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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Vá, está na altura de deixarem de falar no cinema. Pode ser?

Há um motivo para eu não comer pipocas no cinema: fazem muito barulho. Além de me distraírem da ação que está a acontecer no ecrã, fazem um barulho muito irritante, seja a comer, seja a tirar uma mão cheia de pipocas do balde.

 

Não é agradável. Mas sabem o que é pior? É quando estão a tentar ver um filme, e alguém acha que está no direito de fazer comentários. Alto e bom som, para todos ouvirem. A audácia!

 

Aconteceu-me há umas semanas. Sentei-me nas últimas filas, como de costume, e vi logo que a noite não ia correr bem quando apareceu um grupo de amigos na sala. Eram tantos que preenchiam a última fila praticamente toda, mesmo atrás de mim. E eram barulhentos.

 

OK, uma pessoa dá o desconto quando estão a dar anúncios. Todos falamos, todos brincamos, e ninguém está verdadeiramente interessado em saber os efeitos do Benuron (como se já não fosse o herói cá de casa). Durante os trailers… Vá, eu deixo passar. É verdade que tenho interesse, mas como o filme pelo qual paguei ainda não começou, eu fico tranquila. Agora, se as luzes apagam, acabou a brincadeira!

 

Pois que para estes amigos não acabou. Eles continuaram a pensar que podiam fazer um comentário ou outro, ou a vocalizar emoções de um modo demasiado dramático. Tão dramático que o meu namorado, um paz de alma como só ele, muito agressivamente se virou e pediu para se calarem. Mão firme!

 

E eu pergunto-me: mas porquê, senhores? O que é vos faz pensar que todos os outros que estão na sala não se vão sentir incomodados com o vosso barulho?

 

Eu sei, cada vi vê filmes como gosta. Há quem prefira comentar com o amigo do lado o que vai acontecendo, e acho isso muito bem. Somos todos diferentes, e se eu gosto de estar de luzes baixas e sem barulho à volta, há quem prefira conversar. Tudo bem.

 

Agora, será que precisa mesmo de comentar com alguém que está na outra ponta da sala? Não, não precisa.

 

É triste ver que ainda há quem desconheça o respeito pelo outro. É triste perceber que, mesmo numa sociedade tolerante e independente, ainda há quem não pense por dois segundos que o seu conforto pode não ser o conforto dos outros.

 

Eu até me considero uma pessoa tolerante; respeito as diferenças e os comportamentos que não são iguais aos meus. Mas até a minha tolerância tem limites, que são ultrapassados quando alguém não percebe a dica de que, num filme ou espetáculo, o barulho deve estar num mínimo.

 

Sim?

 

Adeus, 2016 – O que ainda nos falta ver I

Parecendo que não, já só faltam dois meses para 2016 acabar. Isso significa que só temos mais oito dias de estreias para aproveitar, por isso, o tempo é limitado. É possível que alguns dos filmes mais esperados só cheguei já em 2017… Mas já lá vamos.

 

Antes de avançar com tal antevisão, é importante saber o que ainda aí vem. E no Fui Ao Cinema… não queremos que nada vos falte! Por isso, fiquem com a primeira parte de um especial de duas que vai mostrar-vos os filmes pelos quais ainda podem ansiar nos próximos meses.

 

Eu já estou em pulgas!

 

The Accountant – Acerto de Contas

 

 

Bem, a verdade é que a crítica não tem sido simpática para este Acerto de Contas. Mesmo assim, estou algo curiosa para ver Ben Affleck no papel de Christoph Wolff, um génio da matemática sem jeito para lidar com pessoas, que se envolve com organizações criminosas.

 

Anna Kendrick também participa, bem como J.K. Simmons, que o ano passado esteve em destaque por Whiplash. Estreia a 03 de novembro.

 

O Herói de Hacksaw Ridge

 

 

A 10 de novembro estreia o regresso de Mel Gibson à realização, que promete dar que falar. O protagonista é Andrew Garfield, que aqui interpreta Desmond T. Doss. Doss foi o primeiro soldado norte-americano a receber a Medalha de Honra, mesmo recusando-se a matar durante a guerra.

