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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Os melhores de 2016… desconstruídos

Chegámos aquele dia do ano em que fazemos os balanços de tudo o que 2016 teve para nos dar… e tirar. Vemos quais foram os melhores e os piores, falamos sobre aquilo que mais gostámos, lançamos veneno por cima de tudo o que detestámos.

 

Isso é tudo muito bonito - não tivesse eu a memória de um peixinho dourado, e tivesse de consultar 30 listas dos filmes lançados este ano para conseguir descobrir aqueles de que gostei mais ou não. 

 

Mais do que isso, eu tenho o terrível problema de querer tentar ver todos os filmes que saem, e depois nunca conseguir chegar à metade. Por norma, vejo aqueles que consigo no cinema, e vou tentando ver os restantes em casa (tudo de forma legar, cof cof). 

 

Fazer listas e balanços é complicado para mim - não porque não sei avaliar os filmes, mas simplesmente porque não os vi a todos. E custa-me fazer uma lista, sabendo que se calhar vou deixar de fora alguns filmes mesmo muuuuuuito bons. 

 

Por isso, vamos fazer a coisa de forma diferente. Neste segundo dia de 2017, vou falar sobre os filmes que mais mexeram comigo até agora, e que vou levar para 2017. Quando chegar a award season… Bem, aí fazemos todo um regime de melhores e piores, combinado? Combinado!

 

  1. Um filme que quase ninguém conhece - Captain Fantastic

 

 

 

Conheci este filme por acaso, e por acaso e apaixonei. Protagonizado por Viggo Mortensen, conta a história de um pai de seis crianças que vivem isoladas da sociedade, e são educadas num forte regime intelectual e físico. Mas a morte da sua mãe obriga-as a ter de lidar com o mundo real, e é aí que o próprio pai tem de enfrentar os seus ideais. 

 

É tão simples, e foca temas tão interessantes, que é impossível não adorar. Cada uma das seis crianças (bem, algumas delas não são propriamente crianças) têm prestações de fazer corar muitos adultos, e há muito que não via Mortensen tão bem. 

 

Simplesmente, é daqueles filmes bonitos, que dá vontade de ver e ver, e continuar a ver, sem parar. Magia!

 

2. Um filme de comédia - Deadpool

 

 

 

Era impossível não ter Deadpool nesta lista. Para mim, foi uma das maiores surpresas do ano, e um dos melhores filmes de comédia do ano - se não o melhor. Há super-heróis, há humor, há uma bonita história de amor, e bolas, há um Ryan Reynolds no seu melhor. 

 

O que atraiu tanta gente para Deadpool foi a sua capacidade de conseguir gozar com toda a gente, sem que fosse ofensivo. É uma linha ténue, mas aqui muito bem conseguida. Além disso, damos tantas gargalhadas que é perfeito para qualquer momento. 

 

Vejam. Por favor. 

 

3. Um filme que mostra que vivemos num mundo de bosta - Snowden

 

 

 

A história de Edward Snowden é conhecida em todo o mundo: o norte-americano que roubou informações à NSA e disse a todo o mundo que os Estados Unidos andam a ouvir as chamadas e ler as mensagens de quem querem. Agora, vive na Rússia como refugiado, mas aquilo que nos disse sobre o seu país continua a atormentar muitos sonos. 

 

Há um ótimo documentário sobre a sua história, mas no campo das histórias verídicas, este é um dos melhores do ano. A participação de Snowden é notória na forma como a história é contada, e o melhor é que ficamos com uma ideia muito completa do homem, e do porquê de ter feito o que fez - basicamente, expôr um dos maiores segredos da segurança nacional norte-americana. 

 

Além disso, a forma como Joseph Gordon-Levitt consegue mudar o sotaque de filme para filme… Priceless!

