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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Interstellar (2014)

(este é um texto saído do coração)
 
Christopher Nolan tornou-se num dos meus mestres preferidos quando conceptualizou um dos meus filmes preferidos, A Origem. É contador de histórias, o criativo de serviço e aquele que transforma todo um conceito num filme que nos prende do início ao fim. E senhores, Interstellar é longo...
 
Alguns diriam longo de mais; houve momentos em que pensei "Bem, mas o que há mais para mostrar? Não acaba?" O pensamento era interrompido por qualquer evento que me voltava à história, e que me prendeu a atenção. Houve alturas em que fiquei sem fôlego. Houve outras em que fiquei confusa, sem saber bem se compreendia a física. Ainda houve aquelas em que soube que a emoção estava mais do que percebida, e me deparei com a realidade no ecrã. Houve de tudo um pouco, e mais do que isso.
 
Não é necessário revermos do que é que fala Interstellar; estar a contar uma sinopse é como retirar um pouco da experiência que é assistir à história do início ao fim. Podemos dizer que é sobre um chefe de família que faz tudo para protegê-la, ou a luta pela sobrevivência de toda uma espécie, ou até o amor, mas é sobretudo um filme sobre o ser humano. Seja enquanto ser racional ou emocional, como sobrevivente, indíviduo ou parte de uma comunidade, é o ser humano retratado em todas as suas vertentes, e a humanidade como um todo.
 
Dizem que as teorias científicas apresentadas por Nolan estão corretas e não falham na verdade, o que só demonstra o quão perfecionista e realista ele é - e isso faz-nos pensar num filme como um produto de trabalho, talento e realidade que é. Eu digo que ele conseguiu captar-nos de forma a que possamos refletir enquanto povo e indivíduos aquilo que é importante, secundário e artificial na vida de cada um e da comunidade.
 
O maestro juntou as notas e compôs uma obra de arte que deve ser vista e revista mais do que uma vez, porque acredito que consigamos retirar sempre algo de novo da sua narrativa.