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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

2016 no Cinema: as estreias a não perder

Todos os anos digo o mesmo: este foi um bom ano para o cinema! Todos os anos encontro filmes, no cinema ou em casa, que me fazem acreditar que esta Arte tem sempre algo novo e surpreendente para nos mostrar, e novas aventuras para viver.

 

2016 não vai ser diferente. Alguns dos filmes mais esperados estão já anunciados e as datas de estreia praticamente estabelecidas, e Portugal pode contar com grandes filmes ao longo do ano. 

 

Uma coisa é evidente: há para todos os gostos. Os super heróis nas suas várias formas estão a marcar presença vincada em 2016, com as estreias de Capitão América, Batman v Superman: Dawn of Justice (e este espero com grande afinco) e Deadpool, do qual já falei e mostrei o meu grande entusiasmo.

 

No campo dos super-heróis, no entanto, existem outros três que me têm enchido as medidas:

 

  • X-Men Apocalypse: desde criança que sou fã de X-Men, e o último capítulo, Dias de um Futuro Passado, é possivelmente dos meus preferidos. O trailer que já podemos ver deste novo filme promete a continuação de uma aventura bem estruturada;

 

  • Doutor Estranho: o mundo da Marvel já começa a chatear-me um pouco, mas estou curiosa para ver como se porta Benedict Cumberbatch no papel de Doutor Estranho. Cumberbatch veste a pele de Strange, um arrogante e bem-sucedido cirurgião que depois de perder a sua carreira começa o seu treino com um feiticeiro. Para o mundo Marvel, parece deliciosamente fresco;

 

  • Suicide Squad (ou Esquadrão Suicida como dizem por cá): a grande liga dos vilões! Outra frescura no mundo dos super-heróis, que nos traz o caos lançado por alguns dos vilões mais conhecidos da DC Comics. Aquele ambiente negro e o elenco de luxo fazem com que esteja ansiosamente à espera de novembro!

Mas outros valores se levantam. Além dos previsíveis blockbusters que vão fazer com que todos invadam os cinemas, existem outros filmes igualmente interessantes que não têm dado tanto que falar, ou simplesmente fogem à fórmula heróica. 

 

Estes são aqueles que não quero mesmo perder:

 

  • The Revenant: O Renascido:aqui falei nele. Leonardo DiCaprio já conta com duas nomeações pelo seu papel neste filme, que apesar de já ter estreado em algumas partes do mundo, só chega a Portugal a 21 de janeiro. O trailer é fortíssimo e quero muito ver na sala de cinema.

 

  • Junto ao Mar (By the Sea): é o novo filme realizador por Angelina Jolie, protagonizado pela mesma e por Brad Pitt. Para já, a sua química na tela foi uma das coisas que me fez gostar tanto de Mr. e Mrs. Smith, o último filme que fizeram juntos. Depois, tenho um fraquinho por história que os mostrem as fragilidades e belezas das relações interpessoais, e Junto ao Mar parece ter tudo isso. E visto e escrito (a atriz também é responsável pelo argumento) pela perspetiva de Jolie é uma preciosidade. Apesar de já ter estreado nos Estados Unidos (e de os resultados de bilheteira não terem sido animadores), tudo indica que por cá estreia em janeiro.

 

  • The Hateful Eight: o aguardado regresso de Quentin Tarantino, desta vez em género western, sem esquecer com certeza o seu amor por grandes batalhas e presença de armas e sangue - nada contra, eu também gosto. Outro que chega ao nosso país já em 2016, depois de estrear no resto do mundo. E outro que vou ter de tapar os olhos e ouvidos a possíveis opiniões que surjam por essa internet fora, para não defraudar expectativas...

 

  • Salve, Caesar! (Hail Caesar): o novo filme dos irmãos Coen parece trazer tudo o que estamos à espera: humor, aventuras e um tempo muito bem passado! O elenco é de luxo e o trailer deixa água na boca, pelo que quero muito ver o que sai daqui.

  •  Everybody Wants Some: as comédias também fazem falta, principalmente vindas do senhor que já nos mostrou a trilogia Antes do Amanhecer e Boyhood, um dos meus preferidos do ano passado. Everybody Wants Some parece ser uma comédia leve, que nos leva ao encontro dos anos 1980 vistos da perspetiva de Richard Linklater, o que só me deixa mais curiosa... Se chega em abril aos Estados Unidos, espero que pouco depois também estreie por cá.

