Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As histórias de amor de Brooklyn (2015)

Sinopse: Eilis (Saoirse Ronan) é uma jovem irlandesa que parte em busca de um futuro melhor na Brooklyn dos anos 1950. Independentemente das saudades, leva em frente a sua vida e envolve-se num romance com um local. Mas quando tem de regressar a casa, vê-se dividida entre dois mundos, sem saber a qual verdadeiramente pertence..

Há histórias de amor que não são apenas entre duas pessoas que se apaixonam, e inevitavelmente acabam por casar e constituir família. As famílias e amigos também se amam, apaixonamo-nos por lugares e por nós próprios.

 

Em Brooklyn, conseguimos ter um pouco de todas elas. Sofrendo de saudades por amor a uma irmã e à cidade que sempre conheceu, Eilis acaba por se apaixonar por uma nova vida e, eventualmente, por um jovem tão sonhador quanto ela.

 

Nesse aspeto, Brooklyn é isso mesmo: uma bonita história de amor, em todas as suas vertentes. Do amor puro pela família (e dos laços fortes que enfrentam um oceano), ao inocente cruzar de olhar que leva ao primeiro romance. Mas mais do que isso, Brooklyn é um testemunho de como o ser humano se pode adaptar e encontrar uma nova casa, quando o amor dá uma ajuda.

O problema é que não vai muito além disso. Sim, tem um ambiente e cenografia belíssimos, que nos transportam diretamente para a Nova Iorque dos anos 50 do século passado. Sim, é um diferente testemunho da vida dos emigrantes que, antes do advento do Skype, quase se despediam para a vida (sendo irmã de uma emigrante, isso parte-me o coração). E sim, tem belas interpretações que nos fazem sentir empatia por toda a história.

 

Sobretudo de Ronan: a sua expressão e posição marcam a diferença. Doce e decidida ao mesmo tempo, está repleta de convicção; no momento seguinte, as suas fragilidades surgem ao de cima. Será uma interpretação para Óscar? Comparando com as mulheres com quem partilha a categoria (Melhor Atriz), talvez seja prematura - mas sou sua fã desde Atonement, e acredito que não há nada que não faça bem. Arrisco-me até a dizer que é o seu papel mais adulto e capaz.

Brooklyn fica por aí. É uma pérola bonita de se olhar, mas pela qual não pagava uma fortuna - o que não lhe tira o mérito: é simples, mas é bem feito, e tem uma história muito bem estruturada por detrás. Por vezes,  um filme tão coeso é difícil de encontrar.

 

É um filme agradável, que nos eleva os espíritos. Ficamos felizes por Eilis, pelas suas escolhas. E no meio de toda a confusão de Hollywood,  faz bem sentir uma brisa tão fresca quanto esta.


De 0 a O Sotaque Irlandês é Incompreensível, leva: Até Conseguimos Perceber Bem o Sotaque.

Drive In #4 - Epic Movie

Se há um filme de que toda a gente se lembra da sua infância/adolescência é o icónico Scary Movie. Sem sentido e com pretensões de assustador, teve 200 sequelas, cada uma pior que a outra. Deixámos de os ver por causa disso? É claro que não, ou o Drive In não existiria.

 

Mas era demasiado óbvio falar-vos desse filme, de modo que optei por outra épica criação dos argumentistas Jason Friedberg e Aaron Seltzer: Epic Movie. Em português chamou-se “Deu a Louca em Hollywood”, o que demonstra bem, logo à partida, a qualidade da coisa.

 

 

Supostamente, era para ser uma paródia dos maiores êxitos de bilheteira da altura, circa 2005-2006. Com referências a  X-Men, Harry Potter, Crónicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, Charlie e a Fábrica de Chocolate, Piratas da Caraíbas e Código DaVinci, este filme consegue a façanha de não parodiar nenhum filme verdadeiramente épico - mas talvez fosse mesmo essa a intenção.

 

Entre profanidades, piadas cliché, situações insólitas, amor homossexual e, claro, muito vómito e coisas nojentas, é uma hora e meia que nunca vamos recuperar. Só que a verdade é que é tão senseless que não conseguimos deixar de nos rir em vários momentos. O meu personal favourite é o rap dos piratas - liderados pelo capitão Jack Swallows (mais uma vez, piada fácil); ou então as cenas que envolvem lutas ou danças, em que não há o mínimo esforço para esconder que os duplos, muitas vezes havendo grandes planos das suas caras, seguidos de uma transição à la Movie Maker para o ator que efetivamente faz o papel.

