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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

As séries que ainda vamos a tempo de assistir

18.05.20 | Maria Juana

Há 3 meses atrás teria escrito um texto como este sem qualquer referência aos que estão em casa todos os dias, sem fazer nada, isolados da sociedade. Seria apenas mais um texto com recomendações para aqueles que, como eu, gostam de séries e histórias e interpretações interessantes.

Apesar do mundo ter mudado em 3 meses, felizmente não mudaram as séries, as plataformas de streaming e as televisões. As séries e filmes (pelo menos os originais deste tipo de serviços) continuam a sair cá para fora, trazendo alguma normalidade e entretenimento a dias que, de outra forma, se transformariam em algo muito mais aborrecido.

É por isso que retomamos as recomendações aqui no sítio com uma lista de séries e documentários, novos ou com algum tempo, a que ainda vale a pena dar um olho. Se estão indecisos porque já viram tudo o que há para ver, ou apenas estão curiosos para saber o que vai ser a vossa nova serie de final de dia, estas são as recomendações para os próximos tempos.

Já viram alguma?

 

Hollywood

 

Disponível na Netflix desde o início de maio, Hollywood é uma viagem ao passado, mas um passado mais interessante, tolerante e digno.

A nova mini-série de Ryan Murphy leva-nos até à Hollywood de 1948, onde um grupo de jovens tenta a sua sorte na indústria do Cinema. Entre realizadores, atores e argumentistas, arriscam tudo o que têm para dar voz ao seu sonho de serem estrelas, reconhecidos pelo seu trabalho e dedicação.

Apesar de ter um argumento equilibrado que se vai tornando previsível ao longo dos episódios, não deixa de ser uma visão interessante de como o mundo poderia ter sido diferente se alguém tivesse a ousadia e coragem de arriscar. Num retrato de como era o mundo no final dos anos 50, Murphy traz visões do presente e do futuro ao obrigar-nos a refletir sobre a importância da inclusão de minorias nas séries e filmes que vamos produzindo e assistindo. Não deixa de ser uma forma diferente de abordar o assunto e dar-lhes a luz e voz que merece.

E claro, sempre com aquele visual a que Murphy nos habituou, com cores saturadas e um Set design cheio de pormenores e detalhes. É nos visuais e nos enredos ali entre a realidade e fantasia e realidade que Murphy muitas vezes ganha, e Hollywood não é exceção.

 

Mrs America

 

Passamos de uma série romântica e sobre sonhos para algo mais política, mas não menos pertinente. Mantendo a temática da inclusão e luta pela igualdade, Mrs America é a mais recente série da HBO Portugal, protagonizada por Cate Blanchett, Rose Byrne, Sarah Paulson, entre muitos outros nomes sonantes.

Mrs America é uma história real. Conta a história da luta das mulheres pela igualdade de direitos nos Estados Unidos nos anos 70, mas sobretudo sobre a oposição que encontraram na pele de Phylis Schlafly e o seu grupo de mulheres conservadoras. São episódios que no fundo dão conta de uma batalha entre Schalfly e Gloria Steinman, uma das mais conhecidas e proeminentes feministas norte-americanas.

A crítica tem elogiado a série não só pelas suas interpretações e presença, mas também sobre o tema. Normalmente tentamos desligar das mulheres que não apoiam a luta pela igualdade, demonstrando como são vítimas de uma sociedade patriarcal e ainda muito masculinizada, mas é precisamente esse o foco de Mrs America. 

Os episódios ficam semanalmente disponíveis na HBO Portugal.

 

Madam C.J. Walker - Uma Vida Empreendedora

 

Continuamos na senda a libertação feminina e temas fraturantes com a história de Madam C. J. Walker, a primeira mulher da História dos EUA a ganhar fortuna e tornar-se milionária. E tudo começou com uma linha de cuidados de beleza e cabelos para mulheres negras.

Protagonizada por Octavia Spencer e com um elenco de suporte que bradar aos céus, esta é mais uma mini-serie biográfica que nos mostra as lutas, conquistas e realidades enfrentadas no final do século XIX e início do século XX. É mais uma demonstração de como somos iguais, merecemos igual respeito e tratamento e conseguimos as mesmas conquistas.

A mini-série está disponível no Netflix.

 

A Secret Love

 

Terminamos o ativismo social no entretenimento com um documentário. A Secret Love, já disponível no Netflix, conta uma história de amor de 65 anos entre duas mulheres que toda a sua vida viveram escondidas - até agora.

Foi em 2009 que as duas decidiram contar às suas famílias que eram mais do que meras amigas - eram amantes, o amor da vida uma da outra e viviam numa relação secreta desde que se conheceram. Apesar de sempre terem vivido juntas, foi quando decidiram abrir a porta dos segredos que viveram na pele as dificuldades e impactos da sua história de amor.

O documentário foi realizado por Chris Bolan, sobrinho-neto de uma das protagonistas deste amor secreto. Centra-se na vida das duas mulheres nos seus 80 anos, após contarem o seu segredo. Segue-as na viagem de abertura, enquanto conta como se conheceram e mantiveram tal vida ao longo de mais de 60 anos.

Além de uma história de amor incrível, A Secret Love é a prova em como o amor é amor, independentemente de quem o vive. E dá-nos uma esperança no coração por pensar que mais ninguém devia esconder a sua vida durante 60 anos.

 

Eu Nunca

 

Passamos para as séries teens, leves e despreocupadas deste mundo. Aquelas que vemos quando nos apetece rir, chorar ou apenas lembrar como era a adolescência e como é tão bom termos saído daqueles anos de incerteza.

Eu Nunca segue Devi Vishwakumar (interpretada por Maitreyi Ramakrishnan), uma jovem de 15 anos que quer mudar o rumo da sua vida, ser popular e descontraída. E claro, viver alguns experiências sexuais pelo caminho, porque não?

