Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Ainda se lembram destes cantores que viraram atores?

É um tale as old as time: algures nas suas carreiras, artistas que conhecemos apenas como cantores decidem experimentar a representação - e vice versa.

 

Mas o título deste texto está errado: eles não viram atores, nem os atores viram cantores. A arte pode ser expressa de várias formas e os artistas não precisam de se limitar a apenas uma delas.

 

Lady Gaga e Bradley Cooper são o exemplo disso mesmo. Ambos protagonizam Assim Nasce Uma Estrela, um filme sobre uma aspirante a cantora que encontra o sucesso com a ajuda de um músico improvável. Estreado no início de outubro, tem sido elogiado um pouco por todo o mundo não só pela interpretação da dupla de artistas, como pela perspetiva dada por Cooper na sua estreia como realizador e co-argumentista.

 

Assim Nasce Uma Estrela é daqueles exemplos que não conseguimos passar ao lado. Toldados pelo cepticismo e pelo preconceito (de ser protagonizado por alguém sem experiência em música, e em interpretação), podíamos facilmente passar-lhe ao lado.

 

Apesar de eu própria ainda não ter assistido, confesso que não lhe dei qualquer tipo de atenção quando soube que ia acontecer. Todo o sururu não só me deixou muito mais curiosa, como me fez pensar em todos os outros filmes que podíamos ter perdido se este preconceito tivesse persistido.

 

Por isso mesmo, enquanto não existe uma crítica como deve ser, recordamos 5 filmes com protagonistas improváveis, mas que nos roubaram o coração.



Dreamgirls, com Jennifer Hudson e Beyoncé

 

 

 

Dreamgirls é o típico filme que nos faz sentir bem e ficar felizes com o mundo. Fala de sonhos, de música, de emoção. Tem alegria, tristeza e uma banda sonora que tem ajudado muito gente nos concursos de talento desse mundo.

 

E se calhar nunca teria tido o mesmo encanto se não tivesse sido protagonizado por Beyoncé e Jennifer Hudson.

 

Suponho que não tenha de vos apresentar a Rainha Bey - essa deusa do pop, soul e RnB dos tempos modernos, que nos traz alegria sobre a forma de músicas e letras extremamente dançáveis. Sim, sou fã.

 

Também sou fã do portento de voz que tem Jennifer Hudson, apesar de ter ficado apenas em sétimo na edição de 2004 do programa American Idol. É na boa, porque dois anos depois estava a interpretar Effie em Dreamgirls e a ganhar o Óscar de Melhor Atriz Secundária.

 

Duas vozes incríveis que não só nos encantam em álbum, como em filme. Ai…

 

Evita, com Madonna

 

 

 

Em 1996, ninguém esperaria que a rebelde Madonna, que nos habituara a estranhos soutiens e músicas sobre virgens, pudesse entrar num filme, quanto mais um tão elogiado este. Mas aconteceu.

 

Evita é um musical, mas também um filme extremamente político sobre uma primeira dama argentina, que se tornou amada e odiada pelo seu país. Além da voz de Madonna, tem a sua alma e entrega, o que é dizer muito.

 

E está muito longe da rebeldia da estrela…

 

A Rede Social, com Justin Timberlake

 

 

 

Este não é o primeiro filme que conta com a participação de Justin Timberlake; e não é de todo aquele em que tem mais destaque. No entanto, foi aquele que lhe deu mais crédito enquanto ator e que nos fez pensar que se calhar não é apenas mais uma voz bonita (e digo isto sem ser grande fã dos N’SYNC - su #TeamBSB).

 

Boysbands à parte, é natural que The Social Network iria sempre arrecadar a sua quota parte de atenção e destaque. Mas se calhar todos nos questionámos um pouco quando vimos que Timberlake estaria envolvido e que a sua personagem até tem alguma relevância.

 

A verdade é que Timberlake soube muito bem o seu lugar, e foi um Sean Parker do qual podemos ter orgulho.

 

Um Amor Para Recordar, com Mandy Moore

 

 

 

Sei perfeitamente que estou a surpreender com esta escolha. Até acho que a muitos dos que estão a ler este texto não se recordam do nome deste filme - mas se virem o trailer de certeza que a memória dispara.

 

É difícil esquecer a história de Landon e Jamie, dois adolescentes de grupos e interesses diferentes que se apaixonam e vivem um romance improvável. O filme é de 2002, e é um daqueles flicks de adolescentes que muito possivelmente já apanharam numa sessão de domingo à tarde.

 

Mas não interessa! Para quem gosta de história de fazer chorar, Um Amor para Recordar foi daqueles que batiam forte e eu não pude resistir. Até porque Mandy Moore era muito mais conhecida como cantora do que como atriz, e graças a este papel conseguiu crescer até se tornar a estrela de This is Us.

 

La La Land, com Ryan Gosling e Emma Stone

 

 

Invertemos os papéis e viajamos até um passado muito mais recente. La La Land foi a coqueluche de 2017, mas levante a mão aquele que nao sentiu um pequeno calafriu quando soube que Gosling e Stone iriam protagonizar um musical?

 

A cantoria pode ser pouca mas não deixa de existir. E o melhor é que até nos esquecemos que não estamos habituados a vê-los cantar; a sua capacidade torna-se irrelevante e encaixa perfeitamente com o tema.

 

Se bem que Gosling não é um total novato nestas andanças, não fosse ele um antigo representante do Mickey Mouse Club, programa em que era companheiros de uns jovens e (des)conhecidos Britney Spears, Christina Aguilera e, espante-se, Justin Timberlake.



EXTRA: Dead 7, com vários membros de boysbands

 

 

 

Não, não leram mal - existe mesmo um filme que é protagonizado por vários membros de antigas boysbands e ei-lo. Protagonizado sobretudo pelos grandes Backstreet Boys, creio que não há elenco mais improvável do que este.

 

Deriva um pouco da restante seleção, eu sei, até porque foi produzido pelas mesmas pessoas que acharam que Sharknado era uma boa aposta. Mas hey, quem não gosta de se rir um pouco de vez em quando?



E vocês, que outros filmes com protaognistas improváveis vos deixaram céticos?