 

  • Cavaleiro de Copas: demorei algum tempo a digerir Árvore da Vida, de Terrence Mallick, mas consegui perceber a sua mensagem e visão. Cavaleiro de Copas só em 2016 vai estrear em Portugal e, pelo que vi, traz a mesma atmosfera misteriosa e introspetiva a que o senhor dos habituou. Quero dar-lhe uma oportunidade.

 

  • The Light Between Oceans: pouco se sabe sobre este filme, além de estrear em 2016 e de se basear na obra com o mesmo nome de M.L. Stedman. Fala sobre um faroleiro e sua mulher que criam uma criança que dá à costa próximo do local onde vivem. É o seu elenco que me chama a atenção: Michael Fassbender e Alicia Vikander, a minha girl crush de 2015, são os protagonistas. Já o realizador, Derek Cianfrance, foi o senhor responsável por Blue Valentine, o que me deixa ainda mais expectante.

  • Passengers: tem também uma das minhas girl crush, Jennifer Lawrence, bem como uma das sensações de 2015, Chris Pratt. Além disso é ficção científica, que mesmo não sendo o meu género preferido acaba sempre por me surpreender. Pela sinopse parece ter tudo para me agradar: um grupo de colonos parte para um outro planeta e adormece um sono de longa duração que só terminará quando chegarem ao destino. Mas quando um dos passageiros acorda inesperadamente, o seu medo de envelhecer sozinho fazem com que desperte um dos seus colegas.

 

  • Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los: se bem que já falei dele aqui, não podia deixar de o mencionar como uma das grandes estreias pela qual estou ansiosa em 2016. Como Potterhead orgulhosa que sou, sei que vou estar na primeira fila para assistir assim que estreie nas salas de cinema. E não há nada tão maravilhoso quanto esperar tanto por um filme...

 

Para as crianças (e aqueles que, como eu, vivem num eterno complexo Peter Pan) o ano também vai ser em cheio. Temos Finding Dory, A Vida Secreta dos Nossos Bichos, O Panda do Kung-Fu 3, e tantos outros que com certeza vão fazer as delicias de pequenos e graúdos.
 
Mas há muitos mais... Há Carol, The Forrest, o live action de O Livro da Selva e até Assassin's Creed. No entanto, num só post seria difícil colocá-los a todos - a lista vai sendo atualizada no Facebook aqui do burgo. O que só me dá mais certeza: 2016 vai ser um bom ano para o cinema!

Divertida-Mente (2015)

Sinopse: Na mente de Riley, uma jovem de 11 anos, é a Alegria que comanda as suas ações. Com ela estão a Raiva, Avareza, Medo e Tristeza, que todos os dias marcam a sua vida. Quando os pais de Riley mudam de cidade e a jovem tem de se adaptar a uma nova casa e escola, as suas emoções têm muito trabalho pela frente.

 

Gosto dos serões em casa por isto: escolho um filme, ponho uma manta, e eventualmente encontro um ou outro que me fazem lembrar que há um motivo para eu gostar tanto de Cinema. Divertida-Mente é um deles.

 

A Disney Pixar é mestre em fazer-me sentir uma criança feliz. Toy Story, Up, Wall.E, Brave e Monstros e Companhia estão entre os meus preferidos filmes de animação, e alguns deles são do coração e aqueles que revejo com prazer e alegria sempre que tenho oportunidade. O conceito de Divertida-Mente desde o início me atraiu, se bem que tive receio que fosse demasiado complexo para uma criança.

Estamos a falar do funcionamento das emoções e de como elas influenciam a nossa vida e personalidade, num filme de animação; quer queiramos, quer não, estamos a falar de um filme para crianças. Uma das maravilhas de Divertida-Mente é que torna tudo isso muito simples de compreender e percecionar.

 

Aquilo que poderia parecer complexo torna-se simples a partir do momento em que começamos a ver. Mais do que isso, está contado de tal forma que ficamos a torcer pela Riley, e as nossas próprias emoções exaltam-se ao ponto de chorarmos, rirmos e nos emocionar-nos num só filme.

 

Durante o crescimento de Riley e as suas desventuras ao chegar a São Francisco, acabamos por nos rever naquela criança, e questionamos até se será assim que tudo funciona na nossa cabeça. Não parece tão simples?

