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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Há novidades nos Óscares: nova categoria, cerimónia mais curta

Há anos que se diz que os Óscares estão a ficar antiquados, e já ninguém tem paciência para assistir a uma cerimónia não longa. Pois bem, chegaram as novidades: a Academia de Cinema norte-americana anunciou ontem no Twitter que a cerimónia terá a duração de 3 horas, vai integrar a categoria de Best Achievement in Popular Film, e terá lugar no início do mês de fevereiro. 

 

Foi em 2001 a última vez que uma nova categoria foi adicionada ao role de prémios  da Academia, Melhor Filme de Animação. Agora, parece que querem premiar os filmes mais populares ao longo do ano - ou seja, parece que querem finalmente ajudar os blockbusters a ganhar um Óscar. 

 

A maioria diz que a pressão veio de Pantera Negra, o grande sucesso de 2018 e que tem arrecadado elogios por todo o mundo. Dizem os rumores que a Disney tem preparada uma campanha para fazer com que Pantera Negra esteja entre os nomeados de 2019, mas nunca ninguém percebeu bem como. Agora, com uma categoria dedicada ao populismo, talvez seja muito mais fácil. 

 

O comunicado enviado aos membros da Academia não referia ainda como é que esta categoria será julgada. Apesar disso, traz alguma esperança à cerimónia.

 

É verdade que nos últimos anos tem perdido o encanto. Apesar de elogiar e premiar filmes muito específicos, cada vez mais é importante dar voz também a outro tipo de Cinema, mais simples mas igualmente bom. Pantera Negra, Deadpool ou Um Desastre de Artista são ótimos exemplos de filmes que nunca conseguiriam ser premiados na cerimónia (se bem que o último foi nomeado este ano, com pouquíssimas hipóteses de ganhar), mas que cumprem demasiado bem o seu propôsito. São ótimos no seu género, e o público adora-os de uma forma geral. 

 

As audiências de 2018 foram as piores dos últimos anos - é claro que a Academia tem de rever muito bem o que faz para continuar a atrair público. 

 

E isso pode começar muito por abrir os olhos a outro tipo de filmes, mas também pelas restantes decisões tomadas esta semana.

 

A outra novidade importante é a duração da cerimónia em si. O objetivo é que a cerimónia não ultrapasse as 3 horas, para que seja mais fácil assistir em qualquer parte do mundo. Isso significa que algumas das 24 categorias sejam apresentadas durante os intervalos para publicidade, e adicionadas mais tarde numa versão alargada. 

 

Por isso sim, na TV só vão ver as que importam, as outras terão de seguir no Twitter. 

 

O que não é totalmente fixe para categorias muito porreiras que merecem exatamente o mesmo reconhecimento que as restantes, e que ficarão de fora, mas OK. Uma pessoa não pode ter tudo. 

 

No fundo, esta é uma forma da Academia se modernizar. Quer chegar a um novo público, que olha para o Cinema de outra forma, que está à procura de mais diversidade. Isso é bom para nós que não gostamos de estar acordados até às 5 da manhã em véspera de trabalho, e que achamos que o Deadpool merece um Óscar. Tenho dúvidas se não nos tirará, porém, algum valor a filmes mais independentes que veem aqui uma forma de mostrar todo o seu valor, que merecem. Todos merecem o seu espaço, e até aqui a cerimónia tem sido uma ótima plataforma. 

 

Felizes com estas alterações?

 

As primeiras imagens do regresso de Quentin Tarantino

Quentin Tarantino não é um mestre consensual; é um daqueles casos de “ou se gosta muito, ou se odeia”. Não creio que haja meias medidas. O que é uma pena, porque não é preciso muito para apreciar um filme de Tarantino – na minha opinião, basta estar preparado para que qualquer coisa possa acontecer.

 

Em Once Upon a Time in Hollywood, esse cenário do improvável começa logo no elenco, pois junta pela primeira vez Leonardo DiCaprio e Brad Pitt no grande ecrã. Já temos acesso a primeiras imagens, e o entusiasmo tem estado só a escalar.

 

 

 

GALERIA: (1) Primeira imagem de Margot Robbie na pele de Sharon Tate. (3). Al Pacino também faz parte do elenco. (5). Brad Pitt e Leonardo DiCaprio no set de Once Upon a Time in Hollywood. 

Imagens via IndieWire

 

Once Upon a Time in Hollywood, segundo o próprio Tarantino, “é uma história que tem lugar na Los Angeles de 1969, no pico de uma Hollywood muito hippie.” Escrito e realizado pelo mestre de Pulp Fiction, vai contar a história de uma estrela de TV e do seu amigo e duplo, e da sua demanda para conseguir vingar também no mundo do cinema.

