Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Mulheres negras? Claro que devem estar no cinema!

A discussão não é de agora; na verdade, a discussão da raça e do papel da mulher na sociedade são dois tópicos que têm andado pelas bocas do mundo há décadas. Infelizmente, agora que estamos em 2016 e parecia que vivíamos num mundo civilizado, continuam a ser tão relevantes quanto o eram anteriormente.

 

No que toca às mulheres em geral, a batalha está a ser travada aos poucos. Há Mulher Maravilha a chegar (e Captain Marvel, protagonizada por Brie Larson). Há uma nova versão de Caça-Fantasmas, toda ela feminina. Há até um Ocean’s Eight (como tem sido conhecido até agora) repleto de estrelas, todas elas mulheres, que está a criar expectativa.

 

No meio das pequenas grandes vitórias, onde se encontram as mulheres negras, vítimas de uma dupla e errada discriminação?

 

Por agora, estão em Hidden Figures. E ainda bem.

 

O primeiro trailer chegou esta semana. Protagonizado por Taraji O. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe, Hidden Figures é um filme que coloca três mulheres negras a fornecer à NASA os dados matemáticos necessários para conseguirem dar início às primeiras viagens espaciais.

 

 

Sim, leram mais. Hidden Figures tem a ousadia de ter três mulheres negras como protagonistas, que ainda por cima foram responsáveis pelo sucesso de uma das maiores vitórias da história norte-americana. Será este mundo louco?

 

Este mundo é de facto louco por achar que o feito não era possível. O que também é um facto é que esta história, digna de filme, é verdadeira.

 

Mas de filmes que pretendem chamar a atenção para os direitos civis está Hollywood cheia. O que Hidden Figure nos traz (também) de bom, é que, pelo trailer, percebemos que é uma comédia com sumo. De lado ficam os filmes dramáticos, com sangue, suor e lágrimas daqueles que lutam pela igualdade.

 

 

 

Claro que é para isso que eles existem – chamar a atenção para um problema. Mas será que esta abordagem não vai conseguir chegar a mais pessoas?

 

A minha esperança diz que sim, bem como a ativista em mim. Pouco a pouco, o cinema para as massas começa a quebrar barreiras. Nós queremos ver mulheres com garra no ecrã. Queremos ter exemplos de mulheres de força, que não precisam de ser tratadas com paninhos quentes para vencer. Sejam elas brancas, negras, supermodelos ou não, heroínas ou donas de casa. Queremos quebrar estereótipos.

 

Será que vamos conseguir?