 

A fluidez do filme é inexistente. Sabem quando damos aquele jogo das formas aos bebés, para eles acertarem com o quadrado no quadrado, e o triângulo no triângulo? Pois, era mais ou menos disso que esta dupla (que não parou de fazer filmes deste género) precisava, para fazer um filme que não parecesse apenas um loooooongo sketch saído de um programa estilo Saturday Night Live.

 

A questão é: entretém? By god yes, nem que seja passar 90 minutos a tentar adivinhar que

referências pertencem a quais filmes. Tem piada? Muito à base de alcoolismo e sexo, e do facto de ter os piores efeitos especiais de sempre, mas sim, tem piada. E o melhor? Tem a mãe do Stiffler como vilã e Carmen Electra como Mystique. A sério.

 

Chuck Norris rules!

DeLorean

12483903_1112166902140947_1369261431_n

 

As mulheres também podem ser super-heróis

O Cinema está repleto de heróis. Eles são Marvel, são DC Comics, são apenas fruto da imaginação de alguém, e chegam ao grande ecrã com um objetivo: salvar o mundo de qualquer ameaça.

 

Só que todos os super-heróis são homens. Feminista da minha parte? Não, apenas factual. Mas calma, não culpo ninguém: a maioria dos super-heróis que hoje vemos no cinema foram criados há décadas atrás, num mundo em que as mulheres pouco mais podiam fazer do que tratar da casa e da família. São super-heróis antigos, a quem deram uma roupagem moderna.

 

Felizmente, os tempos estão a mudar, e com eles, chega o primeiro filme cuja protagonista é uma das maiores heroínas da banda desenhada: Wonder Woman.

Algures na década de 40, ela é Diana, filha de amazonas e dotada de inteligência e força que ultrapassam as de muitos homens. Hoje, sem que os seus criadores o saibam, ela é um marco para a história da mulher no Cinema.

 

Os mais atentos vão dizer “Ahh e tal, mas há uns anos houve um filme da Elektra.” Pois houve, em 2005, protagonizado por uma jovem Jennifer Garner, depois de surgir pela primeira vez em Daredevil – O Homem Sem Medo (ou como gosto de chamar, a primeira vez que Ben Affleck quis ser um super-herói).

 

Mas Elektra, apesar das suas fantásticas aptidões ninja, não era uma super-heroína cuja missão era proteger os cidadãos da Terra. Wonder Woman sim.

 

Num momento em que o papel da mulher no cinema é discutido um pouco em todas as áreas (Jennifer Lawrence começou, e bem, uma discussão que mostrava a discrepância dos salários entre atores e atrizes), surge um papel tão poderoso quanto o de Super Homem, Batman ou Capitão América.

 

Ela é tão forte, tão poderosa e tão digna de adoração como qualquer um deles; ajuda quem precisa, é linda, sarcástica (bastar ler os comics para apreciar as suas respostas ao Batman, por exemplo), e tem um cabelo tão bonito quanto Thor. A única diferença é que tem dois proeminentes peitos.

 

As primeiras imagens deixaram-me de água na boca. É bom ver que uma personagem feminina está a ganhar a mesma importância e proeminência dos seus semelhantes masculinos - e de uma forma bem feita.

 

Ser mulher em Hollywood não é fácil. E pelo que se tem visto ultimamente (#OscarsSoWhite diz-vos alguma coisa?), quando juntamos um tom de pele mais escuro, a tarefa ainda fica mais complicada.

 

Tenho esperança que isso venha a mudar. Com a chegada de Wonder Woman e até de uma versão totalmente feminina de Caça-Fantasmas, as mulheres começam a ganhar o seu espaço.


E se salvam o dia de tanta família a toda a hora, porque não salvar o mundo?

Sobre The Revenant: O Renascido (2015)

Sinopse: ​Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) é um guia de uma expedição de caça às peles em pleno século XVIII. Depois de ser atacado por um urso, o capitão (Domhnall Gleeson) decide deixar dois dos seus homens para o protegerem até morrer. Mas quando o abandonam e partem, não estavam à espera de o voltar a ver.

