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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Drive In #7 - What A Girl Wants

Quando a vida corre menos bem, há quem vá para o ginásio queimar calorias e problemas; há quem mude de vida, e há quem decida comprar o stock de Milka do Pingo Doce e empaturrar-se em menos de duas horas. Já eu, tenho outro método: feel good movies.

 

É uma paixão antiga, e venha lá quem vier com as suas manias intelectuais, estes filmes a que ninguém presta atenção são os que acabam por mais nos marcar, por uma razão ou outra. Por isso, o Drive In desta semana é sobre outro dos meus favoritos deste género: What A Girl Wants.

 

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Amanda Bynes fez uma série destes filmes no início da década passada e são todos igualmente awesome (não se preocupem: eventualmente, todos eles acabarão por pisar o palco do Drive In!), mas este foi o primeiro que vi. É a típica premissa do peixe fora de água: Daphne Reynolds (Bynes) viveu toda a vida com a mãe, sabendo quem era o pai mas sem nunca o conhecer. Sabendo que nunca descansaria até isso acontecer, parte de Nova Iorque para Londres para realizar esse sonho.

 

Logo no ínicio da sua viagem conhece Ian, e a coisa é praticamente instantânea – ou não fosse o filme ter só uma hora e meia. Não a censuro: o rapaz é bem-parecido, canta bem, tem uma mota…e o que é isso se não a holy trinity dos bad boys que afinal são bons moços? Irresistível.

 

Mas o que à partida parece um filme meh de uma teenager americana que se apaixonou por um bife, acaba por ganhar qualidade com Colin Firth no papel de Lord Henry Dashwood, o aristocrata e político britânico, que acontece ser também o pai de Daphne.

 

Este filme foi pré-Bridget Jones, mas é uma boa antevisão do britânico neste tipo de papéis – embora qualquer romântico que se preze tenha como referência a sua atuação em Pride em Prejudice, a série da BBC de 1995 (Oh, Mr. Darcy…).

 

E apesar de vermos a qualidade a aumentar um bocadinho, What A Girl Wants tem tudo aquilo que é previsível e cliché e lamechas nestes filmes.O diálogo é bom? Não, mas é salvo pela expressividade de Amanda Bynes e pelo cenário fantástico que é Londres. Às vezes, aquela troca de olhares entre Daphne e Lord Dashwood é um bocado estranha? Pois, um bocadinho, mas só porque parece que, a qualquer momento, eles vão saltar para cima um do outro e fazer o amor apaixonadamente…é só mesmo por isso! Faz algum sentido, sabendo Daphne que o pai é aristocrata e inglês, não ter qualquer noção de que tem de ter, enfim, noção?

 

 

Em essência, este filme é basicamente uma abordagem ligeiramente diferente da Cinderela: há uma madrasta má e uma meia-irmã malvada, uma fada madrinha, alguns amigos que dão uma ajuda e, claro, o príncipe encantado. Claro que aqui a gata borralheira tem mãe e pai, e que o filme é baseado numa peça de teatro (The Reluctant Debutante, de William Douglas-Home), mas não deixa de ter a sua magia – especialmente tendo aquele toque a 2003, que me deixa sempre de sorriso na cara.

 

E depois de um dia mau, ver um filme completamente desprovido de alguma coisa que nos faça pensar, e nos faça apenas sentir bem…bom, não há nada igual. É exatamente What A Girl Wants.

 

Holy poo on toast!

DeLorean

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