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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Mas agora tenho de comprar os bilhetes de cinema com antecedência?

Há uns meses entrei toda lampeira num site para comprar bilhetes de cinema, com uma vontade gigante de ver um filme fixe e que me fizesse esquecer a semana de bosta que estava a ter.

 

O melhor de tudo é que assim que entrei no site, vi que estavam a vender bilhetes para a nova versão de Tomb Raider, com a Alicia Vikander. Nem me lembrava que estava em cena, e a verdade é que aquilo era mesmo o que precisava - tinha porrada, efeitos especiais e muito provavelmente barulho suficiente para poder comer pipocas à vontade. 

 

Quando comecei a comprar é que vi a data: era uma pré-venda e o filme estreava dai a umas duas semanas.

 

Escusado será dizer que fiquei altamente frustrada. Não só porque afinal tinha sido induzida em erro (com alguns props para a minha ignoracia, de não estar atenta às datas), mas porque já me estavam a elevar demasiado a expectativa para o filme. Seria assim tão bom que tinham medo que esgotasse? 

 

Lembro-me dos tempos idos em que só grandes blockbusters de certos fandoms (tipo Star Wars, Harry Potter ou Senhor dos Anéis) é que nos davam a oportunidade de reservar bilhetes com antecedência. Não sei bem porque é que agora quase todos os filmes que consideramos mais fixes têm pré-venda.

 

Será que querem apenas perceber se há malta interessada de tal forma não filme que até compram com antecedência? Uma espécie de estudo de mercado que permite às distribuidoras perceber quantas salas devem dedicar a cada filme?

 

Estou por tudo, já. Qualquer motivo me parece melhor do que apenas a ideia de que atualmente qualquer blockbuster pode ser vítima de esgotar. Um filme não é um concerto único do Ed Sheeran, tá (e mesmo esse é exagerado)?

 

Assusta-me este mundo em que nos levam a acreditar que temos de pensar nos nossos planos desta forma. Hey, precisas de estar livre daqui a 3 semanas para ver um filme! Poucas pessoas gostam tanto e valorizam tanto a experiência de ir ao cinema, mas há limites para tudo nesta vida. 

 

E ainda sim, há um poder qualquer que me compele a reservar essa noite daí a 3 semanas só porque quero muito ver aquele filme no dia de estreia; a exclusividade de ser a primeira! Lá vou eu lampeira outra vez, abrindo o site da pré-venda como se não houvesse amanhã. 

 

Vivemos num mundo em que procuramos experiências únicas como se fossem crianças fofas e irrepetíveis. Deixamos esgotar os melhores concertos meses e meses antes de acontecerem porque podem não voltar a acontecer; compramos coisas em promoção porque pode não voltar a estar em promoção. 

 

Não comprar um bilhate em pré-venda é quase como arriscar a não vermos um filme no dia em que estreia, e Deus nos livre que isso aconteça! E os spoilers? E o não podermos falar com os nossos amigos sobre isso? E…

 

E nada. Temos de aprender a relaxar, não?

O que ver na Festa do Cinema 2018

Ela veio para ficar!

 

Depois do sucesso dos últimos anos, a Festa do Cinema regressa às salas de todo o país para tornar o cinema muito mais acessível a todas as famílias. Isto significa que durante os dias 22, 23 e 24 de outubro, todos os bilhetes de cinema para filmes 2D vão estar ao preço único de 2,5€. 

 

Diz o site oficial do evento que em 2017, 217 mil espectadores aproveitaram esta verdadeira festa, e este ano não deve ser diferente.

 

 Apesar de ainda sermos u dos países com bilhetes de cinema relativamente baratos, a verdade é que o aumento a que assistimos nos últimos anos tem tornado proibitivo ir com frequência às salas. Mesmo com as promoções permitidas por algumas salas (looking at you, cartão NOS), ainda é complicado uma família inteira conseguir encaixar o investimento no orçamento. 

 

A Festa do Cinema torna-se assim uma oportunidade para irmos ao cinema de forma mais relaxada, despreocupada e apenas com o objetivo de vermos um bom filme. E há ainda vários em sala. 

 

Por isso, deixo-vos seis sugestões de como poderá aproveitar esta verdadeira celebração. 

