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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Os filmes de 2017 que só chegam em 2018

Feliz 2018!

 

Este pode não ser o primeiro post do ano, mas é aquele que nos traz as boas novidades que 2018 traz consigo. Coisas boas, recheadas de criticas positivas e uma expectativa imensa.

 

2017 foi um ótimo ano no Cinema, e já tivemos a oportunidade de o rever. Mas a verdade é que muitos dos filmes lançados no (já) ano passado só agora é que vão chegar a Portugal. Até março, vão estrear nas nossas salas alguns daqueles que foram considerados os melhores filmes do ano, e outros tantos que têm arrebatado elogios.

 

Eu estou curiosa com cada um deles, e por motivos diferentes. Mais do que a expectativa de assistir a filmes extraoridnários, são histórias que pedem para ser conhecidas e assistidas. Todos sabemos que eu não resisto a boas histórias...

 

Sem mais demoras, estes são os filmes de 2017 que vamos poder assistir em 2018. Preparem as pipocas!

 

Um Desastre de Artista

 

 

É, de longe, um dos filmes pelo qual mais anseio neste início de 2018. Há meses que estou à espera, mas tenho adiado para conseguir assistir num grande ecrã, como merece. E estreia hoje mesmo nas salas!

 

Ao contrário do que muitos podem pensar, Um Desastre de Artista não é bem uma comédia. É um filme sobre dois amigos, e a aventura que foi a gravação de um dos melhores piores filmes de sempre, The Room.

 

Há uns meses tive a oportunidade de assistir a um visionamento de The Room, e foi uma das experiências mais alucianantes que já tive numa sala de cinema. Não falo tanto do quão mau é o filme, mas mais da forma como reúne tantas pessoas só pela paixão daquilo que é – um filme péssimo.

 

O que Desastre de Artista nos traz é um relato contado na primeira pessoa por Greg Sestero (interpretado por Dave Franco), um protagonistas de The Room e melhor amigo de Tommy Wiseau. Wiseau foi a mente por detrás de The Room, e ainda hoje é um mistério de personalidade.

 

Sim, quero muito ver! Podem esperar para (muito) breve a opinião aqui no sítio.

 

Jogada de Alta Rodada

 

 

  1. É protagonizado pela Jessica Chastain. E Idris Elba.
  2. É a história real de uma mulher que ganhou dinheiro à conta do jogo ilegal, e que foi presa com armas apontadas.
  3. Tem um argumento de Aaron Sorkin, e é o primeiro filme também realizado por ele.

Acho que temos logo aí três bons motivos para ficarmos entusiasmados por este Jogada de Alta Rodada.

 

Os argumentos de Aaron Sorkin costumam ser muito interessantes por serem tão ricos em informação, e ao mesmo tempo tão fáceis de seguir. Por norma, o argumentista tem realizadores com uma visão fantástica, que dão a vida que o seu argumento precisa. Mas em Jogada de Alta Rodada ele é o próprio a dirigir a sua visão, e estou muito curiosa com o resultado final.

 

Além disso, a história é interessantíssima. Conta como é que Molly Bloom, uma antiga atleta olímpica, conseguiu gerir o casino ilegal mais exclusivo do mundo, com a presença de grandes nomes públicos. Bloom foi presa a meio da noite pelo FBI, e contou muito com o apoio do seu advogado de defesa – que aqui nos mostra um lado da atleta diferente.

 

Estreia: 04 de janeiro.

 

3 Cartazes à Beira da Estrada

 

 

3 Cartazes à Beira da Estrada tem criado muita discussão. Já tinha arrancado elogios em Veneza e Toronto, e agora chega às salas de cinema com uma expectativa elevada.

 

É o regresso à realização de Martin McDonagh, a mente por detrás de Em Bruges (2008) e Sete Psicopatas (2012). Em Bruges foi um dos filmes que me lembro de ver com mais prazer, que junta humor negro com uma ação improvável, com um estilo britânico muito próprio. É um dos filmes que adoro ver, e que ainda por cima se passa numa cidade que guardo no coração.

 

É natural que tenha uma grande expectativa para este 3 Cartazes à Beira da Estrada. A história já tem a loucura típica de McDonagh: uma mãe (Frances McDormand) aluga 3 cartazes na estrada de entrada da sua cidade Natal a pressionar a polícia, que ainda não encontrou o assassino da sua filha. Passaram meses, e Mildred faz de tudo para que o caso não caia no esquecimento.

 

Isso faz com que existam momentos de puro deleite cómico, e outros em que definitivamente vamos sentir a emoção de uma mãe que perde uma filha. Se bem conheço McDonagh, é uma história que terá de tudo.

 

Ainda por cima conta ainda com a participação de Woody Harrelson e Sam Rockwell, que são só geniais.

 

Estreia: 11 de janeiro.

 

A Hora Mais Negra

 

 

Existem duas razões para querem muito ver A Hora Mais Negra: é protagonizado por Gary Oldman, e é realizado por Joe Wright – o senhor que nos trouxe Expiação.

 

Expiação é um dos filmes que mais mexeu comigo quando comecei a ver Cinema. Da simplicidade da história de amor, à reviravolta que nos leva o coração, nada existe de errado naquele filme. Ter a sua perspetiva da realidade, dos eventos verdadeiros que conta em A Hora Mais Negra, é muito curioso.