 

É uma história interessante, e vai ser também interessante ver a perspetiva de Gibson, que já nos habitou aos seus filmes incomuns.

 

Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los

 

 

Ainda é preciso dizer alguma coisa sobre este filme? Apesar de estar consciente de que devo manter as expectativas baixas (a bem do meu entusiasmo), estou muito curiosa para ver como é que J.K. Rowling se sai no seu primeiro trabalho como argumentista.

 

Quanto ao filme, será uma boa nova perspetiva do mundo mágico que nos foi introduzido em Harry Potter, até porque agora viajamos aos anos 1930, Estados Unidos da América. Será que Eddie Redmayne vai sair-se bem? Saberemos a 17 de novembro.

 

Uma História Americana

 

 

Também a 17 de novembro estreia a primeira longa-metragem de Ewan McGregor como realizador – e isso é suficiente para ficar curioso! Mas o ator (que também é um dos protagonistas, ao lado de Jennifer Connelly e Dakota Fanning) não fez a coisa por menos: parece ser uma história pesada, de uma família aparentemente perfeita que tem de lidar com os ideias políticos da filha.

 

Cheira a coisa boa…

 

Shut in – Reféns do Medo

 

 

Em mês de Halloween, faz falta um thiller de nos deixar colados à cadeira. Acredito que este Reféns do Medo pode ser isso mesmo!

 

Só pelo trailer percebemos que Naomi Watts, aqui no papel da viúva e psicóloga Mary Portman, não vai ter a vida facilitada. Principalmente depois de adotar um menino, que tem muito que se lhe diga… Há voluntários para assistir no cinema?

 

Estreia a 17 de novembro.

 

Animais Noturnos

 

 

É um dos filmes mais aguardados do ano, e a interpretação de Amy Adams já tem feito correr muita tinta. E se atriz pode ter na calha uma nomeação para os Óscares da Academia, talvez esta seja também o regresso em grande do realizado Tom Ford.

 

Há uma aura de mistério nestes Animais Noturnos que me deixa com a pulga atrás da orelha. E o que dizer daquele elenco? Saberemos a 24 de novembro.

 

Vaiana

 

 

A maior parte do mundo conhece-a como Moana, mas por cá o nome escolhido para a jovem havaiana foi Vaiana. E ela vai ter muito que lutar para salvar o seu povo, com a ajuda do semideus Maui.

 

Os filmes de animação da Walt Disney têm sido uma mistura de princesas e humor, que cada vez mais pretende mostrar bons exemplos e valores às crianças. Vaiana não será com certeza exceção, e será próprio para miúdos e graúdos, já a partir de 24 de novembro.

 

Allied

 

 

Já falámos num Trailer da Semana do filme que junta Brad Pitt e Marion Cotillard (). É a história de amor entre dois espiões em plena II Guerra Mundial, realizado por Robert Zemeckis.

Lamechas ou não, este vale por aqueles dois protagonistas. E vamos assistir a 01 de dezembro.

Obrigada por A Vida é Bela, Roberto

Estava às compras num conhecido supermercado quando vejo um balcão com DVDs a 2€. Achei que não podia perder a oportunidade: peguei em três filmes que nunca tinha visto, e trouxe-os para casa.

 

Devia ter uns 14 ou 15 anos. Já era aficionada pela II Guerra Mundial, e pelo Cinema. A Vida é Bela fazia parte daquele lote de “filmes de que toda a gente fala bem.” Foram os melhores 2€ que gastei na vida.

 

A Vida é Bela não é um filme como os outros. É mais. É um exemplo de que existem filmes que transcendem tudo o resto.

 

Esta é a minha crença. Tenho-a comigo desde que pus aquele DVD a funcionar pela primeira vez. E não é complicado perceber porquê: estamos a falar, não só de uma bela história de amor, como da força de um pai, que faz de tudo para que o filho não saiba que vive num campo de concentração.