 

4. Um filme que nos fez regressar a um lugar feliz - Rogue One - Uma História de Star Wars

 

 

 

Nisto de sequelas, prequelas, reboots e remakes, este foi definitivamente o filme que marcou este ano. Não porque foi mesmo um time muito bom, mas também porque nos mostrou um lado diferente do universo de Star Wars. 

 

É mesmo um filme muito bem construído, e é ótimo conseguir perceber finalmente como é que tudo começou. Porque, se vamos a ver, este é o filme que dá o mote para o mítico Episódio IV, que durante tantos anos perseguiu imaginações e infâncias. E está tão bem feito que consegue transportar-nos até ao passado, sem nos fazer sair do presente. 

 

5. Um filme de super-heróis - Doutor Estranho

 

 

 

O ano foi propício aos super-heróis: tivemos Batman e Super-Homem, X-Men, um surpreendente Deadpool… Mas de entre todos eles, aquele que merece destaque (além do Deadpool, que já destaquei em cima) é, sem dúvida, Doutor Estranho. 

 

E atenção, não é comum eu preferir um filme Marvel a um herói DC (sobretudo quando esse herói é o Super-Homem). No entanto, Doutor Estranho tinha um argumento do camandro, e conseguiu juntar tantas boas prestações, que tinha tudo para dar certo. 

 

Há muito tempo que não gostava tanto de um filme da Marvel. Dentro do género, foi uma das surpresas do ano.

 

6. Um filme de guerra - O Herói de Hacksaw Ridge

 

 

 

Os filmes de guerra são todos iguais - isto é o que a maioria das pessoas pensa. Têm tiros, têm mortos, têm caos e coisas a ir pelo ar. Bem, verdade. Porém, se há coisa que ficámos a saber em 2016 é que há filmes de guerra… e depois existes os filmes de guerra realizados por Mel Gibson, e protagonizados por Andrew Garfield. 

 

Como disse na crítica ao filme, é fantástica a forma como Gibson consegue ser tão cru nos seus filmes. Não há dúvida de que O Herói de Hacksaw Ridge não só nos dá a conhecer uma história do caraças, como o faz de forma quase perfeita. 

 

Quase, porque coisas perfeitas existem poucas. Mas não há como ficar indiferente à forma como somos levados pela ação. 

 

7. Um filme que faz dizer “foda-se” - Animais Noturnos

 

 

 

Por momentos, achei que nesta categoria se enquadrava bem um filme de terror. Mas depois de pensar um pouco, não houve filme que me fizesse ficar tantas vezes de boca aberta como este Animais Noturnos. Foi o último filme visto em 2016, e com certeza um daqueles que vai ficar na memória. 

 

Não há como negar que a grande mestria vem de Tom Ford, que realiza e assina o argumento deste filme. Talvez por isso esteja tão bom: ele sabe exatamente para onde seguir com a história, e de lhe dar a melhor finalização. 

 

Disse em cima que poucas são as coisas perfeitas que existem. Animais Noturnos pode não ser perfeito, mas está muito próximo disso. 

 

 

Um filme de animação - À Procura de Dory

 

 

 

Talvez não seja o melhor do ano. Talvez este ano tenhamos tido ótimos filmes de animação que nos prenderam ao ecrã. Mesmo assim, era impossível não escolher À Procura de Dory, sobretudo porque vejo o Cinema como uma forma de crescimento. E se há filme que marcou, foi À Procura de Nemo. 

 

Foi um regresso a um sítio feliz. Se bem que a magia não era a mesma, havia muito do que tínhamos adorado no primeiro filme - e claro, a Dory, a importância da família e amigos, e todos os sentimentos do mundo. 

 

 

É bonito conseguirmos regressar onde somos felizes. Também é bonito olharmos para trás, e percebermos que todos os anos temos filmes que mexem connosco, e que nos fazem continuar a adorar esta arte. 

 

Para todos os que estão a ler, espero mesmo que 2017 seja um ano em grande. Eu cá estarei, sempre com o Cinema ao meu lado.