Criada por Mindy Kaling e Lang Fisher, é daquelas séries coming of age que mostram as lutas de um adolescente, com o twist de ser um adolescente pertencente a toda uma minoria que ainda é vista meio de lado no panorama hollywoodesco. No entanto, é sinal de que jovens são jovens, independentemente da sua ascendência, e que mais do que nunca estamos prontos para começar a ver mais culturas e tons de pele no nosso ecrã.

Vão rir, dá para beber um copo de vinho e passar alguns tempos descontraídos.

Eu Nunca está disponível no Netflix.

 

Run

 

Será uma comédia? Será um drama? Será um thriller? Não há bem certezas, mas Run é das séries que tem despertado maior curiosidade nos últimos tempos.

Para já, são episódios escritos e realizados por Vicky Jones, argumentistas de séries como Fleabag e Killing Eve, amplamente elogiadas pela crítica. Falando em Fleabag, Phoebe Waller-Bridge (a sua criadora e protagonista) é uma das produtoras executivas. E ainda é protagonizada por Domhnall Gleeson e Merritt Wever, que é daquelas atrizes que costuma estar sempre em papéis secundários e gosto de ver finalmente como protagonista.

Run parte de uma premissa algo nova: 17 anos depois de terem sido namorados na faculdade, Ruby (Wever) recebe uma SMS de Billy (Gleeson) apenas com a palavra RUN. Para cumprir a promessa feita 17 anos antes desencadeada pela mensagem, Ruby larga tudo e vai ter com Billy a Nova Iorque. O que se segue é o seu reencontro, a descoberta do porquê do envio da mensagem e uma mudança nas suas vidas.

Esta ainda não vi e está na minha lista.

Os episódios são lançados semanalmente na HBO Portugal.

 

A Herdade

 

Esta é para aqueles que não apanharam o filme, nem a mini-série exibida mais recentemente na RTP. Ou também para os distraídos que não estão atentos às notícias: A Herdade, filme de Tiago Guedes, vai ser exibido em formato de mini-série na HBO Portugal.

O filme, protagonizado por Albano Jerónimo, Sandra Faleiro, Miguel Borges entre outros atores conhecidos do público, estreou ainda em 2019 em vários festivais de Cinema e foi muito elogiado pela crítica. Conta a história de um proprietário rural português desde os anos 40 até à atualidade, conseguindo um retrato bastante profundo das situações sociais, económicas e políticas do país ao longo desses anos.

Eu fui das distraídas que passou ao lado das várias oportunidades para assistir tanto ao filme como à mini série, por isso tenho bastante curiosidade em conseguir agora dar-lhe o tempo que merece.

Estreia a 26 de maio.

 

The Last Dance

 

Não interessa se não gostam e basquetebol ou sequer de desporto. Não interessa se admiram Michael Jordan ou até se o conhecem. Nada interessa, na verdade, além da noção de que The Last Dance é um documentário sobre a resiliência e esforço de um grupo de homens em circunstâncias muito específicas.

The Last Dance é um documentário de 10 episódios produzido pela Netflix e ESPN. Centrado na equipa dos Chicago Bulls liderada por Michael Jordan de 1985 a 1998, foca-se sobretudo na temporada de 97-98 que, não só permitiu que uma equipa de filmagens acompanhasse a equipa ao longo de toda a temporada, como se veio a revelar a última época desta equipa.

Naturalmente que para os fãs se torna mais intenso ver como Michael Jordan se tornou a lenda que hoje é, não só enquanto jogador individual, mas sobretudo como parte de uma equipa que fez história nos anos 90. No entanto, é incrível perceber como em 10 episódios conseguimos ficar presos a uma narrativa que vai além o desporto e do homem, focando-se também no retrato de uma indústria que ainda segue regras muito suas e muito, atrevo-me a dizer, questionáveis.

Tudo em 10 episódios emocionalmente interessantes que já estão disponíveis no Netflix.

 

White Lines

 

É uma das séries mais esperadas dos últimos tempos, nem que seja porque tem alguns portugueses entre o elenco. Falamos de White Lines, a nova série Netflix escrita pelo mesmo criador de Casa de Papel e Vis a Vis e que estreou na sexta-feira.

A série tem dado que falar, não só por ter sido criada pelo mesmo homem que nos fez começar a falar espanhol a toda a hora e a querer assaltar bancos, como tem vários portugueses no elenco - um deles Nuno Lopes, com um papel de algum destaque.

No centro da trama temos Zoe Walker (Laura Haddock) que deixa tudo e parte para Ibiza para investigar a estranha morte do irmão. Lá pelo meio há com certeza mistério, curvas e contracurvas e plot twists, não estivéssemos nós a falar de Alex Pina - ou assim espero.

 

Space Force

Outra das séries mais aguardadas dos últimos tempos: chama-se Space Force, é protagonizada por Steve Carell e tem alguns dedos de Greg Daniels, um dos responsáveis por The Office.

Mas Carell não está sozinho: John Malkovich, Ben Shwartz, Lisa Kudrow são alguns dos nomes que se juntam ao comediante nesta série que estreia no final do mês de maio.

Se estes não são argumentos suficientes para pelo menos despertar a curiosidade, Space Force conta a história de Mark Naird (Carell), um piloto norte-americano que fica responsável por uma unidade das Forças Armadas dedicada à exploração espacial e em ajudar o Homem a chegar novamente à Lua. E fiquem sabendo que a Space Force, o nome desta unidade espacial, existe mesmo e foi anunciada por Donald Trump em 2019.

Agora que as cartas estão todas em cima da mesa, resta-nos esperar por 29 de maio.

 

E boas séries!

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