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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Acto I - Cena I

Há muito que deixei de comer pipocas no cinema, o que pode ter origem em duas razões: ou estou cada vez mais imersa na tela e naquilo que ela mostra, ou o preço das pipocas tem crescido demasiado. É, inevitavelmente, um pouco das duas.

 E o que é que isso tem de interessante? Bem, nada, eu sei; não sou a única a não comer pipocas, muito menos a única sem dinheiro para as comprar. E perguntam-se se pretendo escrever todo um texto sobre a minha falta de dinheiro... Na verdade, não, mas só porque para isso temos os telejornais.

 Ir ao cinema e não comer pipocas pode dar aso a tantas aventuras como ir ao cinema e tentar equilibrar dois pacotes numa só mão, enquanto a outra leva o copo de Coca-Cola; pode, até, ser tudo aquilo que precisamos para passar toda uma hora a pensar como é que alguém consegue conceber comer de boca aberta quando todos os outros tentam (ou melhor, deviam tentar) ouvir o filme que está a dar naquele ecrã gigante à nossa frente.

 Sejamos francos: o cinema em si dá-nos as melhores aventuras que podemos desejar! Já aconteceu ter de levar com o ressonar de um espetador mais ensonado, ficar com pesadelos devido a cenas de sexo entre pessoas e automóveis (sim, com o automóvel, não dentro dele), ou ter de levar com meninas aparentemente entendidas que a meio do filme gostam de dizer alto e bom som que a Katniss devia ficar com o Gale porque é muito mais giro do que o Peeta. Meninas, há coisas incontestáveis na vida: o amor de mãe é eterno, não sobrevivemos sem oxigénio, e a Katniss ter de ficar com o Peeta, e apenas com o Peeta, são algumas delas.

 Por que é que não comer pipocas não pode ser uma aventura tão válida quanto essa?

 Gosto de falar sobre as minhas aventuras no Cinema, em casa ou em qualquer outro local em que esta arte me presenteia com as suas maravilhas. Gosto de falar, cheia de amor, de escárnio e definitivamente de maldizer. Gosto até de relatar aqueles momentos em que miúdas irritantes quase que me falam ao ouvido na sala de cinema, ou quando o David O. Russell não me põe a dormir porque decidiu colocar a Jennifer Lawrence no filme (e é impossível dormir quando ela está no ecrã), bem como um Bradley Cooper com caracóis. Entre isso e o capachinho do Christian Bale, acho que temos já pano para mangas.

 Eu posso ter ido ao cinema e não ter comido pipocas, seja por que motivo for, mas, definitivamente, saí de lá com uma história para contar. Qualquer dia, escrevo um argumento e passo ao Michael Bay para realizar. Desde que tenha umas explosões, ele com certeza há-de conseguir fazer alguma coisa dele. Até lá, vou escrevendo umas parvoíces.