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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Sobre Creed: O Legado de Rocky (2015)

Sinopse: Don Johnson (Michael B. Jordan), ou Adonis Creed, é um problemático orfão fruto de uma relação extraconjugal de Apollo Creed. Depois da morte da mãe, é acolhido pela mulher do pai, que o cria como seu. Anos mais tarde, abandona o emprego promissor para iniciar uma carreira no boxe, tal como o pai. E é em Rocky Balboa (Sylvester Stallone) que encontra um mentor.

É o regresso do Italian Stallion! Stallone precisa sempre de voltar ao trabalho, seja como Rocky, Rambo ou o mais recente Barney Ross em Os Mercenários. Depois de ter regressado a Philadelphia em Rocky IV, onde ficámos a conhecer a sua vida depois do estrelato, parecia que havia ainda algo a contar; algo que o filme Rocky Balboa deixava a desejar. Eis que chega Creed.

Neste filme, Rocky é deixado de lado, mas sem nunca desaparecer de vista. Se formos a ver, se O Despertar da Força é um renascer da saga Star Wars - criando um paralelismo com o Episódio IV - Creed funciona da mesma forma: os fãs reconhecem tudo o que os faz gostar dos originais; os novatos, ficam a conhecer a força e energia de Rocky.

Não deixa de ser um argumento rebuscado, quase como uma desculpa para criar um novo filme. Mas quem se ia lembrar de que Apollo Creed tinha tido um filho fora do casamento que, por acaso, também queria ser boxer e ser treinado por Balboa?


Se bem que tem o seu mérito: à parte da história meio forçada, não podemos negar que está bem construída e filmada, com pequenos pormenores que, podendo passar despercebidos, fazem a diferença - muito graças à direção de Ryan Coogler.  Os próprios atores têm um desempenho melhor do que o esperado: Jordan é um boxer motivado e atormentado pela sombra do pai, e Stallone é uma lenda com uma vida pacata que, afinal, ainda tem muito para dar. Aliás, o eterno Rocky já foi nomeado para um Globo de Ouro de Melhor Ator Secundário graças a este papel.


Não tem pretensões de ser nada mais do que um filme sobre a luta pelos objetivos, como alcançar o sucesso e alguma porrada. E não tem de ter, os filmes de Rocky eram bons por isso mesmo: eram verdadeiros a eles próprios, e sempre nos fizeram passar um bom tempo enquanto alguém era esmurrado. De vez em quando, sabe bem ver um filme assim. Mas Creed: O Legado de Rocky consegue ir um pouco mais além por toda a produção e direção a que foi sujeito.


Stallone sabe o que o seu público quer, e entrega-o numa bandeja de prata (ou estamos a esquecer-nos que este é o sétimo filme sobre Rocky, e que Mercenários já vai para o quarto?). As suas fórmulas são certeiras, e é por isso que Creed vai conseguir ser bem sucedido tanto entre aqueles que conhecem a história de Balboa, como os que só agora estão a saber do que se trata. Curioso é saber que este é o primeiro filme da saga cujo argumento não teve mão de Stallone, mas que continua a manter a sua visão e dedicação (não fosse o ator ser também um dos produtores).

Se Creed é o legado de Rocky ou não, ainda é difícil saber. Creed tem sido um sucesso de bilheteira e a crítica também elogia, por isso é normal que existam ideias para a sequela. O que nos deixa curiosos é descobrir o rumo que a história vai tomar a partir daqui. Será que teremos uma repetição de Rocky, com a chegada de um lutador russo à trama (pode parecer parvo, mas é uma das hipóteses)? Ou Donnie vai seguir um caminho diferente?


Seja como for, se esta for a última vez que vemos o Italian Stallion e a sua subida escadaria acima, Mickey e Apollo estariam orgulhosos. E nós também estamos.