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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Trailer da semana – La La Land

Todas as semanas, deixo o domingo para encontrar, de entre os vários trailers lançados, aquele que mais atenção me despertou. Por norma, tenho alguma dificuldade. Claro que existem semanas piores do que outras, mas escolher um só filme para destacar não é tarefa fácil.

 

Desta vez tive o trabalho facilitado – porque finalmente saiu o primeiro trailer de La La Land, o novo filme de Damien Chazelle, protagonizado por Ryan Gosling e Emma Stone.

 

 

 

 

Se não reconheceram à primeira (eu tive de investigar), Damien Chazelle foi o senhor que nos trouxe Whiplash – Nos Limites, em 2014. Ele escreveu e realizou um dos filmes que mais mexeu comigo no ano passado, devido a toda a sua complexidade e, acima de tudo, humanismo.

 

Para aqueles que assistiram a Whiplash, devem perceber o que digo: aquilo é como levar um murro no estômago. Aquilo que Andrew vive e sente passa para este lado de uma forma brutal. O sangue que tem nos dedos é demasiado real, bem como a sua obsessão pela perfeição.

 

Chazelle conseguiu criar um argumento e um ambiente que nos transporta de tal forma para dentro da história, que tudo parece demasiado real. É por isso que estou tão entusiasmada por assistir a La La Land.

 

Ele um pianista, ela uma aspirante a atriz, La La Land parece ser uma viagem por uma história de amor repleta de música e dúvidas. Eles apaixonam-se, e somos convidados a ver a sua história, os altos e baixos, a magia e realidade.

 

 

Aquilo que acontece, pouco sabemos através deste trailer. No entanto, parece que é o suficiente para ficarmos em bicos de pés até dezembro!

 

Será que temos novo candidato aos Óscares 2017?

Os 5 filmes obrigatórios de David Fincher

Não vou mentir: sou uma fangirl de David Fincher. São raros (ou nenhuns) os filmes que vejo do cineasta e de que não gosto. Ele tem o condão de me deixar presa ao ecrã, e quase que sabe exatamente o que eu quero que aconteça.

 

Ninguém estava espera – sobretudo porque Fincher, que hoje faz anos, começou a sua carreira como realizador de videoclipes. Sim, vídeos de música, e foi considerado dos melhores no seu tempo. Madonna, Michael Jackson e Aerosmith foram alguns dos artistas que trabalharam com aquele que seria mais tarde considerado um dos melhores realizadores do seu tempo.

 

É possível compreender porquê. Fincher tem o condão de tornar cada história sua. Ele controla a câmara de forma a mostrar-nos o centro da mensagem, precisamente aquilo que ele quer contar. Tudo num semblante negro, cheios de pormenores e ritmos.

 

Não precisa de planos inventivos, ou loucas transições entre cenas. O que ele faz é cru, e é por isso que gostamos.

 

A sua filmografia não é muito longa. Na verdade, é um dos realizadores atuais em Hollywood com menos filmes realizados. São 10 os filmes que contam com a sua assinatura, numa lista que tem início em Alien 3, em 1992. Desses 10, não lhe faltam êxitos de bilheteira e crítica, e até um dos meus filmes preferidos de sempre.

 

Para mim, estes são os obrigatórios da sua filmografia.

 

Em Parte Incerta (2014)

 

Comecemos pelo mais recente, e um dos mais elogiados. Fincher já realizou vários filmes baseados em livros, e sempre com bom resultado. Claro que aqui teve uma pequena ajuda: o argumento é da autoria de Gillian Flynn, também autora do livro. Mesmo assim, só Fincher conseguiria dar à história o semblante negro e de mistério que pede. Porque Em Parte Incerta, tudo parece normal, mas na verdade existem dramas psicológicos e twists que nos deixam de boca aberta durante todo o filme.

 

 

S7ven – 7 Pecados Mortais (1995)

 

De início, parece apenas mais um filme policial, mas afinal é um intenso drama que mexe com todas as emoções humanas. É de tal forma intenso que, sempre que o revemos, surgem as mesmas emoções e impressões. Talvez seja por isso considerado por tantos (e por mim também) um dos melhores filmes de Fincher, se não o melhor. Lá está, não se trata de ângulos muito bem pensados, ou não. Trata-se daquilo que vemos no ecrã, e daquilo que nos fazem transmitir. Nós podemos não ver o que está dentro da caixa, mas só a cara de Morgan Freeman ao abri-la, e o semblante sério de Kevin Spacey, dão arrepios na espinha. É ver para crer.