A mestria está do lado de quem o criou e desenvolveu. Do visual, à construção das personagens e história, tudo nos faz acreditar que sim, é mesmo assim que tudo acontece na nossa cabeça.

 

É amor num filme. É a prova em como precisamos tanto da alegria como da tristeza para sermos felizes, e que qualquer uma das nossas emoções é fundamental durante o nosso crescimento. Mas esta mensagem, aparentemente tão simples e certa, é contada com o carinho que cada uma destas emoções merece e que cada criança merece.

 

Mais do que as emoções, são as nossas memórias que nos tornam o que somos. Não é por acaso que nos definem; lembro-me bem da minha primeira vez numa sala de cinema, da magia que senti ao ver uma história que me prendeu diretamente naquela tela gigante. Essa magia ainda hoje me surpreende sempre que fecho as luzes e me finjo em frente à tela, ou a cada vez que entro na sala. E foi essa magia que me fez criar este espaço.

 

Divertida-Mente fez-me relembrar tudo isso. Mostrou-me ainda que grandes ideias não precisam de ser complexas, e que as mais simples podem conter em si as mensagens e o amor mais completos. 

 

Sejamos crianças ou adultos, não há como ficar indiferente. Até porque o amor não tem idade.

Trailer da semana III - Este não é um filme de superheróis

O dia de Natal não podia ter trazido melhor prenda: um trailer fresquinho, fresquinho de Deadpool! E senhores, não vos passa pela cabeça o quanto quero ver este filme...

Porque Deadpool, ao contrário do Capitão América, Super-Homem ou Batman (que curiosamente têm figurado bastante nesta rubrica), é o super-herói que nunca quis ser herói, ou sequer super; só queria ficar curado e salvar a miúda.

 

Desde que surgiu o primeiro trailer que fiquei curiosa. Ele é sarcástico, goza diretamente com os vilões antes de lhes mostrar quem manda, e não quer saber do politicamente correto. É o super-herói menos herói que tem surgido no cinema, e isso deixa-me muito ansiosa. 

Neste novo trailer conseguimos perceber um pouco mais da sua história, e dar-lhe aquela humanidade que faltava. 

 

Deadpool é a máscara em que se esconde Wade Wilson, um Ryan Reynolds naquela que parece ser das suas melhores performances (principalmente depois de ter tentado a sua sorte como Green Lantern e ter falhado). Wilson era um antigo membro das forças especiais que, depois de descobrir um cancro no pulmão, decide sujeitar-se a um tratamento experimental que o cura e torna indestrutível.

 

Daí até se tornar Deadpool vai um pequeno pulo.

 

Não é a primeira vez que o vemos no grande ecrã: a personagem surgiu em X-Men Origens: Wolverine. Vê-lo num filme stand alone foi uma grande jogada, principalmente porque está a chamar a atenção um pouco por todo o mundo pelas melhores razões.

 

A verdade é que estamos todos um pouco fartos dos super-heróis bonzinhos que invadem os cinemas como se não houvesse amanhã. É bom ver que ainda existem coisas novas, criativas e muito engraçadas a surgir. 

 

Fico à espera de 14 de fevereiro para descobrir se assim é verdade.

5 sugestões para os domingos de inverno

Não gosto do inverno. Ou melhor: gosto mais do verão do que do inverno. Não sou fã do frio e da chuva, e prefiro um bom dia de sol ao calor das castanhas assadas (mas podem oferecer castanhas sem medo, são das poucas coisas de que gosto nesta altura). 
 
Existe outra: os fins de semana em que não há nada para fazer à exceção de me enroscar no sofá/cama, por baixo de uma manta bem quente, e quiça boa companhia. Melhor, melhor é quando há um filme a acompanhar! 
 
Mas não pode ser qualquer filme. Tem de ser um filme aconchegante, que faça rir ou chorar, que nos prenda sem nos fazer pensar. Ou que tenha tiros, explosões e sangue a jorrar por buracos infinitos. 
 
O que não significa que não possa ser bom; não ter uma história maçuda não é sinónimo de menor qualidade (o que quer que seja essa qualidade).
 
E porque chegou a altura do ano para tudo isso, deixo cinco sugestões que, mais cedo ou mais tarde, vão fazer parte das minhas tardes de domingo. 
 