 

Claro está que a dupla de protagonistas será interpretada por DiCaprio e Pitt, o que já de si nos deixa com alguma curiosidade. Para mim, são dois dos melhores atores das suas gerações, daqueles que conseguem pegar em qualquer coisa e dar um cunho pessoal sem com isso sair da personagem. Vê-los ao mesmo tempo, no mesmo filme, vai ser interessante para ver como essa dinâmica resulta.

 

Além disso, Once Upon a Time in Hollywood traz-nos mais um registo de Tarantino. Ele já andou a passear por vários cenários, em várias épocas (vamos só relembrar Django Libertado e Inglorious Basterds, numa de começar) em “apenas” 9 filmes, e parece que mesmo assim não continua satisfeito.

 

Desta vez vai para uma Hollywood em mudança, em que o Cinema começa a ganhar mais poder e relevância, e que muito temem pela vida durante os assassinatos perpetuados por Charles Manson.

 

Sim, porque os dilemas dos protagonistas vão passar-se muito próximo (temporalmente falando) do assassinato de Sharon Tate e outras 4 pessoas pelas mãos da Família Manson.

 

Tão próximo que Margot Robbie (uma estreante em filmes de Tarantino) vai interpretar a atriz, vizinha de um dos protagonistas. E ainda tão próximo que a Sony, estúdio de Once Upon a Time in Hollywood, decidiu adiantar o lançamento do filme para que não coincidisse com o aniversário dos 50 anos dos assassinatos.

 

Isto quer dizer que podemos esperar a nova obra de Tarantino algures em julho de 2019. É verdade, ainda falta um pouco, mas se podemos prever alguma coisa pelas imagens e palavras do próprio realizador, é que grandes coisas nos esperam.

 

Oxalá seja verdade!

 

Atualização (18:56): foi adicionada a este post a primeira imagem de Margot Robbie no papel de Sharon Tate. A imagem foi partilhada pela atriz na sua conta de Instagram

Os trailers de julho que nos põe com pipocas na boca

(Finalmente) chegou o verão! Há praia, há cervejas na esplanada, há caracóis depois de um banho de mar… e há uma tonelada de novos trailers.

 

As produtoras têm andado ocupadas a divulgar os trailers dos filmes que vão sair ainda este ano, tudo par nos deixar em pulgas para o que aí vem. 2018 ainda vai a meio, e o mundo do Cinema já nos parece muito bem preenchido.

 

E enquanto não chegam os próximos meses, estes são os trailers de julho que nos fazem querer que cheguem num instante.

 

Mary Queen of Scots

 

 

Já aqui tinha falado sobre Mary Queen of Scots, um filme de época que nos vai levar de volta à Escócia e Inglaterra de Elizabete I. Se bem que antes falava apenas da mudança de visual de Margot Robbie (que irá interpretar a rainha inglesa), agora já temos um trailer para acompanhar o nosso entusiasmo.

 

É um trailer curto (como devem ser), mas comprido o suficiente para nos mostrar uma história apaixonante, com ação e interessante de duas mulheres que queriam mais do que aquilo que tinham. E duas atrizes de topo a interpretá-las.

 

Que venha!

 

 

Bohemian Rhapsody

 

 

Também é um repetente por estes lados - falei sobre Bohemian Rhapsody aqui, e sobre todas as emoções sentidas quando finalmente conhecemos o que ai vem.

 

Foram muitas, mas sobretudo alívio porque é bom saber que estão a fazer algo de bom, e não um biopic sem piada nenhuma. Este segundo trailer veio confirmar as expectativas, e deixar-nos ainda mais entusiasmados com a chegada de novembro!

 

 

The Favourite

 

 

Mais um filme de época, mais um filme que nos faz regressar à Inglaterra do século XVIII. Desta vez, temos Olivia Colman no papel de Rainha Anne, uma rainha muito pouco ocupada com governação. É a sua amiga próxima Sarah (Rachel Weisz) que está à frente do país.

 

E vamos parar já aqui, porque eu não precisava de saber mais nada para ver este filme. Todos estes pontos já me despertaram o interesse, 1). Porque tenho um fraco por filmes de época que misturam comédia com drama, e 2). Porque tenho uma paixão pela Rachel Weisz desde que vi A Múmia (o original gente, não aquele que mete malta do Japão. Credo!).

 

Mas The Favourite ainda mete Emma Stone e um ritmo que me parece alucinante, por isso é só pontos a ganhar.

 

 

Godzilla: King of Monsters

 

 

Bem, não posso dizer que ver este trailer me tenha deixado muito entusiasmada com Godzilla: King of Monsters. Então, porque é que está nesta lista?

 

Porque eu estou curiosa com o que vai sair daqui, e já houve momentos em que não dava nada por filmes que me pareciam autenticas salganhadas – porque é essa a sensação que tenho aqui.

