-08T11:28:52Z</published>
    <updated>2019-08-08T11:28:52Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;“Sente-se um conforto imediato quando começamos um diálogo do Quentin Tarantino. É por isso que os atores querem trabalhar com ele - devias ver a fila de gente que queria entrar neste filme.” &lt;a href="https://www.esquire.com/entertainment/movies/a27458589/once-upon-a-time-in-hollywood-leonardo-dicaprio-brad-pitt-quentin-tarantino-interview/" target="_blank" rel="noopener"&gt;As palavras são de Brad Pitt&lt;/a&gt;, ditas numa entrevista à Esquire.  O tema? O novo filme de Quentin Tarantino, Once Upon a Time… in Hollywood. A pergunta? Primeiro, porque é que o ator aceitou entrar no filme e rapidamente evoluiu para um elogio ao cineasta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;É uma constante no que toca a Tarantino. Como os seus filmes, as conversas começam por tentar perceber o que raio têm de especial os seus argumentos, para terminar no lugar oposto - o que raio há para não gostar. Ainda hoje recebemos cada um com um misto de expectativa e medo porque nunca sabemos o que vai sair dali. Por um lado pode ser a melhor coisa que já vimos, por outro podemos sair da sala de cinema de boca aberta sem perceber bem o que acabou de acontecer. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas sermos surpreendidos faz parte do encanto, não é? Tarantino tem uma forma muito sua e específica de dirigir as suas histórias e criar as suas personagens, do qual faz parte esta surpresa em percebermos como é que tudo se liga. De um fio condutor muito expansível (um tema genérico, um período da história, um mero acontecimento), ele cria ramificações para todos os lados que de alguma forma começam a fazer sentido. Para ele, e para nós. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 960px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://cinemaplanet.pt/wp-content/uploads/2019/01/once-upon-a-time-in-hollywood.jpg" width="960" height="720" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Once Upon a Time… in Hollywood não parece&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; exceção. Por um lado, temos os anos dourados de Hollywood a terminar, em pleno ano de 1969, um ano em que as estrelas do passado estão em decadência e o público procura novas temáticas e personagens. Por outro, temos um dos grupos criminosos mais conhecidos e falados desde a altura: o bando de Charles Manson. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;No centro parecem estar Rick (Leonardo DiCaprio) e Cliff (Brad Pitt). Rick é uma antiga estrela de televisão dos anos 50 que parece apenas conseguir papéis secundários de mauzão. A sua carreira, antes gloriosa, está em decadência e o seu agente (Al Pacino) está sempre a tentar convencê-lo a participar em spaguetti westerns… em Itália. A acompanhá-lo está o seu amigo e duplo de longa data que nunca teve um lugar ao sol; manteve-se na sombra da estrela, numa Hollywood que nunca lhe ofereceu mais do que isso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas Rick chega a uma conclusão simples: o seu futuro pode estar a uma festa de distância em casa dos seus vizinhos, Roman Polanski e Sharon Tate (Margot Robbie). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Robbie torna-se a terceira perna deste enredo, e não apenas como vítima de Charles Mason. Os três fazem parte de uma Hollywood em mudança, que vai da estrela em decadência, à estrela em ascensão e ao duplo apaixonado pelo cinema que nunca vai ter sucesso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;São quase personagens-tipo que fazem parte de qualquer fase da história da Meca do Cinema. Sempre que o público pede mais, aqueles que não se sabem reinventar ficam de fora e os que nunca conseguem o seu lugar ao Sol, na Lua ficarão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas isto não seria um filme de Tarantino se a ligação entre os 3 fosse meramente temática e idealista. Lá no fundo, no fundo, de alguma forma Manson vai mudar também o curso da história, a forma como Rick e Cliff olham para as suas vidas (é fácil perceber como é que a de Tate mudou… certo?). Agora como? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Isso é o que temos para descobrir. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" src="https://sm.ign.com/t/ign_za/screenshot/m/margot-rob/margot-robbie-plays-sharon-tate-in-quentin-tarantinos-once-u_x4cu.640.jpg" width="640" height="426" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;em&gt;Sharon Tate (Margot Robbie) não chegou a ser a estrela que prometia ser. Em 1969 foi assassinada por Charles Manson e o seu grupo, na sua própria casa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Na mesma entrevista&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Tarantino afirma&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que este é capaz de ser o seu filme mais parecido com Pulp Fiction, e também o mais autobiográfico. Esta é uma história de amor a Los Angeles, à cidade que o viu crescer e que o fez apaixonar-se por Cinema. Independentemente do significado que podemos retirar ao enredo e às personagens, este é um retrato de um a época em que Tarantino viveu, em que assistiu às estrelas a sair e entrar em cena e a um público que começou a querer mais e mais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Em alguma fase das suas carreiras, os próprios atores que protagonizam Once Upon a Time já questionaram o que procuravam na indústria, já questionaram o que queriam fazer e aquilo que lhes era oferecido. O próprio Tarantino esteve vários anos a trabalhar na história, que passou de um livro para o argumento de um filme. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Porquê? Porque pedia para ser filmada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O cinema de Tarantino é feito, sobretudo, por um amor à arte que está a criar; à arte de escrever, de criar personagens, de encontrar cenários e gravar tudo para conseguirmos encontrar a sua visão. O Cinema move as suas histórias, mesmo quando estamos a falar sobre Hitler ou escravidão - aliás, sabiam que, em Django Libertado, Django e Hildi são o começo da linhagem de John Shaft? Bem, pelo menos na cabeça de Quentin, são (para os distraídos, John Shaft é uma personagem criada nos anos 1970 que conta com vários filmes de detetives e 3 gerações. A mais célebre foi protagonizado por Samuel L. Jackson em 2000; a mais recente foi publicada no Netflix em julho). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Once Upon a Time… in Hollywood é uma história de amor entre Tarantino e a sua cidade, mas também entre nós e o Cinema. Entre os atores que lhe dão vida, aos profissionais atrás das câmaras que dão vida aos argumentos. Rick e Cliff são os profissionais que entram em decadência, Sharon Tate é a estrela que nunca chegou a sê-lo. Só que aqui o objetivo não é serem nada disso - são pessoas apaixonadas pelo que fazem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não existem dúvidas de que Tarantino é apaixonado pelo que faz, e quem trabalha com ele é apanhado nesta paixão. E nós, enquanto público, somos apanhados lá pelo meio e ficamos vidrados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Era uma vez um filme de Tarantino. O que raio é que vem para ai? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Once Upon a Time… in Hollywood estreia em Portugal a 15 de agosto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-08-01T12:30:00</issued>
    <title>Uma ode às comédias românticas</title>
    <published>2019-07-29T23:35:15Z</published>
    <updated>2019-08-01T14:18:13Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;Lembro-me distintamente da primeira vez que vi You’ve Got Mail. Estávamos já numa época em que podia ser perigoso falar com estranhos em salas de chat online; os pais preocupavam-se com os filhos que facilmente podiam partilhar dados pessoais com pessoas que não tinham as melhores intenções. Os meus não era exceção e hoje sei dos planos e maquinarias que usaram na altura, nas minhas costas, para se certificarem que eu tinha juizo.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lembro-me de ser cautelosa e de nunca ir longe de mais, mas também me recordo que, secretamente, gostava de ser uma Meg Ryan que desabafava online com o seu futuro amor sem saber.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;You’ve Got Mail não há-de ter sido a primeira comédia romântica a que assisti, mas foi aquela que ficou comigo mais tempo e que possivelmente me fez tanto querer visitar Nova Iorque - e isso é dizer muito para uma comédia romântica. A história da proprietária de uma pequena livraria que se apaixona pelo seu arqui-inimigo e maior concorrente depois de se conhecerem num chat online é tudo o que se aprende nas escolas das comédias românticas. Só que tem o encanto dos anos 90, em que tudo se fazia com outro estilo. Tem aquela dicotomia entre o passado e o futuro, dos livros e da tecnologia, na época em que nos estávamos ainda a aprender a lidar com estas mudanças. E claro, tem Meg Ryan e Tom Hanks.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As comédias românticas são um género sub-valorizado. Claro que há algum lixo ou conteúdo menos bem conseguido, como existem em todos os géneros, e claro que existem alguns espécimens exemplares que, no que toca ao cinema, não ficam atrás dos dramas mais pesados ou dos thrillers mais complexos que costumam ganhar Óscares. A simplicidade, ao contrário do que se pensa, não é fácil se conseguir; é fácil cair em lugares-comuns, em fórmulas rápidas e pouco cuidadas para chegar à conclusão. E por muito que a conclusão seja sempre a mesma (eles vão, quase sempre, ficar juntos no final, por muitos obstáculos que surjam lá pelo meio), o que nos surpreende é como é que chegamos lá.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou então estamos a falar de 500 Days of Summer, em que tudo é surpreendente: o argumento, a direção da ação, o estilo e realização, as personagens e as suas interpretações… A conclusão é um pequeno easter egg no meio de tudo isso.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todas as comédias românticas podem ter o mesmo potencial de elogio e crítica elevada que qualquer outro filme. São só pouco valorizadas e ainda um bocado conservadoras.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 650px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://video-images.vice.com/articles/5b6c4efeef17ed0008cb4f6b/lede/1533824872007-Screen-Shot-2018-08-09-at-152728.png?crop=0.7750410509031199xw%3A1xh%3Bcenter%2Ccenter&amp;amp;resize=650%3A*&amp;amp;output-quality=55" width="650" height="365" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;em&gt;500 Days of Summer já é um clássico. A improvável história de amor entre Tom e Summer trouxe a realidade de volta às comédias românticas, sem nos fazer deixar de acreditar no amor. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Se procurarmos no dicionário&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;,&lt;a href="https://dictionary.cambridge.org/dictionary/english/rom-com" target="_blank" rel="noopener"&gt; uma comédia romântica é&lt;/a&gt; uma peça ou filme com toque humorístico que retrata o percurso de uma relação amorosa, parafraseando. Não é uma invenção do cinema ou da televisão, com alguns registos de comédias greco-romanas ou até de Shakespeare consideradas comédias românticas por quem entende destas coisas.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os enredos podem variar, mas são todos baseados na mesma ideia de que o verdadeiro amor existe, mesmo que para isso os protagonistas tenham de se separar ou encontrar outras pessoas para amar que não aquelas que julgamos inicialmente. O seu objetivo é fazer-nos passar um bom bocado, entreter, enquanto nos contam uma história de relações amorosas e humanas e nos fazem acreditar que isto de estarmos apaixonados é a melhor coisa do mundo, e as alma-gémeas estão aí para as encontrarmos.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não é complicado perceber como é que são tão procuradas pelo público, pois não? Enquanto crescemos, somos bombardeados com esta ideia de que temos de ter namorados e namoradas, que isso é quase obrigatório na sociedade se queremos ser felizes e realizados. Só mais tarde percebemos que, mais do que uma desculpa para a reprodução, isto de termos um par é acima de tudo um sentimento que podemos ou não encontrar. Mas se toda a vida nos disseram que temos de ter um par, não queremos que seja um amor verdadeiro e para a vida toda?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como grande parte dos dogmas que a sociedade nos ensina, as comédias românticas vão beber ao maior deles todos: o amor. Somos levados a beber desta vontade de encontrar a alma gémea que os livros, filmes e peças de teatro nos oferecem.