 

 

Tudo isto contado de uma forma tão simples que nem damos pelo tempo a passar. Não existem artifícios, grandes planos ou filosofias baratas. Aquilo que vemos no ecrã é o mais importante, desde as personagens às suas relações, reflexões e diálogos. São elas que nos guiam por uma torrente de emoções fortes, e são elas que nos vão fazer questionar tudo à nossa volta.

 

Apesar de tudo isto só ser possível com um argumento excelente (que é), e uma produção e atores irrepreensíveis (que são), aqui temos de deixar a teoria de lado. Em A Vida é Bela, nada é teórico; o importante é o que tu sentes, do princípio ao fim.

 

Talvez seja isso que o torna tão incomum: não há um momento em que não se sinta nada, ou em que apenas estamos a ver um filme. Felicidade, tristeza, surpresa, asco... Há um remoínho de emoções que nos percorrem do início ao fim, como se alguém tivesse carregado no botão de aleatório e nos fizesse saltar de uma emoção para a outra. E há outra torrente de reflexões que vamos fazendo ao longo do filme.

 

Não é feliz, nem triste... É, apenas. O próprio final deixa um sabor amargo na boca, como se quisesse que questionássemos se existem mesmo finais felizes.

 

 

E tudo graças ao génio de Roberto Benigni. É inegável o seu toque e poder neste filme. Não é para menos: o mestre italiano escreveu, dirigiu e protagonizou A Vida é Bela. Não havia ninguém melhor, porque este filme merece (e teve) alguém que nele colocasse a sua alma.

 

Graças ao seu génio, podemos hoje pensar que tudo o que é mau pode ter o seu lado bom – só precisamos de um pouco de imaginação.

 

Mais: graças a A Vida é Bela, questionamos se isto da felicidade é mesmo efémero. E depois de muito refletir, chegamos à conclusão de que, afinal, se vivermos com amor... porra, não há mesmo nada mais belo do que aquilo que a vida nos proporciona!

 

No dia em que Roberto Benigni celebra o seu 64º aniversário, esta é a minha prenda: um obrigada por um dos filmes (e lições) da minha vida.

 

És um bom rapaz. Agora dorme. Bons sonhos. Talvez estejamos os dois a sonhar. Talvez isto seja tudo um sonho, e de manhã, a manhã vai acordar-nos com leite e bolachas. E depois de comermos, vou fazer amor com ela duas ou três vezes. Se puder.

EM DVD: A Lenda de Tarzan (2016)

Não conseguiram ver A Lenda de Tarzan no cinema? Não há problema: o DVD e Blu-ray do filme está a partir de hoje disponível em algumas lojas, e com certeza nos videoclubes das operadoras.

 

Mas se não estão numa de alugar ou comprar um filme sem saberem se vale a pena… Vá, eu dou um ajuda.

 

Porque eu percebo o que estão a sentir. Será que este não é mais um filme em que vamos “conhecer” a história de como uma criança foi criada com gorilas? Como conseguia comunicar com eles, e saltar de liana em liana? Quando os primeiros trailers de A Lenda de Tarzan sairam, pensei exatamente o mesmo.

 

Porém, até fiquei surpreendida. Fiquem com uma curta opinião para saberem o que esperar deste A Lenda de Tarzan.

 

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Sinopse: Depois de vários anos a viver na sociedade londrina, John Clayton (ou Tarzan, aqui interpretado por Alexander Skarsgård) é praticamente obrigado a voltar a selva do Congo, onde foi criado. O seu objetivo é descobrir, juntamente com o norte-americano George Washington Williams (Samuel L. Jackson) se de facto existe tráfico de escravos no país.

 

 

Grande parte de nós tem ainda na memória o filme de animação da Disney, em que Tarzan fica na selva com Jane e o seu pai. Em A Lenda de Tarzan, afinal a história é outra: eles voltaram para Inglaterra. O saber isto, e que este era mais um filme sobre o futuro do Tarzan, e não sobre o seu passado, surpreendeu-me de início.

 

E a surpresa foi continuando um pouco por todo o filme. Porque eu estava mesmo à espera de não gostar, e a verdade é que não o achei terrível.

