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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Dia da Liberdade, dia de Cinema

25 de abril de 1974.

 

Não existe alma em Portugal que não saiba o que aconteceu neste dia: Grândola Vila Morena tocou na rádio, as tropas saiam à rua, os cravos foram postos nas pontas das espingardas e os portugueses gritaram liberdade.

 

Há 42 anos atrás, o destino do país mudou para dar lugar a um Portugal sem censura, com liberdade e um caminho até aos dias de hoje – para o bom e para o mau, não vou entrar nos pormenores políticos.

 

Então, o que tem isso a ver com Cinema?

 

Nada… e tudo! A verdade é que a cultura sofreu em tempos de censura como em nenhuma outra época, com livros, músicas e produções a serem proibidas e postas de parte apenas porque uma pessoa achava que iam contra os seus ideais. Com isso, Portugal tornou-se num país culturalmente atrasado e iliterado.

 

Uma realidade que, felizmente, tem sido alterada ao longo dos anos. A cena cultural portuguesa tem crescido atualmente como raramente se viu: novas bandas e artistas lançam trabalhos e esgotam concertos, filmes produzidos no nosso país levam milhares às salas de cinema, a televisão é premiada como nunca antes…

 

E ainda bem. Achavam que alguma vez seria possível produzir um Call Girl, ou Crime do Padre Amaro? Até um Gaiola Dourada seria proibido de ser exibido nas nossas salas e televisões – e quem pode negar que é um dos testemunhos mais corretos da cultura portuguesa?

 

O fim da censura em Portugal permitiu-nos ser hoje um país onde é possível assistir a obras cinematográficas de excelência, que todos os dias nos encantam e nos fazem acreditar na sua magia. Podemos, livremente, olhar para os cartazes à porta das salas, ao invés de por cima do ombro ao entrar; produzir filmes com todos os temas que nos passem pela cabeça; fazer humor com as figuras que nos assaltam o televisor.

 

Neste dia 25 de abril, deixemos a política de lado e celebremos um dia que nos permitiu olhar para a cultura com olhos livres.

 

Vamos pegar nos cravos, gritar liberdade e aproveitá-la para criar coisas bonitas e inspiradoras. É graças a ela que tenho este espaço, esta alegria, e é graças a ela que podemos assistir a filmes como este, sobre histórias inspiradoras: