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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Hollywood e Pirelli - uma combinação de sucesso

Todos os anos, por esta altura, o mundo da Moda (e os senhores, sobretudo) ficam à espera do calendário Pirelli do ano seguinte. Há 50 anos que o calendário existe, e é já um marco na empresa automóvel. Mas se em anos anteriores as mulheres nuas em cenários paradisíacos marcavam as suas páginas, agora é uma verdadeira obra prima. E este ano, são as atrizes de Hollywood que o protagonizam.

 

Helen Mirren, Kate Winslet, Nicole Kidman, Uma Thurman e Julianne Moore são algumas das atrizes escolhidas para o calendário de 2017 - cujas imagens podem ver no final do artigo. Estão vestidas, em fotografias a preto e branco captadas por Peter Lindbergh, e não há Photoshop ou programas de edição que as tornem perfeitas. 

 

Mas essa foi precisamente a ideia de Lindbergh. O fotógrafo quis mostrar um outro tipo de mulheres sexy, que vão além dos saltos altos e bikinis. Escolheu as suas atrizes preferidas, e quis mostrar-lhes a alma.

 

Neste mundo de caos, violência e injustiças, é bom celebrar as pequenas vitórias. Apesar do maxismo que ainda existe, há um pouco mais de tolerância, e uma importância cada vez maior em  celebrar os nossos corpos tal como são: perfeitos.

 

O Photoshop, se bem que continua a ser utilizado e abusado, já deixou de ser regra; mudanças drásticas no corpo de modelos já são vistas com maus olhos, e criticadas por toda a gente.

 

O Calendário Pirelli sempre foi um dos sítios em que tal acontecia; a mulher era para ser vista e apreciada pelo seu corpo, pela sua sensualidade fácil e sexualidade. Tudo tinha de estar perfeito, e para isso as modelos tinham de ser esculturais, sem marcas no corpo, sem rugas ou pequenos testemunhos de gordura e celulite.

 

Todos (e sobretudo todas) sabemos que isso é irreal. Raras são as mulheres sem qualquer imperfeição no corpo, se é que existem.

 

Ao longo dos anos, essa tem sido uma perspetiva cada vez mais defendida. O facto de um marco tão importante de sensualidade feminina como o calendário Pirelli mostrar isso mesmo, só nos faz ver que as mentalidades podem finalmente estar a mudar. Já o ano passado, outras atrizes, como Amy Schumer, participaram para mostrar corpos reais.

 

Desta vez, as atrizes foram a inspiração e protagonistas de um movimento que, sem o ser, nos tem inspirado. Elas expressam com o seu corpo aquilo que sentem, e vemos nele, e no seu olhar, a sua história. São mulheres confiantes, poderosas e com noção de quem são, do que representam, e muito femininas.

 

Serão estas mulheres menos sensuais do que aquelas que apareciam nos primeiros calendários?

 

 Nicole Kidman

 

Julianne Moore

 

Backstage da sessão com Alicia Vikander

 

Uma Thurman

 

Robin Wright

O Herói de Hacksaw Ridge (2016): um hino à não-violência

Sinopse: Desmond Doss (Andrew Garfield) é um jovem americano que todos os dias vê no pai as consequências da guerra. Mesmo assim, e apesar de ter jurado nunca matar ninguém nem pegar numa arma, voluntaria-se para ser socorrista na II Guerra Mundial. Apesar de toda a sua divisão ter duvidado das suas capacidades, é considerado um herói depois da Batalha de Okinawa.

 

 

Digam  o que disserem sobre Mel Gibson, uma coisa é certa: o senhor sabe fazer filmes! Já o tinha mostrado nos anos 90 (sendo Braveheart a sua grande obra), e voltou a fazê-lo em 2004 com A Paixão de Cristo - um filme que considero genial, mas que nunca mais vou rever na vida.

 

O Herói de Hacksaw Ridge é o regresso do Gibson realizador, com a crueza a que já nos habituou, o que faz deste um dos grandes filmes do final de 2016. E sobretudo num mundo em que a violência parece não ter fim, dar a conhecer um herói que foi para a guerra salvar vidas, é uma mensagem de grande valor.

 

A história de Doss, ainda por cima, é verídica. Foi o primeiro soldado norte-americano a receber a Medalha de Honra (a maior honra militar nos Estados Unidos) exatamente por não ter empunhado uma arma durante o serviço. Mais: durante e depois da batalha, salvou 75 soldados enquanto socorrista, mostrando-se mais corajoso do que aqueles que o questionaram, e se viam protegidos por detrás das armas.

