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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

O Amor Acontece… outra vez

A semana começou como tantas outras: eu tentei escrever 30 posts que já devia ter escrito, eu não tve tempo para ver filmes, eu não consegui fazer metade do que queria. Sim, tudo eu, que é o que importa. Mas, ao contrário das outras semanas, esta começou com uma notícia que mexeu comigo – porque nem sei como hei-de reagir.

 

Para os mais distraídos, foi anunciada esta semana a sequela de O Amor Acontece – aquele filme que toda a gente gosta de ver no Natal, e tem aquela cena super amorosa de um rapaz a ir a casa de uma rapariga e a fazer-lhe uma declaração silenciosa com muitos papéis. A notícia foi dada pelo próprio Richard Curtis, argumentista e realizador de O Amor Acontece.

 

Mas não é uma sequela como todos pensam. Não é um filme de duas horas, em que vamos ver uma história diferente, com atores diferentes, e tudo diferente. É na verdade uma curta de dez minutos, que tem estreia marcada para a televisão. O objetivo é simples: sabermos o que aconteceu às personagens, 14 anos depois do filme original.

 

 

Vamos por partes. Primeiro, é claro que esta notícia é boa. Esta não é uma sequela pensada para ganhar dinheiro (ou melhor, é, mas será doado para caridade) por um outro cineasta que se quer aproveitar da obra de Curtis. Trata-se do próprio Curtis, que juntamente com  sua equipa e o mesmo elenco, querem dar a oportunidade de perceber a evolução de todas as personagens, passados tantos anos.

 

Eu gosto disso. Gosto da ideia de revisitarmos o cenário por meros 10 minutos, porque é inevitável ficarmos com perguntas. Quem é que não quer saber se a Keira Knightley sucumbiu aquela bela declaração? Ou se a Aurelia e o seu inglês que aprendeu a falar português continuam na sua casa à beira rio?

 

Queremos saber tudo isso!

 

Liam Neeson eThomas Brodie-Sangster regressam ao mesmo banco em que falaram pela primeira vez da paixão do pequeno Sam por Olivia.

 

Sei que a magia de um filme, muitas vezes, está em não saber o que acontece a seguir. É por isso que o final de A Origem, um dos meus filmes preferidos de sempre, é tão perfeito: nós nunca saberemos se ele está ou não a sonhar. Tal como toda a história fez parte da imaginação de alguém, que a transpôs para o cinema, quando um filme chega ao fim cabe-nos a nós deixar a imaginação contar-nos o que acontece a seguir.

 

Por isso sim, esta sequela vai “estragar um pouco dessa mística.” Se mesmo assim acho que deve ser feita? Eu confio em Richard Curtis, por isso vou dizer que sim. Estou muito curiosa, e vou ser com certeza das primeiras a tentar ver esta obra, já no dia 24 de março, na BBC1. Bem, ao menos vou tentar!