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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Capitão América: Guerra Civil (2016) – heróis em combate

Sinopse: depois dos acontecimentos em Sokovia (no último Os Vingadores: a Era de Ultron), o mundo ressentiu-se: os super-heróis deviam ajudar-nos, ou destruir as nossas cidades e matar os seus cidadãos? Tony Stark (Robert Downey Jr.) é um dos apoiantes de Acordos das Nações Unidas que pretende limitar a ação dos Vingadores, mas nem todos concordam. E começa uma guerra entre os próprios heróis...

 

Ultimamente, tenho tido um problema com os filmes da Marvel: parecem mais do mesmo, com batalhas e prédios destruídos, e tantos personagens que nunca sei qual é o filme que estou a ver. Quando soube que este Capitão América teria como premissa um conflito entre os próprios Vingadores, fiquei com medo – este deixara de ser um filme de Capitão América, e era sim um Vingadores 2.0.

 

Temo que me enganei. Se bem que as minhas expectativas não estavam elevadas, rematei a bola à trave com toda a força; não é que até gostei muito do filme?

 

 

 

Talvez porque, graças a um argumento bem estruturado e equilibrado, as atenções acabam por se concentrar em Steve Rogers (Chris Evans) e na sua demanda de recuperar a única coisa que lhe resta da sua era: o amigo Bucky (Sebastian Stan), ou Winter Soldier, como passou a ser conhecido.

 

E isso é bom. Aliás, é o que se quer. É quase impossível assistirmos a este Guerra Civil sem termos visto primeiro o anterior Soldado de Inverno (2014) e Os Vingadores 2 (2015); os acontecimentos são consequências diretas das ações dos super-heróis nesses filmes. Para os que não viram, bem, podem ficar às aranhas de início, mas conseguem acabar por perceber a ação – o que só demonstra que este foi um pormenor tido em conta.

 

Mesmo com as atenções viradas para o grande representante do povo americano, sendo esta uma guerra civil, é claro que o outro lado da batalha (diga-se, o Homem de Ferro) tinha de ter também o seu destaque. O que acontece, com o devido equilíbrio, mas de forma a que não haja dúvidas: este é um filme sobre os dilemas e valores de Rogers.

 

 

 

 

No fundo, o melhor adjetivo para descrever este filme é equilibrado. A história é equilibrada, bem como as cenas de ação e descrição. Pessoalmente (e esta é uma questão pessoal, vinda de alguém que, por norma, não gosta da forma como são filmadas as cenas de luta corpo a corpo), gostei da forma como os confrontos ficaram registados, dando-nos tanto uma perspetiva próxima da ação, como mais abrangente, de forma a que nunca esquecêssemos o que se estava a passar à volta.

 

Mas acredito que a pergunta nas vossas cabeças seja outra: então e o Homem-Aranha? Aparece mesmo? Está fixe? Ele é porreiro, ou apenas mais um Homem-Aranha para juntar aos outros? Surpreendentemente, posso dizer-vos que a presença do aranhiço foi uma das melhores surpresas. A sua presença não é forçada, e foram inteligentes na introdução feita ao herói. Se tudo correr como aqui, é bom saber que a Marvel está a pensar entrar numa nova perspetiva em relação ao aranhiço, distanciar-se totalmente daquela que conhecemos. Pode ser que não seja mais do mesmo...

 

 

E claro, notamos que surgem personagens que aparecem só porque sim (coitado do Homem-Formiga de Paul Rudd, que até esteve bem no filme stand alone, de 2015), mas isso já acontece por norma nos filmes com mais de duas sequelas - e não podemos ver Guerra Civil como um Capitão América 3, mas sim como uma continuação dos mais recentes filmes que tenham os Vingadores como protagonistas.

 

Mas é um bom blockbuster. É um filme pipoca, com fórmulas mais do que conhecidas por todos nós, mas que consegue no meio disso tudo ter qualidade e ser digno de ver no cinema. Há muito que não dizia isto sobre um filme da Marvel, e sabe bem voltar a senti-lo.