 

O Renascido é uma história de sobrevivência humana. É sobre como o corpo e a mente podem ajudar-se a renascer quando nada mais parece resultar; quando temos uma motivação tão forte, que conseguimos levantar a pedra mais pesada que encontrarmos no caminho. Ou, neste caso, matar um urso.

 

Embora vários dos factos de O Renascido sejam obra de ficção, a existência real de Hugh Glass não foi inventada por Mark Smith e Alejandro Iñárritu (os argumentistas do filme). O senhor existiu, e há relatos que o colocam mesmo frente a frente à morte, sobrevivendo inexplicavelmente.

 

Inexplicavelmente, porque o inverno gelado do Missouri não dava grandes chances de sucesso a quem por ele adentro se aventurava - e conseguimos perceber isso tão bem como se lá estivéssemos, graças ao ambiente criado por Iñarritu. Filmado apenas com recurso a luz natural, o realizador mexicano transporta-nos para o centro da acção, seja pelo movimento das suas câmaras, seja pelas paisagens e estações que faz questão de mostrar.

Aliás, é o seu ambiente que faz este filme uma verdadeira obra cinematográfica, mais do que a sua história. Poucos são os profissionais que nos levam a este tipo de encadeamento na ação, em que todos os planos estão bem estudados para que não haja dúvidas: sim, vocês também estão ali. Por isso, e mesmo estando confortavelmente sentados numa sala de cinema, sentimo-nos pequenos desde o primeiro minuto, porque também nós somos Glass; vemos o que ele vê, sentimos o que ele sente ao longo das três horas de filme, que quase ansiávamos ser bem menos.

 

Mas esse é o propósito. Temos de ficar cansados, saturados daquele frio e privações; mas temos de querer chegar ao fim, ansiar o final e ficar agraciados quando chega, seja ele qual for. E é toda esta construção e ambiente que fazem O Renascido valer a pena. É frio, é cru, é calculista; é tudo o que nos mostra, e tudo o que nos faz querer afastar o olhar, enojados.

 

É inevitável não nos sentirmos próximos da ação quando a própria câmara está em cima dela - da mesma forma que não nos conseguimos distanciar porque nunca existe um momento de silêncio: há sempre um crepitar de lareira, um pássaro a chilrear ou o vento a cantar.

Por essa razão, é impossível não apreciar boas interpretações quando chegamos assim tão perto delas, e é por essa razão que Leonardo DiCaprio não mereceu as suas nomeações em vão. Ele mostra-nos que ser ator não é apenas chegar ao cenário com roupas de época, e recitar uma data de linhas que se memorizou de um guião; é conseguir transmitir uma mensagem poderosa sem sequer usar palavras. Ainda foi mais longe, e quase sofreu o mesmo que o seu personagem, não se poupando a esforços para criar a aura de realismo que queremos e precisamos ver.

 

O que não significa que tenha feito tudo sozinho: Tom Hardy faz um belíssimo trabalho, sempre distante, sempre tão frio quanto a neve.

 

As provações de ambos colmatam numa cena final que, arrisco-me a dizer, é das mais épicas que vi nos últimos tempos. Não porque não estávamos à espera que acabasse assim, ou porque o herói tem a merecida vitória, mas sim porque terminamos da mesma forma que começámos: olhamos a Morte nos olhos e pensamos em tudo o que aconteceu; refletimos e esperamos pelo próximo passo, sem sabermos se vai existir.

 

Por tudo quanto vale, O Renascido merece ser visto pelo menos uma vez. Alegrou-me sair da sala de cinema sabendo que estava cheia de gente que, de facto, quis assistir ao filme (se saíram arrependidos ou não, isso é outra conversa). Confesso que não me arrebatou como estava à espera, nem me fez sentir extasiada. Saí leve, certa que tinha assistido a uma bela obra do Cinema, e que dificilmente verei outra assim. Mas basta uma vez para sentirmos a sua crueldade e violência.

 

O ser humano é cruel e violento, bem como muitas das situações a que se propõe ou que lhe aparecem no caminho. E a única coisa que O Renascido nos mostra, é que conseguimos ir para além do que somos quando não temos nada a perder; quando temos apenas a nossa vontade para nos levar ao próximo passo.

 

De ​0 ​a ​O Leonardo DiCaprio é o melhor de sempre​: leva um ​O Leonardo DiCaprio merece porque já é hora.

Drive In #3 - High School Musical

Acreditam que já passaram 10 anos desde que Zac Efron agraciou as nossas televisões com o seu cabelo à f*da-se? Estamos a ficar velhos.

 

O dia foi 20, o mês Janeiro e o ano 2006: a história de amor épica entre Gabriella Montez e Troy Bolton levou perto de 8 milhões de espetadores a ficar agarrados ao sofá - e isto só nos Estados Unidos. Mas também por cá nos deixámos levar pelas aventuras da miúda nerd e do atleta, que desafiaram o Status Quo e ensinaram-nos a todos que Breaking Free é a melhor maneira de Start Something New (see what I did there?).

 

E admitam: vocês sabiam as canções todas! Ao rever o filme, não pude deixar de me aperceber do quanto ainda me lembrava, o que só atesta ao sucesso desta saga: 3 filmes, uma banda sonora original que vendeu milhões de cópias, um concerto ao vivo e ainda uma versão no gelo.

 

Seria de esperar que uma coisa com tanto sucesso tivesse qualidade, certo? Certo, e a qualidade deste filme é, maioritariamente, a música: não é à toa que não conseguimos esquecê-las, nem passado uma década. A dança, principalmente a que marca o final do filme, é - quer queiramos, quer não - icónica, e se não vos dá vontade de levantar do sofá e dar um show para o vosso gato, alguma coisa está errada com vocês.

 

 

E a mensagem é boa: não deixem de fazer aquilo que gostem só porque alguém diz que não foram talhados para isso, ou porque não é a norma socialmente aceite. O objectivo é, acima de tudo, diversão. Esta rubrica é a prova disso.

 

Zac Efron e Vanessa Hudgens, por esta altura uns estreantes no mundo dos filmes, fizeram um trabalho razoável a passar esta mensagem, mas sempre de modo muito awkward e exagerado: quando cantavam, os microfones estavam a quilómetros deles, ao nível do peito - alguém os devia ter avisado de que há limites para a regra de cantar com o coração. Já a canção a solo, em que ela fica tristíssima quando descobre que ele já não quer cantar com ela, faz-nos sentir uma ligeira vergonha por alguma vez termos chorado a ver aquela parte.

 

Não está magicamente filmado, nem tem nada que, tecnicamente, o distinga de qualquer filme que o IMDB colocaria no seu bottom 100 (mas este não está lá, atenção: tem 5,1!!). Mas, em boa verdade, o que é que isso interessa? É daqueles a que vamos guardar sempre um lugar especial no nosso coração, e que nos vai lembrar sempre que, no jogo da vida, temos de ser Wildcats.

 

E que, acima de tudo, We’re All In This Together.

 

Get’cha head in the game!

DeLorean

12483903_1112166902140947_1369261431_n

 

Banda sonora de uma vida III - O amor de John Williams

Sou fã de boas bandas sonoras originais. Para os momentos mais calmos e relaxados, sabe bem juntar a melodia de um instrumental com as cena dos filmes preferidos; pegar nas notas do coração e dar-lhe vida com as personagens e cenários que temos na nossa cabeça.

 

E se bem que há mais do que um a chegar à alma, há um que toca no coração: John Williams.

 

Sir Williams é mestre em conceder melodias intemporais a cenas icónicas. Mais do que isso, dá atmosfera, calor e magia a qualquer uma das histórias em que pega. Com a sua construção, uma simples cena de refeitório numa escola passa a ser alegre, cheia de vida e encanto - e as pessoas nem precisam de fazer nada.

 

Não é por acaso que tem cerca de 50 nomeações para os Óscares da Academia, a última delas para o mais recente Star Wars: O Despertar da Força. Mais do que isso, é graças a ele que poucos segundos de notas musicais são reconhecidos como parte de Star Wars, Indiana Jones, Harry Potter, Super Homem…

 

E se todas elas me tocam como poucas (por favor, tudo o que tenha Harry Potter merece a minha ovação), há uma que mexe comigo: o tema de Encontros Imediatos de Terceiro Grau.