Agentes Secundários (21 Jump Street)

Não, não se trata da série que popularizou um jovem Johnny Depp. É sim o filme de 2012 que trouxe de volta a história, e que conseguiu surpreender todos os que assistiram a pensar que iam ver mais uma comédia sem sentido. 
 
Pelo menos foi o que me aconteceu, mas a verdade é que Agentes Secundários consegue fazer um humor fácil qb, sem que fiquemos a pensar que se trata apenas de mais um filme de comédia. 
 
O seu propósito é claro: fazer-nos rir. E consegue fazê-lo usando fórmulas que todos sabemos que resulta, sem roçar a estupidez sem sentido. 
 
Para uma tarde descontraída, não há melhor! Para os resistentes, aproveitem o fim de semana seguinte para assistir a sequela; não tão surpreendente (aliás, essa é a beleza da coisa), mas igualmente cómico. 
 

 

 
Um Ritmo Perfeito (Pitch Perfect)

Confissão número um: eu gosto de musicais. 
Confissão número dois: isto é um musical, sem na verdade o ser. Mas se calhar, para os que não gostam de cantorias exageradas, talvez não seja a melhor opção. Ao menos os diálogos não são interrompidos por frases cantadas. 
 
É cómico, tem o seu quê de rebeldia, e faz-nos pensar que há pessoas para tudo. Até cantar acapella como desporto. 
 
Uma das maravilhas que fazem com que este seja um filme descontraído mas bem feito são os pequenos toques de sarcasmo  que por baixo da manta fazem qualquer um dar uma gargalhada. 
 
E quem sabe, cantar um pouco pelo caminho. 
 

 

Chappie

Porquê Chappie? Porque pensei que fosse mais um filme sobre robôs, e afinal acabei por gostar bastante. Sim, é um filme sobre robôs, mas também  tem a sua pequena crítica social, emoção, filosofia, tiros e um Hugh Jackman com um cabelo muito estranho.
 
Chappie tem uma poderosa historia sobre a ambição humana, o livre arbitrio e até onde deve ir a inteligência artificial. Mas não temam, continua a ser ótimo para fins de tarde por um motivo: é simples e ritmado o suficiente para nem darmos por isso! 
 
A simplicidade da sua historia dá-lhe a força e apelo necessários para passarmos um bom bocado.
 

 

Kill Bill

Este é para quem gosta do seu quê de sangue a jorrar de todos os poros, de violência aparentemente sem sentido, que prende ao ecrã como nada mais. E para os fãs de Tarantino.
 
Nem todos gostam de Tarantino. O realizador tem uma identidade peculiar, e o sangue faz parte dela. A história de vingança da Noiva é uma mostra disso mesmo (se bem que não considero o meu preferido nem o melhor do realizador). 
 
Mas é tudo o que queremos numa tarde de domingo: deixa-nos embrenhados na história, ficamos vidrados naquele visual e queremos sempre saber o que vai acontecer de seguida. Quando damos por nós já acabou, mas nada temam: há uma sequela, e tudo indica que a terceira parte vem a caminho.
 

 

A Mulher do Viajante do Tempo
 

Numa lista de filmes para ver ao domingo à tarde, tinha de existir um drama de ir às lágrimas, com histórias de amor aparentemente impossíveis e perdas de partir o coração. Deixei de lado o Nicholas Sparks por um motivo: até eu acho que deve haver limites para os filmes que querem fazer chorar. 
 
Não chorei com A Mulher do Viajante do Tempo, mas podia. A delicadeza de Rachel McAdams junta-se aquele ar conquistador de Eric Bana numa história de ficção sobre algo tão simples como... O amor. 
 
O amor é sempre um bom assunto. Saber explorá-lo de forma diferente é outra história. O que este filme tem de bonito é que pega numa base tão simples como essa, e junta-lhe o encanto do destino, do meant to be, e das viagens no tempo. Se acaba bem ou não, vamos é chorar.
 

 
UM EXTRA: porque as tardes de domingo tambem merecem clássicos, deixem esta singela genial comédia na vossa lista. Se nunca viram, uma coisa vos digo: não se vão arrepender!
 

Um Natal com Amor

Passou mais um ano, e com ele veio mais um Natal. Sou menina para gostar da quadra, com tudo aquilo a que tem direito: árvore enfeitada, luzes pela casa, uma música ou outra a tocar durante a noite, e uma mesa farta repleta de gente durante a ceia. 
 