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contra mim falo, que adoro comédias românticas e acredito no amor verdadeiro e para a vida. Sou daquelas românticas incuráveis, que apesar de perceber a diferença entre o prazer carnal e o amor que sentimos por alguém, conseguem compreender como é que duas pessoas sentem algo tão profundo que as faz querer ficar juntas. Filmes como You’ve Got Mail, 500 Days of Summer ou Férias em Roma, ou 10 Coisas que Odeio em Ti, em nada vieram atenuar esta minha visão - muito pelo contrário.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso percebo perfeitamente o apelo que uma comédia romântica oferece. Nela vemos transparecer este desejo de encontrarmos o que parece ser possível apenas nas histórias e na nossa imaginação, mas todos queremos ser a Sally quando o Harry a conhece…&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 480px; padding: 10px 10px;" src="https://hips.hearstapps.com/digitalspyuk.cdnds.net/15/51/1450277872-when-harry-met-sally-movie.jpg?resize=480:*" width="480" height="300" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;em&gt;When Harry Met Sally estreou há 30 anos, em 1989. Foi o primeiro filme escrito por Nora Ephron protagonizado por Meg Ryan. Seguiram-se Sleepless in Seattle (1993) e You've Got Mail (1998).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;O melhor deste género é que tem evoluído&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; bastante ao longo dos anos. Até então, ainda estávamos perante um género conservador em que o final só era feliz se o casal ficasse junto para sempre e ela caía nos braços dele porque não havia outra solução. OK, era esse o objetivo, mas o amor não acontece em todas as formas? Qualquer relação com o filme com esse nome foi totalmente propositada.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O amor acontece mesmo em todas as formas e o verdadeiro amor nem sempre é entre duas pessoas que se encontram, depois odeiam, depois não conseguem ficar juntas e depois misteriosamente se encontram novamente e vivem felizes para sempre. Às vezes demora um pouco mais a conhecer a alma gémea ou os obstáculos simplesmente não são ultrapassáveis, o que não significa que o objetivo não tenha sido cumprido.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Férias em Roma, as personagens de Audrey Hepburn e Gregory Peck são obrigadas a ficar separadas, sabendo que encontram um no outro o que procuravam no amor - uma exceção no panorama, já que é um filme de 1953. Em Guia Para um Final Feliz, apesar dos protagonistas ficarem juntos, lidam com problemas mentais e emocionais ao longo de todo o filme. Em Terminal de Aeroporto, o personagem de Tom Hanks regressa a casa sozinho. Em Amor de Improviso, a relação é criada entre o protagonista e os pais da sua paixão, e não com a própria. Em nenhum destes casos é alguma vez pensado que o amor não existe só porque o final não é aquele que esperamos.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A evolução género vem também muito do que hoje sabemos que é o amor. É livre, chega de qualquer lado de não precisa ser obrigatoriamente entre um homem e uma mulher - pode acontecer entre pais e filhos, amizades francas, irmãos e irmãs, desconhecidos que cruzam caminho e, de alguma forma, mudam as suas vidas mesmo que não fiquem nelas. Hoje sabemos, porque fomos aprendendo com muitos filmes, muitas experiências e muitos livros, que as melhores comédias românticas nem sempre precisam estar cheias de clichés e estereótipos de mulheres que não sabem viver sem homens ou almas gémeas. As melhores são aquelas que continuam com o seu tom humorístico a mostrar-nos o lado bom e mau de estar apaixonado, os corações partidos e as relações que acabam quando o amor ainda existe. As melhores são as que vão encontrar a realidade, mas que também deixam lugar à fantasia, à imaginação e deixam uma romântica como eu continuar a sonhar com amores e reencontros impossíveis.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As melhores mostram como fortes personagens femininas e masculinas encontram também um par romântico nos lugares mais improváveis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para Meg Ryan e Tom Hanks em You’ve Got Mail foi numa sala de chat em 1998, num mundo em que as salas de chat estavam ainda a ser descobertas. Numa Nova Iorque cheia de magia e milhões de pessoas, encontraram-se. Ela não precisava dele para ser feliz nem para ser realizada. Só que aconteceu. E quando o amor acontece, quem somos nós para o negar?&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-07-30T12:30:00</issued>
    <title>Unpopular opinion: não gosto assim tanto do Keanu Reeves</title>
    <published>2019-07-29T19:06:58Z</published>
    <updated>2019-07-29T19:06:58Z</updated>
    <category term="keanu reeves"/>
    <category term="aleatoriedades da vida"/>
    <category term="rant"/>
    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Sabem quando têm uma embirração com um ator? Quando sempre que veem a sua cara num filme vos apetece mudar de canal, ou revirar os olhos sempre que entra em cena? Ou simplesmente optam por não ver o filme?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Eu tenho isso com alguns atores - curiosamente são sobretudo homens, mas prometo que não é de propósito. Tenho conseguido escapar da grande maioria com algum sucesso porque nunca fazem nada que me dê vontade de ver, mas há um com quem tenho tido alguma dificuldade em escapar atualmente… &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O Keanu Reeves. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não me perguntem porque é que embirro com o homem, porque não vou saber responder. No entanto, responsabilizo em muito o Matrix. Desde aí que o senhor me aparece sempre com a mesma expressão, só lhe falta a gabardine preta e os óculos de sol. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Está para vir o filme em que consigo vê-lo com gosto e pensar ‘Eh lá, estive enganada estes anos todos!’. Tentei com Speed e não consegui; a Sandra Bullock estava assustadissima e apaixonada por ele e ele continuava assim, pãozinho sem sal. Tentei com o Rutura Explosiva e não houve nada nele que soubesse acompanhar o carisma e peso do Patrick Swayze (quem diria!). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Depois desisti. Vi uns quantos trailers, assumi que a minha opinião nunca se iria alterar e segui a minha vida, Reeves free. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Não, nunca vi o John Wick - e não foi por falta de oportunidade, porque tanto o meu namorado como a minha melhor amiga são fãs assumidos e acérrimos. Deixei-os ir ao cinema ver o John Wick 3 enquanto fiquei a ver Netflix em casa e foi um plano e pêras, devo dizer-vos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Só que agora, sempre que viro a página do browser, lá aparece o Reeves! É no Ellen Degeneres Show a falar dele próprio, é nos artigos do BuzzFeed a explicar porque é que é a melhor pessoa na internet (!!!!), é em cameos de filmes Netflix… Até deu a voz a uma personagem do Toy Story 4!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Ao fim de tantos anos de carreira, Reeves parece estar a chegar a um pico de popularidade e eu genuinamente gostava de perceber o porquê. Do dia para a noite, a internet deu a conhecer o seu potencial e parece que todos estão prontos para receber de braços abertos tudo o que ele tem para oferecer, sejam boas ações random ou apenas pequenos papéis em filmes pouco conhecidos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Confesso que Always Be My Maybe, o filme em que tem uma breve participação, está na minha lista desde que ficou disponível - não apenas por ele, claro, mas vai ser interessante vê-lo neste registo. Também confesso que adorei o Duke Caboom, a personagem de Toy Story 4 a quem empresta a voz. Sim, pode dar-se o facto de ter gostado porque não lhe vejo a cara, não nego que seja uma possibilidade. O que só demonstra que talvez só não vá com a cara do senhor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Independentemente do que a internet diz, continuo sem gostar assim tanto do Keanu Reeves. Nem do Tom Cruise. E já gostei muito mais do Johnny Depp. São manias, mas manias que ganhamos e que tentamos a todo custo evitar, porque só evitando conseguimos encontrar valor em todas as obras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas ver o John Wick? Não prometo nada… &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-07-25T14:36:00</issued>
    <title>#TBT Legalmente Loira, os 18 anos de Elle Woods</title>
    <published>2019-07-25T13:38:33Z</published>
    <updated>2019-07-25T13:38:33Z</updated>
    <category term="legalmente loira 3"/>
    <category term="antevisão"/>
    <category term="tbt"/>
    <category term="legally blonde"/>
    <category term="reese witherspoon"/>
    <category term="legalmente loira"/>
    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Quando é que pensaram pela última vez no Legalmente Loira - aquele filme com a Reese Witherspoon em que a protagonista mais parece uma barbie da vida real, mas na verdade está a tirar o curso de Direito em Harvard e a ganhar casos importantes? Provavelmente, desde a última vez que deu na TV. É daqueles filmes domingueiros, que apanhamos de vez em quando a dar e ficamos a ver pela piada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;É que já tem 18 anos. Estreou em junho de 2001, precisamente num verão louco que Elle Woods, a sua protagonista, ia adorar passar na praia ou na piscina. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Para a grande maioria, Legalmente Loira é apenas isso: uma comédia domingueira sobre uma miúda loira que tem piada. Sabem, é daquelas a que não damos muita importância e que vemos porque está a passar pela enésima vez e sabemos que gostamos e não há mais nada para fazer. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Provavelmente, essa maioria não sabe que o filme arrecadou 114 milhões de dólares na bilheteira internacional e foi nomeado para 2 Globos de Ouro. Também poderão não se recordar que além da sequela de 2003, o filme gerou um spin-off lançado em 2009, um musical na Broadway e um programa na MTV.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Para essa maioria, Legalmente Loira também não tem a importância que tem para os que ainda hoje guardam o filme no coração. Não passa de uma comédia? Digam isso à terceira parte que está confirmada para 2020. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" src="https://ewedit.files.wordpress.com/2018/04/legallyblonde_2001_rwitherspoon2.jpg" width="960" height="640" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1" style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Mas o que é que Legalmente Loira tem?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Em primeiro lugar, tem piada e permite-nos passar um bom bocado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Por muito que este texto queira daqui a nada ir para um tom mais sério e político, um dos primeiros encantos deste filme é Elle&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;Woods, esta miúda como tantas outras que gosta de moda e beleza. E como tantas outras, está na faculdade, em busca da sua identidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Elle pertence a uma república e está apaixonada. É a improvável heroína, porque olhando para ela, com o seu cão a tiracolo e outfit cor-de-rosa, nunca ninguém iria imaginar que teria algo de serio para dizer. À sua volta são tantas as peripécias e desventuras que está criado o ambiente ideal para uma comédia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Legalmente Loira é, e será sempre, em primeiro lugar uma comédia romântica que não é extraordinária. Está bem pensada, tem um argumento inteligente, mas nada mais do as 3 estrelas que um filme tão simples como este acaba por conseguir da crítica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Ainda assim, ficou na memória e teve tanto sucesso porque não é a comédia romântica típica em que rapaz conhece rapariga, rapaz conquista rapariga e viveram felizes para sempre. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Elle quer quebrar barreiras e estereótipos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Quando todos viam uma miúda loira e sem miolos, ela mostra inteligência e perspicácia; quando todos acham que moda é superficial, ela recorda como isso não significa que não possa ter importância. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O sucesso de Legalmente Loira vem muito desta mensagem de luta pelos objetivos face às adversidades, esta constante vontade de ir contra as expectativas e mostrar que aquilo que pensamos de uma pessoa nem sempre é real. Não faltam histórias ou provas em como isto acontece a toda a hora e nós, mulheres, somos muitas vezes as suas principais vítimas. Mas Elle Woods fê-lo de forma tão direta e simples que a mensagem ficou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Este foi o filme que catapultou Reese Witherspoon para a fama. Wihterspoon, que hoje é uma das&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;atrizes que mais força tem feito para criar histórias e interpretações de mulheres fortes e capacitadas (Big Little Lies, a serie que produz e protagoniza, é um ótimo exemplo disso mesmo), referiu na altura que a mensagem de Elle foi um dos principais motivos para ter aceite o papel. Nesta sua demanda de procurar papéis relevantes e que fugissem ao normal, encontrou uma personagem feminina que mostra exatamente aquilo pelo qual todas devemos lutar: iguais oportunidades, independentemente da cor que escolhemos para a roupa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Claro que muitos dos comportamentos de Elle e daquelas que a rodeiam são estereotipados: ela é a típica loira que vive fascinada por moda; as inteligentes são as chatas que só se vestem de cinza e não arranjam o cabelo. Se por um lado é muito daí que vem o lado cómico de Legalmente Loira, por outro é também a verdadeira origem da sua mensagem de poder feminino. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;O que sabemos de Legalmente Loira 3?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Apesar da sequela não ter tido o mesmo sucesso que o filme original, o seu espírito não esmoreceu. Nela voltámos a encontrar uma Elle Woods fiel a si mesma, cheia de poder feminino e muita vontade de vencer quando todos julgam que não tem o que é preciso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;O terceiro filme chega 17 anos depois do original. As mulheres de há 17 anos devem ter pensado que este era um filme fixe para começar a desbravar caminho, mas a verdade é que nunca foi tão importante ter histórias de mulheres a quebrar barreiras quanto agora. Continuamos a precisar de mulheres fortes, mesmo que utilizem os seus conhecimentos de beleza para ganhar argumentos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Pouco se sabe ainda sobre o filme. Reese confirmou há pouco tempo que estava em desenvolvimento e que as co-argumentistas dos 2 primeiros, Kristen Smith e Karen McCullah, vão voltar a escrever a história. A estreia já está marcada para 14 de fevereiro de 2020. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;No meio de tudo isto, o mais incrível é como é que uma comédia romântica chega a este ponto. Normalmente assumimos que este tipo de filme não passa do primeiro nem tem grande capacidade de permanecer com o público. Mas Legalmente Loira tem um tal empowerment feminino que ainda hoje se fala nele. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;E ainda bem, porque adoro a Elle Woods e mal posso esperar por vê-la novamente no grande ecrã. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-07-22T12:00:00</issued>
    <title>Thor 4, Séries e Angelina Jolie no MCU - Todas as novidades Marvel na Comic Con</title>
    <published>2019-07-21T17:06:05Z</published>
    <updated>2019-07-22T14:38:27Z</updated>
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    <category term="marvel cinematic universe"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Foi perante um Hall H atolado na Comic Con de San Diego que o painel Marvel, na figura de Kevin Fiege, apresentou todas as novidades da Fase 4 do Marvel Cinematic Universe, que incluíram novos filmes, séries de televisão e muitos novos atores que se juntam a este universo.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a estreia de Os Vingadores: Endgame (que se tornou recentemente o &lt;a href="https://www.vulture.com/2019/07/avengers-endgame-has-smashed-avatars-box-office-record.html" target="_blank" rel="noopener"&gt;filme mais rentável de sempre&lt;/a&gt; depois de voltar às salas com 6 minutos extra de filme) e Homem-Aranha: Longe de Casa, a Fase 3 do MCU terminou num impasse para os super-heróis. Alguns rumores foram surgindo sobre o que poderia estar para vir, mas sem grandes certezas. O que se sabia era que a Marvel já tinha anunciado a estreia de alguns filmes para datas específicas de 2020 e 2021.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este fim de semana as dúvidas foram dissipadas e já sabemos quando estreiam todos os filmes e séries que farão parte desta Fase. Aviso à navegação: este vai ser longo…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Viúva Negra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 780px; padding: 10px 10px;" src="https://terrigen-cdn-dev.marvel.com/content/prod/1x/blackwidow_card.jpg" width="780" height="438" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era uma daquelas de que já se estava à espera: vai mesmo haver um filme stand-alone sobre Natasha Romanoff, com estreia nos EUA marcada para 1 de maio de 2020.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kevin Fiege revelou que Scarlet Johansson vai regressar à pele da Viúva Negra, que neste filme tentará desvendar o seu passado enquanto defronta inimigos e outros obstáculos. Se conhecem as histórias originais, devem saber quem é O Treinador - eu confesso que não conheço o senhor, mas será o vilão desta história.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas Johansson não estará sozinha: David Harbour, Florence Pugh (😱) e Rachel Weisz (😱😱) também fazem parte do elenco.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;The Eternals&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 780px; padding: 10px 10px;" src="https://terrigen-cdn-dev.marvel.com/content/prod/1x/eternals_card_3.jpg" width="780" height="438" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos momentos altos da comunicação de Fiege no Hall H da SDCC foi quando Angelina Jolie chega ao palco, parte do elenco de um novo filme. COMO ASSIM ANGELINA JOLIE NO MCU???&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela será uma das protagonistas de The Eternals, juntamente com Richard Madden, Salma Hayek, Lauren Ridloff, Bryan Tyree Henry, Lia McHugh, Don Lee e Kumail Nanjiani.