Lançado em 1977, realizado por Steven Spielberg e protagonizado por um jovem Richard Dreyfuss, é um filme sobre a forma como comunicamos. Envolve extraterrestres e encontros com OVNI’s, mas há outro encanto: é através da música que comunicam.

 

Da música. Através de notas musicais, tocadas num piano gigante, mostram como uma espécie desconhecida consegue mostrar-se amigável e em paz. É o poder da música, saído da direção de John Williams diretamente para a alma de quem tem o prazer de o ouvir. Cinco pequenas notas são reconhecidas como esse apelo amigável.

 

Cinco pequenas notas são amor e amizade. E cinco pequenas notas são o suficiente para John Williams nos deixar obras-primas.

E se os pósteres dos filmes fossem honestos?

Os pósteres dos filmes têm um objetivo: chamar-nos a atenção. Se não vamos com expectativas, ou sem qualquer conhecimento dos filmes em cena, é o primeiro contacto que temos com a história.

 

Mas nem sempre nos dizem o que quer que seja sobre a mesma. Os pósteres são apenas isso, uma imagem em que ficamos a conhecer o título. Nada de mais.

 

A não ser que estejamos a ver um póster feito pela equipa da The Shiznit, uma plataforma britânica que teve a ideia genial que recriar os pósteres dos filmes nomeados para os Óscares, mas com a sua verdadeira história.

 

O que não significa que nos diga alguma coisa sobre o argumento per se; são apenas apontamentos, piadas que nos fazem olhar para os nomeados de outra forma, e dar uma gargalhada ou outra.

 

Fiquem com alguns dos meus preferidos:

The Revenat: O Renascido

A Rapariga Dinamarquesa

Divertida-Mente

Mad Max: Estrada da Fúria

 Steve Jobs

Perdido em Marte

Ex-Machina

Brooklyn

O Caso Spotlight

Ponte de Espiões

Os restantes convido-os a conhecer aqui.

Óscares 2016: comecem as apostas!

Vem aí a maratona!

 

Ontem durante a tarde, o palco iluminou-se para apresentar os nomeados para os Óscares da Academia de 2016. A antecipação era muita, a expectativa ainda maior, e os resultados... Bem, digamos que não são totalmente surpreendentes.

 

Na liderança correm The Revenant: O Renascido, e Mad Max: Estrada da Fúria. Este último foi a grande surpresa na corrida às nomeações: são 10 as categorias para a qual está indicado, incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador para George Miller.

 

Para mim, um justo nomeado. Mad Max pode ter aquele ar louco e meio destrambelhado, mas consegue juntar um visual, argumento e poder nas suas imagens que nos deixam presos ao ecrã. Por isso, fico feliz.

 

Eu, por várias foram as contestações contra as nomeações apresentadas. Uma delas foi a ausência de atores de outras etnias, principalmente com filmes em que brilharam.

 

De qualquer forma, ainda me faltam muitos filmes. Vou andar numa maratona até chegar dia 28 de fevereiro, a noite de todas as decisões.

 

Mas vamos acabar com a conversa. Estes são os nomeados para a edição de 2016 dos Óscares da Academia, com algumas apostas pelo meio.

 

Melhor Filme – acredito que este ano seja algo político, possivelmente A Queda de Wall Street ou O Caso Spotlight; todos sabemos que são o fraquinho da Academia...

  • A Ponte dos Espiões
  • A Queda de Wall Street
  • Brooklyn
  • Mad Max: Estrada da Fúria
  • O Caso Spotlight
  • Perdido em Marte
  • Quarto
  • The Revenant: O Renascido

 

Melhor Realizador – o meu coração pede George Miller, sobretudo devido aos rumores que dizem que é possível que não volte à saga. E porque merece.

  • Adam McKay, por A Queda de Wall Street
  • Alejandro Gonzaléz Iñarritu, por The Revenant: O Renascido
  • George Miller, Mad Max: Estrada da Fúria
  • Lenny Abrahamson, por Quarto
  • Tom McCarthy, O Caso Spotlight

 

Melhor Ator – É BOM QUE GANHE O LEONARDO, SE NÃO VAI EXISTIR UMA REVOLUÇÃO!

