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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Meryl Streep: 67 anos de talento

Quando pensei em escrever esta entrada (uma celebração que não podia deixar de fazer), tentei lembrar-me do primeiro filme que vi com Meryl Streep. Terá sido Kramer Contra Kramer (1979)? Talvez Lemony Snicket's: Uma Série de Desgraças (2004)? Tentei, tentei, e não me lembrei. Até que surge um nome: A Morte Fica-vos Tão Bem!

 

Não sei se terá sido o filme de 1992 a introduzir-me à arte e dom de adorar lady Streep do fundo do coração, mas mantenho guardada a imagem do seu corpo elegante com a cabeça virada ao contrário.

 

 

A Morte Fica-vos Tão Bem não é, de longe, o melhor exemplo de trabalho e talento de uma atriz que já foi nomeada 19 vezes para um Óscar da Academia (levando para casa apenas três estatuetas). É talvez dos mais fraquitos, cinematograficamente falando, mas que mostra que Streep é feita de uma versatilidade que não mora em muitos dos atores de Hollywood.

 

Ela é comédias, ela é drama, ela é até musicais – ou não se querem lembrar que foi estrela da adaptação para cinema de Mamma Mia? The Winner Takes it All, o clássico dos Abba, nunca teve uma interpretação tão sentida (para o melhor e para o pior)!

 

É incrível ver como um talento como este pode caber numa só pessoa. Meryl Streep não é apenas uma atriz – é, e não tenho receio de o dizer, uma das melhores atrizes de sempre. Com um simples olhar, ela diz-nos tudo o que precisamos saber, e talvez até mais. E não é isso que um bom ator tem de fazer?

 

 

Mais do que dizer diálogos, tem de mostrar que isto de representar emoções também é importante. Está triste? Que mostre! Está alegre? Que pule de alegria e nos diga isso mesmo!

 

Enquanto fã de cinema, é isto que quero ver num filme: histórias poderosas, interpretadas por atores que tornam as suas personagens ainda mais poderosas. Enquanto aspirante a atriz amadora (se assim me posso considerar depois de ter participado numa peça ou outra amadora), é exemplo que encontro em trabalhos que nos fazem rir ou chorar só de olhar para o semblante do ator.

 

A minha carreira de atriz pode ter terminado antes de ter sequer começado, mas continuo a adorar bons filmes, com personagens fantásticas, e apreciar o trabalho de atores infinitamente mais talentosos.

 

 

Meryl Streep é uma daquelas que me prende ao ecrã só de aparecer. Ela chega, leve e subitamente, e os olhares da sala viram-se para si. E não, não apenas porque está no ecrã gigante à nossa frente, mas porque a sua energia chega até nós.

 

Com 67 anos de idade, Streep continua a encantar, e continuará enquanto conseguir. E eu só agradeço por isso. Parabéns!