 

Gibson tenta pôr uma “divisão” na história - existe um antes e um durante a batalha. À primeira vista, pode parecer deixar o filme desequilibrado, com cenários muito pacatos na primeira parte, e o caos, barulho e destruição na segunda. Porém, vejo essa diferença como propositada; ele quer mesmo mostrar-nos o contraste entre a vida que temos em casa, e os momentos intermináveis de medo, caos e morte que os soldados veem todos os dias; aquilo de abdicaram, e a sua nova vida. Sobretudo no caso de Doss, é um contraste necessário, já que ele se voluntariou para estar ali.

 

A noiva de Desmond, Dorothy

 

Mais do que o contraste, Gibson não tem medo de mostrar os horrores que Doss, ou qualquer soldado em tempo de guerra, viu. Há tripas no chão, corpos desmembrados, tiros que libertam litros e litros de sangue, carros que transportam mais corpos sem vida do que aqueles que conseguimos contar - sem máscaras, fumos ou efeitos especiais para disfarçar o que é desagradável. É, como já disse, cru, e uma das coisas que faz dos filmes de Gibson tão genuínos.

 

Nem todos têm coragem para mostrar um campo de batalha assim. Nem todos têm coragem para vivê-lo, e Doss foi um dos que a teve, com uma bela interpretação de Andrew Garfield. Apesar da sua cara de miúdo, Garfield só precisa de um olhar para mostrar toda a determinação, medo, paixão e agradecimento de Desmond. Ele conseguiu dar uma dimensão muito real a Doss, como se estivesse mesmo a viver tudo aquilo.

 

Aliás, todos os atores deram uma dimensão forte às suas personagens. Há um Vince Vaughn surpreendente enquanto Sargento, e um Hugo Weaving extraordinário. Weaving interpreta Thomas Doss, pai de Desmond, de uma forma intensa e quase animalesca.

 

 

Mas não há como negar o toque de Mel Gibson ao juntar estas interpretações, com uma história poderosíssima. Conseguiu criar um importante testemunho, a que todos deviam assistir. Até porque, mais do que ser importante mostrar a crueldade da guerra, e o heroísmo de Doss, nota-se uma preocupação da equipa em dar-nos a conhecer uma história o mais próxima da realidade possível.

 

Há um murro no estômago quando começamos a ver imagens reais de Desmond, e a ouvir a sua voz - como se até ali, não passasse mesmo de um filme. Afinal é mesmo verdade; ele ajudou mesmo todos aqueles soldados, viu tudo aquilo à sua volta, e sobreviveu para contar a história.

 

Ficamos frente a frente com a vida real, em que tirar uma vida se torna banal. Em que o ódio nasce sem percebermos como, e as armas mostram-se indispensáveis. Afinal, fazemos das ruas um campo de batalha.

 

“With the world so set on tearing itself apart, it don't seem such a bad thing to me to want to put a little bit of it back together.”

 

Ninguém diria que estas palavras têm 66 anos.

Silêncio, que Martin Scorsese está de volta

Duas décadas. Duas décadas foi quanto demorou a produção do novo filme de Martin Scorsese, Silêncio. Mas duas décadas depois o filme está finalmente a chegar às salas de cinema, e o primeiro trailer chegou esta semana.

 

Foram anos de batalha para Scorsese. O seu desejo era adaptar o romance de Shusaku Endo, sobre a viagem de dois jesuítas portugueses que queriam converter a população japonesa ao cristianismo. Mais do que isso, os dois (interpretados por Andrew Garfield e Adam Driver) querem encontrar o seu mentor, interpretado por Liam Neeson. E tudo isto podemos ficar a conhecer no último e único trailer lançado até agora.

 

 

 

A um mês do lançamento do filme, que está agendado para 23 de dezembro, é um trailer tardio. Aliás, pouco se sabia sobre a produção, além de algumas imagens que foram divulgadas há uns meses.

 

Talvez Scorsese quisesse deixar mesmo tudo em segredo. Até porque é claro que o realizador está com esperança de ser premiado com qualquer coisa – o filme vai ser lançado antes de 2016 terminar para poder ser eleito na época de prémios de 2017.

 

Honestamente, não o condeno. Este filme tem tudo para ser uma epopeia épica, e o senhor merece ser recompensado pelas décadas de produção. Depois de ter escrito o argumento, houve mudanças de elenco, atrasos, conflitos de agenda... Tudo o que podia acontecer para que o projeto de uma vida não chegasse a ver a luz do dia.

 

Mas chegou, e nós vamos ter a oportunidade de assistir. Com tanto falatório, e tanto desejo da parte de Scorsese para pôr este filme a andar, só consegui esperar algo fora de série. Apesar de não gostar de manter as expectativas demasiado elevadas, é impossível não acontecer neste caso. Por isso, é um dos filmes que mais espero no fim de 2016, início de 2017 - foi até um dos destaques do nosso especial Adeus, 2016 - O que ainda nos falta ver.

 

E ter Andrew Garfield e Adam Driver a dizer “Ferreira” com aquele seu sotaque? Não tem preço!

