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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Às datas que marcam o Cinema… e os nossos dias

Era 2 de dezembro de 1941. Depois de chegar a Casablanca, em Marrocos, Ilsa Lund entra num café da cidade. Chama-se Rick’s Café Américain, e nele reencontra o seu grande amor, o norte-americano Rick. 

 

Casablanca é um dos filmes mais simples e bonitos que este tempo nos permitiu ver. Uma simples história de amores interrompidos, de lutas numa guerra injusta, de reencontros e separações… Tudo contado ao som da música, e daquela voz grave e misteriosa de Humphrey Bogart.

 

Bogart e Ingrid Bergman são os protagonistas de uma daquelas datas no cinema que deixam uma marca, não só na sua história, mas também nas nossas vidas. O dia 2 de dezembro pode ser apenas mais um dia, a não ser para aqueles que ainda suspiram pelo seu amor, e todos os anos precisam rever o seu reencontro neste dia especial. 

 

 

Há quem assim seja. Eu confesso que existem dias e datas em que gosto de rever alguns dos meus filmes prediletos, seja porque foi a primeira vez em que assisti às suas histórias, seja porque as suas datas são importantes. Por exemplo, ver Harry Potter e a Pedra Filosofal a 31 de julho (o aniversário do próprio Harry e da autora J.K. Rowling) é um ritual. 

 

Por aqui, gosto de usar estas datas especiais para relembrar e escrever sobre alguns dos filmes ou personagens que mais marcaram o meu percurso, ou a minha paixão pelo Cinema.

 

Casablanca é um desses exemplos. Não apenas porque é uma belíssima história de amor (e eu tenho um pequeno grande fraquinho por histórias de amor), mas principalmente porque me mostrou como, às vezes, as histórias e os filmes mais simples, são muitas vezes aqueles que têm mais para nos mostrar. 

 

O mesmo acontece com Eduardo Mãos de Tesoura. Foi a 6 de dezembro de 1990 que estreou em Los Angeles, nos Estados Unidos. Apesar de só em maio ter chegado a Portugal (e de eu ainda nem sequer existir na altura), foi naquele dia que a obra de Tim Burton viu a luz do dia pela primeira vez. 

 

 

Pela primeira vez, a inocência de Edward inundou a vida de alguém. Alguém viu a sua natureza, e a bondade de outros, e pensou na sua própria vida; olhou para si, e pensou se podia fazer algo mais para fazer outro feliz. 

 

São datas que ficam para a História, mas sobretudo, que fazem a nossa história. Mesmo se não soubermos quando é que os filmes foram lançados, ou qual o verdadeiro dia em que duas personagens se conhecem, esse momento mudou um pouco daquilo que somos, e daquilo que gostamos de ver num filme. 

 

Estas datas definem a minha paixão. Algumas delas, mudaram quem sou hoje, porque me ensinaram alguma coisa nova; sou diferente graças às mensagens que me foram transmitidas.

 

São boas datas. Quais são as vossas?