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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Drive In #3 - High School Musical

Acreditam que já passaram 10 anos desde que Zac Efron agraciou as nossas televisões com o seu cabelo à f*da-se? Estamos a ficar velhos.

 

O dia foi 20, o mês Janeiro e o ano 2006: a história de amor épica entre Gabriella Montez e Troy Bolton levou perto de 8 milhões de espetadores a ficar agarrados ao sofá - e isto só nos Estados Unidos. Mas também por cá nos deixámos levar pelas aventuras da miúda nerd e do atleta, que desafiaram o Status Quo e ensinaram-nos a todos que Breaking Free é a melhor maneira de Start Something New (see what I did there?).

 

E admitam: vocês sabiam as canções todas! Ao rever o filme, não pude deixar de me aperceber do quanto ainda me lembrava, o que só atesta ao sucesso desta saga: 3 filmes, uma banda sonora original que vendeu milhões de cópias, um concerto ao vivo e ainda uma versão no gelo.

 

Seria de esperar que uma coisa com tanto sucesso tivesse qualidade, certo? Certo, e a qualidade deste filme é, maioritariamente, a música: não é à toa que não conseguimos esquecê-las, nem passado uma década. A dança, principalmente a que marca o final do filme, é - quer queiramos, quer não - icónica, e se não vos dá vontade de levantar do sofá e dar um show para o vosso gato, alguma coisa está errada com vocês.

 

 

E a mensagem é boa: não deixem de fazer aquilo que gostem só porque alguém diz que não foram talhados para isso, ou porque não é a norma socialmente aceite. O objectivo é, acima de tudo, diversão. Esta rubrica é a prova disso.

 

Zac Efron e Vanessa Hudgens, por esta altura uns estreantes no mundo dos filmes, fizeram um trabalho razoável a passar esta mensagem, mas sempre de modo muito awkward e exagerado: quando cantavam, os microfones estavam a quilómetros deles, ao nível do peito - alguém os devia ter avisado de que há limites para a regra de cantar com o coração. Já a canção a solo, em que ela fica tristíssima quando descobre que ele já não quer cantar com ela, faz-nos sentir uma ligeira vergonha por alguma vez termos chorado a ver aquela parte.

 

Não está magicamente filmado, nem tem nada que, tecnicamente, o distinga de qualquer filme que o IMDB colocaria no seu bottom 100 (mas este não está lá, atenção: tem 5,1!!). Mas, em boa verdade, o que é que isso interessa? É daqueles a que vamos guardar sempre um lugar especial no nosso coração, e que nos vai lembrar sempre que, no jogo da vida, temos de ser Wildcats.

 

E que, acima de tudo, We’re All In This Together.

 

Get’cha head in the game!

DeLorean

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