 

LIVROS QUE DERAM FILME: A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares

A princípio, a trilogia literária de Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children não me chamou à atenção. Li uma sinopse algo confusa e rapidamente a risquei da minha to-read list. Mas, há uns tempos, deparei-me de novo com os livros e dei-lhes uma segunda chance, tentando descobrir o que toda a gente adorava e o que, no final, deu a Hollywood a vontade de fazer um filme sobre eles.

 

 



E não era apenas um filme qualquer: contava com Tim Burton na realização! Ora, não sei se já se deram conta mas, por norma, somos grandes fãs do velho Tim aqui no blog. Beetlejuice e Eduardo Mãos de Tesoura encantaram as nossas infâncias, em Batman vimos um lado mais negro dos super heróis, e em animações como A Noiva Cadáver pudemos maravilhar-nos com a magia do stop-motion.

 

Por isso, como podem imaginar, comecei a ver este filme com expectativas altas. A isso juntava-se o facto de o elenco contar com Eva Green, Judi Dench e Samuel L. Jackson e de ter gostado bastante dos três livros.

 

5 minutos depois de ter começado a ver, já o odiava.

 

E não, não estou a exagerar. Já escrevi aqui antes sobre verdadeiras misérias cinematográficas (cliquem lá em cima em Drive In para saber mais), mas esta ultrapassa tudo o que eu achava possível. Das duas uma: ou Tim Burton está a passar mal com o divórcio (ele e a maravilhosa Helena Bonham-Carter separaram-se há uns tempos) ou então teve uma crise de meia idade e pediu a Johnny Depp o que quer que seja que ele fume para se entreter.

 

Garanto-vos: mesmo que nunca tivessem lido os livros e fossem ver este filme sem saber quem era o realizador, nunca diriam que tinha saído das mãozinhas de Tim Burton.

 

A coisa começa logo mal com uma pequena troca de personagens. Sim, talvez seja relativamente insignificante, mas para quem leu o livro antes é só um pet peeve. Esse pet peeve passa a completa irritação quando descobrimos que o interesse amoroso do personagem principal, assim como praticamente TODAS as crianças peculiares, sofreram de uma operação plástica à Hollywood, e são em tudo diferentes do Ransom Riggs nos descreve ao longo da trilogia.

 

 

Sim porque estas 2 horas e 6 minutos de filme são uma amálgama nojenta dos três livros. Ou seja, faltam milhentos pormenores importantes e, os que efetivamente decidiram colocar, mudaram-lhes a essência.

 

Mas as mudanças não ficam por aqui: apesar de haver a indicação de que este filme é baseado nos livros, a verdade é que o argumento acaba por ser original, de tantas invenções idiotas que tem. Só posso assumir que também a argumentista, Jane Goldman, deve ter ido para os copos com o realizador e chegou a casa prontinha para escrever esta real bosta. E também à semelhança de Tim Burton, Jane Goldman é responsável por êxitos como Kick-Ass, Kingsman: The Secret Service e X-Men: Days Of Future Past. Como é que dois seres humanos com milhares de dólares em box office entre eles conseguem fazer tanta porcaria em apenas um filme?

 

Mas há mais culpa para distribuir! Não sei quem é o diretor de casting, mas Asa Butterfield para Jacob não foi, na minha opinião, uma boa escolha. É demasiado molengão e mortiço para um papel que envolve um personagem que, apesar de algo tímido, tem algo nele de especial, aquela chama que o torna o herói que salva o dia. Além disso, o jovem deu uma de Kristen Stewart e só nos mostrou uma expressão facial durante todo o filme, que podem ver na foto abaixo.

 

 

Vá, nem tudo é horrorosamente mau: salvam-se Eva Green, que encarna Miss Peregrine com uma classe que só a ela lhe pertence, e Samuel L. Jackson, que é… enfim, é Samuel L. Jackson.

 

Porém, são mais de 120 minutos de película sem nexo, em que uma ação se encadeia com a seguinte de modo supersónico, e que, infelizmente, não conta com uma edição à medida. Um argumento completamente inventado com, na sua maioria, atores que não lhe fazem jus (nem podiam, because it sucks!!), e efeitos especiais que, francamente, tinham um ar de 2009.

 

Fica o conselho: se leram os livros, poupem duas horas da vossa vida e não vejam o filme; se não leram e querem muito ver, esqueçam tudo o que sabem sobre Tim Burton e a sua genialidade gótica - não vão encontrar nada disso aqui.

 

Por DeLorean

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ZOOM IN: O império de Rocky Balboa

(Este texto requer banda sonora. Mas sintam-se à vontade para pausar, no final do artigo)

 

Rocky Balboa não é apenas o nome de uma personagem cinematográfica. Ele é quase uma instituição, uma inspiração de alguém que lutou para chegar aos seus objetivos, e conseguiu sempre ultrapassar as dificuldades. É o testemunho de resiliência.

