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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

O melhor de 2017 no Cinema

2017 foi um bom ano. Foi daqueles anos que vai deixar saudades, mas também que nos deixa entusiasmados por tudo de bom que pode vir a chegar em 2018.

 

No mundo do Cinema, foi um ano de viragem.

 

Se em anos anteriores foi sempre a questão da raça a prevalecer (porque a representação negra não existe como deveria), desta vez foi o género que foi discutido. Os casos de assédio sexual que vieram a lume vieram fazer-nos questionar que tipo de indústria é esta de Hollywood, que trata as mulheres como se fossem objetos que podem usar e descartar.

 

Socialmente, foi um ano repleto de questões e polémicas. Há muito tempo que não me recordo de ter tantas notícias terriveis e asquerosas sobre este mundo. E apesar de ainda muito precisar de ser feito, estamos a caminhar para a igualmente a pouco e pouco.

 

Os filmes, esses, continuam a alegrar os nossos dias. 2017 foi recheado também de obras que nos encheram o olho, e que nos despertaram todas as emoções. Desde comédia a terror, a clássicos e novidades, houve de tudo um pouco – e ainda bem.

 

Não vi nem metade daqueles que gostava de ter visto. Muitos dos filmes elogiados pela crítica ou ainda não chegaram cá, ou simplesmente não os consegui ver ainda – o caso de Corra! Mais do que esses, vi poucos daqueles que me deixaram mesmo entusiasmada, e deparei-me com outros que me surpreenderam.

 

Como acho que os convencionais tops não conseguem demonstrar verdadeiramente aquilo que acho que cada filme (que vive individualmente), deixo-vos os meus preferidos de 2017 na categoria que me fez adorá-los e elogiá-los.

 

Encontram os vossos preferidos?

 

O melhor momento WTF – mother!

 

 

mother! foi um daqueles filmes que amamos ou odiamos; não existe um meio termo. É complexo, é estranho de se ver, é duro como o raio e pode até parecer estranho. Mas uma coisa é certa: está extraordinariamente bem feito!

 

Dareen Aronofsky conseguiu criar uma fábula que não o é, e filmar uma realidade que não existe. Tenta pegar naquilo que conhecemos como Mãe Natureza e mostrar tudo aquilo que lhe fizemos de mal, sem sequer a mencionar diretamente.

 

É incrível como às vezes os filmes mais estranhos são os mais fáceis de falar sobre. Foi com verdadeira facilidade que consegui passar cá para fora tudo o que mother! me fez sentir, e o mais estranho é que nem eu sei bem o que isso foi.

 

Mas vale sempre a pena ver.

 

 

O melhor momento de lágrima no olho – Logan

 

 

Se já viram Logan acho que conseguem perceber porque é que o coloquei nesta categoria. Ele partiu-me o coração, deixou-me de rastos e fez-me perder a esperança num futuro alegre.

 

Algumas destas afirmações podem ter mudado assim que saí da sala, mas isso são pormenores.

 

O importante é que Logan foi mais do que um novo filme de Wolverine –e foi O filme de Wolverine.

 

Nenhum dos outros filmes sobre o mutante imortal me chamaram tanto a atenção como este. Ao contrário dos X-Men, estes sempre me pareceram estranhos, pouco conexos entre si e com qualquer coisa a faltar.

 

Logan, pelo contrário, é um filme muito completo e que faz todo o jus à personagem. É muito cru e altamente real, o que parece estranho quando falamos de um mutante com garras a sair pelos dedos. Mas conseguiu, e conseguiu criar uma empatia que vai além da nostalgia de esta ser uma personagem que nos acompanha há imensos anos.

 

 

O melhor sobre rodas – Baby Driver

 

 

Que me perdoem aqueles que achavam que nesta categoria só podem figurar as Velocidades Furiosas desta vida. Temos um novo Jason Statham na estrada, e chama-se Baby!

 

A referência a Correio de Risco foi meramente humorística, mas não sem o seu quê de verdade. Baby Driver pode não ter nada a ver com os filmes protagonizados por Statham, mas partilha a sua velocidade, as regras do motorista e carros a abrir.

 

Gostei de Baby Driver desde o momento em que vi o trailer. Pareceu-me ter tudo o que um filme de Edgar Wright merece, e que nós merecemos vindo dele também.

 

 

A melhor mulher badass – Mulher Maravilha

 

 

Não me parece que aqui hajam grandes surpresas: Mulher Maravilha foi mesmo um momento cheio de estrogénio e muita ação!

 

Pode até nem ter sido o melhor papel a mostrar todo o valor e potencial do Cinema no feminino, mas claramente mostrou-nos que ter maminhas não significa que não tenhamos tomates (perdoem-me a piada fácil).

 

Mulehr Maravilha não só é protagonizado por uma mulher cheia de força, como é dirigido por uma que sabe perfeitamente onde ir. Além de ser um filme muito bem equilibrado e construído, tem um argumento bem conseguido e interpretações à altura.

 

É tudo aquilo que esperamos de um filme de super-heróis dos bons – mesmo quando vem do lado da DC.

 

 

O melhor momento pipoca – Homem-Aranha: Regresso a Casa

 

 

O que não faltam nesta vida são filmes pipoca, daqueles que vemos só porque sim e que levamos para casa apenas como sendo mais um filme a que assistimos. Há sempre carradas deles durante um ano, uns melhores do que outros.

 

Em 2017, era impossível não destacar o regresso do aranhiço preferido de toda a gente.

 

Os filmes de Homem-Aranha, se bem que sempre com um estilo e espírito muito próprios, sempre pareceram distanciados da epicness dos filmes de super-heróis. E ainda bem, porque o Homem-Aranha é um herói diferente, jovem e com muito a aprender.

 

As primeiras tentativas, com Tobey McGuire no papel, foram um sucesso. O reboot com Andrew Garfield nem tanto, por isso fazia sentido que a Marvel quisesse dar também o seu toque no mais falado e adorado herói.

 

O resultado (mais jovem) foi um filme muito bem conseguido, repleto dos momentos de humor característicos do aranhiço, mas também com a tensão que lhe é exigida. Foi arriscado tirar alguns anos de vida a Peter Parker, mas valeu a pena para que pudesse ser mais inocente, deslumbrável e atento.

 

 

O melhor OMG ADORO! – Dunkirk

 

 

Não sei se foi o melhor filme do ano. Até pode não ter sido, mas isso torna-se irrelevante quando assistimos ao mais recente filme de Christopher Nolan.

 

 Não é surpresa para ninguém que Nolan tem o hábito de criar os seus filmes sem esquecer nenhum pormenore. Tudo está ligado e pensado, desde o argumento às interpretações, à banda sonora e forma como o filme é filmado e montado. Não há nada que o realizador e argumentista deixe ao acaso.

 

Isso torna-se ainda mais importante neste Dunkirk, repleto de tensão e momentos de ficar bem agarrado a cadeira. É eloquente e descentrado na ação, sem com isso perder o rumo e a congruência.

 

É um momento de cinema ímpar, ao qual todos deviamos assistir pelo menos uma vez.

 

 

Muitos dos filmes que estrearam em 2017 ainda não chegaram a esta lista, mas de certeza que vamos voltar a ouvir falar deles assim que chegar a award season. Por isso fiquem atentos, porque 2017 ainda vai dar que falar!

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