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Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

As aventuras e desventuras de uma miúda que se alimenta de histórias cinematográficas.

Fui ao Cinema... E não comi pipocas!

A febre dos bilhetes antecipados

 

Tentei reservar bilhetes para a primeira sessão do Star Wars. Tentei, apenas, porque em pouco minutos parece que todos os lugares disponíveis no Colombo voaram!

 

Possivelmente, passou uma Millenium Falcon e levou os que restavam. Os poderes da Força (e, acho eu de que, os do Lado Negro) falaram mais alto, e fizeram com que todos os fãs da zona de Lisboa quisessem testemunhar em primeira mão um dos grandes eventos cinematográficos dos últimos tempos.

 

Perdoem-me os mais céticos, mas a última vez que houve tanta expectativa em relação a um filme, envolvia um jovem feiticeiro contra um mestre das trevas. Hum, familiar? Para mim sim, que fui ver esse duas vezes no mesmo dia * potterhead *.

 

Com tanta expetativa, gosto de ir à sessão de estreia. Chamem-me fangirl, quiçá apenas estranha, mas é diferente quando ainda não existem opiniões, críticas, sururus pelo ar quando vamos ver um filme que queremos mesmo, mas mesmo muito ver. Vamos sem conceções, apenas com as nossas esperanças e sonhos.

 

Quero sair da sala depois de ver The Force Awakens sabendo que faz jus à restante saga. Que J.J. Abrams conseguiu trazer um pouco do espírito de George Lucas, que aquele universo continua intacto. Por norma, tenho sempre medo quando tentam reativar uma saga tão incónica (Deus sabe o quão assustada estava quando entrei na sala para ver Mundo Jurássico), mas parte de mim acredita sempre que dali, só pode sair tudo de bom.

 

Mas continuo com medo. E vou ter medo até ao cair do pano - aliás, até ao momento em que saio e começo a pensar em todos os pequenos pormenores do que acabei de ver. Vai demorar. Vou passar em revista todos os passos, diálogos e imagens que me passarem pela frente. E que a Força esteja comigo, vou querer gostar.

 

Nem que seja porque, se tive todo o trabalho em conseguir bilhetes antes do tempo, tem de valer a pena!

Um Dó Li Tá

Neste momento, estão em cena cerca de nove filmes que quero ver. Três deles é daqueles que têm de ser vistos no cinema, e um desses em IMAX. Já fizeram as contas? É que eu já, e não estão famosas.

Nem estou a entrar no orçamento disponível. Sim, eu sei que não como pipocas porque um pacote custa mais do que um bilhete, mas até já nem entro nesse campeonato. Mas já fizeram as contas ao dias que tenho de ir até ao cinema para conseguir assistir a todos estes filmes?

São vários. Mais do que aqueles que devia. Mais do que aqueles que o meu corpo aguenta. Naturalmente, não preciso ir todos os dias... O mês tem 31 dias, para nove filmes, é mais do que suficiente. Mesmo assim, havia necessidade de me obrigarem a ir taaaantas vezes ao centro comercial?

Gosto de ser tradicional. Acredito que o assistir a um filme na sala, no ecrã gigante, às escuras, com mais dezenas de pessoas, dá-nos um perspetiva diferente do filme. E eu gosto dessa perspetiva. É por isso que faço um esforço para ir o máximo de vezes que consigo - o que não significa que não tenha mais nada para fazer!

O meu livro espera-me também nos serões. Sou adepta da arte-terapia (sim, são aqueles livros de colorir para adultos. Movin' on). Gosto até daqueles dias em que o sofá e um cobertor (que o outono começa a pedir) são bons companheiros para descansar do trabalho. E claro, tenho aqui o burgo - que sei que não atualizo com a frequência que queria, mas still!

Agora, há mesmo necessidade de pôr os filmes bons todos a estrear na mesma altura? É que daqui a poucos dias chega o 007, e depois Hunger Games, e Star Wars... Escolheram todos a mesma semana?!?!?!?!