 

Tal como é o seu criador e cara, Sylvester Stallone. A verdade é que a maioria de nós olha para Stallone como um ator que tem jeito apenas para este tipo de papéis durões e sem grande sumo. A sua biografia no site IMDB diz isso mesmo: ele nunca será recordado pelas suas grandes capacidades de interpretação, mas é conhecido de todos e nunca será esquecido.

 

 

O que muitas vezes nos esquecemos é que Stallone vai além desse durão. Ele é argumentista, realizador e produtor, e se há testemunho do seu talento, é Rocky.

 

A 21 de novembro de 1976, estreava aquele que seria o primeiro filme de uma saga que percorreu gerações. O protagonista era Rocky Balboa, um italo-americano sem grande jeito para outra coisa que não o boxe. É no boxe que faz carreira, mesmo quando mais ninguém esperava que conseguisse. Mas consegue, e torna-se no campeão do povo.

 

É uma personagem icónica, criada por Stallone. O argumento foi escrito pelo ator, e poucos acreditavam no sucesso do filme. Tinham sido 28 dias de filmagens, com uma história banal que ia do boxer sobrestimado, à história de amor improvável.

 

 

Era também improvável o seu sucesso, mas a verdade é que, alem dos milhões que arrecadou em bilheteiras de todo o mundo, Rocky conseguiu ganhar o Óscar da Academia para Melhor Filme, Melhor Realização (para John G. Avildsen) e Melhor Edição. Stallone esteve ainda nomeado para Melhor Argumento e Melhor Ator, entre outras nomeações que o filme recebeu.

 

Foi o início de um império, que ainda tem poder nos dias que correm.

 

O sucesso de Rocky… e de Stallone

 

Hoje, existem sete filmes ligados ao universo de Rocky, seis deles com argumento original de Stallone. Quatro contaram ainda com a realização do ator, que conseguiu triplicar as suas funções – realizador, argumentista e protagonista.

 

Não há ninguém que conheça Rocky tão bem quanto ele. Mais do que criador, Stallone é o corpo, a voz e a alma de Rocky, e muito do que nos fez gostar tanto da saga vem da sua motivação e vontade. É genuino, humilde, mas lutador e senhor dos seus valores; sabe quanto vale, e aquilo de que é capaz, e não há ninguém que lhe diga o contrário. Não é inspirador?

 

Quem ler estas palavras, pode julgar que está a ler sobre o próprio Sly. Ele também não desistiu, e sabia que esta história tinha valor. Foi por isso que conseguiu produzir cinco sequelas, que acompanharam as várias fases da carreira de Rocky… e da sua própria. Houve a confirmação do valor do campeão comum título mundial em Rocky II, das suas dúvidas sobre se deve continuar em Rocky III. Em Rocky IV, onde começou um declínio da crítica, já existe quase um “esticar da corda”, e finalmente em Rocky V ele mostra que sabe lidar com as críticas com um bom soco no estômago.

 

Em Rocky IV, Rocky foge da reforma para lutar contra Ivan Drago (Dolph Lundgren), um boxer da URSS que desafia o norte-americano para um combate.

 

 

A redenção chega em Rocky Balboa, 16 anos depois de se ter retirado. Há ainda espírito em Rocky, e um público que o quer ver, tal como há um público para Stallone. Eles andam de mãos dadas, lado a lado.

 

O futuro

 

2015 trouxe outra novidade: Creed, o sétimo filme da série e o primeiro que não conta com argumento de Stallone. Estamos perante um passar do testemunho, em vários aspetos: tanto no protagonismo, como no rumo da história.

 

 

Sly continua presente, mas desta vez enquanto mentor. Não só mentor de Michael B. Jordan, o novo protagonista, mas também na forma de Rocky. O Rocky que conhecíamos envelheceu, esqueceu aquele mundo e já estava tudo bem no seu interior. Mas tal como o próprio Sly não consegue esquecer os seus momentos de glória, Rocky também não, e aceita treinar Adonis Johnson, o filho do seu antigo rival Apollo Creed.

 

Viver sobre a sombra de um nome não é fácil. É isso que percebemos em Creed, não só pela própria personagem principal (que tem de viver com as expectativas do público, que quer fazer dele um herói como o pai), mas do próprio Stallone. Desde 1976 que criou um paralelismo entre si, e Rocky; é como se o boxer fosse o espírito alternativo do ator, e se um regressa, o outro tem de regressar.

 

Para mim, Rocky será sempre uma forma de Stallone trazer cá para fora as suas próprias questões e vontades. Mas não vejo mal nenhum nisso; mesmo sendo uma catarse, ele trouxe-nos com ela uma saga que consegue percorrer gerações, e ainda fazer sentido. Vai existir sempre alguém que se identifica com Rocky, e alguém que se inspira nas suas batalhas (literais e metafóricas).  