 

Até porque o elenco não o deixava. Estamos a falar de um filme com Margot Robbie, Samuel L. Jackson e Christoph Waltz - atores que dificilmente fazem alguma coisa errada. Aqui não são exceção, e são competentes e fiéis às suas personagens ao longo de todo o filme.

 

 

Mas apenas isso: competentes. No geral, este é um filme que se bem que não é terrível, também não nos deixa vontade de repetir a experiência. O argumento, se bem que seguindo uma direção diferente de todos os filmes de Tarzan, acaba por tornar-se previsível e meio aborrecido. Mas alguém imaginava que Tarzan ia mesmo esquecer o seu passado e não subir para uma árvore?

 

É interessante encontrarmos uma nova perspetiva sobre o que acontece a John Clayton depois de descobrir o seu verdadeiro nome. Aliás, essa é talvez a melhor parte do filme, que nos é contado entre flashbacks ao seu passado e o presente. Foge à regra, e notamos que David Yates (o realizador) tentou mostrar que esta não é uma história para crianças. O ambiente é mais negro, mais pesado, e muito político.

 

Tudo isso, eu acho muito positivo. Vemos este A Lenda de Tarzan a seguir uma tendência de Hollywood: pegar nas histórias conhecidas, e dar-lhes uma nova perspetiva, e um ambiente muito mais pesado. E talvez por isso tenha ficado agaradavelmente surpreendida. 

 

Mas falta-lhe sumo. Falta-me aquele momento surpreendente que eu não estava nada à espera, ou uma ação que fosse historicamente correta. Falta-me perceber que este filme segue mesmo o curso da História, que não é apenas uma desculpa para que o Tarzan possa outra vez salvar a Jane. Falta-me ir mais longe, e deixar para trás o aborrecimento.  

 

Se querem um filme para estar entretidos num final de tarde chuvoso, então muito bem; possivelmente, não se vão arrepender.

 

No entanto, se queriam um filme original e que vos deixasse interessados do início ao fim, talvez A Lenda de Tarzan não é o que estavam à espera. É mediano, previsível e apenas competente.

 

Se optarem pelo DVD ou Blu-ray, aproveitem os comentários dos produtores e realizadores sobre as filmagens. Podem “viajar” pelo que está por detrás de algumas das cenas, e ouvir os atores a falar sobre a história.

TRAILER DA SEMANA: Logan, o regresso de Wolverine

Depois de dois filmes sobre as origens de Wolverine com uma qualidade questionável, parece que haúm terceiro a caminho. Bem, mais ou menos: Logan, cujo trailer foi divulgado na passada semana, foge às origens do mutante e leva-nos antes para um futuro diferente…

 

 

Não que o trailer nos dê alguma indicação sobre isso. De facto, além das cenas de ação, da presença de algumas personagens conhecidas e da misteriosa nova adição (uma jovem, que se pensa ser o “legado” de Logan), pouco se sabe sobre a história.

 

Ainda não existe nenhuma sinopse oficial, por isso não temos bem a certeza de qual será o ângulo deste novo filme. Sabemos, no entanto, que se passa no futuro, e que os mutantes já não são os seres que eram antes.

 

Quem o diz é o próprio realizador James Mangold, que confirmou isso mesmo. E ainda disse que “acho que este filme é sobre família, manter-nos unidos e criar laços num mundo em que as nossas personagens podem sentir-se um pouco solitárias.”

 

Para mim, o que este trailer e estas palavras me dizem é que nos vamos afastar mesmo dos dois últimos filmes sobre Wolverine… E ainda bem. Não sou fã daquela onda, e gosto muito mais do aspeto que este Logan tem. Parece mais sombrio, e ir mais ao encontro daquilo que Logan sente, enão tanto das suas missões.

 

 

Acho que oque a história de Wolverine tem de interessante é isso mesmo, a sua jornada até perceber as suas capacidades, aceitá-las e descobrir o que pode ou não fazer para tornar o mundo um lugar melhor. E Logan é promissor, porque acho que vamos conseguir perceber um pouco daquilo que o mutante sente já envelhecido, e no fim da linha.

