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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Drive In #I - Hannah Montana

(Esta é a inauguração da rubrica Drive In. Todas as semanas podem contar com os tesouros deprimentes a que todos nós já assistimos, mas temos vergonha de admitir. A autoria é da grande DeLorean).

 

Não mintam: apesar de só contarmos aos amigos acerca daqueles filmes fantásticos que vemos, com os atores do momento, a verdade é que, de vez em quando, os que gostamos mesmo são aqueles pedaços de lixo cinematográfico, que têm menos de 5,0 no IMDB e que asseguramos a toda a gente que seria a última coisa na nossa lista.

 

Mas aqui no blog estão entre amigos e iguais, e ninguém vos gritará SHAME! a plenos pulmões. Pelo contrário: a ideia do Drive In é fazer-vos sentir que está tudo bem em adorar esses tesourinhos deprimentes.

 

E por que não começar com um personal favourite dos meus? Estrelado pela pop star mais irreverente no momento, numa altura em que a vida dela ainda era mais “the best of both worlds” do que lamber martelos, e tendo como cenário a sua terra natal do Tenessee (yeeaww!)...estou a falar, é claro, do enorme blockbuster de Hannah Montana - The Movie.

 

Nunca vi a série assiduamente, mas lembro-me que, em Portugal, passava no Disney Channel. De qualquer forma, só uma pessoa verdadeiramente info-excluída é que não saberia que, antes de fumar maconha e mostrar as maminhas em palco, a Miley (que nasceu a chamar-se Destiny Hope, o que torna tudo ainda melhor) foi um super sucesso mundial com a série que retratava a sua vida e os problemas de manter a identidade de cantora pop em segredo. Eventualmente, a nossa Miley cresceu e a série terminou, mas não sem antes esta pérola agraciar salas de cinema por todo o planeta.

 

A premissa é simples: o sucesso de Hannah Montana começa a afetar a vida real de Miley, a sua família e amigos. Portanto, o estimado Robby Ray (Billy Ray, na verdade), pai de Miley, leva-a de volta para Crowley Corners, Tenessee, para que volte a ter os pés bem assentes na terra e entenda o que é verdadeiramente importante.

 

Vamos por partes: está bem filmado? Safa-se. Cenários, guarda roupa? Tudo okay, e coerente com a série, o que é importante, dado que a dita só acabou dois anos depois. Em termos de representação, como é? É fantasioso e irrealista, como tem de ser. E é por isso que é tão fantástico.

 

Entre pseudo-comédia, um moço de cabelos dourados como interesse amoroso (quem é ele, já agora!? Aparentemente, é Havok, da série X-Men) e alguma música, este filme é o que eu defino como feel good. É digno de Oscar? É claro que não, a Academia tinha ser infinitamente pior do que já é para nomear e premiar isto, mas entretém; faz-nos não pensar em nada a não ser nos problemas da Miley e, no final da hora, deitar uma lágrima e ficar contente por ver que acabou tudo bem para ela, como só podia ser. E admitamos: a The Climb, single da verdadeira Miley, saiu deste filme e é uma boa canção - até chegou ao número 1 da Billboard. E sabem em que categoria?

 

Adult Contemporary. Pois é.

 

Sincerely yours,

DeLorean

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