 

 

O Primeiro Homem na Lua

 

 

Já por aqui encontram uma opinião final sobre O Primeiro Homem da Lua, que consegui assistir no dia de estreia. Se já a leram, não é estranho que seja uma das primeiras sugestões, certo? Aliás, acho que é o único filme desta lista ao qual já consegui assistir. 

 

Tudo porque fiquei mesmo impressionada com ele. É um filme muito diferente para as biografias a que estamos acostumados e está muito bem feito. Apesar de uma história que todos pensamos já conhecer de trás para a frente, conseguimos aqui ter uma perspectiva diferente sobre tudo o que aconteceu quando Neil Armstrong pisou a Lua pela primeira vez. 

 

Tenho para comigo que esta deve ser uma experiência muito interessante em IMAX, apesar de não ter assistido nesse formato. Infelizmente estas salas não estão incluídas na Festa do Cinema, mas não deixem que esse pequeno pormenor vos distraia, e vejam mesmo em 2D. Vale a pena!

 

 

Pedro e Inês

 

 

É o filme português em estreia da semana, e um daqueles que me tem deixado mais curiosa. Baseado no livro A Trança de Inês, de Rosa Lobato Faria, é uma história de amor intemporal, em que o romance entre D. Pedro e D. Inês de Castro é vivido no passado, no presente o no futuro. 

 

Novamente, é uma história que todos conhecemos com a sua própria personalidade e distinção. Tem uma perspetiva completamente nova, que me atrai e me torna muito curiosa - não fosse eu uma romântica incurável com um fraquinho pela história do Romeu e Julieta portugueses. 

 

O filme foi realizado por António Ferreira e é protagonizado por Diogo Amaral e Joana de Verona - uma das minhas atrizes de eleição da sua geração. Tem tudo para dar certo!

 

Sete Estranhos no El Royale 

 

 

É um elenco daqueles com nomes conhecidos que nunca mais acabam: Jeff Bridges, Dakota Johnson, Chris Hemsworth, Jon Hamm… E é das poucas longas-metragens realizadas por Drew Goddard, que tem créditos ainda como argumentista. 

 

A história é a de sete estranhos que algures próximo de 1968 se encontram no El Royale, um hotel com um passado misterioso. Passados misteriosos é o que estes estranhos revelam ter também ao longo do filme, passados que acabam por se revelar. 

 

Este parece ser um daqueles filmes simples mas engraçados de assistir. O elenco é de luxo, a história tem o seu quê de interessante, e por 2,5€ por pessoa é um pequeno investimento por um tempo bem passado. 

 

Assim Nasce Uma Estrela

 

 

Confesso que não tinha nenhum tipo de expectativa para este filme. Era daqueles que me iria passar completamente ao lado, apesar de estar ligeiramente curiosa por assistir à estreia de Bradley Cooper na realização. Mas quando assisti ao trailer e descobri a história, me pareceu tudo muito banal e muito vista, com uma Lady Gaga como protagonista porque a sua voz encaixa no perfil. 

 

Mas faço o mea culpa, porque aparentemente não há uma única pessoa que tenha assistido e tenha saído da sala com sensação de desilusão - até o meu irmão diz que gostou!

 

 

Têm sido imensos os elogios dirigidos a Assim Nasce Uma Estrela, porque Cooper parece ter dado uma perspectiva muito própria a uma história aparentemente banal, e Gaga parece ser a protagonista perfeita. 

 

Acho que vou começar por aproveitar a Festa aqui… 

 

 

Johnny English Volta a Atacar

 

 

Por vezes deixamos os filmes mais cómicos para ver em casa, porque achamos que não vão ganhar assim tanto com a experiência cinematográfica… ou então sou só eu que penso assim. Mas se os bilhetes vão custar apenas 2,5€, porque não? 

 

Todos precisamos de rir, e Johnny English é perito nessa arte. Ou devemos antes dizer Rowan Atkinson, o homem que já nos fazia rir antes de dizer uma palavra. Este é o terceiro filme com English, o espião inglês improvável que através de métodos questionáveis e pouco convencionais consegue sempre salvar o mundo. 

 

Desta vez, um hacker informático rouba os dados de todos os agentes dos serviços secretos britânicos, e English é o único a salvo. É por isso que tem de sair da reforma para mais uma vez ajudar a Coroa. 

 

Vamos lá confessar: quem é que não gosta de Johnny English? Aquele humor britânico nunca falha!

