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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Por favor, sai já do meu lugar

Não vos irrita quando simplesmente não percebem como é que as pessoas podem ser tão incrivelmente idiotas? Não se perguntam várias vezes como é possível tanta estupidez caber num só corpo humano?

 

Eu tenho essa sensação várias vezes. Mais vezes até do que aquelas que gostava de admitir. Mas mesmo assim considero-me uma pessoa amigável e bem educada, porque os meus pais ensinaram-me que a minha liberdade acaba onde a dos outros começa. Apesar de ser cliché, eles sempre me disseram que por muito mal educados que fossem comigo, devia sempre manter a compostura e classe.

 

Menos quando as pessoas são idiotas. Aí acho que tenho autorização para virar a boneca.

 

Diga-se de passagem que eu sou uma grande fã de tudo o que são lugares marcados. Sou da opinião de que todos os bilhetes, para todo o tipo de espetáculos, devia ter lugares marcados. Um concerto a que vamos assistir no balcão 2 da Altice Arena? Lugares marcados! Um espetáculo de comédia no São Jorge? Lugares marcados! Lugares marcados para todos!

 

O mundo é um lugar melhor quando temos lugares marcados. Podemos chegar em cima da hora (dentro dos limites, OK?), podemos escolher sem problema onde nos queremos sentar e sabemos que mais ninguém se vai sentar ali.

 

A não ser que haja um idiota que não respeita o bilhete.

 

Mais do que uma vez me aconteceu chegar ao meu lugar no cinema e ter um espertalhão lá sentado. Educamente lhe explico que se enganou, e carrancudamente ele se levanta e vai para o outro canto da sala. Se assim for, não me incomoda a sua tentativa falhada de me roubar o lugar; ele assumiu, e foi-se embora.

 

Mas quando ainda ateimam comigo que estou enganada e aquele é o seu lugar e não o meu... Pessoas, não me tentem!

 

Recordo com uma certa alegria o momento em que percebi que o poder de conseguir ganhar sobre alguém que acha que nos consegue dar a volta é um dos maiores prazeres da vida. Corria o ano de 2006. O Código Da Vinci era a estreia sensação do mês, e eu e um grupo de quase 15 miúdos não podíamos estar mais entusiasmados. Comprámos bilhetes que preenchiam toda uma fila da sala de cinema, daquelas grandes e mais perto do ecrã do que aquilo que gostávamos.

 

A sala estava esgotada. Chegámos ao nosso lugar quando um casal se tinha sentado mesmo a meio da fila. Eramos miúdos, mas educadamente pedimos para que saissem. Não sairam. Pedimos novamente, mostrámos o bilhete. Continuaram a dizer que estavamos enganados. Continuamos a dizer que não, que aqueles eram os nossos lugares. Continuaram sem sair?

 

Conclusão? Nada como um segurança para escorraçar dois marmanjos chico-espertos para a lateral colada ao ecrã.  

 

A partir daí percebi que não há pão para malucos; o meu lugar é o meu lugar. Pode vir até o Papa, mas se se sentar no meu lugar vai ter de sair.

 

É desrespeito para com todos os outros que pagaram bilhete, sobretudo quando sabem perfeitamente que estão enganados. Ninguém se senta no lugar errado três filas acima porque se enganou. Um ou dois lugares ao lado, filas próximas, uma pessoa dá o desconto, principalmente se a sala nem estiver cheia. Mas pontas opostas de uma sala esgotada? Ganhem juízo!

 

Sim, já me sentei no lugar alheio – sobretudo quando chego a uma das salas que tem lugares duplos sem descanso para o braço a meio (é que aqueles bancos são muito confortáveis). Que atire a primeira pedra quem nunca o fez! Mas há um limite para tudo nesta vida, e temos de saber quando podemos ou não ultrapassá-lo, ou pelo menos arcar com as consequências quando nos descobrem com o pé fora da linha.

 

Pessoas idiotas não conhecem nem um, nem outro. E isso irrita-me para caraças!

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