  • Bryan Cranston, por Trumbo
  • Eddie Redmayne, por A Rapariga Dinamarquesa
  • Leonardo DiCaprio, por The Revenant: O Renascido
  • Matt Damon, por Perdido em Marte
  • Michael Fassbender, por Steve Jobs

 

Melhor Atriz – Ainda não vi, mas Brie Larson é capaz de levar o prémio. O seu papel está a ser elogiado em todo o lado, e até já levou o Globo de Ouro.

  • Brie Larson, por Quarto
  • Cate Blanchett, por Carol
  • Charlotte Rampling, por 45
  • Jennifer Lawrence, por Joy
  • Saoirse Ronan, por Brooklyn

 

Melhor Ator Secundário – ALL HAIL SYLVESTER STALLONE! Ahhh tenho uma pequena esperança, até por uma questão de nostalgia, mas há fortes probabilidades de levar Bale...

  • Christian Bale, por A Queda de Wall Street
  • Mark Ruffalo, por O caso Spotlight
  • Mark Rylance, por A Ponte dos Espiões
  • Sylvester Stallone, por Creed: O Legado de Rocky
  • Tom Hardy, por The Revenant: O Renascido

 

Melhor Atriz Secundária – Alicia Vikander, por favor! É o que está no meu coração, mas algo me diz que vai para a Rooney Mara

  • Alicia Vikander, A Rapariga Dinamarquesa
  • Jennifer Jason Leigh, por Os Oito Odiados
  • Kate Winslet, por Steve Jobs
  • Rachel McAdams, por O Caso Spotlight
  • Rooney Mara, por Carol

 

Melhor Filme de Animação – Anomalisa está a roubar corações, por isso acho que vai estar renhido...

  • A Ovelha Choné: O Filme
  • Anomalisa
  • Divertida-Mente
  • Memórias de Marnie
  • O Menino e o Mundo

 

Melhor Argumento Original – Ahhh o argumento de Divertida-Mente... Mas não creio que lá chegue

  • A Ponte de Espiões
  • Divertida-Mente
  • Ex Machina
  • O Caso Spotlight
  • Straight Outta Compton

 

Melhor Argumento Adaptado – Só posso falar de Perdido em Marte, mas o que sei é que está mesmo muito bem adaptado, e tem tudo para correr bem.

  • A Queda de Wall Street
  • Brooklyn
  • Carol
  • Perdido em Marte
  • Quarto

 

Melhor Fotografia – Estas só mesmo vendo os filmes. Mas Mad Mad e The Revenant têm muito boas hipóteses...

  • Carol
  • Mad Max: Estrada da Fúria
  • Os Oito Odiados
  • Sicario – Infiltrado
  • - The Revenant: O Renascido

 

Melhor Guarda-Roupa – A RAPARIGA DINAMARQUESA. PONTO.

  • A Rapariga Dinamarquesa
  • Carol
  • Cinderela
  • Mad Max: Estrada da Fúria
  • The Revenant: O Renascido

 

Melhor Caracterização – Sem dúvida que Mad Max merece.

  • Mad Max: Estrada da Fúria
  • O Centenário que fugiu pela janela e desapareceu
  • The Revenant: O Renascido

 

As restantes categorias podem ficar a conhecer aqui. Mas Mad Max reina na minha cabeça – menos em efeitos sonoros e banda sonora original; aí, por favor, deixem o Star Wars ficar com o beijinho – até porque John Williams merece tudo!

Os bons também partem

Todos partimos. Mais tarde ou mais cedo, há um momento em que o coração deixa de bater. No último sopro, a alma passa e deixa-se levar para um mundo melhor.

 

Acredito em estrelas. Estrelas que passam a brilhar quando deram o seu melhor em vida. Estrelas que nos iluminam, que inspiram e nos fazem acreditar que todos podemos fazer coisas boas no mundo.

 

 

Quando descobri que Alan Rickman tinha morrido, aos 69 anos de idade, fiquei de tal modo chocada que não conseguia pensar em mais nada. Não haveria mais filmes. Não haveria mais a sua voz grave e profunda. Não haveria mais as suas inspiradas interpretações. A sua alma era uma estrela.