 

Estou mesmo muito curiosa por ver o resultado final deste Logan. Pena que só vá acontecer algures em março de 2017. Mas cá estaremos para o receber!

ZOOM IN: A nostalgia faz o Cinema de hoje

Temos de admitir: somos uma geração de saudosismo. Gostamos de relembrar o que marcou a nossa infância, e temos gosto em falar sobre tudo o que nos encantou. Ainda sabemos as letras dos genéricos dos desenhos animados, e de certeza que a grande maioria de nós ficou delirante quando soube que o Dragon Ball ia volta (eu confesso, levanto-me aos fins de semana para ver os novos episódios).

 

Não há nada de mau nisso. Recordar o que de bom teve o passado é quase ter esperança no futuro; queremos mostrar que fomos felizes, que as nossas memórias valem alguma coisa.

 

É inevitável que o Cinema também faça parte desse passado. Temos os filmes da Disney, ou até a primeira vez em que vimos os nossos filmes preferidos. Fazem parte de nós, e do nosso passado.

 

É por isso que Hollywood quer fazer renascer os clássicos que hoje vivem na nossa memória? Todos os dias temos novas notícias de um filme que vai sofrer um remake, ou de um clássico de animação que vai passar para live-action. Aos poucos, as histórias que com tanto carinho contamos nos momentos “Eisshhhh, lembras-te daquele filme...” regressam ao grande ecrã.

 

Só este ano, tivemos a reinvenção de Tarzan e O Livro da Selva, e uma nova versão de Ben Hur. Star Wars ganhou uma (nova) sequela, e nem o Super-Homem e o Batman escaparam à reinvenção. Já para não falar das versões em imagem real de A Bela e o Monstro e Rei Leão.

 

Atenção, nem tudo é mau. Cada um deles acrescentou alguma coisa à história do passado. De facto, vejo as imagens da versão de A Bela e o Monstro, e estou mesmo muito curiosa. É uma nova roupagem, uma nova perspetiva, de um mundo semi-real que faz um certo sentido acontecer.

 

Mas chegamos a um ponto em que temos de questionar se esta nostalgia está a ser mesmo uma boa adição ao Cinema, ou apenas um exagero. Um live-action de Rei Leão? A sério? Como é que estão a pensar fazer isso?

 

E o remake de Jumanji? É mesmo necessário? Não podemos ficar com a ótima memória da história entre Helen Hunt e Robin Williams?

 

Por entre todo o saudosismo, esta é a questão que acredito que tenha de ser colocada em Hollywood: será que há mesmo mais a acrescentar a estas histórias?

 

 Emma Watson, naquela que se considera a sua primeira imagem como Belle,

em A Bela e o Monstro.

 

Em alguns casos, acredito que sim. Existem personagens que gostava de revisitar, ou de conhecer o seu destino. Outras, gosto de relembra-las por aquilo que são, e por aquilo que as caracteriza tanto para me terem marcado.

 

Sou a favor de reinvenções para que as novas gerações conheçam o que de bom estas histórias têm. Foi por isso que gostei tanto de O Despertar da Força, ou porque estou tão entusiasmada por ver A Bela e o Monstro – clássicos reinventados para que outros possam vê-los pela primeira vez, da mesma forma que nós vimos um dia. É o relembrar da sua magia.

 

Só não quero que abusem dessa magia... Só não quero que retirem ao Cinema a beleza da nostalgia, ao repetir as suas fórmulas.

 

Sou saudosista por natureza. Vou de certeza contar aos meus filhos como eram os filmes da minha infância. Se os vou mostrar, ou às novas versões que entretanto chegam às salas? Só o tempo o dirá...

