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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Divertida-Mente (2015)

Sinopse: Na mente de Riley, uma jovem de 11 anos, é a Alegria que comanda as suas ações. Com ela estão a Raiva, Avareza, Medo e Tristeza, que todos os dias marcam a sua vida. Quando os pais de Riley mudam de cidade e a jovem tem de se adaptar a uma nova casa e escola, as suas emoções têm muito trabalho pela frente.

 

Gosto dos serões em casa por isto: escolho um filme, ponho uma manta, e eventualmente encontro um ou outro que me fazem lembrar que há um motivo para eu gostar tanto de Cinema. Divertida-Mente é um deles.

 

A Disney Pixar é mestre em fazer-me sentir uma criança feliz. Toy Story, Up, Wall.E, Brave e Monstros e Companhia estão entre os meus preferidos filmes de animação, e alguns deles são do coração e aqueles que revejo com prazer e alegria sempre que tenho oportunidade. O conceito de Divertida-Mente desde o início me atraiu, se bem que tive receio que fosse demasiado complexo para uma criança.

Estamos a falar do funcionamento das emoções e de como elas influenciam a nossa vida e personalidade, num filme de animação; quer queiramos, quer não, estamos a falar de um filme para crianças. Uma das maravilhas de Divertida-Mente é que torna tudo isso muito simples de compreender e percecionar.

 

Aquilo que poderia parecer complexo torna-se simples a partir do momento em que começamos a ver. Mais do que isso, está contado de tal forma que ficamos a torcer pela Riley, e as nossas próprias emoções exaltam-se ao ponto de chorarmos, rirmos e nos emocionar-nos num só filme.

 

Durante o crescimento de Riley e as suas desventuras ao chegar a São Francisco, acabamos por nos rever naquela criança, e questionamos até se será assim que tudo funciona na nossa cabeça. Não parece tão simples?

A mestria está do lado de quem o criou e desenvolveu. Do visual, à construção das personagens e história, tudo nos faz acreditar que sim, é mesmo assim que tudo acontece na nossa cabeça.

 

É amor num filme. É a prova em como precisamos tanto da alegria como da tristeza para sermos felizes, e que qualquer uma das nossas emoções é fundamental durante o nosso crescimento. Mas esta mensagem, aparentemente tão simples e certa, é contada com o carinho que cada uma destas emoções merece e que cada criança merece.

 

Mais do que as emoções, são as nossas memórias que nos tornam o que somos. Não é por acaso que nos definem; lembro-me bem da minha primeira vez numa sala de cinema, da magia que senti ao ver uma história que me prendeu diretamente naquela tela gigante. Essa magia ainda hoje me surpreende sempre que fecho as luzes e me finjo em frente à tela, ou a cada vez que entro na sala. E foi essa magia que me fez criar este espaço.

 

Divertida-Mente fez-me relembrar tudo isso. Mostrou-me ainda que grandes ideias não precisam de ser complexas, e que as mais simples podem conter em si as mensagens e o amor mais completos. 

 

Sejamos crianças ou adultos, não há como ficar indiferente. Até porque o amor não tem idade.