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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

O flagelo dos remakes – Parte II

A minha semana não foi fácil. Entre péssimos dias e necessidade de descanso, poucos foram os momentos em que consegui concentrar-me em ver alguma coisa que chamasse a atenção. Para piorar ainda mais a situação, quais são as notícias que vejo com mais destaque? Dwayne “The Rock” Johnson vai protagonizar uma nova versão de Jumanji, e Josh Boone (o realizador que nos trouxe A Culpa é das Estrelas) está a trabalhar numa nova versão de Entrevista Com o Vampiro.

 

Acho que não preciso mostrar mais o meu desagrado por saber que tais coisas vão acontecer – basta falar da situação, que começo a ver a minha pequena raiva a crescer!

 

anteriormente mostrei que não sou fã de pessoas que acham que podem pegar em filmes clássicos e fazer deles o que querem. Pensei isso de A Múmia, e penso o mesmo sobre cada um destes filmes.

 

Sobretudo porque Jumanji é um dos filmes da minha vida. Não me perguntem porquê, mas sempre que passa na TV sinto uma força inexplicável a puxar-me para o sofá. Vejo do início ao fim, sei perfeitamente o que vai acontecer a seguir, e no final grito com Alan e Sarah aquele “NO!” que vai impedir os pais de Judy e Peter de irem esquiar nas férias.

 

Fez em março 10 anos que Jumanji estreou nos cinemas, e ao que parece, segundo as palavras do próprio The Rock, esta é uma forma de homenagear Robin Williams. Huummm… Não digo que não, mas se um é tão bom, porquê regressar?

 

 

O mesmo acontece com Entrevista Com o Vampiro. O clássico de 1994 (que nos traz uma inocente Kristen Dunst a dar o seu primeiro beijo com Brad Pitt) parece que já tem um argumento pensado, e Jared Leto é uma das possibilidades para interpretar Lestat (outrora protagonizado por Tom Cruise, um dos únicos papéis em que gosto de o ver). Um remake, uma sequela? Não sabemos ainda, e estou a deixar as expectativas em baixo.

 

Não digo que não seja interessante ter novas perspetivas de histórias e narrativas que já sabemos que nos encantam. Por exemplo, no caso de Entrevista Com o Vampiro, se de facto for uma sequela, talvez seja interessante ver como Leto (caso aceite o desafio) agarra no papel.

 

Sou a favor disso tudo. O meu grande “problema” é que estes filmes, como tantos outros, são únicos e icónicos por um motivo – seja porque nos tocam, porque a sua história é intemporal, porque de facto estão muito bem construídos… não interessa. O importante é que existe algo neles que nos faz continuar a vê-los como um exemplo dos nossos filmes de culto.

 

Pegar nas mesmas histórias e, quiçá, personagens, e criar novos filmes vai-lhes retirar a magia, porque vamos passar a lembrar-nos também do mauzinho filme que não chegou aos calcanhares do primeiro. Vamos deixar de pensar apenas naquele espécimen fantástico como clássico, e ter sempre um crédito de pessimismo para o mais recente.

 

E perguntam os menos céticos: então e se os remakes até forem fixes? Sou a primeira a voltar atrás com a minha palavra. Mas não será melhor pensar assim? Conseguirão mesmo ser tão bons como os primeiros?

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