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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

EM DVD: A Lenda de Tarzan (2016)

Não conseguiram ver A Lenda de Tarzan no cinema? Não há problema: o DVD e Blu-ray do filme está a partir de hoje disponível em algumas lojas, e com certeza nos videoclubes das operadoras.

 

Mas se não estão numa de alugar ou comprar um filme sem saberem se vale a pena… Vá, eu dou um ajuda.

 

Porque eu percebo o que estão a sentir. Será que este não é mais um filme em que vamos “conhecer” a história de como uma criança foi criada com gorilas? Como conseguia comunicar com eles, e saltar de liana em liana? Quando os primeiros trailers de A Lenda de Tarzan sairam, pensei exatamente o mesmo.

 

Porém, até fiquei surpreendida. Fiquem com uma curta opinião para saberem o que esperar deste A Lenda de Tarzan.

 

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Sinopse: Depois de vários anos a viver na sociedade londrina, John Clayton (ou Tarzan, aqui interpretado por Alexander Skarsgård) é praticamente obrigado a voltar a selva do Congo, onde foi criado. O seu objetivo é descobrir, juntamente com o norte-americano George Washington Williams (Samuel L. Jackson) se de facto existe tráfico de escravos no país.

 

 

Grande parte de nós tem ainda na memória o filme de animação da Disney, em que Tarzan fica na selva com Jane e o seu pai. Em A Lenda de Tarzan, afinal a história é outra: eles voltaram para Inglaterra. O saber isto, e que este era mais um filme sobre o futuro do Tarzan, e não sobre o seu passado, surpreendeu-me de início.

 

E a surpresa foi continuando um pouco por todo o filme. Porque eu estava mesmo à espera de não gostar, e a verdade é que não o achei terrível.

 

Até porque o elenco não o deixava. Estamos a falar de um filme com Margot Robbie, Samuel L. Jackson e Christoph Waltz - atores que dificilmente fazem alguma coisa errada. Aqui não são exceção, e são competentes e fiéis às suas personagens ao longo de todo o filme.

 

 

Mas apenas isso: competentes. No geral, este é um filme que se bem que não é terrível, também não nos deixa vontade de repetir a experiência. O argumento, se bem que seguindo uma direção diferente de todos os filmes de Tarzan, acaba por tornar-se previsível e meio aborrecido. Mas alguém imaginava que Tarzan ia mesmo esquecer o seu passado e não subir para uma árvore?

 

É interessante encontrarmos uma nova perspetiva sobre o que acontece a John Clayton depois de descobrir o seu verdadeiro nome. Aliás, essa é talvez a melhor parte do filme, que nos é contado entre flashbacks ao seu passado e o presente. Foge à regra, e notamos que David Yates (o realizador) tentou mostrar que esta não é uma história para crianças. O ambiente é mais negro, mais pesado, e muito político.

 

Tudo isso, eu acho muito positivo. Vemos este A Lenda de Tarzan a seguir uma tendência de Hollywood: pegar nas histórias conhecidas, e dar-lhes uma nova perspetiva, e um ambiente muito mais pesado. E talvez por isso tenha ficado agaradavelmente surpreendida. 

 

Mas falta-lhe sumo. Falta-me aquele momento surpreendente que eu não estava nada à espera, ou uma ação que fosse historicamente correta. Falta-me perceber que este filme segue mesmo o curso da História, que não é apenas uma desculpa para que o Tarzan possa outra vez salvar a Jane. Falta-me ir mais longe, e deixar para trás o aborrecimento.  

 

Se querem um filme para estar entretidos num final de tarde chuvoso, então muito bem; possivelmente, não se vão arrepender.

 

No entanto, se queriam um filme original e que vos deixasse interessados do início ao fim, talvez A Lenda de Tarzan não é o que estavam à espera. É mediano, previsível e apenas competente.

 

Se optarem pelo DVD ou Blu-ray, aproveitem os comentários dos produtores e realizadores sobre as filmagens. Podem “viajar” pelo que está por detrás de algumas das cenas, e ouvir os atores a falar sobre a história.