 

 

 

A Rede Social (2010)

 

Não é o fime mais inventivo, mas é dos mais ritmados e bem construídos de Fincher. As passagens entre e o passado e o presente são uma constante, mas não é por isso que nos perdemos na ação. O controlo da história é de Fincher, e ele sabe perfeitamente como passar de um momento para o outro para nos deixar sem esquecer o que está a acontecer – David Ayer, em Esquadrão Suicida, tentou fazer o mesmo e não se deu bem. Porque não é para todos – é para quem sabe.

 

 

Zodiac (2007)

 

Tal como S7ven, parecia mais um drama policial, mas afinal é muito mais do que isso. É a humanidade no ecrã, a nossa obsessão e até que ponto nos pode influenciar. Li algures que a obsessão é um tema recorrente nos filmes de Fincher, e que o próprio realizador é obcecado pela perfeição. Talvez seja por isso que, aqui, todas as peças do puzzle se juntam para nos dar um relato de uma história verídica, que nos leva a querer saber mais e mais sobre a história. Ainda por cima, Fincher sabe que atores escolher para cada papel – e escolhe sempre bem.

 

 

Clube de Combate (1999)

 

Terminamos com o meu filme preferido de Fincher, e aquele que considero uma das suas grandes obras de arte. Inspirado no romance de Chuck Palaniauk, é um dos mais inventivos e... estranhos filmes do norte-americano. Nós até podemos perceber a uma altura da história onde é que nos vai levr. No entanto, Fincher faz-nos embarcar naquele mundo louco de Tyler Durden e de . A câmara dá literalmente voltas e voltas ao cenário, e com ela somos levados. Aquele universo prende-nos, e presos somos na sua reviravolta. E tão bem que sabe..

 

 

EXTRA: Não é dos melhores filmes de Fincher – muito pelo contrário. No entanto, O Estranho Caso de Benjamin Button tem um lugar especial no meu coração. Talvez porque a história não nos deixa indiferentes: independentemente da idade, a vida chega ao fim. Somos nós que escolhemos o que fazer com ela.

ZOOM IN: Porque é que é dos vilões que gostamos mais?

Eles são maus. Eles fazem tropelias. Assassinam, roubam, criam o caos em todo o lado… São as pessoas que queremos evitar na nossa cidade, país, vida. No entanto, são os vilões que ficam na nossa memória quando acabamos de ver um filme.

 

Ou não me queiram dizer que, depois de assistir a O Silêncio dos Inocentes, ficaram horas a conversar sobre a nobreza da Clarice Starling? Não: foram dias e anos a tentar perceber a mente por detrás de Hannibal Lecter, a elogiar a dureza de Anthony Hopkins, e a querer saber sempre mais e mais e mais sobre aquela personagem.

 

Ele deixou-nos fascinados. E quem diz Lecter, diz tantos outros vilões e mauzões que têm surgido no cinema nas últimas décadas.

 

 

 

Ficamos presos nas suas personalidades. A grande parte dos vilões tem sempre um semblante pouco sério, não quer saber dos outros e mostra confiança em tudo o que faz. Quem de nós, nas nossas vidas diárias, não gostava de poder apregoar bem alto, “eu estimo bem, é que te f*das”? Eles fazem-no e, mesmo com impropérios, com uma classe e elegância que lhes é muito própria.

 

Grandes mestres que estudam a mentalidade humana têm tentado explicar o nosso fascínio pelo vilão, pelo “lado menos bom” do ser humano. Sigmund Freud foi um deles. Para o psicanalista, todos nós somos antissociais e, no fundo, queremos ser maus. No entanto, somos limitados pelos arrais da sociedade, que nos obrigam a esconder a nossa natureza. É por isso que desenvolvemos um ego (o autocontrolo) e o superego (a consciência). São eles que nos guiam, que nos mostram o que é certo e errado.

 

Freud não foi o único a acreditar que na verdade #somostodosviloes. Existem teorias que afirmam que todos temos um psicopata dentro de nós, e somos nós, indivíduos, que temos de aprender a não deixá-lo sair.

 

Será então que encontramos neles a personificação daquilo que gostaríamos de ter coragem para fazer?

 

Talvez. Ou talvez gostamos deles porque enobrecem os heróis. Afinal, eles vêm aos pares. O Super-Homem não seria super se não tivesse de derrotar o General Zod. Luke Skywalker perderia interesse se não tivesse de derrotar o próprio pai, um dos mais poderosos Jedi de sempre. Se Sauron não quisesse o anel, o Frodo seria apenas mais um hobbit do Shire. Por muito fantásticos que todos eles sejam, precisam de um vilão que lhes dê aquele impulso para, como é norma, fazer a coisa certa.