 

Aliás, é assim que sabemos que estamos perante uma história vencedora, e que vai durar: não nos cansamos de saber mais sobre ela, e olhamos para as suas personagens como parte da nossa história também. 

 

Sim, Sly, tu conseguiste isso. Criaste um ícone, e uma história que fará sempre parte do nosso imaginário e reportório. Mesmo que não sejas o melhor ator do mundo; isso são "peaners", como diz o outro. E essa vitória, ninguém te a tira. 

 

 

Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los (2016): um regresso

Sinopse: Newt Scamander (Eddie Redmayne) é um magizoologista que viaja para Nova Iorque em 1926 com uma estranha mala. Nela, vivem todas as criaturas que capturou ao longo dos anos para estudar, cuidar e proteger. Mas a comunidade de feiticeiros nos Estados Unidos é muito conservadora, e teme tudo o que possa expô-los aos No-Maj. A chegada de Newt coincide com estranhos eventos que têm aterrorizado a população. Quem estará por detrás?

 

 

Vamos pôr os pontos nos is: toda a gente sabe que sou fã de Harry Potter. Mais do que ser fã, sou daquelas que acredita que as personagens existem, que aquele mundo existe, quiçá num mundo paralelo ao nosso. Eles são meus conhecidos, sei tudo sobre eles, e adoro-os profundamente.

 

Por isso, sim, eu queria muito ver este filme. Não porque as minhas expectativas fossem elevadas (eram qb), mas porque ia finalmente regressar ao mundo mágico que tanto me tem acompanhado ao longo dos anos (não vamos contar com Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, por favor). Estava receosa de não gostar, e por isso foi bom sair da sala de cinema com um sorriso nos lábios.

 

Isto não é o Harry Potter. É o mesmo mundo, claro, mas está longe daquela magia quente de Hogwarts, e das histórias de amizade e amor a que estamos habituados. Não que não existam; esses são valores muito apreciados por J.K. Rowling, e é natural que, na sua primeira aventura como argumentista, fizesse também essas referências.

 

Estão sobretudo presentes nos quatro protagonistas. Newt, a antiga Auror Tina (Katherine Waterson), a sua irmã Queenie (Alison Sudol) e o No-Maj Jacob (Dan Fogler) são uma força movida pela amizade recente, e são importantes uns para os outros. Da mesma forma, as consequências da ausência de amor também é um importante aspeto deste Animais Fantásticos, por isso sabemos que o toque de Rowling está mais do que presente.

 

 

Não só por aí: os diálogos pungentes, o equilíbrio certo entre humor (e há tantos bons momentos), drama, romance e ação, a construção das personagens... tudo nos indica de que sim, este é o mundo a que estamos habituados. Para primeira tentativa, Rowling conseguiu criar uma história que não é cansativa, com as reviravoltas certas.

 

Claro que foi bom ter ao seu lado David Yates, o realizador responsável pelos últimos quatro filmes da saga Harry Potter, e David Heyman e Steve Kloves na equipa de produção - tudo pessoas que conhecem este universo como ninguém. Visualmente, além de ser um filme muito forte e bem conseguido, algumas passagens fazem-nos lembrar os primeiros filmes. E isso é bom.

 

O casting é que foi uma das coisas mais criticadas ao longo da produção. A grande maioria dos fãs tinha medo da escolha de alguns atores, sobretudo de Colin Farrell e Johnny Depp (que apesar de ter um papel mais importante no segundo filme, foi confirmada a sua presença na primeira parte). Depois deste primeiro Animais Fantásticos, eu quero ter fé. Todos os atores deram um cunho muito especial a cada uma das personagens. E a verdade é que é um elenco de luxo.

 

Sim, fiquei muito feliz com o que vi. Houve palmas no final (instigadas por mim, devo admitir!). Penso que muitos sentiram o mesmo que eu: é como estar fora da nossa cidade depois de umas férias muito longas, e finalmente vermos os seus prédios da janela do avião; há nostalgia, há calor no coração, e sobretudo uma saudade que deixa de ser saudade.

 

Mesmo para quem não conhece, é um bom filme, completo e com um ótimo ritmo. 

 

 

Um niffler, uma das criaturas de Newt, e uma das melhores personagens

deste Animais Fantásticos! 

 

Não, não temos Harry nem Hogwarts, mas conhecemos todas aquelas personagens. Sabemos o que pode acontecer a seguir, porque conhecemos as datas, e os grandes acontecimentos do mundo mágico. Sabemos quem é Grindelwald, e a sua importância, e que Dumbledore tem mesmo de aparecer nos próximos filmes. Sabemos as ligações entre as personagens.

 

Mas ainda temos muitas questões. Foi bom sair da sala e comentar todas as revelações e tentar prever o que vai acontecer nos próximos quatro filmes - J.K. Rowling já confirmou que serão ao todo cinco filmes, que cobrem um espaço de 19 anos. E isso dá-nos tantas possibilidades...

