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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

50 sombras de sono

Eram 23h30, sensivelmente. Deitei-me no sofá, como tantas outras vezes, pensando que podia ver um filme antes de adormecer. Não sabia eu que pouco faltaria para tal acontecer.

 

Alguém mudou de canal. Estava a dar As Cinquenta Sombras de Grey. Ninguém mudou novamente, e por isso resignei-me: seria esse o filme da minha noite.

 

Ainda eles não se tinham beijado (ou será que beijaram e não vi?) quando alguém me abana. “Vai para a cama,” disseram. “Estás a dormir.”

 

Foram 20 minutos de filme. Desses 20, comecei a ver com 10 minutos de atraso. Foram 10 minutos de uma Anastasia bêbeda e de um Christian com a mania que é bom para o meu subconsciente achar que não merecia tanta ação... E quem sou eu para ir contra ele?

 

Tentei combater o sono. Afastei quem me acordou, convicta de que, pelo menos, conseguiria chegar à parte em que ele lhe mostrava o quarto vermelho. O facto de estar com os meus pais e de saber o teor da história não me demoveu; só mesmo aquela ação cheia de pokerfaces e falta de personalidades.

 

É impossível fazer uma crítica a um filme do qual vi apenas 10 minutos. É igualmente errado da minha parte dizer que é mau porque me fez adormecer, quando na verdade eu sei que foi o facto de me ter levantado cedo. Tudo isso é verdade, mas também o é a falta de encanto e vontade que aqueles 10 minutos de filme me proporcionaram.

 

Foram 10 minutos atrozes. Ela tentou fazer papel de bêbeda, ele manteve um semblante que só pode rivalizar com o de Kristen Stewart. Confesso que nunca li As Cinquenta Sombras de Grey na totalidade, e o que conheço vem da leitura de alguns trechos (nenhum deles com muita informação sobre as personagens, mais sobre as suas ações) e de muitas passagens na internet.

 

No entanto, mesmo com parcos conhecimentos, sei o suficiente para saber que não é a minha cena. Uma história sobre uma virgem que acha que descobre o amor quando encontra um homem que, basicamente, a obriga a fazer o que ele quer? A feminista em mim acha um pouco estranho que tal aconteça, sobretudo porque li todos os livros da saga Crepúsculo e sei muito bem que isso pode levar a bebés disfuncionais.

 

Estes 10 minutos de filme (eu gosto de dizer 20 só para parecer que aguento mais do que aquilo que realmente aguentei) não me inspiraram confiança. Mas gostava de lhe dar uma oportunidade, nem que seja porque agora sei que pode resultar dali uma boa noite de sono. Talvez seja a minha resposta para as insónias...

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