 

 

Em Suicide Squad, por exemplo, a situação inverte-se: eles são maus, contratados para “fazer o bem” (e não morrer pelo caminho). Aí, não existem heróis que nos façam querer que sejam enobrecidos. O que queremos saber é se, na verdade, os maus também têm um pingo de bondade em si.

 

Eu tenho a minha opinião: gostamos deles porque não os compreendemos. Até podemos perceber que o Batman queira vingar os pais, mas porque é que o Joker tem de criar tanto caos? Como é que alguém consegue pensar em tantas tropelias para fazer, só porque sim?

 

Seja porque temos um superego demasiado desenvolvido, ou porque nos foi ensinado ou porque é, afinal de contas, o que vemos nos filmes, a “bondade” é a norma. O que queremos saber é por que é que há sempre alguém não pensa assim. Gostamos das personagens com personalidades diferentes das nossas, que nos façam questionar os seus e os nossos valores.

 

Os vilões fazem-nos sentir melhor. Eles são a razão que nos mostra que sim, ser bom é uma escolha. O fenómeno Suicide Squad acompanhou bem essa realidade: a Harley Quinn enlouqueceu por amor, o Deadshot só queria uma boa vida para a filha.

 

O que nos continua a puxar para os vilões é tentativa de humanizar aquilo que achamos que não pode ser humanizado. As suas auras negras e personalidades distantes são totalmente o oposto do que consideramos normal… e, ao mesmo tempo, tão cativantes.

 

E isso é uma coisa má? Não sei, mas continuo a preferir um bom Alex, como em A Laranja Mecânica, para dar sumo às histórias. É por isso que gostamos tanto dos vilões: sem eles, as histórias não teriam graça.

 

Ninguém gosta de uma história sem graça.

 

Esquadrão Suicida (2016): É assim tão mau?

Sinopse: Amanda Waller (Viola Davis) tem uma ideia: criar uma força especial constituída pelos piores vilões da História, para poupar esforços militares em missões suicidas. São os vilões com mais capacidades, mas que são considerados dispensáveis na sociedade. Será que vão conseguir mostrar que, afinal, são capazes de sobreviver e salvar o mundo?

 

 

A ideia era tão boa… Pela primeira vez, os protagonistas eram os piores vilões de sempre! Aqueles que mais gostamos de odiar, que nos fascinam, que costumam ser papéis secundários… A ideia era fantástica.

 

Pena que o resultado final não tenha sido assim tão bom.

 

De certeza que já leram as críticas, ou já ouviram falar das opiniões. Não foram favoráveis. Falavam em má organização, confusão, muitas pontas soltas... É com um peso no coração que concordo com todas elas.

 

Ao início fiquei com esperança que estivessem enganados. O filme começa com um bom ritmo, com uma apresentação diferente e arrojada, e com um visual que promete. As personagens surgem, e quase parece que vai resultar. Viola Davis dá-nos a sensação que não existem almoços grátis. Afinal, era tudo jajão.

 

De repente, as nossas esperanças espalham-se pela sala, da mesma forma que os acontecimentos saltam para o ecrã. Parecem cogumelos: vão surgindo aqui e ali, quase aleatoriamente, e as personagens vão surgindo mais para nos dar prazer do que para acrescentar alguma coisa à história.

 

 

É o caso do Joker. O Joker de Jared Leto, para o qual tinha tantas expectativas. A sua presença pode não ser um acaso (há um motivo plausível), mas começa a parecer estranha ao longo do filme. Quase pensamos que ele só aparece porque sim, para criar expectativa.

 

O mesmo acontece entre os vários membros do Esquadrão. Existe um desequilíbrio gigante entre os vilões, com um grande destaque dado a uns, e outros a ficarem para trás - principalmente quando não mereciam, e têm histórias igualmente ricas e interessantes. Num filme que devia pautar pela sua união, o efeito foi o contrário. 

 

Não sabemos bem quem culpar. Muitos acreditam que a versão nos cinemas é uma versão cortada e editada para agradar à Warner Bros (mais curta e para audiências mais jovens), e não a do realizador e argumentista David Ayer. Mas Ayer já afirmou que isso não passa de um rumor.

 

 

É o diz que disse. Uma coisa é certa: o argumento e a produção estão pobres. Não ao nível de conteúdo, mas de consistência. A história parte de uma ótima premissa, mas a ação não tem uma linha condutora, e ficamos sem perceber vários dos momentos que podem ser importantes para compreender a história enquanto um todo.

