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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Esquadrão Suicida (2016): É assim tão mau?

Sinopse: Amanda Waller (Viola Davis) tem uma ideia: criar uma força especial constituída pelos piores vilões da História, para poupar esforços militares em missões suicidas. São os vilões com mais capacidades, mas que são considerados dispensáveis na sociedade. Será que vão conseguir mostrar que, afinal, são capazes de sobreviver e salvar o mundo?

 

 

A ideia era tão boa… Pela primeira vez, os protagonistas eram os piores vilões de sempre! Aqueles que mais gostamos de odiar, que nos fascinam, que costumam ser papéis secundários… A ideia era fantástica.

 

Pena que o resultado final não tenha sido assim tão bom.

 

De certeza que já leram as críticas, ou já ouviram falar das opiniões. Não foram favoráveis. Falavam em má organização, confusão, muitas pontas soltas... É com um peso no coração que concordo com todas elas.

 

Ao início fiquei com esperança que estivessem enganados. O filme começa com um bom ritmo, com uma apresentação diferente e arrojada, e com um visual que promete. As personagens surgem, e quase parece que vai resultar. Viola Davis dá-nos a sensação que não existem almoços grátis. Afinal, era tudo jajão.

 

De repente, as nossas esperanças espalham-se pela sala, da mesma forma que os acontecimentos saltam para o ecrã. Parecem cogumelos: vão surgindo aqui e ali, quase aleatoriamente, e as personagens vão surgindo mais para nos dar prazer do que para acrescentar alguma coisa à história.

 

 

É o caso do Joker. O Joker de Jared Leto, para o qual tinha tantas expectativas. A sua presença pode não ser um acaso (há um motivo plausível), mas começa a parecer estranha ao longo do filme. Quase pensamos que ele só aparece porque sim, para criar expectativa.

 

O mesmo acontece entre os vários membros do Esquadrão. Existe um desequilíbrio gigante entre os vilões, com um grande destaque dado a uns, e outros a ficarem para trás - principalmente quando não mereciam, e têm histórias igualmente ricas e interessantes. Num filme que devia pautar pela sua união, o efeito foi o contrário. 

 

Não sabemos bem quem culpar. Muitos acreditam que a versão nos cinemas é uma versão cortada e editada para agradar à Warner Bros (mais curta e para audiências mais jovens), e não a do realizador e argumentista David Ayer. Mas Ayer já afirmou que isso não passa de um rumor.

 

 

É o diz que disse. Uma coisa é certa: o argumento e a produção estão pobres. Não ao nível de conteúdo, mas de consistência. A história parte de uma ótima premissa, mas a ação não tem uma linha condutora, e ficamos sem perceber vários dos momentos que podem ser importantes para compreender a história enquanto um todo.

 

Há quem diga que Ayer escreveu o argumento à pressa para cumprir a data de lançamento, e que muitos dos problemas só foram resolvidos durante a produção. Tendo em conta a salganhada que vi, parece-me possível.

 

O que me entristece, porque eu percebo a visão de Ayer. Eu consigo compreender que ele queira ter dado um visual mais arrojado e “vilanesco”, mais ritmado e movimentado, e tinha sido um filme do caraças se essa visão tivesse sido concretizada. No entanto, acabou por nos mostrar um puzzle mal montado, em que as peças foram juntas à pressa para parecerem um quadro bonito.

 

 

Tenho pena que as melhores cenas de Esquadrão Suicida sejam vistas no trailer genial que foi lançado. OK, talvez não as melhores, mas definitivamente algumas das mais interessantes ao nível de história e personagens.

 

Porque existem coisas boas. Vemos participações interessantes e que nos deixam a pensar no futuro. Vemos personagens intensas que nos enchem as medidas. Vemos um filme de ação até diferente daquilo que é costume.

 

E depois há o melhor: Margot Robbie. No meio de tudo aquilo, é a sua Harley Quinn que nos faz ter esperança. A sua personagem é das mais bem exploradas, e Robbie esteve à altura do desafio. Fico contente se voltar a aparecer. Ela (e nós) merecemos mais.

 

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