Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Quando a comédia ultrapassa a ação

No passado fim de semana, a atriz Melissa McCarthy fez história. Não porque fez crowdsurf numa plateia dos MTV Movie Awards, não porque conseguiu arrasar no seu outfit, e nem sequer porque decidiu voltar ao papel de Sookie na série Gilmore Girls (que vai regressar num especial pelas mãos do Netflix). Não: Melissa McCarthy fez história porque mostrou que as mulheres também conseguem ser engraçadas.

 

Pequeno contexto: durante a noite de domingo, a atriz tornou-se a primeira mulher a ganhar o prémio de Comedic Genious nos MTV Movie Awards. Vale o que vale, mas a verdade é que depois de ter sido ganho tantas vezes por um homem, desta vez chegou alguém do sexo feminino para o arrebatar.

 

O prémio foi a cereja no topo do bolo: o novo filme protagonizado por McCarthy, A Chefe (que estreia esta semana em Portugal), conseguiu destronar Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça como líder de bilheteiras nos Estados Unidos e Canadá, tornando-se no filme mais visto do fim de semana.

Who's the boss?

As mulheres começam a ganhar cada vez mais espaço no mundo da comédia. McCarthy tem sido um dos nomes mais falados, mas o sucesso de Amy Schumer e o seu Descarrilada vieram confirmar algo que o filme A Melhor Despedida de Solteira (2011) nos mostrou: as mulheres também sabem ter piada (aliás, McCarthy já tinha provado isso mesmo quando, para este filme, foi nomeada para o Óscar de Melhor Atriz Secundária, e Kristen Wiig e Annie Mumolo para o de Melhor Argumento Original).

As mulheres de A Melhor Despedida de Solteira

 

Ultimamente, o papel da mulher no cinema tem sido discutido e alterado. Vamos ter a primeira super-heroína em 2017, Charlize Theron já foi confirmada como a nova vilã de Velocidade Furiosa, e ganham destaque papéis que, antes, possivelmente só seriam dados aos homens.

 

Mais do que isso, o próprio cinema está a reinventar-se. Filmes de comédia e ação começam a ser tão valorizados como o indie mais filosófico, ou o blockbuster mais fantástico.

 

Hollywood está repleta de preconceitos. O movimento #OscarsSoWhite não começou por acaso, nem a crescente discussão sobre a diferença salarial entre géneros. A forma como os bons filmes de comédia e ação começam a ganhar destaque também é discutida, principalmente porque o cinema é, cada vez mais, um negócio que lucra com públicos felizes.

 

O preconceito está fora de moda. Se o cinema é um negócio para nos fazer felizes, ainda bem. Eu continuarei feliz por ver as suas obras, e a rir com as ótimas piadas criadas por mulheres.