 

Não, nunca o conheci. Penso que tenha sido até a primeira celebridade cujo desaparecimento me deixou de tal forma abalada. Porquê? Talvez porque tenha crescido com a sua voz.

 

Não sou da geração de Die Hard, nem tão pouco de alguns dos seus maiores êxitos. Só mais tarde me dei conta do seu talento e versatilidade, mas cresci com a voz misteriosa de Severus Snape. Redutor para a sua carreira? Sim, mas também um testemunho de como nos podemos apegar às figuras e personagens que nos preenchem.

 

O que me mostra o porquê de gostar tanto de Cinema: quando bem feito (e este senhor fazia-o como ninguém), transcende a tela e chega às nossas vidas. As boas personagens passam a fazer parte do nosso circulo de amigos e família, e vê-las desaparecer é levar um pedaço de nós com elas; o pedaço que achava que eram reais.

 

Rickman deu um pouco da sua alma a Snape, e como ele acredito que poucos o tivessem conseguido. Vê-lo a tornar-se estrela é levar com ele essa voz e presença, essa alma e entrega. E custa percebê-lo.

 

Resta-nos as suas personagens.

 

“- After all this time?

- Always.”

 

Até sempre.

Drive In #2 - Dragon Ball: Evolution

A infância de grande parte dos portugueses que nasceram na década de 90 foi passada sem perder o próximo episódio (“porque nós também não!”) de Dragonball. Uma série icónica por todo o mundo, acabou por ser ainda maior para nós por ter a grande parte dos diálogos inventados - e muitas vezes improvisados -, cheios de referências culturais da altura (nomeadamente ao João Baião e ao Big Show Sic, ou ao Jorge Gabriel e ao Ai Os Homens). Ainda hoje recordamos com nostalgia aquelas figuras que implorámos à nossa mãe para comprar na loja dos 300.

Foi essa nostalgia que me levou a querer falar-vos sobre o subject #2 desta rubrica: Dragoball Evolution. Nesta aventura, à semelhança do manga e anime, Goku tem de encontrar todas as bolas de cristal para banir Piccolo da terra (outra vez).

Quando carregamos play, a coisa até parece ter alguma qualidade: é-nos contada a história até aquele momento, com recurso a uns efeitos especiais engraçados - que até me fizeram lembrar a intro espetacular do The Girl With The Dragon Tattoo. Mesmo sem querermos, as expectativas aumentam.


1 minuto e meio depois percebemos o quanto estávamos enganados.


A partir daí, é sempre a piorar, com os clichés do costume: a miúda jeitosa super out of his league (Chi Chi) e o respetivo namorado, que é o bully oficial do liceu; ou o facto de Goku não usar os seus poderes para o mal, só em legítima defesa - muito a la Karate Kid.

E porque todo o super herói tem sempre alguma ajuda, aparecem Bulma, Roshi e até Yamcha, para se juntar à trupe. E assim que isso acontece, começa a verdadeira ação, com direito a vulcões, lava e uma criatura enviada por Piccolo! Wow!

É aqui que surge a minha parte favorita: Goku decide desmembrar o inimigo e fazer uma ponte de partes de corpo para atravessar a lava. Um MacGyver autêntico, este rapaz.

Por falar em MacGyver, herói americano, já referi que o filme parece passado no Hawaii? Até Roshi usa uma camisa havaiana durante todos os 85 minutos de tortura que é este filme.

Dragonball Evolution é péssimo, com diálogos terríveis, interpretações que causam vergonha alheia no espectador, pausas do tamanho de uma baleia assassina, efeitos especiais estilo Godzilla - sim, o original...-, e ainda nos brinda, depois dos créditos, com o easteregg mais ridículo de sempre.

Mas vale a pena a ver? Claro que sim! A série que adorávamos tinha mais momentos ridículos do que coisas que fizessem sentido (para um lembrete, ver aqui) - e essa era uma das razões porque nos levantávamos cedo ao domingo para a ver.


Em todo o seu terrível esplendor, este filme é uma ode à infância!

 

Deixem-me rir agora que amanhã posso ter cieiro,
DeLorean

12483903_1112166902140947_1369261431_n

 

Pág. 1/2