Sim, escolheram. A silly season tem destas coisas, de pôr tudo o que é bom a estrear na mesma altura para ficar presente na memória dos senhores que têm algo a dizer na entrega de prémios. Ou de nos dar uma oferta bem maior na altura do ano em que está a chover, e ninguém lhe apetece ir à praia ou passear para o parque. 

Para os que gostam de ir ao cinema no resto do ano, que se desenrasquem! Se vos apetecer ir naquela semana em que não estreou nada de bom, pois olha, que belo dia para alugar no videoclube lá de casa (vamos ficar pela legalidade). Então e a experiência? Olha, arranja tempo e vai ver tudo de assentada quando chegar!

Entretanto, vou fazer Cara ou Coroa para escolher o próximo. Sugestões?

Chegámos ao futuro!

2015 é um ano importante. Esqueçamos as eleições, a reposição dos feriados, ou tudo o que possam achar que importa: 2015 é importante porque marca a chegada de Marty McFly e do Doc ao futuro!

Sim, isso mesmo que estão a pensar. Este é o ano em que vamos finalmente ter skates voadores, ténis cujos atacadores atam sozinhos, um carro movido a hidrogénio… Bem, talvez seja de mais.

 

Que eu saiba, muitas das geringonças futuristas que os protagonistas encontraram em Regresso ao Futuro II (ainda) não se realizaram (umas quantas já estão em desenvolvimento, como esta ou esta), mas não podemos perder a esperança.

 

Sou fã da série, como está bom de ver. Estou à espera de receber no sapatinho a trilogia comemorativa dos 30 anos da série (#dica), e até lá contento-me em descobrir tudo o que de novo as marcas andam a lançar para realizar o que Doc e Marty viram em 2015.

 

Para os que não se recordam, comecemos por uma contextualização: Regresso ao Futuro conta a história de Doc Brown um cientistas que transforma um DeLorean numa máquina do tempo e entra nas mais varias peripécias com a ajuda de Martin McFly. Uma delas, na sequela, leva a dupla até ao ano de 2015 para corrigir uma das alterações que fizeram no passado. Óbvio que não fica por aí.

 

Esta semana fiquei mais do que entusiasmada quando vi que algumas marcas estão a aliar este marco da cultura popular (vulgo, filme) a campanhas de marketing que não podiam estar a correr melhor.

 

Uma delas é a Toyota, que num momento em que está a apresentar no mercado os seus novos automóveis movidos a hidrogénio, junta os dois protagonistas numa conversa em que comparam o que havia no filme, ao que foi concretizado.

Isto, para mim, é ouro - não só porque marca o regresso da dupla 30 anos depois, como junta duas das minhas pequenas paixões e interesses: o Cinema, e o Marketing.

 

E se há coisas boas nesta vida, é ver ambas serem usadas de forma tão deliciosa.

 

Para os que não conhecem, marquem a visita ao clube de vídeo mais próximo (ainda existem? Nem que seja digital!). Ou então, lá para dezembro falamos e fazemos uma sessão cá em casa com os meus novos Bluray *wink wink*.

Perdido em Marte (2015) - Parte I

Sinopse: Mark Watney achava que ia ficar para a história por ter feito parte de uma tripulação de exploração de Marte. Afinal, ficou na história por ter sido o primeiro ser humano a ficar sozinho no planeta vermelho. Conseguirá voltar a casa?

 Eu gosto de Cinema pelas histórias e pormenores; são as personagens, e aqueles pequenos toques na criação dessas histórias que me fazem gostar de apreciar filmes, mais do que apenas vê-los. E Ridley Scott é um dos senhores que pensa nesses pormenores.

 

Mas teve ajuda: por detrás de um bom argumento, está uma história criada com mestria por Andy Weir, que nos prende a cada momento e nos deixa expectantes por saber o que vai acontecer a seguir. Há ritmo, não há momentos mortos, e existe um bom equilíbrio entre os acontecimentos de Marte e na Terra.