Sempre gostei do Natal. Mais do que as prendas (não vou mentir, sempre adorei receber prendas e o Natal é um paraíso), juntar toda a família e comer e beber a noite toda sempre me deliciaram. 
Talvez por isso este seja um dos meus filmes de Natal de eleição. 
 
 

 
O Amor Acontece. Não é o Sozinho em Casa, nem o Scrooge ou Grinch; é mesmo O Amor Acontece. 
 
Porque é de Natal, sem falar apenas e só no Natal. Passamos toda a ação dentro da quadra, mas a única coisa que importa é só e apenas o amor, em qualquer das suas formas. 
 
Lamechas? Um pouco. Mas por mais clichê que pareça, este filme representa aquilo que a mim mais importa no Natal, que é estar com e fazer felizes aqueles de quem mais gostamos. 
 
Passamos o ano inteiro numa verdadeira correria. Entre trabalho, casa e tantas outras coisas, esquecemos que por vezes o melhor não está debaixo da árvore, mas no que a rodeia: nós. 
 
É o meu lado lamechas. Seja pela família, um mais-que-tudo ou pelos amigos de coração (e que se tornam uma segunda família), o amor acontece todos os dias. Se não temos tempo para celebra-lo durante o ano, que seja durante o Natal que é lembrado. 
 
Ali, à volta da mesa durante o jantar. Ou já no sofá, à espera da meia noite, a assistir a um dos filmes da família - e porque não este? 
 
Façam-no acontecer. Abram a porta e deixem a declaração entrar, com um sorriso ou palavra amiga. 
 
Isso sim é o que me faz gostar do Natal. E que me faz ter em O Amor Acontece um dos predilectos para ver na época. 
 
E a todos os que por cá veem, um ótimo Natal cheios de amor e sorrisos! 

Quem vamos chamar? As Ghostbusters!

Em 1984, pelas mãos de Ivan Reitman, nascia um dos ícones do cinema de humor e aventura. Sim, esse mesmo em que estão a pensar: Ghostbusters, ou como ficou conhecido por cá, Os Caça Fantasmas!

 

A história prometia: antigos professores juntaram-se para criar um serviço que, sem imaginarmos, seria mais do que bem-vindo: encontrar e eliminar qualquer evidência de atividade paranormal. 

 

Foram anos de humor, caças e de uma sequela que cumpriu o objetivo. Mas de homens a serem heróis já todos estamos cansados. Porque não serem as mulheres as donas das pistolas? Bem, não precisamos de pensar mais, porque Paul Feig pensou e a primeira imagem oficial surgiu esta semana.

Elas são quatro. São quatro poderosas mulheres que, na pele de Kristen Wiig, Melissa McCarthy, Leslie Jones e Kate McKinnon, vão passar a ser as heroínas do pedaço.

 

A história, essa, ainda não é totalmente conhecida. Não existe uma sinopse oficial ainda, mas sabemos que cada uma delas está preparada para encontrar tantos fantasmas quanto os antigos donos daqueles fatos. 

 

A imagem não foi a única novidade sobre o filme a surgir esta semana: novos pósteres deram à costa, cada um com uma das personagens principais.

 

 

Pela atividade toda durante esta semana, um trailer não deve estar longe. E ainda bem, porque quero muito ver o que podemos esperar daqui.

Através das imagens, pouco se conhece. Estou a contar com um humor desenfreado e equilibrado, bem como Paul Feig nos tem habituado.

 

Foi este senhor que trouxe algumas das comédias mais light e eficazes que tenho visto nos últimos tempos, nas vezes de A Melhor Despedida de Solteira e Spy. São apenas isso, comédias, sem pretenções a nada mais, mas fazem aquilo que devem: fazer-nos rir sem igual.

 

Como é que vai pegar em Os Caça Fantasmas e dar-lhe outra roupagem, não sei. O trailer é apenas uma pista, e pode até ser engodo, mas é uma forma de pelo menos conhecermos a abordagem que vai pegar. 

 

As senhoras não estão sozinhas, o que me faz ficar ainda mais expectante. Ele tem Chrsi Hemsworth e Andy Garcia, só para começar, e uma aparição especial do elenco original é esperada.

 

Será mesmo? Serei a única que quer saber onde é que isto vai dar?

