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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Walt Disney: 65 anos de animação e amor

Juntamos duas palavras e todo um universo surge na nossa cabeça: Walt Disney. Assim que leram imaginaram o logo por cima de um fundo branco, com aquela música tão característica que tem feito parte das nossas vidas desde que sabemos o que é um filme. 

 

Não há como negar: sem Walt Disney, muito provavelmente não existiram muitos dos filmes que hoje guardamos com tanto carinho o coração. Nem toda uma indústria que nasceu com o seu imaginário, e com a sua vontade de ser maior, e de arriscar mesmo quando todos achavam que estava louco. 

 

Mas Walt Disney não era um louco. Era sim, dono de uma imaginação e ambição inigualáveis, que o fizeram ir mais longe, e ser dono do império que ainda hoje existe. 

 

 

Não que tenha sido fácil; por norma, nenhum caminho para o sucesso o é. Disney, além de ter sido despedido porque não tinha imaginação suficiente (LOL), fundou uma empresa que acabou por ir à falência, e perdeu os direitos de utilização de grande parte das suas primeiras criações. 

 

Como bom empreendedor que é (este senhor podia ter sido um dos oradores do Web Summit), não desistiu e trouxe-nos anos mais tarde a sua mais conhecida criação: o rato Mickey, e a curta-metragem Steambot Willie, que introduziu o som nas curtas animadas. O sucesso foi tal que a sua nova empresa nunca mais foi a mesma. 

 

O resto é história. No resto, houve longas-metragens de desenhos animados a cores e com som (quando todos achavam que era louco), Óscares da Academia, parques temáticos e filmes de imagem real que nos moldaram e ajudaram a crescer. 

 

A Disney sempre foi um mundo de magia. Lembro-me do momento em que pisei pela primeira vez a Disneyland Paris. Tinha 18 anos, mas facilmente me senti como uma criança. À minha volta tinha todos os cenários e personagens que tinham vivido na minha cabeça durante tanto tempo, e aquele ambiente mágico e inédito que nunca consegui encontrar noutro lugar. 

 

 

É um dom, este de conseguir arriscar e criar ao ponto de nos inundar a infância. Desde que Disney começou a fazer parte das nossas vidas, não há alma no mundo ocidental que não tenha visto um dos seus filmes, ou crescido com as suas criações. Este gosto passa de geração em geração, e pais e filhos juntam-se para assistir à magia. 

 

É um dom este de conseguir juntar tantas gerações.

 

As opiniões sobre Disney e os seus valores foram sendo questionados ao longo dos anos. Capitalista, anti-semita ou racista são alguns dos epítetos que lhe foram sido dados ao longo dos anos, se bem que negados pela sua família. Independentemente disso, não há ninguém que possa negar que moldou uma indústria.

 

A 15 de dezembro de 1966, 10 dias depois de ter celebrado o 65º aniversário, morreu por consequências de um cancro de pulmão. 65 anos cheios de animação, que nos deram tanto amor. Que legado inigualável!

 

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