Relembrar a beleza de O Sítio das Coisas Selvagens

A televisão privada às vezes tem coisas do diabo. Entre filmes de estrelas de wrestling e outros tantos, de vez em quando lá exibem um ou outro filme que efetivamente merece a nossa atenção. No último fim de semana, foi o que aconteceu numa soalheira tarde de sábado, em que tivemos a oportunidade de assistir a O Sítio das Coisas Selvagens. E que viagem…

 

Parece um daqueles filmes infantis, sobre crianças e para crianças, não é? Não é de estranhar. De facto, O Sítio das Coisas Selvagem começou por ser um livro de Maurice Sendak, lançado em 1963. Foram várias as adaptações que teve, mas a de Spike Jonze, em 2009 (e que a SIC exibiu no fim de semana passado) é a mais recente.

 

E a meu ver, tem pouco de infantil. A história é muito semelhante à do livro: Max é um menino cheio de imaginação, que um dia é posto de castigo. Foge de casa, e quando dá por si está numa ilha habitada pelas Coisas Selvagens, que o nomeiam seu rei. Mas Max depressa percebe que o seu lugar é em casa, para onde regressa.

 

 

Ver O Sítio das Coisas Saudáveis pela primeira vez é uma experiência. Não sabemos bem o que pensar, ou o que achar do seu visual e história. “Será que é para crianças? Mas onde é que ele foi parar? Como é que fizeram aquilo?” Tudo parece um pouco estranho.

 

Mas como todas as invenções de crianças, é estranho. E o que tem de melhor, é que é inocente, e visto apenas pela perspetiva da criança. É assistirmos ao seu mundo, às suas ideias e vontades, e à sua realização de que, afinal, os pais não são criaturas assim tão vis, que podem ser amigos.

 

Acima de tudo, é um belo testemunho daquilo que o Cinema nos pode dar. Assisti novamente a O Sítio das Coisas Selvagens, sabendo que a sua inocência e simplicidade me iam novamente puxar para aquele mundo.

 

 

Sobretudo porque também já fui uma criança cheia de imagnação. Já criei os meus mundos, com seres estranhos e amigos, e já tive de me aperceber que o mundo real também tem as suas coisas boas. Por isso, olhar para a história de Max (e para a forma como Spike Jonze a conta), é como ver também um pouco da minha história.

 

Mais do que isso, é ver como, às vezes, as histórias mais simples são aquelas que mais nos tocam. Não há grande ciência na forma como a história é contada, nem grandes aparatos. Não é uma prestação genial, nem uma produção de brandar aos céus. E no entanto, é um dos filmes mais bonitos que temos a oportunidade de rever.

 

É daquelas situações em que, por muito que se diga, fica algo por dizer. Eu podia continuar por aqui a explicar o porquê de gostar tanto de O Sítio das Coisas Selvagens, e gastava várias páginas Word. Porém, tudo se resume à sua beleza.

 

Porque as coisas complexas não são necessariamente as melhores. Às vezes, são as mais simples e infantis que ficam no nosso coração. E isso é a beleza do Cinema.

 

Sairam as primeiras imagens de Guardiões da Galáxia Vol. 2

E claro, são awesome!

 

Começámos com um póster que fazia prever que os heróis mais conhecidos da galáxia não estavam para brincadeiras. Ontem, foi o primeiro teaser a aparecer na internet. 

 

 

James Gunn está novamente aos comandos da sequela de um dos filmes Marvel mais aclamados dos últimos tempos. Tinha de tudo: humor, ação, um argumento muito bem construído, e até um Dave Bautista que nos fazia esquecer dos seus tempos como estrela da WWE.

 

E claro, foi a grande consagração de Chris Pratt, que desde então tem participado em grandes projetos, incluindo Passengers, com Jennifer Lawrence.

 

O elenco principal também regressa neste Volume 2 (ou o lado B da mixtape de Peter Quill). Bradley Cooper e Vin Diesel vão continuar a dar voz a Rocket e Groot, a dupla mais improvável da galáxia. Zoe Saldaña será novamente Gomorra, Glenn Close está também de regresso como Nova Prime.

 

Mas não estão sozinhos: Kurt Russel vai participar, bem como… Sylvester Stallone? Bem, é o que dizem os rumores. Sly foi visto nos locais de filmagem, mas a sua personagem ainda não foi revelada.