 

Daqui a uns anos, acredito que a saga de Animais Fantásticos vai estar para o Harry Potter como as trilogias de Star Wars: vamos assistir primeiro a uma, e depois a outra para ver como tudo começou (mas desta vez, em bom). Cá estaremos para receber cada um dos filmes de braços abertos.

 

Obrigada, J.K. Rowling.

 

6 filmes de domingo para ver no sofá

Quarta-feira é um dia péssimo. Estamos a meio da semana, mas sentimos que ainda falta uma eternidade para chegar o fim de semana. A energia começa a falhar, os olhos começam a cair, e só pensamos em todas as coisas boas que vamos fazer no sábado e domingo.

 

Trazemos então para este dia um cheirinho de fim de semana! Principalmente quando são dias mais cinzentos e pouco convidativos para passear, é bom ter um plano B. E o plano B costuma ser pôr um daqueles filmes de domingo a dar, pegar na manta e nas pipocas, e ficar o resto da tarde resfastelado no sofá.

 

Quem não gosta de um bom filme de domingo? Daqueles simples, sem grandes artifícios, cheios de ação, ou que então nos façam rir e chorar.

 

Por isso, se já estão a fazer planos para o fim de semana, aqui ficam algumas sugestões para o tal plano B. Digam lá que não vão dar jeito…

 

 

O Amor Acontece (2003)

 

 

Celebrou esta semana 13 anos de vida, e é já um clássico nesta altura do ano. Se os centros comerciais já podem estar decorados com enfeites de Natal, também já podemos ver O Amor Acontece sem nos sentirmos culpados!

 

É um dos meus preferidos da quadra natalícia… e da vida! Segue a história de oito casais, que se encontram e desencontram nesta altura do ano. As histórias são tão variadas que de certeza que nos identificamos com pelo menos um deles.

 

Acredito que é isso que faz de O Amor Acontece um filme tão querido no coração de tanta gente; faz-nos mesmo acreditar que, a qualquer altura, o amor surge de tantas formas diferentes, que está sempre presente. E claro, porque há um Colin Firth a falar português.

 

Die Hard (1988)

 

 

Querem melhor filme de domingo do que este? Não, não há. Ação sem parar, um vilão do camandro, e Bruce Willis a salvar toda a gente. melhor filme de domingo que este, só Die Hard 3, com Jeremy Irons e Samuel L. Jackson (e o meu favorito da saga).

 

Ficamos pelo primeiro, não só porque é um dos que menos vezes passa na TV, mas também porque é a introdução aquele Yupi-Kai-Yey que tanto nos tem encantado ao longo dos anos. Não tem muito que saber: Hans Gruber, um terrorista alemão, sequestra os convidados de uma festa de Natal em Los Angeles (eu juro que esta não é uma lista de filmes de Natal). O único capaz de salvar toda a gente é John McClane, policia de Nova Iorque. 

 

Quando quero um filme cheio de ação, só para ouvir tiros e gajos a cair no chão, Die Hard é um dos eleitos. 

 

A Melhor Despedida de Solteira (2011)

 

 

Passemos agora para a comédia. A um domingo, nada como um filme que nos faz rir a bom rir para passar a tarde no sofá. A Melhor Despedida de Solteira é um desses filmes, não fosse estar repleto de senhoras cheias de graças, e com graça.

 

Tudo começa quando Lillian (Maya Rudolph) é pedida em casamento. A partir daí, começa uma luta de poderes entre damas de honor: a sua melhor amiga, Annie (Kristen Wiig) e uma prima do noivo, interpretada por Rose Byrne.

 

É um filme de Paul Feig, e o argumento foi coescrito por Kristen Wiig. Por isso sim, há muita comédia, e a promessa de uma tarde muito bem passada.

 

A Culpa é das Estrelas (2014)

 

 

Precisamos sempre de um filme para chorar, não é? A Culpa é das Estrelas é para isso mesmo. Vamos rir, vamos chorar, vamos querer atirar com qualquer coisa contra o ecrã… para perceber que não conseguimos, queremos continuar a ver.

 

Não fosse esta a história de dois jovens com cancro, que encontram o amor pela primeira vez. Vivem tudo como se a sua vida fosse acabar amanhã, e nós ficamos angustiados por nunca saber o que vai acontecer.

 

Eu vou confessar que tenho um fraquinho por este filme. Li o livro, escrito por John Green, e tornou-se um dos meus prediletos. É genuíno como poucos são, e muito puro. Por isso, ideal para qualquer domingo mais chuvoso.

 

Hot Fuzz (2007)

 

 

Regressamos à ação… e à comédia. Este é um dos meus prediletos quando preciso de passar um bom tempo. Aliás, toda a trilogia do Cornetto (três filmes escritos por Edgar Wright e Simon Pegg) é perfeita para estes momentos, mas Hot Fuzz tem um encanto especial.