 

Um Simples Favor

 

 

Desde que vi o trailer de Um Simples Favor que estou muito curiosa. 1). É protagonizado por Anna Kendrick e Blake Lively, que adoro; 2). É realizado por Paul Fieg, que normalmente está muito mais virado para a comédia do que para os mistérios policiais; e 3). o que raio aconteceu à Emily? 

 

A Emily, interpretada por Lively, parecia ter tudo: uma boa vida, o look para acompanhá-la, um filho inteligente… Até que desaparece misteriosamente, e é a sua recém amiga Stephanie que se sente responsável porque descobrir o que aconteceu. 

 

Parece-me um enredo super simples, mas ao mesmo tempo desperta um verdadeiro interesse. E ainda está em cena em algumas salas, por isso talvez este seja o momento de aproveitar. 

 

O Primeiro Homem na Lua (2018) – Um grande passo para os biopics

Sinopse: Esta é a história da chegada do Homem à Lua pela perspetiva de Neil Armstrong (Ryan Gosling). Não é o relato normal, mas sim o caminho pessoal e profissional percorrido por Armstrong e pela sua família, incluindo a mulher, Janet (Clare Foy). É sobre o astronauta, as suas emoções e a sua conduta, de uma maneira que não é comum assistirmos.

 

 

A figura de Neil Armstrong é incontornável. Conhecemos o seu semblante, as suas derrotas e vitórias, mas a verdade é que além das suas palavras poéticas no momento de fazer História, pouco sabemos sobre ele – ou pelo menos, pouco sei sobre ele.

 

Se bem que O Primeiro Homem na Lua não é o típico biopic a que estamos acostumados. Aqui, ao invés de termos uma biografia, temos um relato intimista e muito cinematográfico de sete anos da vida de uma família. Sete anos, desde o momento em que Armstrong vê a sua vida mudar com a morte da filha de dois anos, vítima de cancro, até à sua consagração como herói mundial.   

 

E sobretudo, temos um retrato muito intimista de Armstrong.

 

Passo o disclaimer inicial de que sou uma fã já consagrada de Damien Chazelle, o realizador por detrás da história. Ele conseguiu a proeza de criar um dos 2 filmes que guardo no meu coração mas que nunca conseguirei rever: Whiplash. Whiplash é um filme carregado de tanta intensidade que receio nunca conseguir repetir a experiência do que senti ao assistir pela primeira vez – por isso deixo-a preciosamente guardada na memória.

 

Além disso, não deixa de ser impressionante como é que um realizador em início de carreira (esta é apenas a sua terceira longa metragem, depois de impressionar também com La La Land) conseguiu passar por três géneros tão diferentes de forma tão excelsa.

 

Porque não haja dúvidas: O Primeiro Homem na Lua é uma nova prova em como Chazelle não está aqui para brincadeiras.

 

Apesar de serem  géneros tão distintos (do drama ao musical ao biopic), em todos eles existe uma forte presença humana. Existe uma tensão muito própria em cada um deles, em que se explora a busca pela perfeição e pelo sonho, a curiosidade pelo desconhecido, a linha (que pode ser tão ténue) entre os lados emocional e racional de cada um de nós.

 

 

Já para não falar de um enorme respeito pelo público. Esta pode ter sido a primeira longa dirigida por Chazelle sem um argumento escrito pelo próprio (foi Josh Singer o responsável, baseado na biografia de Armstrong escrita por James R. Hansen), mas não deixa de ter uma história que nos transporta para o seu interior, que nos leva numa viagem pelo tempo e espaço.

 

Há uma atenção para com as cores menos saturadas para regressarmos aos Estados Unidos dos anos 1960. Existem close-ups intensos, em que é o olhar de Ryan Gosling e de Claire Foy que nos conta a história. Há uma banda sonora crescente, entre a balada emocional quando é pedida, à ausência de música, aos sons assustadores do metal a contrair do foguetão e às notas triunfais de um tema épico.

 

Damien Chazelle não é apenas um contador de histórias; ele quer ser o responsável por nos transportar dentro delas e de conseguir trazer até ao público todas as sensações realistas possíveis. Se sentimos a dor de Andrew em Whiplash, também sentimos o medo e a tristeza de Neil a bordo da Gemini 8.

