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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

Trailer da semana I - À terceira, é de vez?

Causou sensação. Mais do que a Dory, o regresso do Capitão Américo deixou tudo em alvoroço, como que o George Lucas tivesse anunciado que ia voltar a realizar o Star Wars. Mas a verdade é esta: foi lançado o novo trailer de Captain America: Civil War, e ei-lo sem mais delongas.

Acredito que possivelmente já o viram. Colocá-lo neste artigo é como perguntar o sabor do chocolate: possivelmente, todos já o conhecem e provaram, mas não significa que recusem um quadrado quando é oferecido.

 

 

Civil War, como está bem de se ver, é a continuação direta do último filme de Capitão América, em que o patriota norte-americano conseguiu derrotar e salvar o seu amigo de longa data, conhecido como Soldado de Inverno.

 

É também um género de continuação de Os Vingadores: A Era de Ultron, em que o Capitão e Tony Stark viram a sua relação azedar depois da intervenção do segundo naquele que se tornou uma das maiores ameaças para a humanidade.

 

Que é como quem diz, eles vão andar à porrada.

Dou a mão à palmatória: se há coisa interessante de ver, será uma batalha entre estes dois. Precisamos de alguma coisa que nos dê novo alento para assistir aos filmes Marvel, e quem sabe não será este.

 

Depois de ver Os Guadiões da Galáxia, parece que os Vingadores perderam encanto… Se são as personagens datadas, a pressão de estarem sempre na mesma situação, não sei, mas o primeiro filme de Thor continua a ser o meu preferido deste Universo.

 

Por favor, mudem a minha opinião.

Hunger Games: A Revolta - Parte 2

 Sinopse: depois de resgatar Peeta (Josh Hutcherson) do Capitólio, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) e o exército do Distrito 13 continuam a sua missão: derrotar o Presidente Snow e trazer a paz de volta à Panem. Katniss é a voz da revolta, e uma das mais fervorosas apoiantes.

 

Acabou. Depois de três livros e quatro filmes, é o fim. Não sinto um vazio tão grande como no final do Harry Potter, mas quase. Vai faltar qualquer coisa a partir de agora, mas não podia ter pedido um final melhor. 

 
Talvez mais "frio" do que os anteriores. No último capítulo, existem explosões, batalhas e conspirações para tentar chegar ao objetivo final. Depois de uma primeira parte mais calma (houve quem dissesse demais) este é o contrário. 
 
Mas temos de nos lembrar de uma coisa: Panem é um cenário de guerra. Não há como. Esta última parte é de facto mais fria e calculista, talvez "estranha", mas assim dita Suzanne Collins no seu romance. É a própria história. 
 

 
Nesse aspeto, Francis Lawrence fez sempre um ótimo trabalho. Através dos seus olhos conseguimos observar todos os movimentos de Panem tal como os tínhamos imaginado ao ler os livros (ou assim acho eu e as pessoas com quem partilho o fenómeno). Salvo um ou outro pormenor que compreendemos a alteração ou omissão, Lawrence conseguiu, ao longo de quatro filmes, transmitir o ambiente, cores e até ângulos necessários para nos transportar para aquele cenário.
 
Enquanto filme individual, A Revolta: Parte 2 não é o mais bem conseguido; os anterior conseguiram cativar mais, mostrar mais, ser um pouco mais. Mas temos de o ver como um todo. Aí, vemos uma saga praticamente sem falhas, e uma das melhores adaptações literárias que testemunhamos nos últimos anos. 
 
A legião de fãs, e aqueles que ficaram depois de ver o primeiro filme, assim o pediam. Estamos perante uma história que é mais do que uma relação entre adolescentes (e não nos podemos esquecer que são adolescentes), é uma crítica social que precisa ser compreendida por todos. 
 
Sempre foi. A crítica sempre foi uma das melhores e mais subtis coisas acerca de Os Jogos da Fome, sem de facto o ser. Houve sempre algo em nós que nos revoltava, que nos fazia pensar em que como é que é possível tal acontecer, alguém permitir tal atrocidade. Mais do que mero entretenimento, estes filmes sempre transpiraram as partes que mais iam à canela da sociedade.
 

O livro em que se baseia este filme (e o anterior) foi escrito há vários anos, mas a verdade é que chega até as massas numa altura certeira. Com a guerra como cenário, A Revolta, aí sim subtilmente, leva-nos numa viagem pela nossa própria sociedade, em que sem darmos por isso algumas das atrocidades já estão a acontecer. Se for bem-sucedido, vai fazer-nos pensar.
 
E um bem haja a Jennifer Lawrence. Se Daniel Radcliffe será sempre Harry Potter, tu serás sempre a nossa Katniss. 

Os Mínimos (2015)

Sinopse: Desde os tempos pré-Históricos que as pequenas criaturas tentam encontrar o patrão mais malvado e vilão que existe; é o seu propósito, o que lhes dá vida. No momento em que se veem sem rumo, os corajosos Kevin, Stuart e Bob aventuram-se para procurar aquele que será o novo patrão da tribo… mas mal sabem o que os espera.