 

Este filme parece ser umaconfusão, com monstros, a morte da Humanidade, e tudo mais. É ao que parece uma espécie de saga introduzida por Godzilla, 2014, e Kong: Skull Island, o ano passado, e que traz de volta o lagarto gigante de que tanto gostamos. Agora acompanhado de mais uns quantos gigantes par a dar cabo de nós.

 

Parte de mim está um pouco farta que peguem em coisas perfeitamente boas do passado e façam sequelas sem sentido, mas vamos lá ver no que isto dá...

 

 

Life Itself

 

 

Vamos aligeirar o ambiente com um daqueles filmes melosos, mas que nos parecem ser muito mais do que apenas uma comédia romântica. Eu sou mega fã de This Is Us, a série que tem feito sensação um pouco por todo o mundo, por isso saber que o seu criador, Dan Fogelman, está por detrás de Life Itself faz-me já ficar curiosa.

 

São obras sobre a vida. São filmes e séries que nos mostram um pouco de realidade, seja ela mesmo um pouco fantasiada. Todos precisamos de filmes assim de vez em quando, e não sou exceção.

 

Life Itself parece ter o equilibrio certo entre beleza, leveza e seriedade que faz bem à alma. Espero que corresponda às expectativas.

 

 

Shazam!

 

 

Há uma pequena batota, porque Shazam! só estreia em 2019, mas parece ter o encanto que Kick Ass nos apresentou: é que os superheróis são fantasias de adolescentes, e é tão melhor quando têm um pouco da sua inocência.

 

Shazam é a palavra que Billy Batson (Asher Angel) tem de dizer sempre que precisa. Nesse momento, automaticamente cresce para a sua figura de adulto e ganha superpoderes. E a sua vida muda quando descobre que o consegue fazer.

 

Tem um feel muito cómico e negro, ao mesmo tempo, que me tem deixado curiosa. Espero que se reflita no resultado final!

 

 

Monstros Fantásticos 2 – Os Crimes de Grindelwald

 

 

Regressamos ao universo de J.K.Rowling, que volta a ser argumentista da saga depois de se estrear com Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los. E regressamos ao lugar mágico onde somos felizes, e que já em 2016 nos deixou muito bem-vindos.

 

Apesar de todo o medo de que este fosse um filme que não fizesse sentido dentro do universo Harry Potter, as nossas preces foram ouvidas e Monstros Fantásticos revelou-se uma maravilhosa adição a este pedaço de fantasia. Recordo-me de ter saído da sala muito mais confiante do que tinha entrado, mesmo sabendo que teríamos mais 4 filmes pela frente.

 

Os Crimes de Grindelwald é o segundo de uma saga de cinco, e o trailer mostra que terá algumas respostas aos dilemas que surgiram no primeiro. Mais, parece também responder a pontos que sabemos há anos e nunca vimos materializados, como a história entre Dumbledore e Grindelwald.

 

E por falar em Dumbledore, deixem-me dizer-vos que estou a gostar muito desta interpretação...

 

 

Mid 90’s

 

 

A nostalgia pelos anos 90 está em altas. Há festa temáticas de todos os tipos, há memes, os chockers e a bombazina regressam... E Jonah Hill estreia-se na realização e argumento com um filme que nos leva de volta a esses tempos.

 

A história é a de Stevie, um miúdo de 13 anos que passa o verão entre a sua casa e um grupo de amigos que muitos consideram problemático. É o seu dia-a-dia, aventuras e desventuras, e o mundo em que viviam.

 

É claro que aquilo que começa logo por despertar o interesse é o facto deste ser um filme de Jonah Hill, que até agora talvez só associassemos à figura de comediante. Mas pelo que vemos, Hill está a seguir um caminho muito estilizado e muito seu, o que parece ótimo.

 

Será que vai chegar às salas portuguesas?

 

 

Venom

 

Terminamos esta saga com Venom, o antiherói que já quando saiu o primeiro trailer me deixou muito curiosa.

 

Se bem se lembram dos filmes do Homem Aranha com Tobey Maguire, Venom era aquela versão do aranhiço preta e sem qualquer noção das regras. Na altura foi interpretado por Topher Grace, e tinha um papel mais secundário, mas agora a Sony quer contar a sua história em pleno.

 

Para isso foi buscar Tom Hardy, que já de si tem muito estilo de mauzão. E depois, está a entregar-nos trailers que quase nos fazem conseguir justificar as ações de Venom, o que torna tudo muito mais interessante.

 

Venom é um superherói que não o é, e tem Tom Hardy, o que me parecem razões suficientes para querer assistir.

 

 

E para vocês, qual foi o trailer que vos deixou mais entusiasmados?