 

Nem existem grandes pormenores sobre o enredo. Aliás, o teaser, se bem que com um visual espantoso (e aquela banda sonora que já é parte do encanto de Guardiões da Galáxia), revela pouco sobre o que vamos ver. Sabemos, no entanto, que o passado de Peter Quill vai ser explorado, e quem sabe o seu pai não será encontrado…

 

Independentemente de tudo isto, uma coisa é certa: só em 2017 vamos conhecer o verdadeiro destino deste Volume 2. E nunca mais chega…

 

E vocês, têm expectativas para este novo volume?

 

Filmes de terror para quem nunca viu filmes de terror

Lembro-me bem no meu primeiro “filme de terror.” Tinha seis anos, e a sala estava vazia. Quis ver um filme, e estava a dar na TV um sobre um boneco de brincar. E eu pensei “olha, este é sobre brinquedos!”

 

Devo ter gostado, porque fiquei a ver até ao fim. Tenho flashbacks de algumas cenas, e a sensação de ter gostado mesmo muito daquela agitação. Só anos mais tarde é que descobri que não era um filme sobre brinquedos – era Chucky, o Boneco Diabólico, a história de um boneco possuído pela alma de um assassino em série.

 

A partir daí, ganhei um certo fascínio pelos filmes de terror. Gostava da sensação de pular da cadeira sempre que tinha uma surpresa, e daquele mistério que não nos deixa saber o que vai acontecer. Será que vai aparecer o assassino? Será que ela vai conseguir sobreviver até ao fim? Nunca sabíamos!

 

Desliguei-me do género há uns tempos, mas confesso que tenho alguma curiosidade em voltar a pegar nos clássicos e novas tentativas, com as luzes apagadas, de madrugada, como deve ser.

 

Mas sei que há quem não ache piada ao género. Por isso, fiquem aqui com 5 filmes que podem ver para ficarem a conhecer o que o terror tem de melhor. Sim, vão saltar da cadeira, e é possível que tenham pesadelos. O que tem isso de mal?

 

 

The Shining (1980)

 

 

 

Para muitos, é o melhor filme de terror de que há memória. Não, não há espíritos malignos, nem jogos macabros, nem seques assassinos em série que querem esventrar toda a gente. Há apenas o nosso maior inimigo: a mente humana.

 

The Shining, baseado no livro de Stephen King com o mesmo nome, conta a história de Jack Torrance, um professor arruinado que aceita ser guardião de um hotel para recuperar a sua família. O tempo seria aproveitado para escrever um romance que há muito adiava.

 

Parece simples, não é? Sim, não fosse o hotel ficar totalmente isolado no inverno, e a família de três pessoas ficar completamente sozinha. Já estão a ver como é que as coisas decorrem, não é? Há doenças mentais, ilusões e muitos, muitos sustos...

 

O Massacre no Texas (1974)

 

 

 

Não há clássico mais clássico do que este. Aliás, O Massacre no Texas foi um dos primeiros a surgir no cinema, e a ter muito sucesso. Está repleto de violência, mistério, e serras elétricas.

 

A história? É a de um grupo de amigos que vai passar uns dias a casa dos avós. Mas o que podiam ser dias de diversão, acabam por dar origem a uma perseguição por uma família de canibais.

 

Querem mais terror do que isto?

 

The Conjuring – A Evocação (2013)

 

 

 

Tínhamos de ter um filme mais recente, porque o terror não ficou nos anos idos. Ele está bem vivo, e The Conjuring (bem como a sua sequela) mostram isso mesmo.

 

Em parte, a culpa é com certeza da história de Ed e Lorraine Warren, um casal que ganha a vida a investigar casos paranormais. O primeiro filme passa-se em 1971, quando os Warren ajudam uma família a perceber o que se está a passar em sua casa.

 

Não vou mentir: se não gostam de espíritos, ou preferem o terror da violência, talvez este não seja o melhor filme. Há pessoas possuídas, barulhos estranhos, e coisas que mexem sozinhas.