 

Há quem diga que Ayer escreveu o argumento à pressa para cumprir a data de lançamento, e que muitos dos problemas só foram resolvidos durante a produção. Tendo em conta a salganhada que vi, parece-me possível.

 

O que me entristece, porque eu percebo a visão de Ayer. Eu consigo compreender que ele queira ter dado um visual mais arrojado e “vilanesco”, mais ritmado e movimentado, e tinha sido um filme do caraças se essa visão tivesse sido concretizada. No entanto, acabou por nos mostrar um puzzle mal montado, em que as peças foram juntas à pressa para parecerem um quadro bonito.

 

 

Tenho pena que as melhores cenas de Esquadrão Suicida sejam vistas no trailer genial que foi lançado. OK, talvez não as melhores, mas definitivamente algumas das mais interessantes ao nível de história e personagens.

 

Porque existem coisas boas. Vemos participações interessantes e que nos deixam a pensar no futuro. Vemos personagens intensas que nos enchem as medidas. Vemos um filme de ação até diferente daquilo que é costume.

 

E depois há o melhor: Margot Robbie. No meio de tudo aquilo, é a sua Harley Quinn que nos faz ter esperança. A sua personagem é das mais bem exploradas, e Robbie esteve à altura do desafio. Fico contente se voltar a aparecer. Ela (e nós) merecemos mais.

 

De zero a Melhor filme de super-heróis de sempre leva... Eu quero os Vingadores de volta!

Mulheres negras? Claro que devem estar no cinema!

A discussão não é de agora; na verdade, a discussão da raça e do papel da mulher na sociedade são dois tópicos que têm andado pelas bocas do mundo há décadas. Infelizmente, agora que estamos em 2016 e parecia que vivíamos num mundo civilizado, continuam a ser tão relevantes quanto o eram anteriormente.

 

No que toca às mulheres em geral, a batalha está a ser travada aos poucos. Há Mulher Maravilha a chegar (e Captain Marvel, protagonizada por Brie Larson). Há uma nova versão de Caça-Fantasmas, toda ela feminina. Há até um Ocean’s Eight (como tem sido conhecido até agora) repleto de estrelas, todas elas mulheres, que está a criar expectativa.

 

No meio das pequenas grandes vitórias, onde se encontram as mulheres negras, vítimas de uma dupla e errada discriminação?

 

Por agora, estão em Hidden Figures. E ainda bem.

 

O primeiro trailer chegou esta semana. Protagonizado por Taraji O. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe, Hidden Figures é um filme que coloca três mulheres negras a fornecer à NASA os dados matemáticos necessários para conseguirem dar início às primeiras viagens espaciais.

 

 

Sim, leram mais. Hidden Figures tem a ousadia de ter três mulheres negras como protagonistas, que ainda por cima foram responsáveis pelo sucesso de uma das maiores vitórias da história norte-americana. Será este mundo louco?

 

Este mundo é de facto louco por achar que o feito não era possível. O que também é um facto é que esta história, digna de filme, é verdadeira.

 

Mas de filmes que pretendem chamar a atenção para os direitos civis está Hollywood cheia. O que Hidden Figure nos traz (também) de bom, é que, pelo trailer, percebemos que é uma comédia com sumo. De lado ficam os filmes dramáticos, com sangue, suor e lágrimas daqueles que lutam pela igualdade.

 

 

 

Claro que é para isso que eles existem – chamar a atenção para um problema. Mas será que esta abordagem não vai conseguir chegar a mais pessoas?

 

A minha esperança diz que sim, bem como a ativista em mim. Pouco a pouco, o cinema para as massas começa a quebrar barreiras. Nós queremos ver mulheres com garra no ecrã. Queremos ter exemplos de mulheres de força, que não precisam de ser tratadas com paninhos quentes para vencer. Sejam elas brancas, negras, supermodelos ou não, heroínas ou donas de casa. Queremos quebrar estereótipos.

 

Será que vamos conseguir?

Trailer da semana – Allied

Nada como regressar em grande, com um filme sobre o qual tenho grandes expectativas: Allied.

 

Nunca ouviram falar? Então e se vos disser que é protagonizado por Brad Pitt e Marion Cotillard, já começam a ficar com a pulga atrás da orelha?

 

A mim foi o que aconteceu. Quando soube que duas das minhas crushes iam protagonizar um filme que tem como cenário a II Guerra Mundial, pensei que só coisa boa ia sair daqui. Depois de ver o trailer continuo a pensar o mesmo.´

 

 

 

Allied é a típica história de espiões que têm de fazer de tudo para não desmascararem o seu disfarce. Neste caso, Max Vatan (Pitt) e Marianne Beausejour (Cotillard), em missão em Casablanca (existe melhor sítio para uma história romântica em plena guerra que Casablanca?), decidem fingir que são casados. Escusado será dizer que o disfarce depressa se torna realidade, e se apaixonam.

