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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

REWIND: Dirty Dancing: a beleza da dança... e do amor

Corria o ano de 1987. Por entre os filmes todos que estrearam, houve um que ainda hoje faz parte do nosso imaginário, que nos fez dançar e apaixonar pelos homens de alças que nos apareciam nos verões: Dirty Dancing.

 

A culpa, tenho eu para mim, foi de Patrick Swayze. Foi aquele seu ar de galã moreno, que nos arrebata com passos de dança sensuais, que nos fizeram acreditar no amor à primeira vista. Foi o seu olhar expressivo, que quase entrava alma adentro, que nos fez acreditar que íamos conseguir encontrar nas férias com os nossos pais um instrutor assim.

 

Bem, não tanto na minha geração, mas mais naquela que viu nascer Dirty Dancing – que hoje recordamos, sete anos depois de perdermos Swayze.

 

 

Perdemos Swayze fisicamente, mas ficamos com o seu Johnny galanteador. Apesar de não me recordar do primeiro filmes que vi com o ator, lembro-me bem da primeira vez que assisti a Dirty Dancing.

 

Era uma tarde de domingo. Baby aprendia a dançar, de joelhos no chão, conquistada e apaixonada (uma cena que descobri que foi improvisada entre os atores). E do nada, ela corria para os braços do amado. E ela voava.

 

O filme é tão simples que parece estranho que tenha ganho tantos fãs. Na verdade, não passa de uma história de amor banal, que possivelmente nem durou mais de alguns meses depois do verão.

 

Mas isso realmente importa quando vemos Johnny a quebrar os seus preconceitos, e a aceitar o seu amor por Baby? Será que importa quando o vemos a defendê-la, a ajuda-la a defender-se por si mesma? Claro que não!

 

 

O bom das histórias de amor como a que existe entre Baby e Johnny é que a única coisa que importa é isso mesmo: o amor. É aquele momento em que duas pessoas olham uma para a outra e percebem que se completam.

 

Dentro da sua simplicidade, Dirty Dancing fez quem assistiu suspirar por uma paixão como aquela. Elas queriam aprender a dançar, eles queriam abraça-la e manda-la pelo ar (como só a graça de Jennifer Grey permite). Nós, olhando pela TV, queríamos ir até lá e encontrar um irmão, primo ou até tio afastado de Swayze que nos fizesse o mesmo.

 

No fundo, aquilo que Patrick Swayze, Jennifer Grey e Dirty Dancing nos trouxeram foi o desejo de encontrar o amor. É o típico filme feminino que nos faz suspirar, mas é daqueles filmes típicos que faz falta em qualquer fim de semana à tarde, ou numa girl’s night.

 

 

Por vezes, não precisamos de um filme fantástico, com planos super bem pensados ou interpretações totalmente arrebatadoras para nos ficarem na memória. Os mais simples podem ser aqueles que, por um motivo ou outro, nos tocam mais ao coração.

 

Dirty Dancing é um desses casos. O que tem de especial? Sejamos sinceros: nada! Mas não deixa de ser uma história de amor, e todos nós gostamos de uma história de amor de vez em quando.