Por algum motivo, esta é a primeira coisa em que penso quando falo nos Mínimos - isso e as prateleiras na Primark repletas de camisolas, pijamas e chinelos amarelos e com olhos. Lembro-me que, da primeira vez que vi o Gru - O Maldisposto, já tinha na ideia que eram aquelas figurinhas humorísticas que faziam grande parte do filme.

 

E fazem. Os Mínimos mostram isso mesmo. Fruto da imaginação, este filme demonstra que mesmo sem percebermos patavina do que dizem, as suas personalidades e peripécias dão-nos vontade de continuar a assistir.

Sou fã de filmes de animação, e foi com alguma apreensão que soube que estavam a preparar um filme só com mínimos. Como muitas vezes acontece, pareceu-me forçado, uma forma de se aproveitarem da sua inesperada popularidade. Mas foi bem-sucedido que baste para arrancar umas gargalhadas e pensar “afinal valeu a pena”.

 

Porque é uma história bem construída. Tem momentos para as crianças, tem outros para os adultos se deliciarem, e no final é simples o suficiente para que todos se sintam relaxados e de bem com a vida.

Dificilmente alguém acaba de assistir a este filme sem ter um sorriso na cara - e não é esse um do propósitos do Cinema, fazer sentir-nos felizes? Tem os seus clichés e o típico final feliz de que todos estávamos à espera, e depois?

 

A técnica fica para depois, e perde até importância. Os filmes de animação têm de ser feitos, sobretudo, com amor e dedicação. E aqui há com certeza muito de cada um deles. 

 

Isso faz de mim uma mulher feliz.

Basta nadares, basta nadares...

Foi hoje!

 

Chegou!

 

Finalmente, depois de tanto tempo à espera, já o podemos ver!

 

Sim, foi hoje!

 

O trailer do Finding Dory foi lançado!!!

 

Estavam à espera de alguma coisa muito mais entusiasmante? Peço desculpa, isto fez o meu dia. Mais do que quedas de governos ou atentados à minha sanidade, foi este pouco mais de um minuto que me arrancou um sorriso e me fez pensar "Sim, vale a pena aguardar o futuro com expectativa!"

E sim, tenho esperança no futuro. 

Dos filmes do coração

 

Existem filmes que falam ao coração. Filmes que nos fazem suspirar e parar em frente ao ecrã sempre que começam a ser reproduzidos, ou que nos fazem pensar em todos os momentos em que já assistimos aquele pedaço de arte.

 

São comédias, filmes de ação ou independentes, que por um motivo que é só nosso nunca nos deixa indiferentes.

 

Ontem relembrei um dos meus: You’ve Got Mail (ou como quem diz, Você Tem uma Mensagem. Adoro as traduções portuguesas). Dos idos anos de 1998, com as suas modas e computadores (hoje) arcaicos, surge um filme simples, sem pretensões de ser mais do que uma leve comédia romântica, mas que mistura duas coisas sem igual: livros, e um jovem Tom Hanks.

(Sim, não avanço até estabelecer que tenho em Tom Hanks um dos meus crushs hollywoodescos. Não tem nada a ver com caixas de chocolates, mas o senhor diz-me qualquer coisa, que hei eu de fazer?).

 

Eles falavam por e-mail sem se conhecerem. Odiavam-se cara a cara, e apaixonaram-se duplamente quando descobriram que aquele em quem confiavam online, era a presença que passavam a adorar. O que há para não gostar?!?!?!

 

Romântica incurável como sou, nada. É para os românticos como eu, que acreditam que o amor chega em qualquer forma, mesmo através da internet. E para os dias que correm, é bom olhar para trás e ver como um simples e-mail era tão mais importante do que uma foto no Instagram.

 

Vou continuar a parar em frente ao ecrã sempre que este filme surgir. A romântica em mim (e o Tom Hanks) não consegue resistir-lhe.

Banda sonora de uma vida I

Feliz Halloween!

Venho tarde? Sempre ouvi dizer que o que conta é a intenção. 

 

Não tenho dúvidas de que um bom filme, sem uma boa banda sonora, perde muito do seu encanto. Falta-lhe dimensão, barulho de fundo, movimento...

A experiência foi feita várias vezes: cenas icónicas em filmes de culto, que perdem força no momento em que a música é retirada.

 

É isso, perde força. Perde dinâmica. E um bom filme consegue ser um bom filme quando encontra a trilha perfeita para acompanhar um momento perfeito.

 

Daí esta nova e a estrear rubrica.

 

E já que estamos na época das bruxas, com o Natal aí a chegar, achei digno em iniciar o momento com um clássico da época: The Nightmare Before Christmas, do (genial) Tim Burton, acompanhado pelo não tão menos genial Danny Elfman. 

 

É com What's This que tudo começa. É aqui que Jack descobre as maravilhas do Natal, e que encontra o mote para depois contar uma das mais belas e (des)construídas histórias destes meses de inverno. 

 

Eu diria até que é ideal para começar o mês de novembro...