 

Se será mais uma história de espiões que se apaixonam, não sei. Allied é realizado por Robert Zemeckis, que tem um fraquinho por histórias que partem o coração – não nos podemos esquecer de Forrest Gump e O Náufrago.

 

 

 

Talvez isso possa ser uma pista... Mas não consigo deixar de ter um pouco de expectativa para este filme. Sou daquelas que acredita que mesmo a história mais lamechas, quando interpretada por quem o sabe fazer, eleva-se a algo mais do que uma história de ir às lágrimas.

 

É a minha esperança para este Allied: que Pitt e Cotillard saibam dar tanto de si que nos fazem acreditar que o amor não é impossível, mesmo entre balas.

 

Muito lame? Que posso eu fazer quando me põe este par à frente? Tiremos as dúvidas em novembro.

O fenómeno Jennifer Lawrence explicado

Há 26 anos atrás, numa qualquer localidade norte-americana, nascia Jennifer Shrader Lawrence, uma bebé loira e risonha, que hoje conhecemos como uma das mais trapalhonas, honestas e talentosas atrizes de Hollywood.

 

A parte da loira e risonha já foi a minha liberdade criativa a dizer, mas tudo o resto é verdadeiro. Sobretudo o talento: não é por acaso que é a mais jovem atriz de sempre a ser nomeada para quatro Óscares da Academia – sendo a primeira aos 20 anos, por Winter’s Bone – e uma das jovens mais influentes da atualidade.

 

 

Há uma mística à sua volta. Parece que tudo aquilo em que toca se torna oiro. É a menina-sensação de Hollywood, e basta o seu nome aparecer no cartaz de qualquer filme para nos deixar de água na boca.

 

O porquê é difícil de descrever. Apesar de ser uma das suas fãs mais devotas, e de acreditar que é uma das melhores atrizes da sua geração, há qualquer coisa em Lawrence que não consigo descrever.

 

Talvez seja o facto de, independentemente do género de filme e personagem, ela conseguir sempre transmitir mais do que meras falas; ela mostra no olhar cada emoção e sensação, e isso é suficiente para afirmar que é uma Meryl Streep em potencia – sim, arrisco-me a dizê-lo.

 

 

Além disso, não tem medo de arriscar. Lawrence já esteve em filmes independentes, grandes blockbusters mundiais, filmes históricos e, com Passengers (que protagoniza com Chris Pratt) vai aventurar-se na ficção científica pela primeira vez. Já foi uma adolescentes destemida, uma mãe que quer proteger os filhos, uma empreendedora de sonho e até ninfomaníaca.

 

Mas o melhor é que, independentemente disso tudo, ela vai sempre arrebatar-nos.

 

Pelo menos, é isso que sinto sempre que a vejo no ecrã. A comparação com Streep, que faço por minha conta e risco, prende-se exatamente com isso: ambas deixam uma luz no ecrã à qual é difícil fugir.

 

 

Sei que os seus 26 anos são parcos para mostrar todo o seu valor. Lawrence só começou a ganhar destaque há cerca de sete ou oito anos; a continuar assim, muito pouco ainda vimos das suas capacidades, e muito mais tem ainda para nos mostrar.

 

O melhor é que cá estaremos para assistir às suas obras. A próxima aventura vamos já poder ver em dezembro, quando estrear Passengers, um filme em que dois colonos de um planeta distante, a meio do transporte, acordam 60 anos antes do previsto. As primeiras imagens saíram esta semana, e entre Jennifer e Chris Pratt, há muito por onde ficarmos entretidos.

 

Estamos de volta!

Eu sei, já passou algum tempo... Tempo de mais, diria eu.

 

Quando comecei este espaço, a minha grande preocupação era que, mais cedo ou mais tarde, deixasse de conseguir fazer dele uma prioridade.

 

A verdade é que não aconteceu. Sempre encontrei um refúgio para a minha paixão, e para os meus momentos. 

 

Mas a vida trocou-me as voltas.

 

No último mês houve férias. Houve novos projetos profissionais (que ainda estão a ser um desafio). Houve regressos de familiares há muito queridos. E a prioridade mudou.

 

Mas agora estamos de volta! Em força, e cheia de vontade de voltar a erguer este sítio.

 

Qual fénix renascida das cinzas, o Fui Ao Cinema... E Não Comi Pipocas está de volta ao ativo!

 

É bom estar em casa.