 

Mas o mais assustador? É tudo baseado numa história verídica. Os Warren existiram, bem como as histórias que deixaram registadas. Bolas!

 

O Exorcista (1973)

 

 

 

O Exorcista é outro dos clássicos do cinema de terror! A par com O Massacre do Texas, é uma das joias da coroa do género, e uma ótima introdução a este mundo.

 

Claro que o nome indica claramente do que é que o filme trata, não é? Uma rapariga de 12 anos é possuída por um espírito, e a sua mãe quer fazer de tudo para a recuperar. Dois padres vão estar a fazer as honras.

 

Podem esperar efeitos especiais meio manhosos, mas não é por isso que é menos assustador. Se querem baixar as luzes, tenham cuidado com os pesadelos…

 

Gritos (1996)

 

 

 

Arrisco-me a dizer que, numa qualquer altura da nossa vida, toda a gente já assistiu a Gritos. E quem não o fez, devia. Aqui não há espíritos, fantasmas, ou seres de outro mundo. O medo vem do ser mais horripilante de sempre: o ser humano.

 

Para os que andaram a dormir desde 1996, em Gritos há um assassino em série à solta. A protagonista é Sidney, por quem o assassino tem uma predileção, o que não a ajuda em nada a ultrapassar a morte da mãe.

 

Se acham que é mais um filme sobre assassinos, não é bem assim. Vão perceber porque é que a máscara é tão conhecida, e porque é que, em 1996, a maioria das pessoas andava a espreitar o ombro sempre que andavam sozinhos.

 

EXTRA:

Acham mesmo que nos íamos esquecer de The Ring? O filme de 2002 que marcou o género no século XX não podia não figurar nesta lista. Nunca um toque de telefone pareceu tão assustador… Principalmente quando veem a versão original.

 

Não vou estragar a surpresa. Se nunca viram, aproveitem a próxima sexta-feira à noite.

TRAILER DA SEMANA: The Boss Baby, um bebé com a voz de Alec Baldwin

Vá, quem não gosta de um filme de animação de vez em quando? Daqueles que se podem ver em família, com mantas nos joelhos e pipocas no colo (sim, permitimos as pipocas desta vez).

 

A Dreamworks voltou a fazer das suas e lançou há uns dias um trailer que de certeza vai dar que falar: The Boss Baby. Nada como espreitar para tirar as suas próprias conclusões.

 

 

OK, não há como fugir à questão: é mesmo este filme sobre um bebé que, na verdade, não o é? Pois parece que sim, mas não só.

 

Como vemos no primeiro teaser, além da incrível surpresa que é ver um bebé com a voz de Alec Baldwin (pelo menos na versão original), The Boss Baby quer também mostrar como é que a chegada de um bebé pode afetar a vida familiar. Particularmente a de Tim, o menino de sete anos que tem de aprender a viver com um irmão.

 

Como é que entra aqui a pasta e o fato e gravata de um bebé (ou o porquê de ter chegado inesperadamente à família), ainda não conseguimos ver pelo trailer. É possível que, com o aproximar da data de estreia (prevista para março de 2017), outros detalhes sejam revelados.

 

Até lá, ficamos apenas com a sinopse que encontramos no IMDB, que nos conta que os dois irmãos se vão juntar contra o CEO da empresa Puppy Co. Parece que afinal há aqui uma ameaça que faz com que os pequenos sejam os responsáveis por salvar o mundo.

 

 

Se há produtora que tem dedicado o seu tempo a criar filmes para miúdos e graúdos, e a Dreamworks. Apesar de atualmente ser uma tendência geral, a Dremaworks já mostrou que se quer especializar em filmes que tenham piada para as crianças e as suas famílias.

 

Para mim, é um plus. Todos os adultos querem voltar a sentir o que é ser criança, mas já não se sentem estimulados com as fórmulas e piadas dos filmes infantis. Este tipo de filmes mostra-se por isso ideal para conseguir captar toda a gente… E manter-nos felizes por pudermos ver desenhos animados sem nos sentirmos mal por isso.

 

Este vai ser daqueles que de certeza quero ver.

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