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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

The Interview (2014)

O drama por detrás de The Interview foi tal que merece bem mais do que uma simples critica em jeito de cinematografia (porque, se formos apenas pelo filme em si, é apenas uma nova comédia politica, bem conseguida quanto baste e com alguma inteligência).
 
Não, o que faz de The Interview interessante é descobrir como um simples filme pode ter tantas repercussões de nível social e politico antes até de estrear; como uma criação criativa pode chegar a tanta gente, que obteve a classificação máxima no IMDB antes de alguém ter oportunidade de o ver; e como James Franco e Seth Rogen conseguiram criar uma pequena comedia que foi alem do humor, passando pela critica politica e social.
 

E se Quentin Tarantino pôde matar o Hitler, por que é que Franco e Rogen não podem matar o lider da Coreia do Norte? Bem, talvez porque Kim Jong-Un ainda é vivo, e é sabido que o seu temperamento não é fácil - tanto não é que muitos dizem que esta por detrás do hack à Sony Entertainment. Nesse aspeto, podemos dizer que arriscaram em criar um filme cujo propósito é mostrar tudo aquilo que está de errado com o pais e com o seu líder.
 
Mas não deixa de ser apenas uma comédia que mostra um líder fragilizado e com sob uma nova perspetiva. Rimo-nos, achamos piada às personagens e temos toda a noção de que não passa de um filme para rir, mas a polemica foi tal que cresceu como algo mais. The Interview passou a ser um movimento contra a ditadura coreana, e estará errado? Deixemos as opiniões politicas para outros.
 

 Apenas enquanto filme, não é nada que nos deixe a pensar que é genial; tem as suas piadas fáceis, tem o humor inteligente, tem um Rogen e Franco que sabem o que fazem para deixar uma plateia rendida às suas personagens, mas não deixa de ser mais uma comédia americana, como tantas outras que existem. Ficámos na expetativa que nos deixasse de boca aberta, que criasse um buzz de falatório por estar tão bem construído, ou simplesmente porque era bom.

 

Não, não ficamos. É giro, apenas. Não tem nada de mal, mas também não tem muito de bom.

 

É o que é, e não há mal nenhum nisso. Talvez estava era à espera de uma coisa completamente diferente...