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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Que a Força esteja contigo, Carrie

Foda-se. É só o que me apetece dizer. Foda-se.

 

2016 foi um ano bestial. Não, não foi muita bom - foi uma besta, mesmo. Foi uma besta, este 2016, que agora nos levou a Princesa Leia.

 

 

Desde que tenho idade para tomar atenção a estas coisas, que não me lembro de ver tantas estrelas a morrer no mesmo ano. Por isso, este só pode ser um ano em que os planetas estão alinhados, ou demasiado desalinhados, ou o que quer que seja para nos levar tanta gente boa: David Bowie, Prince, Leonard Cohen, Alan Rickman, Nicolau Breyner, George Michael e, agora, Carrie Fisher. Mas tu nunca mais acabas, 2016? 

 

Na última sexta-feira, dia 23, o meu coração ia parando um pouco: foi noticiado que Carrie Fisher tinha sido assistida a um ataque cardíaco durante um voo. A atriz ficou internada, e até houve melhorias nos últimos dias. Se contar isto ao meu pai, já sei o que ele me diz: “são as melhoras da morte…”

 

É estranho como a morte de um artista, que nunca conhecemos e está tão distante, nos pode agitar desta forma. Já o tinha dito aquando da morte de Alan Rickman, que me tocou profundamente. Agora, saber que a Leia já não está entre nós, parece que esse sentimento regressou. 

 

A verdade é que não me lembro de ver Carrie Fisher noutros filmes ou séries além de Star Wars. Sei que fez mais uns quantos, e até tem uma filmografia composta, mas para mim será sempre Leia Organa, a figura mais corajosa e destemida entre homens e mulheres deste Universo. 

 

Ela lutou contra um dos maiores vilões da história do Cinema e viveu para contar a história. Ela liderou uma revolução, viu todo o seu planeta a desaparecer à frente dos seus olhos, e continuou com força para seguir em frente. Ela teve um filho que é uma pequena besta, e continua ali, a liderar a luta, sem baixar os braços. E tudo isto sendo uma mulher linda, apaixonada, e sem perder nada do que a torna feminina. 

 

Mesmo que tudo isto tenha acontecido num filme, não faz com que tenha menos significado. Para mim, Carrie Fisher sempre foi a personificação desta força de vontade e sentimento, do empowerment feminino. Era a sua voz e a sua face aquela que me fazia ver que todas nós conseguimos alcançar tudo aquilo que queremos.

 

Assistir a Star Wars pela primeira vez e ver a sua Princesa Leia foi mágico. Regressar, e ver como nada mudou em O Despertar da Força, foi a confirmação de que esta força não morre, e esta luta continua. 

 

Com Carrie Fisher, vai ser a mesma coisa. Apesar da personificação de Leia já não estar entre nós, a sua mensagem vai continuar. Vamos continuar a rever cada um dos filmes e a sentir a mesma vontade de ir mais além; vamos continuar a ouvir as suas palavras e a pensar que poucas mulheres existem com tantos tomates; vamos continuar a torcer pelo sucesso da sua luta, e da sua história de amor. 

 

 

E o que significa para o futuro de Star Wars? Não sei… Mas isso será uma preocupação para mais tarde. Agora, acho que vou rever cada um dos filmes originais. 

 

Carrie, que a Força esteja contigo. Revoluciona aí esse lugar como só tu sabes, e acredita: foi um prazer lutar ao teu lado.

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