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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos (2016) - a opinião dos jogadores

Não sei se já repararam, mas eu não sou jogadora. Gosto de jogar PlayStation, sim, mas fora uma ou outra partida de Tekken 3 ou Mortal Kombat com teclas ao calhas, fujo disso. Mas o destino quis que me rodeasse de fãs de World of Warcraft, League of Legends e que tais jogos de estratégia online; daqueles que vemos na internet, com pessoal a gozar porque não podem ser postos na pausa.

 

Achei então digno que a crítica a Warcraft: O Primeiro Encontro Entre Dois Mundos fosse escrito por alguém que conhece o jogo e é fã do universo. Mais do que a opinião sobre o filme, achei que o importante era saber se os gamers vão ou não ficar desiludidos.

 

Nada como pedir ajuda à Raquel, que não só recentemente foi introduzida nas artes de jogar WoW, como escreve lindamente. Por isso, se forem gamers e estiverem indecisos, ou se querem saber se vale a pena ir ver mesmo sem nunca terem ligado o PC para jogar (o meu namorado está a tentar convencer-me de que sim, “eu ainda te vou obrigar a ver isto”), fiquem com as suas palavras.

 

Confesso que fiquei curiosa...


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Para alguém como eu que só começou a jogar World of Warcraft recentemente e que ainda tem muito que aprender sobre a história (ou Lore, em linguagem gamer) não estava com as expectativas em alta para ver Warcraft: o Primeiro Encontro de Dois Mundos. Mas fui na mesma, e garanto-vos: não me desiludi.

 

 

Tal como o título indica, o filme retrata o primeiro encontro entre os Orcs e os Humanos, quando os primeiros abrem um portal para Azeroth, o planeta dos segundos, com o objetivo de conquista. Porém, nem todos partilham desse desejo: Durotan, um dos chefes dos clãs Orc, quer apenas encontrar um novo lar para a sua família e tribo. Mas o que começa com boas intenções acaba por culminar antes uma luta entre raças, e dar origem a grupos rivais: a Horde e a Aliança.

 

Para quem tenha curiosidade em ver o filme, mas não tenha qualquer background, que não se preocupe. Tirando um ou dois pontos, todo o desenrolar de eventos está bem explicado - de tal forma que se torna bastante difícil escolher um lado, porque a equipa de argumento consegue colocar dúvidas na cabeça do espectador sobre quem está certo ou errado. Se o nosso mundo fosse destruído, não tentariamos procurar um novo lar como os Orcs? E se, por outro lado, atacassem o nosso mundo, não o iríamos defender com unhas e dentes contra os opressores?

 

 

A par de uma acção que prende desde o primeiro minuto, estão efeitos visuais no mínimo muito bons. Desde o hipogrifo montado pelo comandante dos humanos, Anduin Lothar, às terras fielmente inspiradas no jogo, a caracterização dos Orcs, Elfos e Draenai e, claro, os feitiços e movimentos fluidos lançados pelo guardião Medivh e pelo seu aprendiz Khadgar (aqui bem mais trapalhão do que na Lore), compõem um filme que certamente abriu o apetite para os próximos capítulos.

 

Raquel