 

A trama passa-se no início da Segunda Guerra Mundial, quando Winston Churchill (Oldman) tem uma grande decisão para tomar: ou negoceia com Hitler, ou tenta combater contra todos. Hoje sabemos qual foi a sua decisão, mas Wright traz-nos todas as discussões a que poucos assistiram.

 

Mais do que expectativa, tenho uma enorme curiosidade. Veremos.

 

Estreia: 11 de janeiro.

 

Chama-me Pelo Teu Nome

 

 

De entre os filmes com grandes orçamentos e com explosões a cada segundo, Chama-me Pelo Teu Nome tem feito a diferença pela sua simplicidade. Com espírito mais independente, tem captado a atenção dos amantes de cinema pela forma como capta a beleza das simples histórias de amor.

 

Ou talvez por tratar o amor entre dois homens como algo natural e igualmente belo.

 

No filme viajamos até ao norte de Itália, em 1983. Encontramos um jovem de 17 anos, Elio (Timothée Chalamet), que se aproxima do assistente do seu pai, Oliver (Armie Hammer). É Oliver que o faz pensar na sua sexualidade, na sua herança, e na sua identidade enquanto pessoa.

 

Desde que estreou que tem encantado o público, e estou ansiosa por ser encantada também.

 

Estreia: 18 de janeiro.

 

The Post

 

 

É o novo filme de Steven Spielberg, é protagonizado por Meryl Streep e Tom Hanks, e conta a história (veridica) de como a primeira mulher editora de um grande jornal norte-americano teve de colaborar com o seu editor para contar a verdade.

 

Não preciso de dizer mais, pois não?

 

Para mim, é suficiente. Além de ter um enredo que nos mostra o trabalho jornalístico no seu esplendor, é a primeira colaboração entre cineastas e artistas que há muito admiro. Conseguir ter Spielberg, Hanks e Streep na mesma ficha técnica… não é todos os dias que acontece.

 

É um dos filmes mais nomeados para os Globos de Ouro deste ano, só ultrapassado por A Forma da Água (já lá vamos). Pode até parecer mais uma trama política, como outros têm surgido nos últimos tempos, mas a minha curiosidade é superior ao cliché.

 

Estreia: 25 de janeiro.

 

A Forma da Água

 

 

Desde Crimson Peak, em 2015, que Guillermo del Toro não realizava um filme. A Colina Vermelha, se bem que aparentemente interessante, não convenceu muita gente.

 

A Forma de Água não podia ter sido recebido de forma mais diferente. Desde que saiu o primeiro trailer que o novo filme do realizador e argumentista mexicano tem captado a atenção dos seus fãs e admiradores. Quando estreou, foi imediatamente considerado um dos melhores filmes de 2017, e é o filme com mais nomeações para os Globos de Ouro (sete).

 

Em parte, a responsabilidade é muito do imaginário criado por del Toro, que teima a criar cenários e enredos que nos prendem sem igual. Tudo nos é contado sob a perspetiva de Elisa (Sally Hawkins), uma trabalhadora solitária num laboratório, que cria uma relação inusitada com uma criatura em cativeiro.

 

Uma criatura estranha, não humana, e que corresponde aos seus afetos.

 

Tem tudo para correr bem!

 

Estreia: 08 de fevereiro.

 

Lady Bird

 

 

Lady Bird fez história assim que estreou: foi o primeiro filme a ter uma classificação de 100% no Rotten Tomatoes. Isso significa que todos os que viram e classificaram o filme o acharam perfeito.

 

Dizer que, depois disto, as expectativas estão elevadas, é eufemismo.

 

As expectativas estão ao rubro. Não apenas porque não aparece vivalma a dizer mal de Lady Bird, mas também porque a interpretação de Saoirse Ronan e o argumento de Greta Gerwig parecem não desiludir.

 

Lady Bird pode não ser o primeiro filme escrito ou realizado por Gerwig, mas parece ser o primeiro que encanta tanta gente. Nele conta como é que Lady Bird (Ronan), com 17 anos no início dos anos 2000, tenta encontrar a sua identidade e personalidade nisto que é a vida.

 

É um coming of age movie daqueles em que jovens com a mania de serem independentes se acham melhor do que todos os outros – para depois descobrirem que nada é como pensam. Daqueles que nos fazem repensar nas nossas escolhas, ou em quem somos.

 

Ou então apreciar como às vezes o Cinema é tão simples e bonito.

 

Estreia: março.

 

Eu, Tonya

 

 

Em 2017, muito se falou das transformações físicas a que Margot Robbie se sujeitou para os seus mais recentes papéis. Falou-se de não ser o sex symbol que nos habituou, e mais disso do que a potencialidade de fazer um belo trabalho de representação.

 

O trailer de Eu, Tonya veio dar um pouco mais de credibilidade ao falatório, porque Robbie mostra que é tão boa atriz como noutros atributos.

 

Neste filme interpreta a patinadora Tonya Harding, uma atleta norte-americana que tinha o mundo da patinagem nas mãos. Até que a intervenção do seu ex-marido pode deitar abaixo toda a sua credibilidade.

 

Eu não conhecia a história de Tonya, nem a sua importância no mundo do desporto. Mas ao que parece, esta é a forma de contar a sua história pelos seus olhos, e não como o mundo dos media a pintou.

 

Estreia: março.

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