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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Daniel Craig vai voltar a ser James Bond. E depois?

Foram anos de incerteza. Anos de especulação, em que muitos de nós sonharam com um James Bond diferente, de pele escura e fato bem passado – esperem, isso posso ter sido apenas eu, que continuo a sonhar com o Idris Elba nesse papel. Sobretudo, foram anos em que todos nos perguntámos “Será que o Daniel Craig vai voltar a ser James Bond?”.

 

A dúvida persiste desde 2015, ano em que foi lançado Spectre, o último filme da saga. Persiste depois depois de uma polémica entrevista de Craig, onde afirmou que preferia cortar os pulsos a voltar a ser Bond. Posso estar a parafrasear, mas foi mais ou menos essa a ideia que passou.

 

Três anos depois, e com novo filme a caminho, o ator retirou todas as dúvidas numa conversa com Stephen Colbert: sim, ele vai voltar. Não, não teve de cortar os pulsos primeiro.

 

E ainda bem, porque quer queiram, quer não, Daniel Craign foi dos melhores Bond que tivemos nos últimos anos.

 

É verdade que uma parte de mim desejava que Idris Elba fosse escolhido, e não tem nada a ver com o facto de precisarmos de representação das minorias. Acho mesmo que Elba tem o carisma e elegância necessários para o papel. Consigo imaginá-lo como sedutor, mas também como espião icónico que sabe lidar com um bom momento de ação.

 

Contudo, a notícia de que Craig iria regressar não me atrapalhou, ao contrário do que aconteceu com muita gente nessa internet. Seja devido às suas declarações pouco simpáticas, ou à necessidade de sangue novo, ficou tudo muito dividido.

 

A verdade é que desde que Craig foi escolhido, em 2006, sempre houve instabilidade antes de um novo filme. A sua escolha para o papel nunca foi consensual (e começou porque o senhor era loiro de olhos azuis. LOL), porém, os filmes em que participou tornaram-se dos mais rentáveis da saga Bond. A sua prestação e postura também têm sido das mais elogiadas, mas parece que pura e simplesmente não conseguem gostar dele. Sempre que um novo filme é anunciado, surgem cinco nomes para o substituir.

 

Idris Elba é um deles, um favorito há anos. Tom Hardy outro, e até Charlize Theron já foi falada para recomeçar a saga por outra perspetiva. Mas Craig cá fica, por isso alguma coisa tem de estar a fazer bem.

 

Para mim, conseguiu dar um lado de Bond que ainda não tínhamos visto. O espião passou a ser um ser humano com problemas e um passado misterioso, mais do que apenas um mulherengo que consegue sempre salvar o país. É claro que o enredo criado pelos argumentistas e o próprio ambiente trazido por Sam Mendes mais tarde (que realizou Skyfall e Spectre) ajudou a que a personagem tambem evoluísse. Contudo, Craig mostrou-se à altura dessa evolução, e cresceu com o papel.

 

Com a participação em Bond 25 (o nome provisório do filme que tem estreia marcada para 2019), Craig ultrapassa o número de filmes de Pierce Brosnan, e fica a um de igualar Sean Connery.  Apesar de achar que o ciclo está a chegar ao fim, fico feliz que este marco seja alcançado com a sua presença.

 

Em 2019 serão celebrados 25 filmes de Bond. São 25 filmes recheados de ação e história, de uma personagem que tem feito parte das nossas vidas. Não espero um filme como os outros, mas sim algo de especial e acima das expectativas. Por isso, ainda bem que Daniel Craig regressa. Ele fecha um ciclo, mas com pompa e circunstância!

 

 

 

ATUALIZAÇÃO:

Uma versão anterior deste post afirmava que Daniel Craig ia igualar o número de filmes de Sean Connery em Bond 25. A informação está incorreta, pois Sean Connery participou em 6 filmes (o último foi em 1971, Diamonds Are Forever, onde substituiu o estreante George Lazenby, e deu alas à participação de Roger Moore). 

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