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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

80 anos de Branca de Neve e amor pelos filmes de animação

Hoje, 21 de dezembro de 2017, a Branca de Neve faz 80 anos. 80 anos, senhores! Faz hoje 80 anos que o mundo ficou a conhecer a sua imagem, e dos seus amigos Sete Anões.

 

São 80 anos de magia, de desenhos animados a cores e da importância dos filmes de animação no mundo do Cinema – e nas nossas vidas.

 

Quando somos crianças, mais do que em adultos, todos gostamos de filmes e desenhos animados. Não existe criança que não tenha o seu filme preferido, que não delire com as suas personagens, ou até que não cante as suas canções.

 

Mas mais do que encantadores de bebés, são filmes que nos tocam ao coração mesmo quando somos adultos.

 

 

A 21 de dezembro de 1937, o mundo conheceu a primeira longa-metragem de animação de sempre, e a cores. Bem, uma das primeiras. A verdade é que outras tinham aparecido, da Disney e de outros estúdios, desde o início dos anos 1930. Porém, a Disney foi a primeira que conseguiu criar um filme interior apenas utilizando desenhos à mão, e não silhuetas ou recortes 3D.

 

Para a altura foi um feito. O público já tinha ficado rendido às suas histórias, que surgiram mais afincadamente a partir de 1928 com o lançamento de Steamboat Willie. Já outros estúdios produziam histórias do género, já outras personagens tinham surgido, já outros filmes tinham sido divulgados.

 

Mas Branca de Neve era diferente. Era a prova de que havia a capacidade para animar desenhos, que as pessoas queriam vê-los animados, e que estavam dispostas a estar tanto tempo dentro de uma sala para ver criaturas desenhadas num papel.

 

E era a primeira princesa da Disney.

 

Em 80 anos é inegável ver que muita coisa mudou. O Cinema já não é visto tanto como uma curiosidade ou novidade, mas como uma arte que precisa ser constantemente avaliada e evoluída. Hoje vemos o Cinema como lazer e entretenimento, mas também como verdadeira paixão e amor por aquilo que vemos.

 

Já não se trata apenas da novidade de vermos desenhos a dançar e a cantar a cores.

 

Queremos histórias com pés e cabeças, filmes que pensem fora da caixa (“WHAT’S IN THE BOOOOOOX?” Desculpem, não resisti), e algo que nos maravilhe. Queremos cores garridas, queremos cinematografia extraordinária, queremos elevar a fasquia.

 

Há 80 anos atrás, Branca de Neve conseguiu ultrapassar qualquer fasquia que existisse. E foi um ótimo prenúncio para a Disney, que percebeu que isto de animar bonecos podia dar dinheiro.

 

 

Os filmes de animação têm hoje uma dimensão e importância muito próprias, seja no que toca às suas histórias e como são contadas, mas também tecnica e tecnologicamente.

 

Foram 80 anos de evoluções, em que vimos que os filmes podem ser para toda a família. Em que choramos, rimos e encontramos piadas que funcionam para todos. Em que os a forma como os filmes são feitos é tão complexa (ou mais ainda) do que se tivessem pessoas. A sua importância, e o nosso amor por eles, é o mesmo. Até ainda hoje considero que O Rei Leão é dos filmes mais bem feitos de sempre.

 

A Branca de Neve pode até nem ser o nosso filme de animação preferido. Pode até nem ter sido mesmo o primeiro primeiríssimo, mas é símbolo de um modelo que tem sabido crescer, e com o qual temos crescido mesmo depois de adultos.

 

Os nossos parabéns mais sentidos!

 

E vocês, qual é o vosso filme de animação preferido?

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