 

É uma confusão épica, com armas, piadas e cenas aleatórias. Parece idiota, porque é idiota, mas um idiota bom, que nos faz rir e esquecer todos os problemas.

 

O que saiu da mente destes dois senhores foi a história de um polícia londrino de excelência, que é destacado para uma pequena vila do interior. Quando tudo parece pacato, vê-se envolvido numa conspiração que envolve vários habitantes. Ficamos encantados!

 

Deadpool (2016)

 

 

Não podia deixar de colocar um dos meus preferidos deste ano: Deadpool! Há de tudo: ação, comédia, super-heróis, drama, romance… Não há como não ter um domingo mais feliz e animado depois de ver este filme.

 

E não apenas porque Ryan Reynolds aparece (até porque metade do filme está mascarado). Apesar de Deadpool ser Reynolds, ele é apenas uma parte; aquele argumento, a realização extraordinária, e uma edição fantástica fazem deste um filme otimista e ideal para todos os dias.

 

Por isso, vejam e revejam nesses dias em que não há nada para fazer. Vão ficar logo mais bem-dispostos.

Space Jam vai regressar ao cinema. Porquê?

Sempre que é anunciado que um filme “antigo” vai voltar ao cinema, esta é a primeira pergunta a fazer. Neste caso, o que faz de Space Jam um filme tão importante que mereça regressar às salas?

 

Claro que sim! São 20 anos a unir gerações, e a mostrar que todos podemos salvar o mundo – até os jogadores de basquetebol. Este é um filme de culto, não por ser tecnicamente fantástico ou porque é mesmo muito bom, mas porque o público o acha extraordinário.

 

 

Não que a história seja a mais interessante ou desafiante. Está apenas bem construída o suficiente para ser atrativa, e fazer com que não consigamos tirar os olhos do ecrã. E é simples: o mundo secreto dos Looney Tunes está em perigo. Se não ganharem um jogo de basquetebol contra os malvados Nerdlucks, vão ser prisioneiros de um parque de diversões espacial!

 

Só lhes resta uma hipótese: raptar Michael Jordan (que entretanto se tinha reformado), para que a estrela consiga salvá-los.

 

Escusado será contado o final. Se não viram (o que acho muito estranho, porque toda a gente já viu o Space Jam), podem imaginar o que acontece. Existe drama, heróis improváveis, e sobretudo muita amizade e amor.

 

Foi um sucesso de bilheteira! Globalmente, arrecadou entre os 230e os 250 milhões de dólares, o que foi uma surpresa para muitos. Os mais surpreendidos foram os críticos, que não davam nada pelo filme. As opiniões profissionais foram negativas, e praticamente todos consideravam Space Jam um filme simples, confuso e que não fazia sentido, principalmente porque a relação entre pessoas e desenhos animados não era natural. Independentemente disso, continua ainda hoje a ser o filme sobre basquetebol com a maior receita.

 

 

Para mim, a justificação é simples: consegue agradar tantos a miúdos quanto a graúdos. Para os mais pequenos, é quase a certeza de que os Looney Tunes existem mesmo. É também tão simples, que a mensagem de união, ajuda e amizade passam mesmo sem nos apercebermos, e isso é sempre um ponto a favor.

 

Depois, para os mais pequenos, é também a transição entre os filmes para crianças e os filmes para crescidos. Este tem atores a sério, mas continuam a surgir personagens animadas. Tem a aventura, os obstáculos e os heróis. Tem uma história adulta, mas simples o suficiente para que todos possam ver.

 

É mesmo um clássico popular. E será sempre um clássico sobre desporto, mas que sabe a infância; os críticos são ignorados, porque o voto aqui é do povo.

 

Para comemorar os seus 20 anos, celebrados hoje, algumas salas de cinema norte-americanas vão colocar em cena Space Jam. São poucas as sessões, e os lugares limitados, mas acredito que muitos sejam aqueles que tentem.

 

 

Eu não assisti na sala, e tenho pena. Vi Space Jam pela primeira vez na TV, mas acredito que a experiência seja totalmente diferente (aliás, como é na maioria dos casos).

 

Mesmo sem aproveitar as sessões de aniversário, há quem acredite que ainda vá ver este filme no cinema. Os rumores de que uma sequela está a ser pensada existem há anos, e mais recentemente parece que já existe uma equipa interessada. Se será com os mesmos jogadores, ou outros mais recentes, não existem confirmações – se bem que alguém falou da possibilidade de incluir um reformado LeBron James.

 

Outros, como o realizador do primeiro Space, aconselham a deixar o filme em paz. Não para ser único, mas sim porque existe uma magia tão grande associada, que a sequela nunca iria ter o mesmo sucesso. Mais: o mercado e o público são tão diferentes, que não seria recebido da mesma forma.