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os Eternals são um grupo de seres quase imortais com super-poderes criados pelos Celestiais (lembram-se de Ego, o pai do Star Lord em Guardiões da Galáxia? É um Celestial). Têm um corpo humanoide porque a sua missão era proteger a Terra dos Deviants. Se gostavam de conhecer um pouco melhor estes heróis, vejam o que escreve o portal &lt;a href="https://io9.gizmodo.com/who-are-the-eternals-the-cosmic-superheroes-who-could-1825503953" target="_blank" rel="noopener"&gt;Gizmodo&lt;/a&gt; - foi-me útil para ficar ainda mais entusiasmada. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muitos acreditam que os Eternals sejam o futuro do MCU. Ainda não existem grandes pormenores, mas sabemos que o filme vai estrear em novembro de 2020.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Falcon and the Winter Soldier&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 780px; padding: 10px 10px;" src="https://terrigen-cdn-dev.marvel.com/content/prod/1x/falcon_wintersoldier_card.jpg" width="780" height="438" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi uma outra grande novidade: além dos filmes, a Marvel apresentou novas séries que serão exibidas em exclusivo no serviço de streaming Disney+. A primeira a ser revelada, Falcon and the Winter Soldier, chega no outono de 2020.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O nome é bastante sugestivo. A série vai acompanhar Anthony Mackie e Sebastian Stan, que retornam os papéis de Falcão e Soldado de Inverno. Daniel Bruhl regressa também ao papel do vilão Baron Zemo.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesta fase ainda não existem mais pormenores, mas só falta um ano e pouco, não é?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Shang-Chi and the Legend of Ten Rings&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 780px; padding: 10px 10px;" src="https://terrigen-cdn-dev.marvel.com/content/prod/1x/shang-chi-card.jpg" width="780" height="438" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais uma personagem Marvel que se estreia no grande ecrã! Shang-Chi é um mestre de artes marciais que virou super-herói e apareceu pela primeira vez na banda desenhada em 1973.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vai ser protagonizado por Simu Liu e conta também cm a participação de Tony Leung e Awkwafina, que não se sabe ainda que papel terá na trama. Leung será o vilão, Mandarim. Os mais atentos devem lembrar-se do Mandarim em Homem de Ferro 3, o vilão interpretado por Ben Kingsley. Um dos plot twits do filme revelou que Slaterry não era o verdadeiro Mandarim mas sim um ator, e a sua verdadeira identidade ficou esquecida.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até agora. Apesar de não se saberem pormenores sobre o enredo, é de esperar que haja algum tipo de ligação a este evento, mas só em fevereiro de 2021 é que vamos ter certezas.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Doctor Strange and Multiverse of Madness&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 780px; padding: 10px 10px;" src="https://terrigen-cdn-dev.marvel.com/content/prod/1x/doctorstrange_card.jpg" width="780" height="438" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tão aguardada sequela de Doutor Estranho foi finalmente anunciada, com o regresso de Benedict Cumberbatch no papel de Steve Strange e Scott Derrickson ao leme da realização.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A quem estava no Hall H, Derrickson anunciou que este ia ser o primeiro filme do MCU com um toque de terror, o que é o suficiente para me deixar curiosa - sobretudo porque o &lt;a href="https://eufuiaocinema.blogs.sapo.pt/doutor-estranho-2016-os-super-herois-40162ÃâÃÂ " target="_blank" rel="noopener"&gt;primeiro Doutor Estranho&lt;/a&gt; me surpreendeu pela positiva. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além das personagens que já pertencem a este universo junta-se a Bruxa Escalate - que é como quem diz, a Wanda Maximoff de Elizabeth Olsen. Os dois vão explorar os multi-universos que têm sido introduzidos nos últimos filmes Marvel e terá uma ligação direta a uma outra grande novidade do MCU…&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estreia em maio de 2021.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;WandaVision&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 780px; padding: 10px 10px;" src="https://terrigen-cdn-dev.marvel.com/content/prod/1x/wandavision_card.jpg" width="780" height="438" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais uma série exclusiva do Disney+, desta vez sobre Wanda e Vision e que terá uma ligação direta ao novo filme de Doutor Estranho.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além de Elizabeth Olsen, Paul Bettany vai regressar ao papel de Vision para contar o que aconteceu após Os Vingadores: Endgame e como é que Wanda passou os 5 anos anteriores. Monica Rambeau também vai fazer uma participação, interpretada por Teyonah Parris.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rambeau foi-nos apresentada em criança em Capitão Marvel, a filha da companheira de Carol Danvers, Maria Rambeau. Na banda desenhada, Monica também ganha super-poderes e torna-se na super-heroína Spectrum, logo é de esperar que haja algum tipo de introdução a como tudo isto aconteceu.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já sabem, tudo está ligado neste universo Marvel…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Thor: Love and Thunder&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 780px; padding: 10px 10px;" src="https://terrigen-cdn-dev.marvel.com/content/prod/1x/thorlovethunder_card-1.jpg" width="780" height="438" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O melhor logo, o melhor título e, muito honestamente, aquele pelo qual estou mais entusiasmada! Este será o quarto filme de Thor e, espante-se… O último com o super-herói.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chris Hemsworth regressa uma última vez ao papel de Deus do Trovão juntamente com Tessa Thompson no papel de Valquiria, o novo Rei de Asgard depois dos acontecimentos de Endgame. O que nos leva a uma importante novidade: Thompson será a primeira super-heroína LGBTQ, em que o enredo a leva em busca de uma Rainha para governar ao seu lado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas acham que este será o fim de Thor? Não, o machado já tem novo dono. Ou melhor… dona.