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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Space Jam vai regressar ao cinema. Porquê?

Sempre que é anunciado que um filme “antigo” vai voltar ao cinema, esta é a primeira pergunta a fazer. Neste caso, o que faz de Space Jam um filme tão importante que mereça regressar às salas?

 

Claro que sim! São 20 anos a unir gerações, e a mostrar que todos podemos salvar o mundo – até os jogadores de basquetebol. Este é um filme de culto, não por ser tecnicamente fantástico ou porque é mesmo muito bom, mas porque o público o acha extraordinário.

 

 

Não que a história seja a mais interessante ou desafiante. Está apenas bem construída o suficiente para ser atrativa, e fazer com que não consigamos tirar os olhos do ecrã. E é simples: o mundo secreto dos Looney Tunes está em perigo. Se não ganharem um jogo de basquetebol contra os malvados Nerdlucks, vão ser prisioneiros de um parque de diversões espacial!

 

Só lhes resta uma hipótese: raptar Michael Jordan (que entretanto se tinha reformado), para que a estrela consiga salvá-los.

 

Escusado será contado o final. Se não viram (o que acho muito estranho, porque toda a gente já viu o Space Jam), podem imaginar o que acontece. Existe drama, heróis improváveis, e sobretudo muita amizade e amor.

 

Foi um sucesso de bilheteira! Globalmente, arrecadou entre os 230e os 250 milhões de dólares, o que foi uma surpresa para muitos. Os mais surpreendidos foram os críticos, que não davam nada pelo filme. As opiniões profissionais foram negativas, e praticamente todos consideravam Space Jam um filme simples, confuso e que não fazia sentido, principalmente porque a relação entre pessoas e desenhos animados não era natural. Independentemente disso, continua ainda hoje a ser o filme sobre basquetebol com a maior receita.

 

 

Para mim, a justificação é simples: consegue agradar tantos a miúdos quanto a graúdos. Para os mais pequenos, é quase a certeza de que os Looney Tunes existem mesmo. É também tão simples, que a mensagem de união, ajuda e amizade passam mesmo sem nos apercebermos, e isso é sempre um ponto a favor.

 

Depois, para os mais pequenos, é também a transição entre os filmes para crianças e os filmes para crescidos. Este tem atores a sério, mas continuam a surgir personagens animadas. Tem a aventura, os obstáculos e os heróis. Tem uma história adulta, mas simples o suficiente para que todos possam ver.

 

É mesmo um clássico popular. E será sempre um clássico sobre desporto, mas que sabe a infância; os críticos são ignorados, porque o voto aqui é do povo.

 

Para comemorar os seus 20 anos, celebrados hoje, algumas salas de cinema norte-americanas vão colocar em cena Space Jam. São poucas as sessões, e os lugares limitados, mas acredito que muitos sejam aqueles que tentem.

 

 

Eu não assisti na sala, e tenho pena. Vi Space Jam pela primeira vez na TV, mas acredito que a experiência seja totalmente diferente (aliás, como é na maioria dos casos).

 

Mesmo sem aproveitar as sessões de aniversário, há quem acredite que ainda vá ver este filme no cinema. Os rumores de que uma sequela está a ser pensada existem há anos, e mais recentemente parece que já existe uma equipa interessada. Se será com os mesmos jogadores, ou outros mais recentes, não existem confirmações – se bem que alguém falou da possibilidade de incluir um reformado LeBron James.

 

Outros, como o realizador do primeiro Space, aconselham a deixar o filme em paz. Não para ser único, mas sim porque existe uma magia tão grande associada, que a sequela nunca iria ter o mesmo sucesso. Mais: o mercado e o público são tão diferentes, que não seria recebido da mesma forma.

 

Digam-me: gostavam de ver uma sequela?

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