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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Rogue One (2016): a nova história de Star Wars

Sinopse: Jyn Erso (Felicity Jones) recorda-se do dia em que o pai foi levado pelas tropas do Império. Desde então, tem sido uma fora da lei, até ser recrutada pela Aliança para descobrir os planos de uma arma que este estaria a construir. Afinal, trata-se da Estrela da Morte, e cabe a Jyn conseguir recuperar os seus planos, e salvar a galáxia. 

 

 

Desde o ano passado, com a estreia de O Despertar da Força, que o universo de Star Wars tem ganho mais adeptos, e mais histórias para contar. Aliás, histórias sempre houve: desde a estreia das prequelas que desenhos animados e novelas gráficas têm feito o dia de fase admiradores por esse mundo fora. 

 

Mesmo assim, o anúncio de que Rogue One estava a ser desenvolvido não deixou de causar alguma agitação. Será que vai valer a pena recuar no tempo, agora que estamos a viver no presente? Haverá mesmo uma história para contar, ou será mais um filme com a banda sonora e pouco mais a ver com o mundo que tanto conhecemos. 

 

Hoje, posso afirmar com toda a certeza que Rogue One faz jus ao universo em que está inserido, e é uma adenda e tanto à história que tanto adoramos. 

 

Cronologicamente, este filme encontra-se entre os episódios 3 e 4 - chamemos-lhe 3.5. Passa-se vários anos depois da ascensão do Império e de Darth Vader, e a força da Rebelião está no seu pico. Isto significa que, para manter a coerência, teria de manter um aspeto visual e história mais próximo da década de 70, do que propriamente o mundo atual. 

 

 

Apesar de notarmos que é um filme diferente daquele a que estamos habituados (é mais negro, com muito mais ação; no fundo, um campo de batalha), é impossível não notarmos alguns paralelismos. Alguns maneirismos de personagens importantes, os pormenores que não nos escapam, aquele pequeno toque de humor que sempre nos inspirou… Não haja dúvida: esta é mesmo uma história de Star Wars. 

 

Para os fãs, Rogue One são dois presentes num só filme: permite conhecer como é que afinal os rebeldes conseguiram os planos da Estrela da Morte (não digam que nunca se tinham perguntado?), e passar duas horas a procurar e encontrar detalhes que nos transportam mesmo para o tempo anterior ao episódio que nos introduziu a tudo. 

 

Tem o seu quê de poético. Gareth Edwards, o realizador escolhido para este spin-off, soube respeitar tão bem o legado que tem para trás que adoramos cada momento.

 

Mais do que isso, é muito equilibrado; consegue manter a dose certa entra a ação e a espionagem. É como se Edwards quisesse criar uma linha entre a história original e esta nova, não só ao nível da história, mas também visual e conceptualmente - e tendo em conta que ainda o ano passado assistimos ao que acontece anos e anos depois, ao menos ajuda-nos a não ficar muito baralhados. 

 

 

Tudo isto com a ajuda de personagens-tipo, que não deixaram de ser bens construídas, e de ter a sua importância ao longo do filme. Apesar de Jyn ser claramente o elo mais importante desta força, e de Felicity Jones conseguir dar-lhe o seu quê de coragem e ceticismo, está bem acompanhada. Forrester Whitaker tem um papel muito interessante, bem como Donnie Yen, e claro, Mads Mikkelsen (que aqui interpreta Galen Erso, o pai de Jyn) e aquele seu semblante clássico e misterioso que nunca nos deixam indiferentes. 

 

Tudo coisas boas, portanto. Até a banda sonora, que desta vez foi composta por Michael Giacchino, tem uns rasgos de inspiração nas músicas originais de John Williams. 

Vamos concluir dizendo que Rogue One é um pequeno rasgo de magia e poesia. Leva-nos numa viagem entre a nostalgia e os tempos modernos, com a tecnologia a desempenhar um importante papel.

 

E nós, fãs que ainda não saltinhos de felicidade quando ouvimos a voz do Darth Vader, saímos da sala de cinema com um sorriso nos lábios, e com a certeza de que vimos algo bem bom. 

 

Para o ano há mais - o Episódio VIII, para ser mais exata. Depois disso, um regresso ao passado com o spin-off sobre a juventude de Han Solo, e quiçá outro sobre Boba Fett. Bons anos para um fã de Star Wars estar vivo!

 

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