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Natalie Portman vai regressar ao MCU para interpretar Lady Thor, a versão feminina de Thor. Para os que seguem a banda desenhada isto não é uma novidade, já que Jane Foster já assumiu esse papel nos quadradinhos.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E ainda outra boa notícia para nos fazer esperar entusiasticamente por novembro de 2021? Taika Waititi regressa também como realizador, depois de um &lt;a href="https://eufuiaocinema.blogs.sapo.pt/thor-ragnarok-2017-uma-comedia-de-63617ÃâÃÂ " target="_blank" rel="noopener"&gt;Thor: Ragnarok&lt;/a&gt; que se tornou dos meus preferidos deste universo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Loki + Hawkeye + What If&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" title="4797550.jpg-r_1699_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd217698e/21515079_c3OpD.jpeg" alt="4797550.jpg-r_1699_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" width="960" height="407" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais 3 séries a chegar em exclusivo ao Disney+. Pelo menos as duas primeiras é fácil e adivinhar sobre o que é, certo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tom Hiddleston e Jeremy Renner regressam aos papéis de Loki e Hawkeye, respetivamente, cada um para protagonizar uma série com o seu nome. Enquanto que o primeiro segue a narrativa introduzida em Endgame (quando vemos Loki a roubar o Tesseract), o segundo vai ser mentor de um outro super-herói sem poderes, Kate Bishop. Ambos estreiam no outono de 2020.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já What If será a primeira série de animação do MCU. Na banda desenhada (e nesta série), What If conta uma versão alternativa de alguns momentos cruciais do MCU, mostrando o que poderia ser diferente se algumas decisões e movimentos fossem diferentes.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com estreia marcada para o verão de 2021, os atores vão regressar para dar voz às personagens da série.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Blade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 780px; padding: 10px 10px;" src="https://terrigen-cdn-dev.marvel.com/content/prod/1x/blade_card_1.jpg" width="780" height="438" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um novo filme de Blade, protagonizado por Mahershala Ali? Não, desta ninguém estava à espera.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bem, mais ou menos… Há algum tempo que existem rumores de que a Marvel podia estar a ponderar um remake da história, como tem foi com quase todos os seus super-heróis. A verdade é que o filme original de Blade, se bem que inesquecivelmente protagonizado por Wesley Snipes, já é de 1998. Muita coisa mudou entretanto e muitos dos que hoje acompanham as personagens Marvel nunca sequer viram esta versão ou as suas duas sequelas (SHAME).&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pouco se sabe sobre esta nova versão, apenas que se irá concentrar totalmente no caçador de vampiros.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;strong&gt;Mais novidades&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como era de esperar, Pantera Negra, Capitão Marvel e Guardiões da Galáxia viram confirmadas as suas sequelas. Ainda sem data de estreia, é de esperar que seja algures depois de 2021 - demasiado tempo, não é?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o melhor ficou para o fim: numa rápida intervenção, Fiege encerrou o painel do Hall H com a&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;revelação de que o Quarteto Fantástico vai mesmo regressar e fará parte da Fase 4 do MCU. A estreia deve acontecer também só depois de 2021 e nada se sabe sobre o que aí vem - apenas que é desta que os 4 fantásticos vão receber o tratamento Marvel e quem sabe ter um filme de jeito.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será que os X-Men também poderão fazer parte desta reforma?&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-07-19T21:38:00</issued>
    <title>O Rei Leão (2019) - Longa vida ao Rei</title>
    <published>2019-07-19T20:42:40Z</published>
    <updated>2019-07-21T15:48:26Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;Quando se soube que O Rei Leão ia fazer parte das produções live-action da Disney, a primeira pergunta a ser feita foi um ‘Como?’ muito surpreso e confundido. Seria uma adaptação da história com pessoas e no mundo atual? Seria antes uma versão do musical da Broadway para o Cinema? Durante algum tempo, creio que ninguém ponderou um resultado semelhante ao que agora vemos: uma mistura entre animação e mundo real, que nos permite manter a mística original enquanto nos dá o traço de realidade que estes live-action pretendem trazer.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nunca foi intenção fazer um remake, daqueles em que os autores mudam a história ou direcionam a narrativa conforme acham melhor. O Rei Leão é um filme demasiado irónico para várias gerações para alguém ter a ousadia de o experimentar.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não, aqui o objetivo foi claro: ser realista, homenageando o trabalho, história, atores e cenários originais.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso, vamos por um momento pôr de lado a estranheza que é ver um documentário da National Geographic com animais que falam. Porque é estranho; numa animação, sabemos que tudo é possível, que podemos pôr um leão a franzir o sobrolho ou a sorrir abertamente. Mas isso não acontece na vida real…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este limiar entre a realidade e a animação foi, a meu ver, o grande desafio do trabalho de Jon Favreau. O seu papel enquanto realizador não foi tanto o de recriar a sua visão de raíz, mas sim de encontrar as melhores soluções para dar um novo rumo a uma história que todos conhecemos de cor. E nisso, não há como dizer que não tenha sido uma escolha certeira.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Favreau já tinha mostrado como está mais do que apto para dar uma nova roupagem a personagens que conhecemos bem. Foi ele o responsável por trazer à vida o Homem de Ferro, em 2008 e o Livro da Selva, em 2016, e a cada desafio mostra a sua capacidade em encontrar métodos de trabalho e tecnologias que conseguem proporcionar as melhores experiências na sala de cinema.