 

Digam-me: gostavam de ver uma sequela?

TRAILER DA SEMANA: A Bela, o Monstro, e o nosso amor por eles

Não há dúvidas de que tenho um coração mole. Adoro histórias de amor, e às vezes perco-me de amores por um filme com uma história de fazer chorar as pedras da calçada, em vez de um que tem todos os elogios técnicos.

 

Talvez seja porque um dos meus filmes preferidos desde que sou criança é A Bela e o Monstro, da Disney. Todos os dias, alguém tinha de me ligar a TV e o vídeo, e passava a tarde a cantar e dizer as falas. A minha madrinha, que estava comigo, já não o podia ver; eu não me cansava.

 

Ver pela primeira vez o trailer da versão em imagem real foi uma viagem de emoções. E apesar de ter saído hoje, não podia deixar de o trazer para aqui.

 

 

Há magia, amor, há fantasia e um pouco de loucura, tal como o original. Por norma, o grande medo quando estamos a falar de versões em imagem real, é que o filme perca a magia e emoções de que tanto gostámos na versão animada. Porque, quer se queira ou não, há sempre uma fantasia que só associamos à fantasia.

 

Quando soube que A Bela e o Monstro ia ser adaptada, o interessante é que não fiquei tão assustada quanto o que deveria. Estava tranquila; era uma ótima equipa, a Emma Watson a protagonizar, e tudo fazia crer que ia correr bem.

 

Ver finalmente o primeiro trailer do filme fez-me perceber que era capaz de ter razão. Os cenários transpiram romance, e nem parece que estamos a falar de um filme do século XXI. Ficamos a sensação que vamos ser transportados para outro tempo, e adoro isso em todo o ambiente que temos ficado a conhecer.

 

Aliás, tenho esta sensação desde as primeiras imagens que surgiram do filme. Agora, o trailer faz parecer que a própria história está muito próxima da original, e que vai fazer jus ao clássico da animação.

 

O meu coração vai palpitar até março de 2017, altura em que estreia mundialmente. Be our guest!

 

O Leonardo DiCaprio faz anos

São 42 anos de vida. Está um homem feito, sem medo do mundo do estrelato, e pronto para todos os desafios.

 

O que é bom para nós, porque DiCaprio não é um ator como os outros. Não sei se é aquela cara de eterno jovem, o discurso sempre correto e certeiro, ou o poderoso talento que nos faz bradar aos céus a cada performance. É qualquer coisa.

 

O que quer que seja, fez-me ficar fã desde tenra idade. Bem, também foi com tenra idade que vi DiCaprio pela primeira vez em ação, e logo em Titanic. Quem não fica derretido com aquele ser olhar sedutor? Eu fico!

 

 

Ainda hoje. Não pelo seu ar de galã (que sempre terá), mas porque basta olhar para os seus olhos para vermos a alma das suas personagens. São poucos os atores que me fazem sentir tão próxima de uma personagem.

 

Basta pensarmos em The Revenant – O Renascido. Foi o filme da sua consagração, e o mais engraçado é que passou mais de metade do filme sem dizer uma única palavra. Todas as emoções, todos os sentidos, tudo aquilo que havia para dizer, ele fez com a sua expressão facial e com o corpo. Não precisámos de mais para saber que sofria, que queria lutar até às últimas forças, e que era um homem morto por dentro.

 

Para mim, esses são os bons atores – aqueles que não só sabem interpretar as palavras, mas também as emoções.

 

Ninguém duvida que Leonardo seja um desses atores. Já antes de The Revenant tinha mostrado um talento fora de série, e foi isso que fez com que fosse eleito um dos preferidos de Hollywood.

 

 

Mas a aura e classe de DiCaprio vão além do seu talento. Ele encanta todos à sua passagem, porque também se mostra preocupado e uma voz ativa; mais do que um ator, é um cidadão que quer usar a sua voz para mostrar os seus valores.

 

O documentário Before the Flood mostra isso mesmo. Enquanto Mensageiro da Paz da ONU para as alterações climáticas, quis mostrar que a sua profissão é importante, mas também o é a nossa realidade e planeta, que nos permite assistir a todas as coisas boas que nos traz.

 

Volto a dizer: não há muitos como Leonardo DiCaprio nesta Hollywood. Atrevo-me a dizer que não os há muito neste mundo. Em que o talento sai naturalmente, sem esforço aparente para nós (mas com certeza com muito para ele). Daqueles que nos encanta e nos faz querer mais. Seja como quebra-corações, como corrupto criminoso, selvagem ou marido infeliz.

 

Que venham mais aniversários, porque mais aniversários significam mais filmes e obras para nós. Parabéns, Leonardo! Continuas a ser o rapazinho que nos roubou o coração.

 

 

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