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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Drive In #2 - Dragon Ball: Evolution

A infância de grande parte dos portugueses que nasceram na década de 90 foi passada sem perder o próximo episódio (“porque nós também não!”) de Dragonball. Uma série icónica por todo o mundo, acabou por ser ainda maior para nós por ter a grande parte dos diálogos inventados - e muitas vezes improvisados -, cheios de referências culturais da altura (nomeadamente ao João Baião e ao Big Show Sic, ou ao Jorge Gabriel e ao Ai Os Homens). Ainda hoje recordamos com nostalgia aquelas figuras que implorámos à nossa mãe para comprar na loja dos 300.

Foi essa nostalgia que me levou a querer falar-vos sobre o subject #2 desta rubrica: Dragoball Evolution. Nesta aventura, à semelhança do manga e anime, Goku tem de encontrar todas as bolas de cristal para banir Piccolo da terra (outra vez).

Quando carregamos play, a coisa até parece ter alguma qualidade: é-nos contada a história até aquele momento, com recurso a uns efeitos especiais engraçados - que até me fizeram lembrar a intro espetacular do The Girl With The Dragon Tattoo. Mesmo sem querermos, as expectativas aumentam.


1 minuto e meio depois percebemos o quanto estávamos enganados.


A partir daí, é sempre a piorar, com os clichés do costume: a miúda jeitosa super out of his league (Chi Chi) e o respetivo namorado, que é o bully oficial do liceu; ou o facto de Goku não usar os seus poderes para o mal, só em legítima defesa - muito a la Karate Kid.

E porque todo o super herói tem sempre alguma ajuda, aparecem Bulma, Roshi e até Yamcha, para se juntar à trupe. E assim que isso acontece, começa a verdadeira ação, com direito a vulcões, lava e uma criatura enviada por Piccolo! Wow!

É aqui que surge a minha parte favorita: Goku decide desmembrar o inimigo e fazer uma ponte de partes de corpo para atravessar a lava. Um MacGyver autêntico, este rapaz.

Por falar em MacGyver, herói americano, já referi que o filme parece passado no Hawaii? Até Roshi usa uma camisa havaiana durante todos os 85 minutos de tortura que é este filme.

Dragonball Evolution é péssimo, com diálogos terríveis, interpretações que causam vergonha alheia no espectador, pausas do tamanho de uma baleia assassina, efeitos especiais estilo Godzilla - sim, o original...-, e ainda nos brinda, depois dos créditos, com o easteregg mais ridículo de sempre.

Mas vale a pena a ver? Claro que sim! A série que adorávamos tinha mais momentos ridículos do que coisas que fizessem sentido (para um lembrete, ver aqui) - e essa era uma das razões porque nos levantávamos cedo ao domingo para a ver.


Em todo o seu terrível esplendor, este filme é uma ode à infância!

 

Deixem-me rir agora que amanhã posso ter cieiro,
DeLorean

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