E há muito humanismo. O que me fez gostar tanto de O Marciano (o livro, já que por cá optaram por outro nome para o filme) foi a sua humanidade. É inacreditável pensar como será ficar perdido, isolado e desesperadamente só num planeta a milhões de quilómetros de distância. Sem água (mas… não há água em Marte? Aguardem a parte II), com pouca comida e muita, muita pouca coisa para fazer. Mas Weir imaginou-o, e conseguimos perceber um pouco mais sobre como o ser humano é resiliente e mais forte do que aquilo que pensa. 

 

Scott tinha de pegar numa ótma história, com personagens fortes e uma grande componente visual, para criar um filme que apelasse ao mesmo humanismo e resiliência. E conseguiu, porque não só encaixa todos os pormenores importantes naquelas duas horas de filme, como incorpora os seus pequenos grandes pormenores para nos contar mais sobre a história, e sobre a sobrevivência de Mark Watney.

 

Somos levados até Marte, e prendemos as mãos à cadeira quando alguma coisa corre mal. Queremos que Watney chegue são e salvo a casa, e torcemos para que a NASA encontre a melhor solução. E isso faz-se também com a mestria com que a história está organizada, e como o desespero de cada um dos personagens é mostrado. 

Já muitos disseram que foi dos melhores filmes de Scott dos últimos tempos. Se é ou não, não o sei dizer. O que sei é que aqueles apontamentos que nos deixam colados ao ecrã, muitos são da responsabilidade de uma realização que compreendeu a história, e soube encontrar a melhor forma de a mostrar - porque muito deste argumento é visual, e isso é mais do que um ponto a favor. 

 

Diria que é obrigatório para os fãs do género. Para aqueles que gostam de um bom filme sobre o espírito humano, obrigatório é. Interessa a grego e a troiano, e demonstra um bonito exemplo de como o Cinema nos pode levar mais além. Até Marte, quem sabe… 

Regresso às origens

Volta não volta, dá esta vontade de voltar às origens. Acho que já cheguei a essa conclusão, e fiz com que toda a gente ficasse a saber que, lá está, volta não volta fico com esta coisa de começar a escrever como se não houvesse amanhã. 
 
Estou na parte do voltar. 
 
Tanta notícia e novidade tem preenchdido o meu dia (cinematograficamente falando, a minha vida não é assim tão excitante), que a vontade pegou, e pegou forte. Será desta? Já tanta vez me fiz a pergunta que já não estou preocupada em responder.
 
Mas a verdade é mesmo essa: há demasiada coisa boa a acontecer no mundo do Cinema. Há os 30 anos do Regresso ao Futuro, o Mundo Jurássico como o terceiro filme com mais receita de sempre, filmes de animação que encantam gente crescida... Há magia!
 
Desanimada como ando de encontrar cada vez mais super e menos heróis, a verdade é que até o Batman e o Super Homem me estão aqui a deixar de água na boca! Mas sou suspeita: sou o tipo de pessoa que tem a edição de colecionador com todos os filmes do Super Homem até ao Homem de Aço, incluindo documentários e versões alternativas. Também tenho um fato de banho do Super Homem. Não, não é só isto, mas continuo a achar que não existe nada de errado nisso.
 
O Super Homem sempre foi o meu superherói preferido. Foi graças a ele e à Lois Lane que achei que a profissão de jornalista era para mim, e que me fez tirar um curso para tal. Acabei por escrever sobre filmes, tecnologia, ciência, espaço... Não tanto crimes, mas acho que hoje prefiro assim. 
 
Não preciso de andar numa correria para perceber que aquilo que via na Lois Lane era, na verdade, o gosto por aquilo que fazia; a determinação em chegar mais longe, em ser a melhor e dar sempre o máximo por cada história. Posso não ser tão determinada, mas gostava de ter um pedaço apenas da sua energia.
 
Até apenas a energia para pegar novamente no espaço a que destino a minha paixão, e deixá-la fluir. Sabe bem, é terapêutico, e faz falta como o caraças! 
 
Regressemos então.