 

É por isso que O Primeiro Homem na Lua está tão distante de um biopic como qualquer filme consegue estar. Para já, o foco está sobretudo naquilo que o protagonista teve de viver nos sete anos entre ter sido escolhido para o projeto Gemini, até ao momento em que atinge o grande objetivo. O que vem antes é passado muito ao de leve, servindo apenas como introdução ao futuro.

 

Da mesma forma, aquilo que conhecemos ao longo do span temporal do filme são as experiências que mais efeito tiveram sobre a sua família – porque não foi apenas Armstrong o herói; a sua mulher teve um papel tão determinante quanto o seu enquanto cuidadora de uma família que não sabia se o viria a regressar. E o melhor é que não passa nenhum dramatismo ou cliché na forma como Janet é retratada, antes dá-lhe a força e a determinação que merece.

 

 

O que percebemos com O Primeiro Homem da Lua e a perspetiva apresetada por Chazelle e Singer é que Armstrong era homem de poucas emoções, refugiado nos factos e que assistiu à morte de colegas e amigos por uma causa em que ele próprio acreditava. Aqui, pela pele de Gosling, não vemos o sorriso que por vezes aparece em fotografias e filmagens da altura; questionamo-nos quase qual será o verdadeiro Neil: se aquele que recordamos, se o homem fechado e pouco dado à emoção que Gosling nos mostra.

 

Calçar os sapatos de alguém que viveu entre nós não é fácil – se bem que o filme foi acompanhado pelos dois filhos do astronauta, que deram dicas se algo poderia não ir de encontro à realidade. Aqui, apesar do olhar penetrante de Gosling, parece que falta qualquer coisa... Mas será uma falha da sua interpretação ou da própria personagem?

 

Dentro da atmosfera do filme acaba por não ser desconcertante, porque aquilo que o envolve e como o envolve ganham uma dimensão muito maior.

 

No fundo, o Primeiro Homem na Lua é um ótimo exercício de reflexão. Tremendamente bem feito, é uma viagem à vida de um homem que ficámos a conhecer como o primeiro, sem na verdade sabermos aquilo por que passou. Mais do que contar uma história que todos conhecemos, este filme é uma experiência, em que as nossas emoções são transportadas para uma casa em Houston e um foguetão em direção ao desconhecido. E isso é sem dúvida conseguido pela mestria com que está dirigido.

 

Que é como quem diz: vejam o raio do filme!

 

****

Ainda se lembram destes cantores que viraram atores?

É um tale as old as time: algures nas suas carreiras, artistas que conhecemos apenas como cantores decidem experimentar a representação - e vice versa.

 

Mas o título deste texto está errado: eles não viram atores, nem os atores viram cantores. A arte pode ser expressa de várias formas e os artistas não precisam de se limitar a apenas uma delas.

 

Lady Gaga e Bradley Cooper são o exemplo disso mesmo. Ambos protagonizam Assim Nasce Uma Estrela, um filme sobre uma aspirante a cantora que encontra o sucesso com a ajuda de um músico improvável. Estreado no início de outubro, tem sido elogiado um pouco por todo o mundo não só pela interpretação da dupla de artistas, como pela perspetiva dada por Cooper na sua estreia como realizador e co-argumentista.

 

Assim Nasce Uma Estrela é daqueles exemplos que não conseguimos passar ao lado. Toldados pelo cepticismo e pelo preconceito (de ser protagonizado por alguém sem experiência em música, e em interpretação), podíamos facilmente passar-lhe ao lado.

 

Apesar de eu própria ainda não ter assistido, confesso que não lhe dei qualquer tipo de atenção quando soube que ia acontecer. Todo o sururu não só me deixou muito mais curiosa, como me fez pensar em todos os outros filmes que podíamos ter perdido se este preconceito tivesse persistido.

 

Por isso mesmo, enquanto não existe uma crítica como deve ser, recordamos 5 filmes com protagonistas improváveis, mas que nos roubaram o coração.



Dreamgirls, com Jennifer Hudson e Beyoncé

 

 

 

Dreamgirls é o típico filme que nos faz sentir bem e ficar felizes com o mundo. Fala de sonhos, de música, de emoção. Tem alegria, tristeza e uma banda sonora que tem ajudado muito gente nos concursos de talento desse mundo.