Isto sim é Star Wars, sem spoilers

Consegui. À última da hora, consegui bilhetes para assistir em primeira mão aquele que era um dos filmes mais esperados do ano. E ainda bem, porque é de outra galáxia!

Sinopse: com o fim do Império, uma nova força se levanta: a Primeira Ordem. Com a ajuda da República, os Rebeldes tentam derrotar novamente o lado negro, num mundo que esqueceu os Jedi depois do desaparecimento de Luke Skywalker (Mark Hamill). Mas todos estão numa corrida para o encontrar... 
 
Este foi feito para os fãs. Não há dúvida de que J.J. Abrams é fã da saga e sabe perfeitamente o que queremos ver. Ele conhece o ambiente, os ângulos, os cortes e os pormenores necessários para nos transportar para a trilogia original, e mais do que isso respeitá-la e aqueles que a admiram. 
 
Um dos problemas com as prequelas (os episódios I, II e III) é que deixaram de fora algumas das maravilhas que nos fazem gostar de Star Wars. Não sentíamos estar naquele universo, não havia o seu humor característico, foi mais maçudo; a aventura ficou para segundo plano, bem como a descontracção pela qual se pauta a saga. Sim, as personagens e contexto eram diferentes, mas faltava qualquer coisa. 
 
Uma coisa que O Despertar da Força tem, e que prova que um novo contexto permite fazer-nos sentir em casa. 

Durante todo o filme percorremos um mundo de sensações: rimos, ficamos surpresos, queremos arrancar cabeças e sentimos o coração apertado. E não só porque Han Solo e a sua mítica sagacidade estão de volta, mas porque as novas personagens garantem uma construção coerente com aquilo que George Lucas criou há décadas atrás. Aliás, são uma adição que nos faz sentir precisamente que estamos perante um despertar, em todo o sentido da palavra, de uma das séries mais acarinhadas. 
 
É possível que seja isso: coerência. Se bem que com o hiato de décadas, esta é uma sequela que faz sentido. 
 
Não é perfeita. Podíamos estar à espera de um argumento mais rico e diferente daquele que nos trouxe Abrams, mas a verdade é que Star Wars nunca quis argumentos complexos e sérios - pelo contrário, foi a sua simplicidade que nos conquistou. Talvez existisse vontade de algo diferente, mas o paralelismo criado entre O Despertar da Força e a trilogia original não só nos traz nostalgia, como chama um novo público que vê com os mesmos olhos de 1977 aquilo pelo qual nos apaixonámos. 
 
Eu não sou da geração que viu Star Wars nascer. As prequelas foram os primeiros filmes que vi. Lembro-de de ir ao cinema ver A Vinganca dos Sith e de entrar em contacto pela primeira vez com este mundo. Perdi com isso uma das melhores coisas desta saga: a surpresa de descobrir quem é Darth Vader. Acredito que vou poder testemunha-lá nesta nova trilogia, e as pistas lançadas por O Despertar da Força indicam que sim. 
 

Só anos mais tarde é que vi a trilogia original. Vi e revi, e descobri um mundo novo. Descobri o porquê de tanta gente gostar de Han Solo, como a Princesa Leia é (e continua a ser) um testemunho da força das mulheres, e encontrei em Luke um mestre inesperado. Foi bom poder reencontrar os primeiros e sentir que estão aparentemente na mesma, só com uma ou outra ruga a mais. Mudaram com a idade, como todos nós, mas a sua essência permanece. É isso não é só trabalho de Abrams, mas de atores que sabem trazer o melhor de cada personagem. 
 
As novas personagens encarnaram o seu espírito como ninguém. São um legado que vemos digno, e que nos leva a crer que, onde quer que esta nova trilogia nos leve (ao que tudo indica, trilogia será), vamos ficar a pensar que fazem um bom trabalho.
 
Eu fiquei mais fã. Aliás, acredito que O Despertar da Força foi pensado para nós, fãs da saga, mas também para aqueles que nunca viram nenhum filme e agora querem saber do que se trata tanta conversa. Podem e devem fazê-lo, já que tudo está feito para que percebam a importância deste mundo, sem estragar em explicações demoradas. 
 
Uma coisa é certa: the force is strong with this one. I can feel it. 

Finalmente, o teaser trailer de Fantastic Beasts!

Sim, ele chegou!

Foram precisos meses de antecipação até chegarmos a este ponto: uma pequena pista de com o mundo mágico vai retornar em Fantastic Beasts and Where to Find Them (ou na versão portuguesa, Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los). 

