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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Christopher Reeve: o eterno Super-Homem

Há figuras que nos ficam na memória. Atores que interpretam personagens icónicas, vilões e heróis que ganham na história um lugar. Christopher Reeve é uma dessas figuras.

 

A maioria conhece-o apenas pelo papel de Clark Kent e Super-Homem, no primeiro filme do heri no grande ecrã, em 1973. À data (e ainda hoje), foi um sucesso. Foi também o primeiro grande super-herói a chegar, e fez acreditar que afinal este podia ser um caminho a seguir. Em muito, a responsabilidade foi de Reeve.

 

Com a sua graça e elegância, conseguiu de uma vez interpretar o herói sem medo, destemido e pronto para a ação, mas também a sua parte humana, desleixada e até gaga. Aliás, Reeve aceitou o papel exatamente porque achava um desafio poder interpretar duas personagens tão diferentes, mas tão iguais, ao mesmo tempo.

 

 

Até porque enquanto ator, o que ele gostava era de ser desafiado. Ao longo da sua carreira, chegou a recusar papéis em filmes de ação que mais tarde se tornaram êxitos, porque considerava os seus argumentos pobres e com pouco para dar à imaginação.

 

Não nos podemos esquecer que estamos a falar de um ator que estudou na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, e que foi um dos únicos dois candidatos aceites no seu ano para entrar na conceituada escola de artes Julliard. O outro? Era Robin Williams.

 

Reeve foi muito além dos papéis que lhe conhecemos no cinema e televisão. No início da sua carreira, esteve numa companhia de teatro shakespeariano, e chegou a fazer parte de uma peça na Broadway com Katherine Hepburn. O senhor não parou, e tudo com a sua extrema dedicação e constante elegância.

 

 

Nem mesmo quando em 1995, depois de um acidente de cavalo, ficou imobilizado do pescoço para baixo. Ativista, continuou a trabalhar e a mostrar-nos que quem corre por gosto, não cansa.

 

Nunca me cansei de ver Chris Reeve no ecrã. É verdade que nas primeiras vezes, era o Super-Homem que estava a ver. Foram quatro os filmes (se bem que Reeve se tenha arrependido dos dois últimos), fora os tantos outros testemunhos que temos do seu talento.

 

Partiu há 12 anos, num 10 de outubro que nasceu mais cinzento. Tínhamos perdido aquele olhar azul que nos fez imaginar além das nossas capacidades. Mas ficaram os filmes, e as personagens. E um sorriso que deixa qualquer pessoa bem-disposta, e alegre por conseguir testemunhar a sua beleza.

 

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