 

E se calhar nunca teria tido o mesmo encanto se não tivesse sido protagonizado por Beyoncé e Jennifer Hudson.

 

Suponho que não tenha de vos apresentar a Rainha Bey - essa deusa do pop, soul e RnB dos tempos modernos, que nos traz alegria sobre a forma de músicas e letras extremamente dançáveis. Sim, sou fã.

 

Também sou fã do portento de voz que tem Jennifer Hudson, apesar de ter ficado apenas em sétimo na edição de 2004 do programa American Idol. É na boa, porque dois anos depois estava a interpretar Effie em Dreamgirls e a ganhar o Óscar de Melhor Atriz Secundária.

 

Duas vozes incríveis que não só nos encantam em álbum, como em filme. Ai…

 

Evita, com Madonna

 

 

 

Em 1996, ninguém esperaria que a rebelde Madonna, que nos habituara a estranhos soutiens e músicas sobre virgens, pudesse entrar num filme, quanto mais um tão elogiado este. Mas aconteceu.

 

Evita é um musical, mas também um filme extremamente político sobre uma primeira dama argentina, que se tornou amada e odiada pelo seu país. Além da voz de Madonna, tem a sua alma e entrega, o que é dizer muito.

 

E está muito longe da rebeldia da estrela…

 

A Rede Social, com Justin Timberlake

 

 

 

Este não é o primeiro filme que conta com a participação de Justin Timberlake; e não é de todo aquele em que tem mais destaque. No entanto, foi aquele que lhe deu mais crédito enquanto ator e que nos fez pensar que se calhar não é apenas mais uma voz bonita (e digo isto sem ser grande fã dos N’SYNC - su #TeamBSB).

 

Boysbands à parte, é natural que The Social Network iria sempre arrecadar a sua quota parte de atenção e destaque. Mas se calhar todos nos questionámos um pouco quando vimos que Timberlake estaria envolvido e que a sua personagem até tem alguma relevância.

 

A verdade é que Timberlake soube muito bem o seu lugar, e foi um Sean Parker do qual podemos ter orgulho.

 

Um Amor Para Recordar, com Mandy Moore

 

 

 

Sei perfeitamente que estou a surpreender com esta escolha. Até acho que a muitos dos que estão a ler este texto não se recordam do nome deste filme - mas se virem o trailer de certeza que a memória dispara.

 

É difícil esquecer a história de Landon e Jamie, dois adolescentes de grupos e interesses diferentes que se apaixonam e vivem um romance improvável. O filme é de 2002, e é um daqueles flicks de adolescentes que muito possivelmente já apanharam numa sessão de domingo à tarde.

 

Mas não interessa! Para quem gosta de história de fazer chorar, Um Amor para Recordar foi daqueles que batiam forte e eu não pude resistir. Até porque Mandy Moore era muito mais conhecida como cantora do que como atriz, e graças a este papel conseguiu crescer até se tornar a estrela de This is Us.

 

La La Land, com Ryan Gosling e Emma Stone

 

 

Invertemos os papéis e viajamos até um passado muito mais recente. La La Land foi a coqueluche de 2017, mas levante a mão aquele que nao sentiu um pequeno calafriu quando soube que Gosling e Stone iriam protagonizar um musical?

 

A cantoria pode ser pouca mas não deixa de existir. E o melhor é que até nos esquecemos que não estamos habituados a vê-los cantar; a sua capacidade torna-se irrelevante e encaixa perfeitamente com o tema.

 

Se bem que Gosling não é um total novato nestas andanças, não fosse ele um antigo representante do Mickey Mouse Club, programa em que era companheiros de uns jovens e (des)conhecidos Britney Spears, Christina Aguilera e, espante-se, Justin Timberlake.



EXTRA: Dead 7, com vários membros de boysbands

 

 

 

Não, não leram mal - existe mesmo um filme que é protagonizado por vários membros de antigas boysbands e ei-lo. Protagonizado sobretudo pelos grandes Backstreet Boys, creio que não há elenco mais improvável do que este.

 

Deriva um pouco da restante seleção, eu sei, até porque foi produzido pelas mesmas pessoas que acharam que Sharknado era uma boa aposta. Mas hey, quem não gosta de se rir um pouco de vez em quando?



E vocês, que outros filmes com protaognistas improváveis vos deixaram céticos?