 

E não podia ser melhor.

Na verdade, pouco ficamos a saber com este teaser. Vemos um pouco da personagem principal, Newt Scamander, e de como começou a sua aventura. Uma coisa é certa: J. K. Rowling não optou pelo caminho seguro e criou uma história de raiz. 

 

Para os que chegaram agora e não fazem ideia do que estou a falar, Fantastic Beasts é o novo filme realizado por David Yates, que nos leva de volta o mundo mágico de Harry Potter. 

 

Com argumento escrito pela própria rainha J.K. Rowling, o filme parte de um curto livro que a autora escreveu com o mesmo nome, em 2001, sendo um dos manuais de Hogwarts usados por Harry, Ron e Hermione. O seu autor é Newt Scamander, também o protagonista do filme.

Na adaptação, Scamander é um escritor interpretado por Eddie Redmayne (não sei porquê, acho que não podia ser de outra forma) e que viaja até à cidade de Nova Iorque de 1926 para se encontrar com alguém importante do mundo da magia. Mas quando a sua mala, que contem criaturas fantásticas e os seus habitats, se abre e liberta algumas das criaturas para a cidade, começa a aventura. 

 

Ou seja, não é a adaptação do livro escrito por Rowling (até porque esse é apenas descritivo), mas também não é totalmente estranho. Uma das suas novidades é trazer o mundo da magia para fora da Europa, até com a criação de palavras novas: No-Maj, ao que parece, é o equivalente da palavra muggle nos Estados Unidos.

Por um lado, quero muito ver como resulta este mundo numa nova época e cenário. Durante toda a saga de Harry Potter sabemos que existem feiticeiros e bruxas em todo o mundo, mas raramente os vemos, e nunca nas suas cidades. Poder finalmente ver a extensão do mundo da magia é algo que me eleva as expectativas.

 

Por outro, é preciso ter cautela. Este não é o mundo a que estamos acostumados. Não existe Harry, nem Hogwarts, nem Diagon-Al; longe fica Londres e a plataforma 9 e 3/4. É algo novo, com palavras, feitiços, e creio que um ambiente em que aprendemos a viver e queremos sempre retornar. 

 

Essa é a minha esperança. É o que me leva a esperar com tanto afinco por apenas um filme.

Porque este é o meu mundo; é o mundo em que cresci, onde vivi aventuras e momentos sem igual, dentro e fora das linhas e da tela. E comigo há toda uma miríade de pessoas que acredita que o mundo mágico é um pouco seu, que fez amizades e as manteve porque, em alguma altura das suas vidas, o partilharam com alguém. É a magia sem uma varinha. 

 

Mas só em novembro é que vamos deixar de sentir o nervoso miudinho, o que nos dá todo um ano de antecipação. 

Até lá, que venham mais trailers. Queremos ver mais de Redmayne e de restante elenco, que conta ainda com Colin Farrell, Katherine Waterson, , Jon Voight e Ron Perlman

Avatar 2 vai mesmo acontecer... Bolas!

Desde que Avatar (lançado em 2009) se tornou o mais visto filme de sempre que o seu criador e realizador, o caríssimo James Cameron, veio afirmar que não vai existir uma, nem duas, mas sim três sequelas para o filme. Ou seja, até 2019 podemos esperar por mais extraterrestres azuis a invadir os cinemas. E vão ser filmes muito mais grandiosos.
 
Nota-se muito que não gostei de Avatar? É que não gostei. Enquanto filme, não achei que fosse nada de extraordinário, e não percebo todo o hype em volta  do filme. Mas mesmo assim, vão existir mais três versões, e não há nada que possa fazer em relação a isso.
 

 

 
Cameron diz que serão ainda mais grandiosos. Que o design está criado, e que está agora a melhorar os argumentos que colocam as personagens no sítio certo. Para isso tem uma equipa de umas cinco pessoas.
 
O que foi uma escolha mais do que acertada. Se o primeiro filme nos mostrou alguma coisa, é que Cameron pode ter jeito para muita coisa, mas o argumento de Avatar não foi uma delas. 
 
Foi essa aliás uma das razões que me fez não gostar de Avatar.
Percebo que tenha sido revolucionário no que toca ao uso da tecnologia, e sou a primeira a aplaudir de pé o visual encontrado por Cameron para contar a sua  história. O próprio conceito base atrai-me bastante, mas no que toca a argumento e interpretações, é apenas pobre. 
 

 

E digo pobre para não ser muito mazinha para com Cameron. É verdade que o senhor parece saber o que faz. Mas havia tanto cliché, frase feita, desfechos que se adivinhavam no início do filme, que perdi a vontade de continuar a ver a meio do filme.
 
Saber que veem mais três filmes deixa-me com os cabelos em pé por um motivo apenas: mas o que raio há mais para contar para que sejam necessários mais três filmes?
 
Não sei, e tenho medo de saber... Gosto de sequelas quando pensadas, a fazer sentido para a história, mas uma continuação de Avatar é como criar uma sequela de Titanic: o icebergue afundou o navio; como todos sobreviveram é parte do imaginário de quem assistiu. 
 
"Claro que as expectativas estão elevadas para estes filmes, sobretudo Avatar 2, para ter a certeza de que da primeira vez não foi só um acaso. Temos de corresponder."
 
É que tens mesmo, James. Fico à espera.

 

No Coração do Mar (2015)

Sinopse: Herman Melville (Ben Whishaw) vive inspirado pela história da baleia branca que levou ao naufrágio do baleeiro Essex, em pleno século XIX. Mais do que o naufrágio, Melville procura saber como sobreviveram os seus tripulantes, e por isso conta com a colaboração de um dos últimos sobreviventes, Thomas Nickerson (Brendan Gleeson).
 

 
Diz que é baseado numa história verídica. Moby Dick tem vivido no imaginário de várias gerações, desde que Melville contou a sua história. No Coração do Mar pretende contar a verdadeira, aquela que inspirou o autor e que o levou a escrever um dos clássicos da literatura mundial. 
 
Portanto, podemos dizer que o filme acaba por ser uma recordação de como  Melville lá chegou. Quem está à procura de grandes aventuras do mar e imagens épicas (se bem que existem qb), talvez não encontre o esperado. Entre memórias e realidade, o filme passa por várias épocas sem na verdade assentar em nenhuma delas. 
 
O que não abona a seu favor. Percebe-de que Ron Howard tenta mostrar o que apaixonou Melville colocando o próprio no centro da ação, mas a verdade é que com isso acaba por perder força na verdadeira história : o naufrágio do Essex. 
 

 
Howard já demonstrou que sabe contar histórias. Tem por hábito deixar-nos presos do princípio ao fim, e parece que neste falta um pouco de coerência. 
 
Eu pedia-lhe mais. Queria mais Moby Dick, mais personagens humanas. Porque esta é uma história de sobrevivência. Foram homens que passaram por tormentas para tentarem chegar a um porto seguro, sem nunca saberem se iam morrer ou viver. E o que custa mais é ver que esse prisma (se bem que presente) é passado ao de leve, como uma pena ao vento; aceitamos que um filme de três horas não seria ideal, e que muito do essencial está mostrado, mas parece que falta qualquer coisa.
 
Até pedia mais Chris Hemsworth. No papel de imediato do Essex Owen Chase, Hemsworth não foge muito do tipo de papéis a que nos tem habituado; é um dos protagonistas, mas até a sua presença parece meio apagada. Verdade que o seu visual (que causou surpresa recentemente na internet, quando uma fotografia durante as filmagens foi publicada e mostrava um terço do Thor a que estamos acostumados) passa parte da mensagem, mas não é suficiente.
 

Num filme que se queria humano, aquilo que mais se perdeu foi a dimensão das personagens. Podiam ter aparecido e sido mais do que aquilo que Howard fez delas, até porque havia sumo para espremer. No final, são pessoas que passamos a conhecer, sem na verdade encontrar as suas emoções e traumas. A mim fez-me confusão porque gosto de ver as pessoas no ecrã, mais do que a sua história; é a forma como se cruzam que constrói uma boa personagem.

 

No fundo, No Coração do Mar é um filme apagado ao qual não retiro o seu mérito. Vê-se bem, tem uma fotografia muito bem pensada, eficiente e bonita, e não deixa de ser um momento bem passado. Vemos um bom elenco em ação, baleias poderosas no seu habitat natural, e ansiamos em saber como será o desfecho. E claro, ficamos a conhecer uma grande história de sobrevivência. Mas que podia ter sido muito melhor aproveitada. 

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