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui, não só a &lt;a href="https://eufuiaocinema.blogs.sapo.pt/zoom-in-em-25-anos-o-que-mudou-em-o-rei-78804)" target="_blank" rel="noopener"&gt;tecnologia&lt;/a&gt; teve um papel determinante para o seu trabalho, como a escolha do elenco e a sua direção foram determinantes. Se não há forma de mostrar emoção através da expressão facial, é na voz, na capacidade de interpretação que vemos as nuances de qualquer transtorno.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não se iludam, não é perfeito. A tecnologia não é perfeita e a opção artística de ter as personagens o mais reais possível traz uma série de dissonâncias cognitivas que é impossível não sentir ao longo de todo o filme. É tudo muito… estranho. Outros gostam de criticar o facto de ser quase uma cópia perfeita do filme original; são os mesmos planos de corte, as mesmas perspetivas, as mesmas emoções…&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 798px; padding: 10px 10px;" src="https://cdn3.movieweb.com/i/article/QRLHGsz47EG3L0yobOH4XxDO6alStE/798:50/The-Lion-King-2019-Box-Office-Tracking.jpg" width="798" height="420" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E depois?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O objetivo não era a perfeição. O objetivo era recriar o Rei Leão, mostrar uma história de amor entre o público e estas personagens, diálogos e canções, relembrar porque é que nos apaixona tanto esta história. Nunca foi afirmado que era suposto ser uma coisa diferente do que aquela que conhecemos.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Temos um elenco incrível a dar voz a personagens incríveis. Continuamos com um argumento coeso nos seus momentos, fiel ao original mas com o seu próprio cunho (as improvisações de Seth Rogen e Billy Eichner são qualquer coisa de genial). Saímos da sala de cinema com uma sensação de dever cumprido porque mesmo com todos os problemas e estranhezas, este é o Rei Leão de que nos lembramos.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sou honesta o suficiente para afirmar que as minhas expectativas nunca estiveram sobejamente elevadas para este filme (nem para nenhum live-action da Disney, na verdade) - eu só queria que não estragassem as minhas memórias e aquilo que gosto tanto no Rei Leão.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse sentido, estou tranquila. Eu ri (muito), eu chorei (não tanto, mas aconteceu), eu apertei a mão a quem estava ao meu lado porque sabia exatamente o que ia sentir na cena seguinte, eu disse as falas para mim própria ainda antes do personagem - tal como faço quando estou a ver o Rei Leão em casa.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para mim, isso era tudo o que queria.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não é perfeito, mas nenhuma história de amor é. Esta não estava destinada a ser e, ainda assim, foi um momento de cinema que nenhum de nós deverá conseguir esquecer.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já agora, aproveitem para rever a banda sonora original. Cada ator traz algo de novo e de tão bom…&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-converted-space" style="font-size: 24pt;"&gt;****,5&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2019-07-16T11:12:00</issued>
    <title>Vejam o trailer de The King’s Man, a prequela de Kingsman</title>
    <published>2019-07-16T10:14:50Z</published>
    <updated>2019-07-16T10:19:09Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;A segunda-feira não podia ter terminado da melhor forma: numa surpresa geral, a 20th Century Fox lançou o primeiro trailer de The King’s Man, a história de origem da primeira agência de espionagem britânica que já tão bem conhecemos - os Kingsman. Protagonizado por Ralph Fiennes e Harris Dickinson, regressamos à Primeira Guerra Mundial para encontrar os nobres espiões. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/e82JHkkPw54?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;The King’s Man é o terceiro filme da saga que começou em 2014, com dois filmes protagonizados por Colin Firth e um estreante Taron Egerton e que &lt;a href="https://variety.com/2019/film/news/the-kings-man-trailer-1203267448/" target="_blank" rel="noopener"&gt;arrecadou 800 milhões de dólares nas bilheteiras&lt;/a&gt;. Se esses nos mostravam a organização nos dias de hoje, com um Setting contemporâneo e altamente centrado nos nossos dias, The King’s Man (e em especial este trailer) mostra-nos a devastação da guerra e um protagonista disposto a fazer de tudo para ajudar o seu país. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Ralph Fiennes é o Duque de Oxford, o impulsionador da história e que direciona o Conrad de Dickinson. Juntos vão enfrentar novos vilões e viver novas aventuras, com certeza carregadas de ação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Apesar de continuar a existir um duo protagonista, a relação entre os dois e aquilo que os move é diferente do que temos assistido, &lt;a href="https://www.empireonline.com/movies/features/the-king-s-man-trailer-breakdown-with-director-matthew-vaughn/" target="_blank" rel="noopener"&gt;segundo o próprio Vaughn&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Da mesma forma, este ambiente mais pesado e sério é propositado. Não estamos habituados a ter um semblante tão carregado quando pensamos em Kingsman, mas aqui queremos dar um passo à frente sem esquecer de onde vimos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Além da dupla, o filme conta ainda com a participação de Daniel Bruhl, Gemma Arterton, Djimon Hounsou, Rhys Ifans, Aaron Taylor-Johnson e Tom Hollander, entre outros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;E como em equipa vencedora, ninguém mexe, Matthew Vaughn regressa ao leme da realização e argumento, juntamente com Jane Goldman. A história, tal como as que a precedem, é baseada na banda desenhada de Mark Millar e Dave Gibbons. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;The King’s Man tem estreia marcada para 14 de fevereiro de 2020. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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